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Abstract
Objetivo: Avaliar a acuidade visual e os potenciais visuais evocados transientes por reversão de padrões no olho contralateral de crianças com ambliopia estrabísmica e/ou anisometrópica. Métodos: Foram avaliados os potenciais visuais evocados de crianças com ambliopia estrabísmica e/ou anisometrópica. As acuidades visuais monoculares de grades e de optotipos foram mensuradas utilizando o PVE de varredura e a tabela EDTRS, respectivamente. Na mesma visita, foram registrados os PVERP transients de cada olho usando estímulos de ângulo visual de 60'; 15' e 7,5'. Parâmetros de amplitude (em microvolts) e latência (em milissegundos) foram determinados para os registros dos potenciais visuais evocados. Resultados: Um grupo de 40 crianças amblíopes estrábicas e/ou anisometrópicas (22 meninas - 55%, media idade= 8,7 ± 2,2, mediana= 8) foi examinado. Um grupo de 19 crianças saudáveis (13 meninas 68,4%, media idade= 8,2 ± 2,6, mediana= 8) de controle também foi incluído. A acuidade visual por optotipos foi significativamente pior (p=0,021) nos olhos contralaterais de todos os amblíopes, quando comparado com o grupo controle, independentemente se estrábico (p=0,040) ou anisometrópico (p=0,048). No geral, a acuidade visual por grades foi significativamente pior nos olhos contralaterais dos amblíopes (p=0,016), quando comparados com o grupo controle. Foi encontrada latência estatisticamente prolongada para ângulos visuais de 15' (p=0,018) e 7,5' (p=0,002) no grupo estrábico, quando comparado com o grupo controle. Para o menor estímulo visual (7,5') foi encontrada latência estatisticamente prolongada nos olhos contralaterais de todas crianças amblíopes (p<0,001). Conclusões: Os olhos contralaterais de crianças amblíopes mostraram pior acuidade visual de optotipo e de resolução de grades, com alterações sutis nos PVERP, detectadas pelas latências prolongadas para estímulos de menor tamanho, quando comparados com os olhos de crianças saudáveis. Estes resultados mostram os efeitos deletérios da ambliopia em várias funções visuais distintas, principalmente relacionadas à visão espacial.
Keywords: Acuidade visual; Potenciais visuais evocados; Eletrofisiologia; Ambliopia; Erros de refração; Criança
Abstract
Objetivo: O eletrorretinograma de campo total (ERG) em pacientes não colaborativos e/ou com alterações palpebrais pode ser registrado com diferentes métodos de captação de respostas, dentre eles os eletrodos de pele. O objetivo deste estudo foi comparar o eletroretinograma obtido com eletrodos de pele e eletrodos de microfibra, determinando valores normativos para os parâmetros registrados com eletrodos de pele. Métodos: Cinquenta voluntários saudáveis (17-26 anos; média 20,63 ± 2,01) participaram deste estudo. Um eletrodo de cúpula de ouro foi aderido à pele na margem orbital inferior de um dos olhos escolhido ao acaso. No olho contralateral, um eletrodo de microfibra foi posicionado no saco conjuntival inferior. Eletrodos de cúpula de ouro foram posicionados na região lateral de cada olho para a formação da diferença de potencial com o eletrodo ativo. Dois eletrodos terra foram posicionados no lobo de cada orelha. O eletrorretinograma foi registrado de acordo com o protocolo da ISCEV (Sociedade Internacional de Eletrofisiologia Visual), com o sistema VERIS 5.1.9 para aquisição e análise dos registros. Resultados: Os dois tipos de eletrodos apresentaram morfologias de onda similares. O tempo implícito das respostas foi comparável entre os dois tipos de eletrodo. Os registros feitos com eletrodo de pele quando comparados aos registros com eletrodos de microfibra mostraram reduções na amplitude das ondas, de 61,4% para resposta de bastonetes, 61,5% para resposta máxima, 46,2% para potenciais oscilatórios, 57,4% para resposta de cones, e 54,4% para flicker 30Hz. Baseado nestes resultados, foram determinados valores normativos para amplitude e tempo de implícito para ERGs obtidos com eletrodos de pele. Conclusões: ERGs registrados com eletrodos de pele apresentam respostas com amplitudes menores quando comparados aos registrados com eletrodos de microfibra. No entanto, usando valores normativos apropriados, os eletrodos de pele podem ser uma alternativa útil para populações especificas como pacientes não colaborativos e/ou com alterações palpebrais.
Keywords: Eletrorretinografia; Eletrodos; Pele; Pálpebras; Estudo comparativo
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