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Abstract
OBJETIVO: Avaliar a flora bacteriana conjuntival e seu padrão de resistência a antibióticos em olhos de pacientes a serem submetidos a cirurgias de catarata. MÉTODOS: Foram avaliados, prospectivamente, os olhos de 50 pacientes a serem submetidos a facectomias na Fundação Altino Ventura, Recife (PE), durante o período de agosto a outubro de 2004. Foi coletado material para cultura da conjuntiva no dia da cirurgia, antes da aplicação de anestésicos, antibióticos ou iodo povidona tópicos. A partir do material coletado foram realizados bacterioscopias e semeio. Em caso de crescimento bacteriano, foram realizadas culturas para isolamento e identificação das bactérias e preparação de antibiogramas. RESULTADOS: Entre os 50 olhos estudados, sete (14,0%) apresentaram culturas negativas e 43 (86,0%) culturas positivas. A bactéria mais freqüentemente isolada foi o Staphylococcus coagulase-negativo, encontrada em 27 olhos (54,0%). Entre os isolados desta bactéria, mais de 90% foram sensíveis a cefalotina, vancomicina, cloranfenicol, ofloxacino e gatifloxacino; 70 a 90% destes microrganismos foram sensíveis a gentamicina, cefotaxima, oxacilina e ciprofloxacino; menos que 70% deles foram sensíveis à neomicina. Encontrou-se quatro (10,5%) isolados de bactérias resistentes a quatro ou mais antibióticos, sendo que dois deles foram de Staphylococcus coagulase-negativo (7,4% dos isolados desta bactéria). CONCLUSÃO: A bactéria mais freqüentemente encontrada na conjuntiva foi o Staphylococcus coagulase-negativo, sendo que estes isolados mostraram alta resistência aos aminoglicosídeos, principalmente à neomicina, com alta suscetibilidade à cefalotina, vancomicina, cloranfenicol, ofloxacino e gatifloxacino.
Keywords: Conjuntiva; Antibioticoprofilaxia; Resistência microbiana a drogas; Extração de catarata; Endoftalmite; Staphylococcus
Abstract
OBJETIVO: Investigar as possíveis alterações no potencial visual evocado em portadores de hanseníase. MÉTODOS: Foram realizados exames de potencial visual evocado em 13 portadores de hanseníase, cinco da forma multibacilar e oito da paucibacilar, no momento do diagnóstico da doença. O grupo controle foi formado por 15 indivíduos saudáveis, sem hanseníase. RESULTADOS: Os valores das latências variaram de 102,0 a 120,5 ms, com média 110,1±5,7 ms. Na forma multibacilar, os valores variaram de 109,0 a 120,0 ms, média 111,1±5,4 ms. Na paucibacilar, de 102,0 a 120,5 ms, com média de 109,5±6,1 ms. Os valores das latências foram significantemente maiores nos pacientes com hanseníase (p<0,0001), mesmo se forem comparadas, separadamente, as formas multibacilar e paucibacilar. Não houve, porém, diferença significante quando se compararam os grupos pauci e multibacilar. CONCLUSÃO: Os valores das latências foram significantemente maiores nos pacientes com hanseníase, sendo recomendável a realização de PVE nesses pacientes, como forma de investigar precocemente suas complicações, bem como prevenir seus danos.
Keywords: Hanseníase; Potenciais evocados visuais; Electrofisiologia
Abstract
OBJETIVO: Avaliar dano estrutural macular na doença de Stargardt por meio da tomografia de coerência óptica, correlacionando-o com acuidade visual e duração da doença. MÉTODOS: Foram incluídos portadores da doença de Stargardt, submetidos à medida da acuidade visual (logMAR) e exames complementares (retinografia, angiofluoresceinografia e tomografia de coerência óptica). Todos os casos foram reexaminados para confirmação diagnóstica, sendo determinada duração da doença. O grupo controle foi composto pelo mesmo número de casos, pareados por sexo, idade e sem qualquer alteração oftalmológica. RESULTADOS: A amostra foi composta por 22 pacientes (44 olhos), sendo 11 (50%) do sexo masculino e 11 (50%), do feminino. A duração da doença variou de 3 a 21 anos (média de 11,4 ± 5,3 anos). Os grupos não apresentaram diferença significante na idade (p=0,98) e no sexo. O grupo caso apresentou valores de espessura macular na tomografia de coerência óptica significativamente menores em relação ao grupo controle (p<0,001). Foi evidenciada correlação negativa entre duração da doença e espessura macular na tomografia de coerência óptica (r=-0,57 e p=0,005). Houve correlação positiva entre duração da doença e acuidade visual (r=0,50 e p=0,0167) e correlação negativa entre acuidade visual e espessura macular na tomografia de coerência óptica (r=-0,83 e p=0,0001). CONCLUSÃO: Evidenciou-se que portadores da doença de Stargardt possuem menor espessura macular quando comparados a indivíduos normais, e esta redução está relacionada com tempo de duração da doença. Adicionalmente, tanto a espessura quanto a duração da doença influenciam no prognóstico visual dos pacientes.
Keywords: Retina; Macula lútea; Degeneração retiniana; Angiofluoresceinografia; Tomografia de coerência óptica; Acuidade visual
Abstract
Objetivo: Analisar a espessura corneal e ângulo da câmara anterior (CA) utilizando a tomografia de coerência óptica de segmento anterior (OCT-SA) em pacientes com uveíte anterior aguda (UAA). Métodos: Foram selecionados 24 olhos de 22 pacientes com UAA. Todos foram submetidos a exame oftalmológico completo, tonometria de aplanação e OCT-SA na consulta inicial e após 15 dias de início do tratamento. Resultados: Na visita inicial, as médias da espessura corneal foram de 564,2 ± 44,2 µm e 580,0 ± 44,3 µm e 580,1 ± 2,9 µm, respectivamente para as regiões central, pericentral e paracentral. Após 15 dias de tratamento, observou-se redução da espessura para 529,5 ± 33,1 µm (p=0,0091) e 542,6 ± 33,6 µm (p=0,0068), respectivamente para a córnea central e pericentral; e um valor de 557,8 ± 35,3 µm para a região paracentral, porém para um p não significante (p=0,1253). Não foi observada mudança estatisticamente significante nos valores da porção temporal do ângulo da CA; 44,3 ± 14,4 graus na visita inicial e de 44,7 ± 14,7 graus após 15 dias de tratamento (p=0,9343) e na média das pressões intraoculares (PIO), 10,8 ± 4,5 mmHg na visita inicial e 12,3 ± 3,0 mmHg após tratamento (p=0,1874). Conclusão: No grupo estudado, obteve-se uma redução dos valores da espessura corneal após início do tratamento da UAA. Os valores da porção temporal do ângulo da CA e PIO não sofreram mudanças significantes.
Keywords: Uveíte anterior/diagnóstico; Tomografia de coerência óptica; Segmento anterior do olho; Inflamação; Paquimetria corneana
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