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Abstract
OBJETIVO: Avaliar as mudanças terapêuticas, dadas por decisão médica, relativas ao tratamento do glaucoma primário de ângulo aberto em um centro de referência e a possível relação entre a persistência do tratamento e progressão da doença em casos controlados com medicação. MÉTODOS: Uma revisão de prontuários foi realizada em 65 pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto encaminhados a um hospital terciário Os seguintes dados clínicos foram analisados: primeira medicação instituída, persistência com o tratamento inicial, melhor acuidade visual corrigida, índice ''desvio médio'' do campo visual, relação escavação/disco óptico e pressão intraocular. Os pacientes foram classificados em quatro categorias, a fim de se verificar a evolução clínica. RESULTADOS: A média do número de visitas/ano foi de 4,4 ± 3,5 e o período de seguimento foi de 40,7 ± 22,8 meses. A média de tempo persistência foi de 12,9 ± 13,9 meses. Em seis e doze meses, respectivamente, 39,1% e 62,5% dos pacientes tinham interrompido o regime terapêutico inicialmente previsto, principalmente pela adição (42%) ou mudança (26%) do esquema terapêutico. Treze pacientes (21%) evoluíram para uma pior categoria de glaucoma primário de ângulo aberto, no entanto, apesar desta tendência, nenhuma correlação significativa foi encontrada entre baixa persistência e agravamento do glaucoma primário de ângulo aberto. CONCLUSÕES: As taxas de persistência com o esquema terapêutico inicial foram baixas, quando medidas através das mudanças observadas por decisões médicas, durante o curso do tratamento. Uma melhor decisão terapêutica inicial é crítica, a fim de poder se oferecer um tratamento mais estável e eficaz para o glaucoma primário de ângulo aberto.
Keywords: Glaucoma de ângulo aberto; Pressão intraocular; Cegueira; Atitude frente a saúde; Comunicação; Cooperação do paciente; Relações médico-paciente; Avanço da doença
Abstract
OBJETIVO: Comparar a dor relacionada à injeção intravítrea e panfotocoagulação no tratamento de pacientes com retinopatia diabética proliferativa de alto risco. MÉTODOS: Estudo prospectivo incluindo pacientes com retinopatia diabética proliferativa de alto risco e nenhum tratamento a laser prévio aleatoriamente designados para receber panfotocoagulação retiniana (grupo PRP) ou panfotocoagulação e ranibizumabe intravítreo (grupo PRPplus). Em todos os pacientes, a panfotocoagulação foi administrada em duas sessões (semanas 0 e 2), e ranibizumabe intravítreo foi administrado no final da primeira sessão de laser no grupo PRPplus. Retratamento foi realizado nas semanas 16 e 32 se neovasos ativos fossem detectados na angiofluoresceinografia, utilizando ranibizumabe intravítreo no grupo PRPplus e laser adicional grupo PRP. Após o fim do retratamento, uma Escala Analógica Visual de 100-unidades foi utilizada para a estimativa da pontuação da dor. O paciente foi questionado sobre a intensidade da dor durante todo o procedimento (sessão de fotocoagulação de retina ou injeção intravítrea de ranibizumabe). A comparação dos índices de dor foi realizada utilizando um teste não-paramétrico (Wilcoxon rank sums). RESULTADOS: Dezessete pacientes do grupo PRPplus e 14 do grupo PRP foram avaliados para os índices de dor. Não houve diferenças significativas entre os dois grupos quanto ao sexo, hemoglobina glicosilada e duração da doença. A média de dor da injeção intravítrea (±SEM) foi 4,7 ± 2,1, significativamente menor (p<0,0001) do que a dor média da panfotocoagulação (60,8 ± 7,8). Doze dos 17 pacientes do grupo PRPplus referiram pontuação de intensidade da dor zero, enquanto que o índice mínimo no grupo PRP foi encontrado em um paciente com 10,5. CONCLUSÃO: Em pacientes com retinopatia diabética proliferativa de alto risco que necessitaram de retratamento por neovasos persistentes, houve mais conforto para o paciente quando o retratamento foi realizado com uma injeção intravítrea em comparação com fotocoagulação da retina. Estudos posteriores são necessários para confirmar nossos achados preliminares.
Keywords: Dor; Injeções intravítreas; Retinopatia diabética; Fotocoagulação; Fator A de crescimento endotélio vascular
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