Arq. Bras. Oftalmol. 2006;69 (1 )
:127-135
| DOI: 10.1590/S0004-27492006000100025
Abstract
Nesta revisão, analisamos diferentes aspectos relacionados à métrica da percepção visual. Atenção especial foi dada à mensuração de distância egocêntrica (distância de um observador a um objeto) e à mensuração de distância exocêntrica (distância entre dois objetos, ou partes de um objeto). Além disso, foram, brevemente, consideradas as teorias, a natureza dos indícios de distância, os tipos de indicadores de distância percebida, e os ambientes nos quais as distâncias são mensuradas. Concluímos que, a relação entre distância percebida e distância real não reflete uma simples transformação de sua contraparte física; em vez disso, esta relação depende substancialmente do ambiente no qual as distâncias são estimadas bem como da combinação de indícios de distância presente neste ambiente.
Keywords: Percepção de profundidade; Percepção espacial; Percepção visual; Percepção de distância; Psicofísica; Ilusões ópticas
Arq. Bras. Oftalmol. 2013;76 (1 )
:18-20
| DOI: 10.1590/S0004-27492013000100006
Abstract
OBJETIVO: Comparar a dor relacionada à injeção intravítrea e panfotocoagulação no tratamento de pacientes com retinopatia diabética proliferativa de alto risco. MÉTODOS: Estudo prospectivo incluindo pacientes com retinopatia diabética proliferativa de alto risco e nenhum tratamento a laser prévio aleatoriamente designados para receber panfotocoagulação retiniana (grupo PRP) ou panfotocoagulação e ranibizumabe intravítreo (grupo PRPplus). Em todos os pacientes, a panfotocoagulação foi administrada em duas sessões (semanas 0 e 2), e ranibizumabe intravítreo foi administrado no final da primeira sessão de laser no grupo PRPplus. Retratamento foi realizado nas semanas 16 e 32 se neovasos ativos fossem detectados na angiofluoresceinografia, utilizando ranibizumabe intravítreo no grupo PRPplus e laser adicional grupo PRP. Após o fim do retratamento, uma Escala Analógica Visual de 100-unidades foi utilizada para a estimativa da pontuação da dor. O paciente foi questionado sobre a intensidade da dor durante todo o procedimento (sessão de fotocoagulação de retina ou injeção intravítrea de ranibizumabe). A comparação dos índices de dor foi realizada utilizando um teste não-paramétrico (Wilcoxon rank sums). RESULTADOS: Dezessete pacientes do grupo PRPplus e 14 do grupo PRP foram avaliados para os índices de dor. Não houve diferenças significativas entre os dois grupos quanto ao sexo, hemoglobina glicosilada e duração da doença. A média de dor da injeção intravítrea (±SEM) foi 4,7 ± 2,1, significativamente menor (p<0,0001) do que a dor média da panfotocoagulação (60,8 ± 7,8). Doze dos 17 pacientes do grupo PRPplus referiram pontuação de intensidade da dor zero, enquanto que o índice mínimo no grupo PRP foi encontrado em um paciente com 10,5. CONCLUSÃO: Em pacientes com retinopatia diabética proliferativa de alto risco que necessitaram de retratamento por neovasos persistentes, houve mais conforto para o paciente quando o retratamento foi realizado com uma injeção intravítrea em comparação com fotocoagulação da retina. Estudos posteriores são necessários para confirmar nossos achados preliminares.
Keywords: Dor; Injeções intravítreas; Retinopatia diabética; Fotocoagulação; Fator A de crescimento endotélio vascular