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Abstract
OBJETIVO: O filme lacrimal pode ser alterado por medicações crônicas, que podem comprometer o equilíbrio responsável pela função da glândula lacrimal e da superfície ocular. O objetivo desse estudo foi determinar se o tratamento crônico com drogas antiglaucomatosas induz alterações no filme lacrimal e superfície ocular. MÉTODOS: Após o consentimento informado, 21 pacientes usando drogas antiglaucomatosas por mais de 8 meses e 20 voluntários com similar distribuição etária e por sexo, não usuários de medicação ocular ou sistêmica (grupo controle) foram incluídos. Os dados do desconforto ocular, coloração com fluoresceína e lissamina verde, tempo de ruptura do filme lacrimal e teste de Schirmer foram colhidos e analisados pelo teste t de Student. A citologia de impressão foi avaliada e comparada pelo teste de qui-quadrado. RESULTADOS: Pacientes usando cronicamente medicação antiglaucomatosa apresentaram ignificativamente maior coloração por fluoresceína (p=0,003), lissamina verde (p=0,02) e menor TRFL (p=0,001). Os outros parâmetros comparados, incluindo a citologia de impressão foram similares entre o grupo tratado e controle (p>0,05). CONCLUSÕES: Esse estudo demonstra que o filme lacrimal e a superfície ocular estão alterados em usuários de medicação antiglaucomatosa. Essas medicações apresentam em comum o cloreto de benzalcônio como conservante. Esforços para minimizar efeitos adversos do uso crônico de drogas antiglaucomatosas devem ser considerados.
Keywords: Compostos de benzalcônio; Compostos de benzalcônico; Timolol; Timolol; Disco óptico; laucoma; Síndrome do olho seco; Indicadores e reagentes
Abstract
A dacriocistite aguda comumente evolui para infecção pré-septal. Raramente a infecção localizada no saco lacrimal pode estender-se ao conteúdo orbitário resultando em celulite orbitária. Apresentamos um caso de abscesso orbitário intraconal secundário à dacriocistite aguda e uma revisão de literatura de celulite orbitária causada por infecção aguda do saco lacrimal.
Keywords: Doenças do aparelho lacrimal; Dacriocistite; Doenças orbitárias; Celulite; Abscesso; Infecções bacterianas; Relatos de casos
Abstract
OBJETIVO: Investigar o potencial terapêutico do transplante de membrana amniótica nos casos agudos graves de queimadura ocular química e síndrome de Stevens-Johnson. MÉTODOS: Foram analisados retrospectivamente os prontuários de oito pacientes, com um total de dez olhos, submetidos a transplante de membrana amniótica para tratamento de queimadura ocular química e síndrome de Stevens-Johnson na fase aguda entre janeiro de 1999 e maio de 2008 no Departamento de Oftalmologia da UNIFESP. Dados referentes a sexo, idade, grau da queimadura, etiologia, olho acometido, achados oftalmológicos, extensão da membrana amniótica, operações adicionais, tempo em dias entre a lesão e a cirurgia, acuidade visual antes e depois da cirurgia, defeito epitelial em dias, complicações e tempo de seguimento em meses foram coletados. RESULTADOS: A idade média dos pacientes foi de 35,7 ± 23,04 anos, dos quais seis eram homens e dois eram mulheres. Três pacientes (quatro olhos) apresentaram síndrome de Stevens-Johnson e cinco pacientes (seis olhos) apresentaram queimadura ocular química. O defeito epitelial foi cicatrizado em média de 27,8 ± 4,7 dias (variando de 20 a 35 dias). Todos os pacientes evoluíram com deficiência límbica em seguimento médio de 7,8 ± 2,8 meses (variando entre cinco e doze meses) e quatro olhos desenvolveram simbléfaro. CONCLUSÕES: Os resultados sugerem que o transplante de membrana amniótica representa um aditivo que pode ser realizado nos casos agudos graves de queimadura ocular química e síndrome de Stevens-Johnson com a finalidade de promover a epitelização e suprimir a inflamação e suas consequências, se comparado a outros trabalhos que trataram casos semelhantes com terapia medicamentosa somente. Por outro lado, não é capaz de evitar a deficiência límbica nesses casos, que futuramente necessitarão de transplante de células-tronco do limbo ou outras cirurgias para correção da superfície ocular.
Keywords: Âmnio; Síndrome de Stevens-Johnson; Córnea; Epitélio anterior; Queimaduras oculares
Abstract
Lesões na superfície ocular podem atingir as células-tronco do limbo e causar deficiência límbica. A deficiência límbica é caracterizada pela conjuntivalização, que pode ser definida como a invasão do epitélio conjuntival sobre a córnea. Este processo é acompanhado por graus variáveis de alterações corneanas, como neovascularização, inflamação, erosões recorrentes, defeitos epiteliais persistentes, destruição da membrana basal do epitélio e cicatrização estromal. Frequentemente, estas alterações estão associadas à diminuição da acuidade visual, fotofobia e desconforto ocular. O melhor tratamento para essa afecção não é conhecido e possibilidades variam em casos uni ou bilaterais. Entre os tratamentos disponíveis, o transplante de limbo autólogo ou alógeno é um dos mais utilizados. Para melhorar os resultados dos transplantes alógenos, alguns pesquisadores utilizam o transplante de epitélio da córnea cultivado em laboratório pela expansão ex vivo de células-tronco epiteliais límbicas. Mas devido à limitada disponibilidade de tecido autólogo do limbo e o risco de complicações associadas à imunossupressão em transplante de tecido alógeno, pesquisas de outras opções de células-tronco cultivadas ex vivo têm sido descritas em fase experimental e clínica. Essa revisão descreve os novos tipos de células-tronco cultivadas ex vivo, seus resultados atuais e potencialidades futuras.
Keywords: Células-tronco adultas; Âmnio; Técnicas de cultura de células; Células epiteliais; Ceratoconjuntivite; Limbo da córnea; Resultado de tratamento
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a eficácia e aspecto estrutural de células límbicas epiteliais humanas cultivadas sobre membrana amniótica (MA) com e sem epitélio. MÉTODOS: As culturas límbicas foram obtidas a partir de rima corneoescleral remanescentes de transplantes de córnea de 6 diferentes doadores. Cada explante foi cultivado em três diferentes grupos: MA desepitelizada por tripsina (Grupo 1), MA com epitélio íntegro (Grupo 2) e controle (Grupo 3). A migração epitelial foi avaliada por microscopia de contraste de fase. Após 15 dias, as células cultivadas sobre MA foram submetidas à microscopia eletrônica para avaliar migração e adesão epitelial. RESULTADOS: Todas as células do grupo controle cresceram até atingir confluência. Somente uma das culturas em membrana amniótica desepitelizada não apresentou crescimento epitelial. O crescimento de células epiteliais sobre membrana amniótica epitelizada foi observada em apenas uma cultura. CONCLUSÃO: Baseando-se nestes achados, o uso de membrana amniótica desepitelizada aparenta ser o melhor substrato para migração e adesão epitelial comparando com membrana amniótica epitelizada. Remover o epitélio da membrana amniótica demonstra ser um importante passo para estabelecer culturas de células sobre membrana amniótica.
Keywords: Células epiteliais; Técnicas de cultura de células; Membrana amniótica; Células-tronco; Limbo da córnea; Córnea; Adesão celular; Estudo comparativo
Abstract
OBJETIVOS: Descrever as alterações corneais observadas na microscopia confocal in vivo e relacioná-las aos achados da citologia de impressão em pacientes com deficiência total das células-tronco do limbo. MÉTODOS: Série de casos prospectiva incluindo 13 olhos (8 pacientes) com deficiência total das células-tronco do limbo. A deficiência límbica foi diagnosticada clinicamente e mediante citologia de impressão da córnea. Imagens confocais da córnea central foram obtidas com o Heidelberg Retina Tomograph II, Rostock Corneal Module (Heidelberg Engineering, Heidelberg, Alemanha). RESULTADOS: A citologia de impressão da córnea demonstrou células epiteliais da conjuntiva e células caliciformes em todos os casos. A microscopia confocal da área central da córnea mostrou alteração da estrutura normal das camadas do epitélio corneal em todos os casos. As imagens confocais da córnea mostraram a presença de células com características do epitélio conjuntival em 76,9%. Esses achados no exame confocal são compatíveis com deficiência das células-tronco do limbo. Adicionalmente, células caliciformes, metaplasia escamosa, células inflamatórias e dendríticas foram observadas. O plexo nervoso sub-basal não foi identificado em nenhum dos casos. Neovasos corneais foram observados no epitélio e no estroma. Em todos os casos havia imagens difusamente hiperreflectivas no estroma, correspondendo à opacidade do tecido. CONCLUSÕES: A deficiência das células-tronco do limbo, previamente confirmada por citologia de impressão, pôde ser demonstrada pela microscopia confocal in vivo em 76,9% dos casos através da visualização de células epiteliais da conjuntiva na córnea. Achados frequentes na microscopia confocal foram células anormais na córnea (células conjuntivais, caliciformes e inflamatórias), neovasos corneais e hiperreflexão difusa do estroma.
Keywords: Córnea; Doenças da córnea; Túnica conjuntiva; Limbo da córnea; Células-Tronco; Microscopia confocal
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