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Abstract
Os objetos parecem maiores na água em pelo menos 4/3 de magnificação angular. Eles normalmente parecem mais distantes que suas distâncias ópticas e ligeiramente aumentados em tamanho linear, mas não em acordo com a invariância tamanho-distância (ITD). Nós investigamos se as percepções errôneas do tamanho angular podem explicar as discrepâncias. Vinte observadores visualizaram alvos de tamanhos e distâncias variadas dentro de tanques de 40 cm de comprimento contendo ar ou água. Eles julgavam a distância através de uma tarefa de alcance escondido, e os tamanhos linear e angular pelo ajustamento do tamanho de um alvo no ar numa distância maior. As distâncias emparelhadas foram próximas da distância física no ar e distância óptica na água. Todos os tamanhos emparelhados foram próximos ao tamanho linear verdadeiro, e forma maiores na água do que no ar. Os tamanhos angulares emparelhados foram muito pequenos para explicar os desvios em relação à ITD. A percepção de tamanho subaquática é melhor explicada pela adaptação incompleta à distorção óptica, e pelo uso de vários indícios de tamanho.
Keywords: Efeitos subaquáticos; Tamanho aparente; Tamanho angular; Distância aparente; Distorção espacial; Adaptação
Abstract
OBJETIVO: O objetivo deste trabalho foi apresentar a capacidade da AVIF-2 a 6 anos para discriminar os diferentes níveis de resposta visual de crianças com baixa visão. A AVIF-2 a 6 anos foi criada no Setor de Baixa Visão Infantil do Hospital São Geraldo, Brasil. MÉTODOS: Após a discussão da adequação dos itens do teste, com especialistas de diversas áreas, a AVIF-2 a 6 anos foi aplicada em 40 crianças de dois a seis anos de idade, 20 das quais com baixa visão (Grupo 1) e 20, sem baixa visão (Grupo 2). O grupo 1 foi recrutado do Setor de Baixa Visão Infantil do Hospital São Geraldo. As crianças do grupo 2 foram selecionadas em duas creches públicas. Sete domínios foram estudados: fixação visual, seguimento visual, campo visual de confrontação, coordenação olho-mão, visão de contraste, deslocamento no ambiente e visão de cores. As crianças do grupo 1 foram submetidas a exame oftalmológico completo e as do grupo 2 a triagem oftalmológica. Crianças com baixa visão e alterações neurológicas foram excluidas. Os dois grupos foram emparelhados por idade, sexo e nível socioeconômico, e os dados comparados entre as crianças do grupo geral e dos subgrupos de idade (24 a 35 meses, 36 a 59 meses e 60 a 78 meses) e de acuidade visual (< que 1,0 logMAR e >1,0 logMAR). RESULTADOS: No total da AVIF-2 a 6 anos e dos domínios fixação visual, seguimento visual, campo visual de confrontação, coordenação olho-mão e deslocamento no ambiente foram constatadas diferenças com significância estatística (p<0,05) entre os dois grupos. As medianas da pontuação da AVIF-2 a 6 anos foram inferiores para as crianças com baixa visão nas três faixas etárias. CONCLUSÃO: A AVIF-2 a 6 anos demonstrou ter potencial para discriminar diferentes níveis de visão funcional, entretanto, serão necessários ainda novos estudos para que o teste possa ser disponibilizado para uso clínico. (ETIC 684/07)
Keywords: Baixa visão; Desenvolvimento infantil; Pré-escolar; Estudos de validação
Abstract
OBJETIVOS: Avaliar a confiabilidade interexaminadores, fazer o teste-reteste e verificar a consistência interna da avaliação da visão funcional para crianças com baixa visão de dois a seis anos de idade (AVIF-2 a 6 anos). MÉTODOS: Foram testados sete domínios: fixação visual, seguimento visual, campo visual de confrontação, coordenação olho-mão, visão de contraste, deslocamento no ambiente e visão de cores, em 40 crianças, 20 com baixa visão e 20 sem alterações visuais. A consistência interna foi examinada para o teste de todas as crianças e a confiabilidade interexaminadores e teste-reteste para 12 delas. RESULTADOS: Seis domínios apresentaram ao teste-reteste coeficiente de correlação intraclasse com valores de 0,5361 a 1,000. Para o domínio deslocamento no ambiente esse coeficiente foi de 0,37. Na confiabilidade interexaminadores, somente o campo visual de confrontação apresentou valor abaixo do esperado (0,3901). O coeficiente kappa ponderado obteve resultados que variaram de -0,087 a 1,000. O valor do alfa de Cronbach variou de 0,584 (no deslocamento no ambiente) a 0,973 (na visão de contraste). CONCLUSÃO: A AVIF-2 a 6 anos apresentou bons índices de confiabilidade, mas a confiabilidade dos domínios, quando analisados isoladamente, precisa ser aprimorada.
Keywords: Baixa visão; Transtornos da visão; Testes visuais; Acuidade visual; Visão ocular; Desenvolvimento infantil; Estudos de validação; Pré-escolar
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