Arq. Bras. Oftalmol. 2008;71 (4 )
:564-567
| DOI: 10.1590/S0004-27492008000400018
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a prevalência de catarata e seus fatores de risco em uma população portadora de diabetes mellitus tipo 1 (DM1). MÉTODOS: Estudo de casos e controles de um banco de dados de 181 pacientes (362 olhos) com diagnóstico de diabetes mellitus tipo 1. Os pacientes foram classificados como casos quando apresentavam diagnóstico de catarata. As variáveis estudadas foram a presença ou não de retinopatia diabética, tratamento com panfotocoagulação, presença de hipertensão arterial sistêmica e neuropatia periférica, colesterol total, triglicerídios séricos, HDL, LDL, índice de massa corporal, creatinina sérica, albuminúria, hemoglobina glicosilada e glicemia de jejum. RESULTADOS: A prevalência de catarata foi de 19,9%. Na análise univariada foi encontrada associação estatisticamente significativa (p<0,005) entre a presença de catarata e retinopatia diabética, neuropatia periférica, creatinina sérica elevada, panfotocoagulação e hipertensão arterial. Após a análise de regressão logística a variável que permaneceu com associação estatisticamente significativa foi a presença de retinopatia diabética. CONCLUSÃO: A prevalência de catarata foi de 19,9%, sendo a presença e a gravidade da retinopatia diabética os principais fatores de risco para desenvolvimento desta.
Keywords: Catarata; Retinopatia diabética; Diabetes mellitus tipo 1; Hipertensão; Hemoglobina A glicosilada; Catarata
Arq. Bras. Oftalmol. 2011;74 (1 )
:21-23
| DOI: 10.1590/S0004-27492011000100005
Abstract
OBJETIVO: O estudo realizado teve como objetivo fornecer a relativa frequência de cada lesão epitelial de conjuntiva no Canadá. MÉTODOS: Trata-se de estudo retrospectivo de todos os casos recebidos durante 16 anos (1993-2009) no Henry C. Witelson Ocular Pathology Laboratory, em Montreal. Dados epidemiológicos foram obtidos por meio de requerimento e laudos histopatológicos, sendo classificados e analisados pelo porcentual na amostra. A relativa frequência de lesões epiteliais da conjuntiva foram obtidas em um único centro de análises no Canadá. RESULTADOS: Entre 12.102 espécimes revisadas, 273 foram lesões conjuntivais (2,25%), sendo 86 tumores epiteliais (0,71%) entre a amostra estudada. A idade média das lesões neoplásicas da conjuntiva foi de 59,9 ± 17,6 anos, e a distribuição por sexo foi de 66 (69%) homens e 30 (31%) mulheres. Quinze lesões (17,4%) foram classificadas como papilomas de células escamosas (idade média 57,3 ± 16,7 anos). No grupo das neoplasias escamosas da superfície ocular (NESO) foram encontrados 10 (11,6%) casos de queratose actínica, (63,8 ± 17,6 anos), 27 (31,3%) casos de neoplasia intraepitelial (NIC), com moderada atipia (63,9 ± 15,3 anos), 15 (17,4%) carcinomas in situ (66,7 ± 18,0 anos), e 17 (19,7%) carcinomas de células escamosas (CCE) (56,2 ± 19,4 anos). Dois outros casos menos frequentes de tumores malignos foram incluídos; um carcinoma de célula basal e outro carcinoma mucoepidermoide. CONCLUSÃO: A distribuição de nossa amostra é semelhante a encontrada no Armed Forces Institute of Pathology (AFIP) em 1994, porém quando comparamos nossa amostra com estudos realizados em países com altos níveis de exposição solar observamos menor incidência de neoplasias escamosas da superfície ocular, incluindo-se carcinomas de células escamosas.
Keywords: Conjuntiva; Neoplasias da túnica conjuntiva; Neoplasias oculares; Doenças da córnea; Carcinoma in situ; Carcinoma de células escamosas; Canadá
Arq. Bras. Oftalmol. 2012;75 (6 )
:390-393
| DOI: 10.1590/S0004-27492012000600003
Abstract
INTRODUÇÃO: A distrofia corneana é definida como doença primária da córnea, bilateral e simétrica, sem associação com inflamação ocular prévia. Distrofias corneanas são classificados de acordo com a camada corneana envolvida em distrofia superficial, estromal e posterior. A incidência de cada distrofia varia de acordo com a região geográfica estudada. OBJETIVO: Avaliar a prevalência de distrofias corneanas estromal em botões corneanos de espécimes obtidos por ceratoplastia penetrante (CP), oriundos do arquivo de um laboratório de patologia ocular e correlacionar o diagnóstico com a idade e o sexo dos pacientes. MÉTODOS: Os botões corneanos oriundos de ceratoplastia penetrante recebidos entre janeiro de 1996 e maio de 2009 foram selecionados dos arquivos do Henry C. Witelson Ocular Pathology and Registry Laboratory, em Montreal, Canadá. Os casos com diagnóstico histopatológico de distrofias corneanas estromal foram corados com colorações especiais ("Peroxid acid Schiff", tricrômico de Masson, vermelho Congo analisadas sob luz polarizada, e "alcian blue") para a classificação e foram correlacionados com dados epidemiológicos (idade na época da ceratoplastia penetrante e sexo) dos pacientes. RESULTADOS: 1.300 casos de botões corneanos com diagnóstico clínico de distrofia corneana foram recuperados. Distrofia corneana estromal foi encontrada em 40 (3,1%) dos casos. Distrofia corneana lattice foi a mais prevalente com 26 casos (65%). Dezenove eram do sexo feminino (73,07%) e CP foi realizada em média com 59,3 anos de idade. Distrofia corneana combinada foi encontrada em 8 (20%) casos, 5 (62,5%) eram do sexo feminino e a idade média da CP foi de 54,8 anos. Distrofia corneana granular foi encontrada em 5 (12,5%) casos, e 2 (40%) deles eram do sexo feminino. A ceratoplastia penetrante foi realizada na média de idade de 39,5 anos, em casos de distrofia corneana granular. A distrofia corneana macular esteve presente em apenas um caso (2,5%), 36 anos de idade do sexo feminino. CONCLUSÃO: A abordagem histopatológica e avaliação sistemáticas, incluindo colorações especiais em todas as distrofias corneanas é essencial para estabelecer o correto diagnóstico.
Keywords: Distrofias hereditárias da córnea; Distrofias hereditárias da córnea; Ceratoplastia penetrante; Substância própria