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Search for: José Ricardo Diniz
Abstract
Objetivo: Identificar as principais doenças oculares numa população de neonatos assistidos pelo Sistema Único de Saúde em maternidades de referência no Estado de Pernambuco, orientando o seguimento e tratamento necessário. Métodos: Realizou-se estudo de corte transversal numa população de recém-nascidos em três maternidades públicas, no período de abril a outubro de 2000. Procedeu-se ao exame oftalmológico durante visitas semanais, orientando-se o seguimento e tratamento dos casos com alterações oculares ou fatores de risco. Resultados: Examinaram-se 3280 recém-nascidos: 1403 (42,8%) na Maternidade da Encruzilhada (CISAM), 1232 (37,5%) na Maternidade do Hospital Barão de Lucena (MHBL) e 645 (19,7%) na Maternidade do Hospital Agamenon Magalhães (MHAM). 387 eram pré-termo (11,8% dos casos). Encaminharam-se ao serviço especializado 701 neonatos (21,4% do total examinado) com alterações oculares ou com fatores de risco. Destes, 46,4% eram pré-têrmo e 37,9% receberam oxigenoterapia, observando-se maior número porcentual na MHBL (45,4%). Observou-se conjuntivite em 3,0% dos olhos, leucocoria em 0,4% e hemorragia subconjuntival em 2,0%. À fundoscopia, encontraram-se hemorragias retinianas em 7,8% dos casos, com acometimento macular em 4,3%. Conclusões: As doenças oculares mais freqüentes foram: hemorragias retinianas e conjuntivites. Os principais fatores de risco observados foram: prematuridade e doenças infecciosas neonatais. Os autores enfatizam que o exame ocular deve ser realizado rotineiramente nos neonatos.
Keywords: Oftalmopatias; Olho; Recém-nascido; Fatores de risco
Abstract
OBJETIVOS: Avaliar a prevalência de degeneração macular relacionada à idade (DMRI) e os fatores de risco associados em duas populações socioeconômicas distintas, atendidas em dois centros oftalmológicos de referência em Pernambuco. MÉTODOS: Foi realizado estudo de corte transversal em 200 voluntários acima de 55 anos, sendo 100 atendidos na Fundação Altino Ventura (FAV-rede pública) e 100 atendidos no Hospital de Olhos de Pernambuco (HOPE-rede privada), num total de 400 olhos. A classificação da degeneração macular relacionada à idade foi feita pelo exame de fundo de olho segundo AREDS (Age-Related Eye Disease Study). RESULTADOS: Foi observada presença de degeneração macular relacionada à idade em 61 olhos examinados da Fundação Altino Ventura (30%) e em 46 olhos do Hospital de Olhos de Pernambuco (23%), sendo a diferença da freqüência de degeneração macular relacionada à idade nessas duas populações socioeconômicas distintas não significante para a amostra estudada (p=0,113). Foi observado maior freqüência de degeneração macular relacionada à idade e estágio mais avançado da doença em faixas etárias mais idosas, sendo a associação entre degeneração macular relacionada à idade e o aumento da idade fortemente positiva (p<0,0001). Esta associação também esteve presente com o gênero feminino (p=0,0451), presença de catarata (p=0,0447), passado de cirurgia da catarata (p=0,0432) e obesidade (p<0,0001). Outrossim, não foi observada associação estatística entre degeneração macular relacionada à idade e raça (p=0,1367), hipertensão arterial sistêmica (p=0,1985), diabetes (p=0,6712), tabagismo (p=0,6374), alcoolismo (p=0,7359), exposição solar (p=0.9399), íris clara (p=0,1691), hipermetropia (p=0,5098) e uso de vitaminas (p=0,8251). CONCLUSÕES: A freqüência de degeneração macular relacionada à idade nos dois centros oftalmológicos estudados variou de 23 a 30%, observando-se associação desta doença com a idade, gênero feminino, catarata, cirurgia de catarata e obesidade, não sendo encontrado associação com a condição socioeconômica dos indivíduos.
Keywords: Degeneração macular; Envelhecimento; Idoso; Fatores de risco; Obesidade; Alcoolismo; Tabagismo; Fatores socioeconômicos
Abstract
Com a popularização do "bungee jumping" vem se observando aumento na ocorrência de lesões associadas a sua prática, entre elas lesões oculares. O objetivo deste relato é descrever um caso de diminuição aguda da acuidade visual e alterações campimétricas após "bungee jumping". Os autores apresentam o caso de paciente de sexo feminino, 48 anos, sem história de doença ocular ou sistêmica, que chega a consulta em emergência oftalmológica com queixa de baixa da acuidade visual após "bungee jumping", apresentando ao exame oftalmológico inicial, hemorragias em pólo posterior de ambos os olhos. A angiografia fluoresceínica apresentava áreas hipofluorescentes, por bloqueio do contraste, correspondendo às hemorragias, sem outras alterações vasculares. Avaliada após 14 semanas, observou-se reabsorção das hemorragias e rarefação do epitélio pigmentar da retina em pólo posterior; evoluiu clinicamente com melhora da visão, mas permaneceu com queixa de escotoma e alterações campimétricas mesmo cinco meses após o evento inicial. A ocorrência de lesões corporais, entre elas lesões oculares, com risco de diminuição da acuidade visual deve ser informada aos candidatos à prática deste esporte, sendo papel do oftalmologista prover informações à população em geral sobre possíveis afecções oculares, neste esporte e no cotidiano.
Keywords: Retina; Traumatismos em atletas; Hemorragia retiniana; Escotoma; Angiofluoresceinografia; Jogos e brinquedos; Acuidade visual; Desaceleração; Atividades de laser
Abstract
OBJETIVO: Avaliar os resultados visuais e a freqüência de vítreo-retinopatias e descolamento de retina em pacientes, com e sem fotocoagulação profilática pré-operatória da retina pré-equatorial, submetidos à extração de cristalino translúcido (ECT) para correção de miopia. MÉTODOS: Trinta e cinco pacientes (60 olhos) foram submetidos à extração de cristalino translúcido na Fundação Altino Ventura com tempo mediano de acompanhamento de 20,5 meses, sendo divididos em 3 grupos: Grupo I (22 olhos) submetidos à fotocoagulação da retina periférica 360° pré-operatória; Grupo II (8 olhos) submetidos à fotocoagulação pré-operatória circundando lesões predisponentes e Grupo III (30 olhos) não submetidos à fotocoagulação pré-operatória. Foram avaliados a acuidade visual corrigida (AVL c/c), o equivalente esférico refracional (EE) e a presença de membrana neovascular sub-retiniana (MNVSR), lesões predisponentes e descolamento de retina (DR) pré e pós-operatórios. RESULTADOS: O valor mediano da acuidade visual corrigida AVLc/c melhorou de 0,2 no pré-operatório para 0,5 no pós-operatório e o equivalente esférico refracional EE de -17DE para -1,7DE. Não houve casos de descolamento de retina, mas surgiram áreas de tração vítreo-retiniana em 4 olhos (2 submetidos ao laser 360° e 2 olhos não submetidos ao laser) e 1 caso de membrana neovascular sub-retiniana. CONCLUSÃO: A extração de cristalino translúcido mostrou-se cirurgia eficaz e previsível nas reduções de altas miopias e, ainda, procedimento aparentemente seguro em pacientes com e sem fotocoagulação profilática da retina pré-equatorial. Tempo de acompanhamento maior dos pacientes e o aumento da amostra estudada podem ratificar sua segurança como procedimento refrativo.
Keywords: Miopia; Erros de refração; Cristalino; Fotocoagulação; Descolamento retiniano; Segurança
Abstract
OBJETIVOS: Relatar os resultados de vitrectomia via pars plana com utilização de perfluocarbono líquido (Perfluoroctano-Ophtalmos®), como tamponante vítreo-retiniano de curta duração, no pós-operatório de portadores de descolamento de retina, por ruptura gigante. MÉTODOS: Estudaram-se dez desses pacientes. Todos os casos eram complicados por vitreorretinopatia proliferativa grau B ou pior com rupturas que variavam em extensão de 90º a 210º. O perfluorocarbono líquido foi introduzido, por via pars plana, com o volume necessário para ultrapassar o limite posterior da ruptura, permanecendo no pós-operatório por cinco dias, estando os pacientes em decúbito dorsal. Após esse período submetiam-se a segunda intervenção para troca do perfluorocarbono líquido para gás ou óleo de silicone. RESULTADOS: Após período de acompanhamento médio de 16,2 ± 12,4 meses (2 a 43 meses), 80% das retinas estavam aplicadas, sendo necessária a repetição desta técnica em 1 caso (10%) caso e em 2 casos (20%) não houve reaplicação da retina por vitreorretinopatia avançada. Houve melhora da acuidade visual em 5 casos (50%). CONCLUSÃO: Observaram-se bons resultados quanto à aplicação da retina (80%) e melhora da acuidade visual (50%) quando do uso do perfluorocarbono líquido como tamponante vitreorretiniano de curta duração no pós-operatório de cirurgias de descolamento de retina por rupturas gigantes.
Keywords: Descolamento da retina; Doenças retinianas; Lágrimas; Vitreorretinopatia proliferativa; Fluorocarbonetos; Vitrectomia
Abstract
OBJETIVOS: Avaliar o resultado funcional e o índice macular dos portadores de buraco macular submetidos à cirurgia com remoção da membrana limitante interna. MÉTODOS: Quinze olhos de 15 pacientes com buraco macular estágios 2, 3 e 4 foram incluídos no estudo. Todos foram submetidos à cirurgia de buraco macular convencional com remoção da membrana limitante interna corada pelo azul de tripan. Melhor acuidade visual com correção e cortes transversais medidos por tomografia de coerência óptica (OCT) foram avaliados no pré- e pós-operatório. O índice macular (razão entre a altura e base do buraco macular) foi calculado e correlacionado com o diâmetro mínimo do buraco macular e o ganho de acuidade visual pós-operatória. RESULTADOS: Obteve-se fechamento do buraco macular em todos pacientes operados. Em 86,7%, houve ganho de pelo menos três linhas de visão. O índice macular demonstrou correlação negativa significante com o diâmetro mínimo (r=0,811). Não foi observada correlação significante entre o índice macular e o ganho de acuidade visual pós-operatória (r=0,351). CONCLUSÃO: Os resultados funcionais na cirurgia do buraco macular com remoção da membrana limitante interna foram bons neste grupo de pacientes. O índice macular demonstrou ser compatível com a configuração espacial do buraco macular, porém não foi preditor de resultados visuais.
Keywords: Mácula lútea; Mácula lútea; Tomografia de coerência óptica; Vitrectomia; Membrana epirretiniana; Membrana epirretiniana
Abstract
Objetivo: Avaliar a microbiota bacteriana da conjuntiva e perfil de antibiograma no pré-operatório de injeção intravítrea de antiangiogênico por degeneração macular relacionada à idade, comparando com a de pacientes no pré-operatório de cirurgia de catarata. Métodos: Realizou-se estudo transversal, observacional, tipo série de casos. Foram constituídos dois grupos: grupo I (degeneração macular) com 26 olhos de 26 pacientes (12 homens/14 mulheres) com média de idades de 69,2 ± 11,5 anos; grupo II (catarata) com 27 olhos de 27 pacientes (9 homens/18 mulheres) com média de idades de 67,6 ± 7,9 anos. Os grupos foram homogêneos em relação à idade (p=0,538) e ao sexo (p=0,787). Foi realizada coleta de secreção do fundo de saco inferior da conjuntiva, através de "swab", e imediatamente colocado em tubo contendo meio líquido BHI ("brain heart infusion"). As amostras foram processadas conforme técnicas laboratoriais padrão e realizado antibiograma de cada colônia isolada. Resultados: Houve crescimento de 26 colônias bacterianas no grupo I, com 2 olhos não apresentando crescimento e 30 colônias no grupo II. Houve maior frequência de bactérias Gram positivas nos dois grupos: 23/26 colônias (88,4%) no grupo I e 29/30 colônias (96,7%) no grupo II, com predomínio de Staphylococcus aureus em ambos os grupos, com 16 amostras (61,5%) e 17 (56,7%), respectivamente. Staphylococcus coagulase negativa foi a segunda bactéria mais identificada, com 19,2% no grupo I e 20,0% no grupo II. Nenhuma diferença de frequência entre os grupos alcançou significância estatística. Não foi observada diferença estatisticamente significante nas sensibilidades das bactérias aos antibióticos testados entre os dois grupos. Conclusões: Não houve diferença na distribuição das bactérias e no perfil de antibiograma da microbiota conjuntival de pacientes no pré-operatório de injeção intravítrea por degeneração macular, comparada a de pacientes no pré-operatório de cirurgia de catarata.
Keywords: Túnica conjuntiva; Infecções oculares bacterianas; Degeneração macular; Extração de catarata; Antibioticoprofilaxia; Injeções; Inibidores de angiogênese
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