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Search for: José M. B. Marinho
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Objetivos: Investigar a reprodutibilidade intra-laboratorial dos fenótipos clínicos e avaliar anisotropias ópticas em córneas de coelhos com deficiência de células tronco limbais.
Métodos: Lesões ao limbo foram feitas no olho direito de 23 coelhos adultos da Nova Zelândia Branco, usando um protocolo altamente agressivo, que envolveu peritomia limbal em 360 graus, ceratolimbectomia, cauterização por álcali, e remoção mecânica de epitélio remanescente. Os olhos foram clinicamente avaliados por 28 dias, inclusive por citologia de impressão corneal. As córneas que manifestaram um conjunto de alterações típicas de deficiência de células tronco limbais foram coletadas e submetidas à estudos em histopatologia e em anisotropias ópticas. Córneas saudáveis foram usadas como controles. Diferenças de caminho óptico de birrefringência relacionada à organização do colágeno estromal, e dicroísmo linear relacionado à expressão e à orientação das cadeias de glicosaminoglicanos dos proteoglicanos estromais, foram quantificados por microscopia de luz polarizada.
Resultados: Um olho apresentou hipópio e foi excluído do estudo. Todos os olhos estudados (n=22) apresentaram sinais de inflamação ocular. A citologia de impressão não detectou células caliciformes na superfície corneal. Doze de 22 córneas manifestaram alterações clínicas típicas de deficiência de células tronco limbais, caracterizado por defeitos epiteliais, infiltrados inflamatórios, opacidade de moderada à severa, e neovascularização. Estudos por microscopia de luz polarizada mostraram que a deficiência de células tronco limbais aumentou a diferenças de caminho óptico corneal em 24,4% (versus controles). As córneas com deficiência de células tronco limbais foram menos dicroicas do que as córneas controle.
Conclusões: Coelhos com deficiência de células tronco limbais, para aplicações em estudos pré-clínicos, devem ser rigorosamente selecionados para assegurar homogeneidade experimental, pois há evidências de que protocolos utilizados para indução de deficiência de células tronco limbais não estão associados com boa reprodutibilidade intra-laboratorial de fenótipos clínicos. A deficiência de células tronco limbais, como induzida aqui, alterou as propriedades ópticas anisotrópicas do estroma corneal. Tais alterações são indicativas de mudanças no empacotamento de colágeno e na orientação das cadeias de glicosaminoglicanos dos proteoglicanos. Conhecimentos nessas alterações são importantes para potencializar estratégias que visam a restabelecer a integridade morfofuncional do estromal corneal acometido pela deficiência de células tronco limbais.
Keywords: Birrefringência; Substância própria; Anisotropia; Células-tronco; Limbo da córnea; Glicosaminoglicanos
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OBJETIVOS: o principal objetivo deste estudo foi descrever pacientes com achados vasculares retinianos temporalmente relacionados à vacinação contra COVID-19. Com maior notificação de possíveis eventos adversos similares, esperamos compreender a real dimensão e relevância do que foi apresentado.
MÉTODOS: Onze pacientes com queixas visuais após vacinação contra COVID-19 foram estudados. Os dados analisados foram: idade, gênero, tipo de vacinação, tempo de aparecimento de sintomas, achados sistêmicos, antecedentes pessoais, acuidade visual com melhor correção, biomicroscopia e imagem retiniana multimodal (retinografia colorida, red-free, SD-OCT, OCTA e angiofluoresceinografia). Os critérios de inclusão foram a presença de alterações oftalmológicas ocorridas dentro de 30 dias após a primeira ou segunda dose de qualquer vacina contra COVID-19.
RESULTADOS: Onze pacientes foram incluídos: 5 com oclusão arterial (45,4%), 4 com oclusão venosa (36,4%) e 2 (18,2%) com alterações não específicas vasculares sugestivas de isquemia retiniana como exsudatos algodonosos. A idade média dos pacientes foi de 57 anos (DP=16; com intervalo de 27 a 84 anos). A média de tempo de aparecimento de sintomas após a vacinação foi de 10 dias (DP=5,4; com intervalo de 3 a 16 dias). Nove dos onze pacientes eram do sexo feminino (81,8%). Fatores de risco sistêmicos foram observados em 36,4% dos pacientes. Dois pacientes tiveram sintomas neurológicos e visuais, com oclusão arterial. 36,4% dos pacientes tiveram infecção prévia por COVID-19 no último ano. Sete pacientes (63,6%) receberam a vacina ChAdOx1 nCoV-19 (AZD1222).
CONCLUSÕES: nossos dados sugerem que eventos retinianos temporalmente relacionados à vacinação contra COVID-19 são possíveis, porém raros. A relação entre estes eventos pós-vacinais exigem futura atenção antes de maiores conclusões.
Keywords: COVID-19; Infecções por coronavírus; Vacina; Oclusão arterial; Oclusão venosa; Síndrome de Susac
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PURPOSE: To describe a 2019 acute toxoplasmosis outbreak in the city of São Paulo, Brazil, and to evaluate the laboratory serological profile for toxoplasmosis for three consecutive years. The ophthalmological manifestations of the patients involved in the outbreak were also studied.
METHODS: A cross-sectional descriptive study of a toxoplasmosis outbreak in São Paulo, Brazil, between February and May 2019. Epidemiological data were described, as were the observed ocular manifestations. As part of this study the number of patients with positive IgM toxoplasmosis serology was obtained from a large laboratory network (DASA) for three consecutive years, including the year of the outbreak (2018, 2019, 2020).
RESULTS: Eighty-three individuals were identified in the outbreak and two clusters were studied. The clinical picture of at least 77% of the patients, the epidemiological analysis, and the short incubation period (5-8 days) suggested contamination by oocysts. Serological laboratory data analysis revealed an increase of positive toxoplasmosis IgM in 2019 of 73% compared to the previous year. Ophthalmological examination revealed that at least 4.8% of the patients developed toxoplasmic retinochoroiditis, none of whom had been treated during the acute systemic disease.
CONCLUSION: Our findings indicate vegetable contamination as the possible source of this outbreak, a high prevalence of toxoplasmosis in São Paulo during the outbreak period, and a drop in the number of tests during the COVID-19 pandemic. Retinochoroiditis was observed in at least 4.8% of the cases. We confirm the need to implement effective means for the prevention, diagnosis, and treatment of the disease. This may involve raising awareness among the population of the importance of vegetable hygiene, and improved quality control of food and water.
Keywords: Toxoplasmosis/etiology; Food parasitology; Water/parasitology; Uveitis, posterior/parasitology; Chorioretinitis/parasitology; Visual acuity; Disease outbreaks; Eye manifestations; Humans.
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