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Abstract
OBJETIVOS: Estudar a prevalência e as circunstâncias do trauma ocular grave em um Hospital Universitário de São José do Rio Preto - SP. MÉTODOS: Realizou-se estudo retrospectivo de 216 pacientes no período de setembro de 1986 a setembro de 2000 com traumatismo ocular grave que evoluiu para cirurgia. Foram avaliados o sexo, idade, lateralidade, causa do trauma, tipo de trauma, atividade no momento do acidente e acuidade visual pós-trauma. RESULTADOS: Foram estudados 216 pacientes sendo 173 (80%) do sexo masculino. A faixa etária mais acometida foi a menor de 20 anos em 94 (43,5%) pacientes. As lesões unilaterais predominaram em 209 (96,8%). A atividade predominante no momento do trauma foi o lazer em 88 (40,7%) pacientes e os principais agentes causais foram os materiais de construção em 82 (38%) dos casos. A perfuração ocular foi o tipo de trauma mais comum em 84 (85,2%) pacientes. CONCLUSÕES: As perfurações oculares unilaterais por materiais de construção predominaram em crianças, adolescentes e idosos do sexo masculino em atividades de lazer.
Keywords: Traumatismos oculares; Acidentes ocupacionais; Materiais de construção; Cegueira; Saúde ocular
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a eficácia da mitomicina C (MMC) na prevenção da recorrência quando previamente utilizada no transplante autólogo de conjuntiva (TAC). A avaliação da proliferação celular epitelial pelo antígeno Ki-67 e a cariometria do núcleo dos fibroblastos foram usados como auxiliares na avaliação do tratamento. MÉTODOS: Vinte e nove pacientes com pterígio recidivado foram divididos em três grupos: Grupo (G) 1-TAC e colírio placebo (PLA); G2-TAC, MMC 0,015% subconjuntival e PLA; G3-TAC e colírio de MMC 0,02%. A imuno-histoquímica foi realizada no tecido excisado para o antígeno Ki-67, como a cariometria dos núcleos dos fibroblastos (divididos em lado nasal e temporal). A cariometria dos núcleos dos fibroblastos foi avaliada de acordo com os seguintes parâmetros: volume (Vl) e área (Ar) em pelos menos 50 células por paciente. RESULTADOS: A porcentagem das células epiteliais positivas para o antígeno Ki-67 no lado nasal e temporal após o tratamento dos três grupos estudados foi: nasal (3,30% G1, 4,49% G2 e 3,38% G3) e temporal (3,30% G1, 4,46% G2 e 4,14% G3) não mostrando diferença significativa. A cariometria do núcleo dos fibroblastos foi: Vl nasal (792,1 µ3 G1, 605,1 µ3 G2, e 549,9 µ3 G3) e a Ar (100,58 µ2 G1, 83,13 µ2 G2, e 78,41 µ2 G3). Os três grupos mostraram uma diferença significativa p=0,039 e p=0,035, respectivamente do Vl e da Ar no lado nasal. Após seis meses de tratamento, os três grupos apresentaram a seguinte taxa de recidiva: 22,22% G1, 18,18%, G2 e 33,33% G3 respectivamente. CONCLUSÃO: O uso da MMC não interferiu nas células epiteliais positivas para o antígeno Ki-67 no pterígio recidivado, mas acarretou diminuição do volume e área dos núcleos dos fibroblastos no lado nasal do pterígio. As células epiteliais positivas para o antígeno Ki-67 parecem não ter relação com a recidiva do pterígio após seis meses da cirurgia. Outros estudos devem ser realizados para avaliar o papel da proliferação das células epiteliais na recorrência do pterígio.
Keywords: Antígeno Ki-67; Pterígio; Recidiva; Mitomicina; Células epiteliais; Fibroblastos; Cariometria
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OBJETIVO: Avaliação dos pacientes com o quadro clínico de ceratite herpética (CH) típicas e atípicas, pela reação em cadeia da polimerase (PCR) correlacionando com o diagnóstico clínico. MÉTODOS: Foi realizada a PCR em 28 pacientes com ceratite herpética típica e atípica. RESULTADOS: A PCR foi positiva em 57,14% (n=16) do total (n=28). Nos casos de CH típica a positividade foi de 60,00% (n=12) em 20 casos. Para CH epitelial a positividade foi de 69,23% (n=9), sendo 77,78% (n=7) apenas para as lesões epiteliais dendríticas. Os casos de CH atípica apresentaram positividade de 50% (n=4) em oito casos. CONCLUSÃO: Quadro clínico típico de CH teve boa correlação com o resultado positivo observado na PCR. Entretanto, metade dos pacientes com o quadro de CH atípica apresentou PCR positivo, portanto, o exame do PCR é teste importante para o auxílio e diagnóstico da CH. No caso de CH estromal, foi demonstrado que a técnica da PCR conseguiu identificar o vírus HSV.
Keywords: Ceratite; Ceratite herpética; Herpes simples; Reação em cadeia da polimerase; Córnea
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Objetivo: O objetivo deste trabalho foi analisar a microbiota bacteriana e fúngica encontrada em estojos de lentes de contato em dois grupos, correlacionar os dados sobre os hábitos de uso de lentes de contato e avaliar se há diferença na positividade das culturas entre os usuários estojos de lentes de contato com ranhuras e sem ranhuras.
Métodos: Dois grupos foram formados, trabalhadores do hospital e pessoas que não visitaram o hospital (35 indivíduos por grupo), e um questionário foi aplicado sobre dados epidemiológicos e hábitos relacionados ao uso de lentes de contato e estojos de lentes. Além disso, 140 amostras, coletadas do compartimento direito e esquerdo de cada estojo de lente, esfregando o fundo dos mesmos, foram testadas por bacterioscopia e por culturas de fungos e bactérias, com identificação computadorizada da espécie.
Resultados: Não houve crescimento fúngico em nenhum dos 70 estojos de lentes de contato, porém bactérias foram encontradas em 39; não houve diferença estatística entre os grupos. A maioria das bactérias (>85%) eram bacilos gram-negativos. Quando um compartimento estava contaminado, o risco de contaminação do outro compartimento era elevado (>80%). A contaminação foi estatisticamente maior nos estojos com ranhuras (p=0,0149).
Conclusão: A contaminação dos estojos parece ocorrer por bactérias que, em geral, não são encontradas em doenças oculares associadas ao uso de lentes de contato, sugerindo que existem outras variáveis decisivas nas infecções oculares de uma lente ou estojo contaminado. Contaminação de estojos de lentes de contato com fungos parece ser uma exceção. O uso de estojos com ranhuras é uma prática comum e apresenta um risco potencial à saúde ocular. Não foram encontradas diferenças significativas nos resultados dos testes bacterianos entre trabalhadores hospitalares e pessoas que não visitaram o hospital.
Keywords: Lentes de contato; Ceratite; Hospital; Microbiota
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