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Search for: Fernando César Abib
Abstract
Objetivo: Demonstrar o risco dos usuários de lentes de contato acrílicas de desenvolverem polimegatismo, o que pode ser interpretado como indicativo de estresse endotelial. Métodos: Dados coletados de exames de microscopia especular realizados nos últimos 6 anos por um único examinador. Grupo estudo composto de 43 usuários de lentes de contato acrílicas; grupo controle formado por 34 ocorrências a partir da média etária do grupo estudo. Os exames foram realizados com microscópio especular de contato e análise semi-automatizada do mosaico endotelial. Resultados: Evidenciaram-se 29 (67,5%) usuários do sexo feminino e 14 (32,5%) do sexo masculino. A média etária no grupo estudo foi de 37,86±9,81 anos, no grupo controle 37,08±6,59 anos. O tempo médio de uso das lentes de contato foi de 17±7,5 anos. No grupo estudo 53,5% das ocorrências apresentaram polimegatismo, já no controle apenas 11,76%. Comparando-se os grupos encontrou-se odds ratio de 8,63 (2,33 < OR < 34,90) e valor calculado, não corrigido, do qui-quadrado de 14,52 para p<0,01. Dos 23 usuários com sofrimento endotelial, a forma leve foi encontrada em 6 (34,78%) casos, a moderada em 10 (43,47%) e a grave em 7 (21,74%). Conclusão: Determinou-se risco de desenvolver estresse endotelial 8 vezes maior para os usuários de lentes de contato acrílicas quando comparados com população de não usuários em mesma faixa etária.
Keywords: Lentes de contato acrílicas; Endotélio corneano; Polimegatismo
Abstract
O objetivo deste artigo é informar à classe oftalmológica a existência da edição em língua portuguesa da Terminologia Anatômica Internacional, editada pela Federation Committee on Anatomical Terminology (FCAT). No Brasil a Terminologia Anatômica Internacional é traduzida pela Comissão de Terminologia Anatômica (CTA) da Sociedade Brasileira de Anatomia (SBA).
Keywords: Olho; Oftalmologia; Terminologia
Abstract
O objetivo deste trabalho é demonstrar a eficácia da prótese iriana na resolução do glaucoma refratário, provocado pela presença de óleo de silicone na câmara anterior. Trata-se de paciente que sofreu trauma por estilhaços de projétil de arma de fogo. A cirurgia vítreo-retiniana visou a remoção dos corpos estranhos intra-oculares e posicionamento da retina, que se encontrava descolada. Devido à ausência parcial do tecido iriano e a afacia, o óleo de silicone introduzido na câmara vítrea, para manter a retina colada, migrou para a câmara anterior e provocou gradativa diminuição do número de células endoteliais e aumento da pressão intra-ocular incontrolável clinicamente. Optamos pela fixação transescleral da prótese de íris para corrigir tais complicações. Após 45 meses de evolução, a acuidade visual estabilizou-se em conta dedos a 1 metro e a pressão intra-ocular em 14 mmHg. Concluímos que a tríade composta pela ausência do diafragma iriano, afacia e impossibilidade da remoção do óleo de silicone, devido a inexorável recorrência de descolamento de retina, deve levar o cirurgião a ponderar sobre a fixação transescleral da prótese de íris. Esta conduta poderá controlar a pressão intra-ocular e/ou preservar a transparência corneana, impedindo o contato do óleo de silicone com a malha trabecular e com o endotélio corneano.
Keywords: Óleos de silicone; Aniridia; Doenças da íris; Câmara anterior; Implante de próteses; Glaucoma; Relato de caso
Abstract
OBJETIVOS: Conhecer diferenças entre o número de células, área endotelial avaliada e erro amostral, comparando amostras endoteliais de uma única imagem endotelial, com amostras endoteliais constituídas pelo número de células e imagens, orientadas por software específico. MÉTODOS: Foi realizado estudo transversal, comparando as amostras endoteliais com e sem a intervenção do software. A amostra foi composta de 157 olhos. Foram criados 2 grupos: Grupo 1: composto pelos dados amostrais da primeira imagem dos exames; Grupo 2: composto pelos dados amostrais que consideram o número de imagens necessárias para que o exame seja considerado completo pelo software Cells Analyzer PAT. REC. (Grau de confiança 95% e erro relativo 0,05). Os dados amostrais comparados foram número de células contadas, área da amostra endotelial e erro amostral. Utilizou-se o teste t Student bicaudal, para amostras pareadas, com nível de 99% (p<0,01). RESULTADOS: 157 (52,69%) exames necessitaram de mais de uma imagem endotelial para que se superasse o número mínimo de células endoteliais necessárias. Evidenciou-se diferença estatisticamente significativa, do número de células das amostras endoteliais (p= 4x10-24), da área endotelial avaliada (p= 2x10-18) e do erro amostral (p= 1x10-21) entre o Grupo 1 e o Grupo 2. CONCLUSÃO: O estudo dos dados amostrais sem e com a intervenção do software Cells Analyser®, mostraram-se estatisticamente diferentes, com amostras maiores e erros amostra.
Keywords: Endotélio da córnea; Microscopia; Análise estatística; Software; Reprodutibilidade dos testes; Estudo comparativo
Abstract
OBJETIVOS: Investigar o intervalo entre as piscadas em adultos jovens e em présbitas, durante conversação e leitura no monitor do computador. MÉTODOS: Realizou-se estudo transversal, analítico, em amostra prontamente acessível, composta por funcionários da Volkswagen do Brasil, em Curitiba (Paraná-Brasil). A amostra foi dividida em dois grupos de acordo com a idade: grupo 1 (20-39 anos); grupo 2 (40-53 anos). Foram excluídos menores de 18 anos, portadores de doenças oculares, usuários de lentes de contato e não usuários de computador. Os participantes tiveram suas faces filmadas por 10 minutos durante atividades de conversação e leitura no monitor do computador. Utilizou-se teste t de Student,com nível de significância de 95%. RESULTADOS: A amostra compôs-se de 108 indivíduos, sendo o grupo 1 com 77 indivíduos, com idade média 30,09 ± 5,09 anos e grupo 2 com 31 indivíduos, com idade média 44,17 ± 3 anos. O tempo médio entre as piscadas, no grupo 1, em conversação foi de 5,16 ± 1,83 e leitura no monitor de 10,42 ± 7,78 segundos; no grupo 2, em conversação foi de 4,9 ± 1,49 e leitura no monitor de 10,46 ± 5,54 segundos. Encontrou-se distância maior entre as piscadas, durante a leitura no monitor (p<0,0001) nos dois grupos etários. Conferindo os resultados encontrados nos dois grupos, nas situações de conversação e leitura no monitor, não houve diferença estatisticamente significativa (p>0,05). CONCLUSÃO: Houve um aumento no intervalo entre as piscadas, em adultos jovens e em présbitas, durante a leitura em monitor quando comparada com situação de conversação. Não se evidenciou diferença estatisticamente significativa entre os participantes dos dois grupos, nas situações de conversação e leitura no monitor.
Keywords: Terminais de computador; Piscadela; Presbiopia; Adolescente; Adulto
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