Arq. Bras. Oftalmol. 2004;67 (1 )
:97-101
| DOI: 10.1590/S0004-27492004000100017
Abstract
OBJETIVO: Avaliação comparativa de custos de reparação de pequenas perfurações oculares utilizando a técnica da cola de cianoacrilato Super Bonder® (2-metil-cianoacrilato) comparada à técnica de sutura de córnea. MÉTODOS: A fim de avaliar comparativamente os custos do uso da técnica de cola de cianoacrilato com a técnica de sutura de córnea, realizou-se análise dos materiais usados em ambas técnicas. RESULTADOS: A análise de custos comparativos entre o uso da técnica de cola de cianoacrilato em pequenas perfurações, versus a técnica de sutura de córnea demonstrou menor gasto com uso do adesivo. CONCLUSÃO: A utilização da técnica de cola de cianoacrilato, para reparação de perfuração de córnea, apresentou custos menores quando comparada com a técnica de sutura de córnea.
Keywords: Córnea; Custos de cuidados de saúde; Suturas; Cianocrilatos; Cola
Arq. Bras. Oftalmol. 2004;67 (5 )
:773-779
| DOI: 10.1590/S0004-27492004000500015
Abstract
OBJETIVO: Identificar aspectos socioeconômicos que influenciam no comparecimento de escolares com alterações visuais ao exame oftalmológico realizado durante campanha comunitária. MÉTODOS: Foram encaminhados para consulta 237 alunos. O questionário por entrevista (levantamento investigativo) foi aplicado aos pais ou responsáveis que acompanharam os escolares durante a consulta oftalmológica da Campanha Nacional de Reabilitação Visual "Olho no Olho" 2002, na cidade de Lins. A escolaridade dos pais ou responsáveis, a renda familiar, a posse de condução própria, a distância entre as moradias e o local do exame e a posse de plano de saúde privado foram pesquisadas. O mesmo questionário foi posteriormente aplicado, por meio de visita domiciliar, aos pais ou responsáveis pelos escolares faltosos. RESULTADOS: Compareceram ao exame oftalmológico e responderam ao questionário 163 alunos (68,8%). Faltaram à consulta 74 alunos (31,2%), dos quais 72 responderam ao questionário. A escolaridade, a renda familiar, a posse de condução própria e a distância entre a casa do escolar e o local do exame não mostraram diferença estatisticamente significante entre os alunos que compareceram ao exame e os faltosos. Houve diferença estatisticamente significante (p = 0,017) entre os escolares com convênio médico privado que compareceram (27,6%) e os que não compareceram (44,4%) à consulta oftalmológica. CONCLUSÃO: O fato de o escolar estar protegido por convênio médico privado esteve associado ao não comparecimento para o exame oftalmológico.
Keywords: Promoção da saúde; Saúde escolar; Transtornos da visão; Testes visuais; Fatores socioeconômicos; Questionários
Arq. Bras. Oftalmol. 2007;70 (4 )
:689-692
| DOI: 10.1590/S0004-27492007000400021
Abstract
Apresentação de um caso de síndrome de Urbach-Wiethe com manifestações típicas, inclusive oculares. Paciente do sexo feminino, 15 anos, com quadro de prurido ocular relacionado à presença de lesões papuliformes em margens palpebrais (blefarose moniliforme), em associação com outras alterações sistêmicas. O diagnóstico foi confirmado por meio de biópsia cutânea e foi instituído uso de lágrimas artificiais, com alívio parcial do sintoma. O objetivo do trabalho é relatar um caso com manifestações características da doença atendido no Setor de Oftalmologia da Faculdade de Medicina de Marília.
Keywords: Proteinose lipóide de Urbach e Wiethe; Lipidoses; Pálpebras; Síndrome; Manifestações oculares; Relatos de casos
Arq. Bras. Oftalmol. 2008;71 (4 )
:509-513
| DOI: 10.1590/S0004-27492008000400008
Abstract
OBJETIVOS: Avaliar a qualidade e o ponto de corte (AV <0,7) da acuidade visual verificada pelos professores, nos escolares da rede municipal de Marília participantes do programa "Olho no olho". MÉTODOS: Estudo transversal em 604 escolares (1.208 olhos), pertencentes às escolas municipais de Marília, SP, realizado através do exame feito pelos professores treinados para o programa comparando-o com o exame realizado pelos oftalmologistas, assumindo estes como o padrão-ouro para comparação. A análise foi feita por olhos examinados. Calculamos a sensibilidade (S), especificidade (E), valor preditivo positivo (VPP), valor preditivo negativo (VPN) e razão de verossimilhança (RV). Comparamos as médias das AV encontradas pelos professores com as dos oftalmologistas e uma curva ROC (Receiver Operating Characteristic Curve) foi gerada para avaliar se AV <0,7 foi o melhor valor para encaminhamento. RESULTADOS: A média da AV verificada pelos professores foi de 0,70 +/- 0,16 e a dos oftalmologistas foi de 0,88 +/- 0,2 com uma diferença entre as médias de 0,18 (p<0,0001). A S, E, VPP, VPN e RVP foram de: 82%, 40%, 27%, 89% e 1,37, respectivamente. As taxas de falso positivo e negativo foram de 59,5% e 18%, respectivamente. Na curva ROC AV <0,7 foi o melhor ponto para encaminhamento. CONCLUSÕES: Evidenciamos a importância da participação dos professores na melhoria da saúde ocular escolar. O teste realizado pelos professores teve satisfatória S, com baixa E, VPN e valores elevados de falsos positivos. Nossos dados confirmam que o melhor valor de corte para encaminhamento foi o valor de AV < 0,7.
Keywords: Acuidade visual; Qualidade; Saúde escolar; Sensibilidade e especificidade; Criança