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Abstract
OBJETIVO: Avaliar a flutuação das medidas da pressão intraocular obtidas pela tonometria de aplanação de Goldmann, tonometria de contorno dinâmico e pela tonometria de não-contato com compensação corneana durante o período ambulatorial, em participantes com glaucoma e saudáveis. Esse estudo também correlacionou as flutuações da pressão intraocular com as flutuações da histerese corneana, espessura corneana central, média da curvatura corneana central e amplitude de pulso ocular. MÉTODOS: Um total de 12 controles (24 olhos) e 21 pacientes com glaucoma de ângulo aberto (38 olhos) foram selecionados. A pressão intraocular medida pela tonometria de aplanação de Goldmann, tonometria de contorno dinâmico e tonometria de não-contato com compensação corneana, amplitude de pulso ocular, a curvatura central e espessura corneanas, a histerese corneana e o fator de resistência foram medidos em intervalos de 2 horas, entre 9 AM e 5 PM. RESULTADOS: A pressão intraocular flutuou significativamente durante o dia em indivíduos controles e com glaucoma em todos os tonômetros (P<0,001). Não houve variação estatisticamente significante na média da curvatura corneana central (P=0,048 em controles; P=0,04 em glaucomatosos) ou na histerese no período pesquisado (P=0,12 em controles; P=0,36 em glaucomatosos). A amplitude de pulso ocular mostrou uma flutuação diurna significativa em ambos os grupos (P<0,001). Houve uma correlação significante entre a pressão intraocular medida pela tonometria de contorno dinâmico e a amplitude de pulso ocular (P<0,001). CONCLUSÃO: Houve uma flutuação significante da pressão intraocular ao longo do período ambulatorial nas medidas realizadas pela tonometria de aplanação de Goldmann, tonometria de contorno dinâmico, e tonometria de não-contato com compensação corneana em indivíduos normais e com glaucoma. A pressão intraocular variou independente da variação da histerese, espessura e curvatura central corneanas. Entretanto, houve correlação significante entre a amplitude de pulso ocular e as medidas de pressão intraocular realizadas pela tonometria de contorno dinâmico.
Keywords: Pressão intraocular; Córnea; Topografia da córnea; Glaucoma; Tonometria ocular; Ritmo circadiano
Abstract
OBJETIVO: O objetivo deste estudo foi determinar a prevalência e gravidade das complicações oculares em pacientes com mucopolissacaridoses (MPS). MÉTODOS: Vinte e nove pacientes com diagnóstico de mucopolissacaridoses foram estudados. Foram avaliados: idade, sexo, acuidade visual, presença de estrabismo, erros refrativos, exame de fundo de olho, pressão intraocular, espessura corneal central e ultrassonografia ocular. RESULTADOS: Foram avaliados três pacientes com MPS I (12%), 11 pacientes com MPS II (37,9%), um paciente com MPS III (3,4%) e 14 pacientes com MPS VI (48,3%). A média de idade foi de 9,5 anos (DP 5,5). Observou-se hipermetropia em 88,5% (23 pacientes) e astigmatismo em 51,7% (15 pacientes). A média da acuidade visual corrigida foi de 0,45 logMAR (DP 0,68). A média do equivalente esférico foi +3,57 D (DP 2,46) e da pressão intraocular foi 17 mmHg (DP 3,9). Os achados mais comuns foram: espessamento palpebral 24,1% (7 pacientes); opacidade da córnea, 55,2% dos casos (16 pacientes); atrofia do nervo óptico, 23,1% (6 pacientes); dobras radiais na retina 24% (7 pacientes). O fundo de olho não foi examinado em 3 pacientes devido à opacidade de córnea. A média da espessura do complexo esclera-retina-coroide (ERC) medida por ultrassom foi de 1,78 mm (DP 0,51). CONCLUSÃO: Os achados oftalmológicos mais proeminentes foram espessamento palpebral, diminuição da acuidade visual, hipermetropia moderada, opacidade da córnea, dobras radiais na retina perimacular e atrofia do nervo óptico.
Keywords: Mucopolissacaridose; Mucopolissacaridose; Beta-galactosidase; Opacidade da córnea; Oftalmopatias; Esclera; Iris; Córnea; Atrofia óptica; Nervo óptico; Acuidade visual
Abstract
Objetivo: Testar a hipótese de que a doença de Chagas predispõe a alterações no nervo óptico e camada de fibras nervosas peripapilar.
Métodos: Foi realizado um estudo transversal com 41 pacientes diagnosticados com doença de Chagas e 41 controles, pareados por sexo e idade. Os pacientes foram submetidos a exames oftalmológicos, incluindo medida da pressão intraocular, avaliação do nervo óptico e camada de fibras nervosas através de retinografia, tomografia de coerência óptica e perimetria automatizada padrão.
Resultados: Todos os pacientes com doença de Chagas apresentavam estudo cardiológico recente; 15 pacientes (36,6%) apresentavam insuficiência cardíaca; 14 (34,1%) forma cardíaca sem disfunção de ventrículo esquerdo e 12 (29,3%), forma indeterminada. Alterações do nervo óptico/camada de fibras nervosas foram observadas em 24 pacientes (58,5%) do grupo com doença de Chagas e 07 controles (17,1%)
(p≤0,01). Dentre estas, palidez do nervo óptico, alterações do nervo óptico sugestivas de glaucoma, entalhe, hemorragia peripapilar e defeito da camada de fibras localizado foram detectados. As alterações foram mais proeminentes nos pacientes com doença de Chagas e insuficiência cardíaca (11 pacientes) embora também ocorressem naqueles com doença de Chagas sem disfunção de ventrículo esquerdo (7 pacientes) e com forma indeterminada (6 pacientes). A tomografia de coerência óptica mostrou que a média da espessura da camada de fibras nervosas da retina mediu 89 ± 9,7 µm), e a média da espessura da camada de fibras nervosas superior e inferior mediu 109 ± 17,5 e 113 ± 16,8 µm, respectivamente, foi menor em pacientes com doença de Chagas. Nos controles, esses valores foram de 94 ± 10,6 µm (p=0,02); 117 ± 18,1 (p=0,04) e 122 ± 18,4 µm (p=0,03).
Conclusão: Alterações do nervo óptico/camada de fibras nervosas da retina foram mais prevalentes nos pacientes com doença de Chagas.
Keywords: Doença de Chagas, Oftalmopatias; Nervo óptico; Insuficiência cardíaca
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