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Abstract
OBJETIVO: Avaliar a variação do astigmatismo entre o pré-operatório, 1º mês e 12º mês pós-operatórios dos pacientes submetidos à cirurgia de catarata, com realização de incisões relaxantes limbares para redução do astigmatismo pré-operatório. MÉTODOS: Foram avaliados 16 pacientes submetidos a cirurgia de catarata pela técnica de facoemulsificação através de incisão escleral tunelizada de 5,5 mm, na Fundação Altino Ventura, no período entre abril e julho de 2002, na qual foram realizados incisões relaxantes no limbo (IRL), seguindo o nomograma modificado de Gills (1D - 1 IRL de 6 mm; 1-2D - 2 IRL de 6 mm; 2-3D - 2 IRL de 8 mm), nos meridianos corneanos mais curvos determinados por topografia corneana pré-operatória. RESULTADOS: Ocorreu redução significante do astigmatismo pré-operatório no 1º mês pós-operatório, no grupo de 2 incisões relaxantes no limbo de 6 mm (57% do astigmatismo topográfico e 87% do refracional) e o de 2 incisões relaxantes no limbo de 8 mm (50% do astigmatismo topográfico e 65% do refracional), mantendo-se sem alteração significante este astigmatismo até o 12º mês pós-operatório. O grupo de 1 incisão relaxante no limbo de 6 mm não alcançou redução significante do astigmatismo, no entanto, não houve alteração significante até o 12º mês pós-operatório. Não foram observadas, ainda, complicações pós-operatórias como "glare", aniseiconia, diplopia, desconforto, infecção da ferida e afinamento ou ectasia corneana. CONCLUSÃO: A realização de 2 incisões relaxantes no limbo de 8 e 6 mm, para correção de astigmatismo pré-operatório de 2 a 3 e 1 a 2 dioptrias, respectivamente, mostraram-se eficazes, seguras e com efeito estável ao longo do primeiro ano de acompanhamento pós-operatório. A realização de 1 incisão relaxante no limbo de 6 mm para redução de 1 dioptria de astigmatismo pré-operatório não se mostrou eficaz, no entanto, não levou a complicações pós-operatórias significativas.
Keywords: Astigmatismo; Extração de catarata; Limbo da córnea; Topografia da córnea; Cuidados pré-operatórios; Cuidados pós-operatórios; Estudo comparativo; Seguimentos
Abstract
OBJETIVO: Avaliar os resultados visuais e a freqüência de vítreo-retinopatias e descolamento de retina em pacientes, com e sem fotocoagulação profilática pré-operatória da retina pré-equatorial, submetidos à extração de cristalino translúcido (ECT) para correção de miopia. MÉTODOS: Trinta e cinco pacientes (60 olhos) foram submetidos à extração de cristalino translúcido na Fundação Altino Ventura com tempo mediano de acompanhamento de 20,5 meses, sendo divididos em 3 grupos: Grupo I (22 olhos) submetidos à fotocoagulação da retina periférica 360° pré-operatória; Grupo II (8 olhos) submetidos à fotocoagulação pré-operatória circundando lesões predisponentes e Grupo III (30 olhos) não submetidos à fotocoagulação pré-operatória. Foram avaliados a acuidade visual corrigida (AVL c/c), o equivalente esférico refracional (EE) e a presença de membrana neovascular sub-retiniana (MNVSR), lesões predisponentes e descolamento de retina (DR) pré e pós-operatórios. RESULTADOS: O valor mediano da acuidade visual corrigida AVLc/c melhorou de 0,2 no pré-operatório para 0,5 no pós-operatório e o equivalente esférico refracional EE de -17DE para -1,7DE. Não houve casos de descolamento de retina, mas surgiram áreas de tração vítreo-retiniana em 4 olhos (2 submetidos ao laser 360° e 2 olhos não submetidos ao laser) e 1 caso de membrana neovascular sub-retiniana. CONCLUSÃO: A extração de cristalino translúcido mostrou-se cirurgia eficaz e previsível nas reduções de altas miopias e, ainda, procedimento aparentemente seguro em pacientes com e sem fotocoagulação profilática da retina pré-equatorial. Tempo de acompanhamento maior dos pacientes e o aumento da amostra estudada podem ratificar sua segurança como procedimento refrativo.
Keywords: Miopia; Erros de refração; Cristalino; Fotocoagulação; Descolamento retiniano; Segurança
Abstract
OBJETIVO: Avaliar se a opacificação de cápsula posterior (OCP) influenciaria na análise da camada de fibras nervosas pela polarimetria "scanning laser" (GDx). MÉTODOS: Trinta e sete pacientes pseudofácicos não glaucomatosos foram submetidos a análise da camada de fibras nervosas pelo GDx antes e após a realização de capsulotomia com Nd:YAG laser. RESULTADOS: Em cinco olhos, o GDx não conseguiu imagens aceitáveis pelos parâmetros de aquisição do aparelho. Em todos os outros, não foi observada diferença significante entre os valores médios das variáveis antes e após a realização da capsulotomia posterior. CONCLUSÃO: A presença de OCP em graus moderados e/ou quando há imagens aceitáveis em pacientes pseudofácicos não influencia o resultado da análise das imagens das fibras do nervo óptico pelo GDx. Apenas intensos graus de OCP que impeçam a obtenção de imagem analisável pelo aparelho inviabilizam o exame.
Keywords: Pseudofacia; Glaucoma; Fibras nervosas; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Lasers
Abstract
OBJETIVOS: Avaliar a toxicidade do bevacizumabe na retina neurossensorial e epitélio pigmentado da retina (EPR) em olhos de coelhos não albinos pelos estudos histológicos. MÉTODOS: Trinta olhos de 15 coelhos foram distribuídos em três grupos: 10 olhos no grupo placebo (P), que recebeu uma injeção intravítrea de 0,1 ml de solução salina balanceada (SSB); 10 olhos no grupo 1, que recebeu uma injeção intravítrea de 1,25 mg (0,1 ml) de bevacizumabe; e 10 olhos no grupo 2, que recebeu uma injeção intravítrea de 2,5 mg (0,1 ml) de bevacizumabe. Os coelhos tiveram seus dois olhos enucleados sob anestesia geral e submetidos à eutanásia 90 dias após a injeção. Foi realizada avaliação histológica na retina neurossensorial e no epitélio pigmentado da retina e seus aspectos morfológicos e espessuras das camadas retinianas foram analisadas. RESULTADOS: Não foi observada diferença significante entre a morfologia histológica e espessura das camadas retinianas entre o grupo P (SSB) e os grupos 1 e 2 (bevacizumabe 1,25 mg e 2,5 mg, respectivamente). CONCLUSÃO: Após um seguimento de 90 dias, uma única injeção intravítrea de bevacizumabe com 1,25 e 2,5 mg não levou a danos histológicos na retina neurossensorial e epitélio pigmentado da retina em olhos de coelhos não albinos e parece ser um procedimento seguro para o tratamento das doenças neovasculares da retina.
Keywords: Inibidores da angiogênese; Degeneração macular; Neovascularização patológica; Macula lutea; Injeções; Retina; Coelhos; Modelos animais
Abstract
OBJETIVO: Avaliar os resultados visuais e investigar, através da biomicroscopia ultrassônica, o posicionamento das lentes intraoculares e do anel endocapsular em 17 olhos de 10 portadores de subluxação congênita do cristalino, submetidos à mesma técnica cirúrgica pelo mesmo cirurgião. MÉTODOS: O estudo foi realizado no Hospital de Olhos de Pernambuco e Fundação Altino Ventura. A técnica cirúrgica consistiu em facoaspiração com implante de anel endocapsular e de lentes intraoculares com amputação de uma das alças. A idade variou entre 7 e 22 anos. Foram coletados dados sobre acuidade visual para longe pré e pós-operatória, tempo de seguimento após a cirurgia e complicações. Os pacientes foram submetidos à biomicroscopia ultrassônica. RESULTADOS: O tempo de seguimento médio foi de 2,8 anos. Houve melhora da acuidade visual para longe nos 17 (100%) olhos: 12 olhos (70,6%) apresentaram acuidade visual para longe melhor que 20/40; 4 (23,5%) apresentaram acuidade visual para longe entre 20/40 e 20/100 e 1 (5,9%) apresentou acuidade visual para longe pior que 20/100, porém melhor que acuidade visual para longe pré-operatória. A opacificação da cápsula posterior ocorreu em 10 olhos (58,9%). Na biomicroscopia ultrassônica observou-se que todas as lentes intraoculares estavam parcialmente descentralizadas, contudo sem atingir o bordo pupilar. Em todos os casos observou-se um adequado posicionamento do anel e um bom suporte capsular. CONCLUSÃO É possível concluir que o tratamento cirúrgico avaliado proporciona uma boa centralização das lentes intraoculares e do anel endocapsular, com melhora da acuidade visual para longe, sendo uma opção viável, eficaz e segura na reabilitação visual dos pacientes com subluxação congênita do cristalino.
Keywords: Subluxação do cristalino; Facoemulsificação; Lentes intraoculares; Microscopia acústica; Síndrome de Marfan; Acuidade visual
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