Arq. Bras. Oftalmol. 2007;70 (5 )
:884-889
| DOI: 10.1590/S0004-27492007000500029
Abstract
OBJETIVO: Relatar uma linha de pesquisa desenvolvida no Brasil (Universidade de São Paulo) em cola de fibrina para tamponamento de perfuração corneana e a perspectiva de seu uso em úlceras corneanas não perfuradas e em córneas operadas de ceratectomia fotorrefrativa. MÉTODOS: Relatar a fabricação da cola de fibrina, desenvolvimento de instrumentação para ensaio de resistência da área colada, estudo experimental da eficácia, da resistência e histológico e levantada a literatura médica para embasar proposta de estudo da cola de fibrina como membrana basal provisória sobre superfícies corneanas não perfuradas como úlceras corneanas tróficas e superfícies corneanas operadas de ceratectomia fotorrefrativa. RESULTADOS: O desenvolvimento da cola de fibrina, do equipamento para seu ensaio de resistência, os estudos experimentais de eficácia, resistência e histológico da área corneana colada com fibrina são relatados. É mostrada a base na literatura científica para a proposição de estudos com o uso de fibrina como membrana basal provisória sobre superfícies corneanas não perfuradas como úlceras tróficas e superfícies corneanas pós-ceratectomia fotorrefrativa. CONCLUSÃO: Foi relatada uma linha de pesquisa em cola de fibrina para tamponamento de perfuração corneana no Brasil (Universidade de São Paulo) e suas perspectivas teóricas de uso em úlceras corneanas não perfuradas e sobre córneas operadas de ceratectomia fotorrefrativa com intenção de reduzir "haze".
Keywords: Ulcera da córnea; Adesivo tecidual de fibrina; Membrana basal; Córnea; Ceratectomia fotorrefrativa por excimer laser
Arq. Bras. Oftalmol. 2008;71 (2 )
:234-237
| DOI: 10.1590/S0004-27492008000200018
Abstract
OBJETIVO: Desenvolver de modo interdisciplinar entre as áreas de oftalmologia e design uma lupa de mão ergonômica de +22 dioptrias de 50 mm de diâmetro asférica para baixa visão. MÉTODOS: Um cilindro de alumínio foi cortado, torneado e teve feita internamente uma rosca a fim de produzir um anel para acomodar uma lente asférica de 50 mm de diâmetro com uma depressão externa para não escorregar dos dedos do portador. Uma barra de aço cilíndrica foi cortada, torneada e teve uma rosca feita para formar um anel com fio de rosca externo para ser rosqueado na parte interna do anel de alumínio, para manter a lente em posição estável. Ambos anéis foram submetidos a pintura eletrostática preta fosca exceto a borda inferior do anel externo para sinalizar o lado correto da lupa a ficar voltado para o material a ser lido. RESULTADOS: Foi obtida uma lupa de 22 dioptrias de 50 mm de diâmetro com um anel preto para ser segurado pela sua depressão circular externa a fim de procurar com segurança o foco adequado de leitura e com um anel inferior aluminizado para apontar para o objeto de leitura e permitir uma leitura menos distorcida. Esta é a primeira lupa brasileira de grande diâmetro e grande aumento para baixa visão, asférica, permitindo a focalização de uma palavra inteira, não apenas sílabas, proporcionando leitura mais rápida e confortável. CONCLUSÃO: Foi desenvolvida de modo interdisciplinar uma lupa de +22 dioptrias, de 50 mm de diâmetro, asférica, com tal qualidade de imagem e características ergonômicas para permitir leitura de desempenho adequado e confortável em casos de baixa visão.
Keywords: Baixa visão; Lentes; Acuidade visual; Desenho de equipamento
Arq. Bras. Oftalmol. 2008;71 (3 )
:385-388
| DOI: 10.1590/S0004-27492008000300015
Abstract
OBJETIVO: Avaliação preliminar na Clínica Oftalmológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) de equipamento inovador para baixa visão desenvolvido na USP que consiste em prancha de leitura acoplada a lente de aumento que mantém fixos o foco e a linha de leitura. MÉTODOS: Foram avaliados 9 pacientes com visão subnormal usando o supracitado equipamento prancha de leitura acoplada a lente para auxílio em visão subnormal desenvolvida na USP em comparação com uso de uma lupa teste manual de dioptria semelhante, considerando-se os seguintes parâmetros de avaliação: causa da doença, acuidade visual corrigida no melhor olho para longe, impressão pessoal do paciente comparando prancha de leitura e lupa teste, impressão dos autores observando o uso dos 2 auxílios acima citados. RESULTADOS: A preferência pelos recursos foi: prancha de leitura acoplada a lupa - 5 pacientes; lupa manual - 2 pacientes; sem preferência por nenhum dos recursos - 1 paciente; inadequados para avaliação dos recursos preferidos - 1 paciente. CONCLUSÃO: Neste estudo preliminar, a maioria dos pacientes avaliados preferiu o recurso prancha de leitura acoplada à lupa, o que mostra que este produto inovador facilita a leitura; o médico avaliador interpreta a opinião do paciente como um especialista e contribui para o aprimoramento do produto para que ele possa ser futuramente submetido a novas avaliações.
Keywords: Baixa visão; Equipamentos e provisões; Desenho de equipamento; Leitura; Auxiliares sensoriais
Arq. Bras. Oftalmol. 2009;72 (2 )
:264-267
| DOI: 10.1590/S0004-27492009000200028
Abstract
OBJETIVO: Estabelecer a base de literatura para apoiar a idéia de que seria possível analisar mudanças da superfície anterior da córnea por um jato de ar aplicado sobre o olho. MÉTODOS: Procurou-se na base de literatura PUBMED/MEDLINE os assuntos videoceratografia, fotografia de alta velocidade, analisador de resposta ocular (ORA), selecionando-se informação concernente ao objetivo deste trabalho. RESULTADOS: A literatura mostrou dados que apoiam a ideia de juntar três tecnologias hoje existentes que poderiam resultar num novo conceito de "topografia dinâmica de córnea": a topografia corneana, o jato de ar aplicado sobre o olho na medida da histerese do aparelho de analisador de resposta ocular (ORA) e a técnica de fotografia de alta velocidade usada para estudar o filme lacrimal e a superfície anterior da córnea. CONCLUSÃO: A base de literatura apóia a idéia de juntarem-se as tecnologias hoje disponíveis de topografia corneana, o jato de ar do aparelho de medida de histerese corneana e a fotografia de alta velocidade para se criar um novo conceito na análise da superfície corneana: a topografia dinâmica da córnea.
Keywords: Topografia da córnea; Microscopia de vídeo; Biomecânica; Processamento de imagem assistida por computador; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Procedimentos cirúrgicos refrativos