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Abstract
OBJETIVO: Avaliar a eficácia do uso tópico de colírio de mitomicina C 0,02% (MMC 0,02%) no tratamento de pacientes com granuloma piogênico em cavidade anoftálmica. MÉTODOS: Seis pacientes portadores de granuloma piogênico em cavidade anoftálmica foram submetidos ao tratamento com mitomicina C 0,02% instilada quatro vezes ao dia durante ciclos quinzenais e intervalo de 15 dias entre os ciclos. Os pacientes foram acompanhados semanalmente. RESULTADOS: Foram acompanhados seis pacientes dos quais um apresentou resolução do granuloma piogênico ao final do primeiro ciclo de uso da MMC 0,02%. Em dois pacientes a MMC 0,02% foi eficaz na resolução da lesão após a segunda semana de tratamento (primeiro ciclo). Dois pacientes apresentaram resolução completa do granuloma piogênico na quinta semana de uso da MMC 0,02% (início do segundo ciclo). Este fármaco foi ineficaz em apenas um paciente que persistiu com a lesão após dois ciclos de tratamento. Não foram observadas complicações decorrentes do uso de MMC 0,02% em nenhum dos pacientes. CONCLUSÃO: A MMC 0,02% tópica mostrou-se eficaz no tratamento de granuloma piogênico em cavidade anoftálmica, entretanto, diante de casuística pequena, torna-se necessário estudo mais amplo, comparando a eficácia da MMC 0,02% com drogas já utilizadas no tratamento desta lesão, tais como os esteróides e antimetabólicos.
Keywords: Mitomicina; Granuloma piogênico; Cavidade anoftalmia; Inflamação
Abstract
OBJETIVO: Avaliar, através da curva diária de pressão intraocular (CDPo), a eficácia do latanoprosta (L) e do travoprosta (T) como monoterapia e do L e T associados ao maleato de timolol 0,5% (LTim 0,5% e TTim 0,5%) em pacientes glaucomatosos. MÉTODOS: Análise retrospectiva da curva diária de pressão intraocular de pacientes glaucomatosos em uso de L ou T ou das associações LTim 0,5% e TTim 0,5%. Foram excluídos os pacientes que não usaram a(s) medicação(ões) de maneira correta na curva diária de pressão intraocular e aqueles que estavam em uso de L ou T associado a outro hipotensor qão o timolol 0,5% ou em uso de mais de dois colírios antiglaucomatosos. Foram analisados, em cada grupo, a pressão média (Pm) e a variabilidade (V) e seus respectivos desvios padrões. Utilizou-se o programa SPSS 11.0 na análise estatística. Raça, idade, sexo e tipo de glaucoma não foram critérios para a inclusão ou a exão dos pacientes. RESULTADOS: Foram incluídos 75 pacientes (142 olhos) com idade média de 61,7 anos, sendo 33 (44,0%) do sexo masculino e 42 (56,0%) do feminino. Treze pacientes (26 olhos - 18,3%) usavam L; 18 pacientes (33 olhos - 23,2%) usavam T; 18 pacientes (32 olhos - 22,5%) estavam em tratamento com LTim 0,5% e 26 pacientes (51 olhos - 35,9%) usavam a associação TTim 0,5%. Sessenta e nove pacientes (92,0%) eram portadores de glaucoma crônico simples; 5 (6,7%) de glaucoma congênito e 1 (1,3%) de glaucoma pós-pseudofacia. Nos grupos L e T, os valores da Pm foram 15,2 (± 4,2) mmHg e 14,8 (±3,2) mmHg e os da V foram 2,0 (± 1,2) e 3,2 (± 1,9), respectivamente. Nos grupos LTim 0,5% e TTim 0,5%, os valores da Pm foram 14,9 (± 2,2) mmHg e 15,0 (±3,2) mmHg e os da V foram 2,4 (± 1,2) e 2,8 (± 1,6), respectivamente. Não houve diferença estatisticamente significativa na Pm entre as drogas isoladas (L e T) nem associadas (LTim 0,5% e TTim 0,5%), assim como entre a V das drogas associadas (LTim 0,5% e TTim 0,5%). Entretanto, houve significância estatística na diferença da V entre as drogas isoladas (L e T) (t= -2,9; p=0,005), com menor flutuação da Po na curva diária de pressão intraocular nos usuários de L. CONCLUSÃO: Na curva diária de pressão intraocular realizada com a medida das 6 horas no leito e no escuro, o L e o T associados ao maleato de timolol 0,5%, mostraram eficácia similar, porém, em monoterapia, a Pm foi também similar com ambas as drogas, mas a V obtida com o L foi menor com significância estatística.
Keywords: Glaucoma; Pressão intraocular; Prostaglandinas F sintéticas; Anti-hipertensivos; Cloprostenol; Timolol; Combinação de medicamentos; Fatores de tempo
Abstract
Paciente de 70 anos foi submetida à cirurgia de catarata e glaucoma no olho esquerdo em 1996. Onze anos depois, com a pressão intraocular descontrolada (32 mmHg), foram realizados dois agulhamentos episclerais com mitomicina-C, na tentativa de recuperar a função da trabeculectomia. Após o segundo agulhamento, a paciente evoluiu com importante hiperfiltração, atalamia grau III e iminente descompensação da córnea. Foi tentado o tratamento clínico com corticóide, cicloplégico, inibidores da produção do aquoso e lente de contato terapêutica, sem sucesso. A câmara anterior foi sucessivamente preenchida com ar, metilcelulose 4% e hialuronato de sódio 1%, com melhora apenas temporária. Foram feitas suturas compressivas sobre a bolsa filtrante, sem sucesso. Realizou-se, então, a revisão cirúrgica da fístula, que evidenciou grande área de exposição do corpo ciliar e da coróide, correspondente ao local do agulhamento. O quadro estabilizou-se após recobrimento com enxerto de esclera de cadáver e reintrodução de terapia hipotensora tópica. A gravidade da complicação descrita por um procedimento relativamente fácil e seguro, ressalta a importância deste relato de caso.
Keywords: Agulhas; Mitomicina; Esclera; Relatos de casos
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