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Abstract
OBJETIVO: Avaliar a eficácia do uso intravítreo da triancinolona acetonida associada a fotocoagulação com laser no tratamento do edema macular difuso diabético. Comparar esta associação terapêutica com o uso isolado de cada tratamento. MÉTODOS: Após controle clínico sistêmico, trinta pacientes portadores de edema macular difuso diabético foram divididos em 3 grupos de tratamento: (1) fotocoagulação macular em grade com laser de argônio; (2) aplicação intravítrea de 4 mg de triancinolona acetonida; (3) associação dos itens anteriores. O seguimento foi realizado em intervalos predeterminados de um dia, uma semana e mensalmente, até completar 6 meses. Foram analisados os parâmetros: acuidade visual corrigida LogMAR, espessura macular central, volume macular total e pressão intra-ocular. RESULTADOS: A fotocoagulação com laser não reduziu de forma estatisticamente significativa a espessura macular central e o volume macular total. Esta redução foi significativa e estatisticamente semelhante nos outros dois grupos. Todos os grupos apresentaram melhora da acuidade visual, entretanto, o grupo que recebeu a associação do laser com a triancinolona intravítrea obteve maior porcentagem de pacientes com ganho de 10 ou mais letras de visão. CONCLUSÃO: O uso simultâneo da fotocoagulação com a triancinolona intravítrea pode ser considerado uma opção terapêutica para o edema macular difuso diabético.
Keywords: Retinopatia diabética; Acuidade visual; Complicações do diabetes; Edema macular; Triancinolona acetonida; Triancinolona acetonida; Coagulação por laser
Abstract
OBJETIVO: Estudar a incidência das lesões expansivas orbitárias submetidas à biópsia em uma casuística de 11 anos no Hospital das Clínicas da FMUSP, e avaliar quais as principais especialidades envolvidas no diagnóstico e no tratamento de tais afecções. CASUÍSTICA E MÉTODOS: Solicitou-se ao setor de arquivos do hospital todos os casos de tumores e lesões de órbita submetidas à biópsia no período de 1993 a 2004. Dos 924 prontuários obtidos, 115 foram separados após análise dos dados segundo os resultados histopatológicos obtidos. Outros 111 pacientes foram obtidos por meio dos arquivos pessoais da patologista encarregada da Oftalmologia no Departamento de Patologia, dos quais 45 pacientes foram excluídos por coincidirem com a fonte anterior. Os dados foram contabilizados e comparados com os de outros serviços. RESULTADOS: Das 181 lesões orbitárias estudadas, 70% eram primárias, 23% eram secundárias, 6% consistiam de metástases e linfomas e 1% não foi classificada. Em relação à especialidade responsável diretamente pelo paciente, 72,37% dos pacientes foram assistidos por oftalmologistas, 14,36% por cirurgiões de cabeça e pescoço, 6,62% por neurocirurgiões e 6,62% por outros setores do hospital. CONCLUSÕES: As afecções orbitárias são atendidas em sua maioria pelos oftalmologistas especializados em tal área, e ao se incluir nesta casuística outras especialidades, nota-se um aumento no número de casos de lesões tumorais secundárias quando comparada ao de outros trabalhos realizados em serviços no exterior. Há necessidade de criar-se um registro confiável dos casos de lesões expansivas orbitárias nos serviços especializados brasileiros, e confirma-se o caráter multidisciplinar do objeto deste estudo.
Keywords: Tumores; Órbita; Neoplasias orbitárias
Abstract
A doença de Vogt-Koyanagi-Harada (VKH) afeta vários órgãos que têm em comum a presença de pigmento. É doença autoimune que agride os melanócitos de indivíduos geneticamente susceptíveis. Inúmeras evidências clínicas e experimentais demonstram a importância de células T CD4+ como células efetoras da resposta imune celular, das citocinas pró-inflamatórias Th1, da procura da proteína-alvo dentro do melanócito, e da relevância do HLA-classe II DRB1*0405 na patogênese desta doença. A doença de Vogt-Koyanagi-Harada apresenta bom prognóstico visual desde que o diagnóstico seja precoce e o tratamento instituído seja adequado. Recidivas com acometimento do segmento posterior são raras após a fase aguda da doença. No entanto, achados clínicos como a progressiva despigmentação do fundo, incluindo o aspecto em por do sol, e as recidivas da uveíte indicam que a inflamação ocular pode persistir mesmo após a fase aguda da doença. Os achados da angiografia com indocianina verde também sugerem a presença de inflamação da coróide mesmo em olhos sem inflamação clinicamente detectável. O objetivo do presente trabalho é rever os mais recentes estudos sobre a patogênese da doença Vogt-Koyanagi-Harada e sobre os aspectos clínicos da fase crônica e/ou convalescente da doença, permitindo melhores conhecimentos sobre esta doença potencialmente mórbida e oferecendo terapias mais adequadas.
Keywords: Síndrome uveomeningoencefálica; Uveíte; Doença crônica; Doenças autoimunes; Antígenos HLA-DR; Melanócitos; Revisão
Abstract
Os novos tratamentos para a forma seca da degeneração macular relacionada à idade (DMRI) e da atrofia geográfica têm sido baseados em duas estratégias que abordam componentes envolvidos nos mecanismos fisiopatológicos da doença: prevenção da perda de fotorreceptores e células do epitélio pigmentado da retina (indução de neuroproteção, diminuição do dano oxidativo e modificação do ciclo visual) e supressão da inflamação. As drogas neuroprotetoras visam evitar a apoptose das células retinianas, como o fator neurotrófico ciliar, o tartarato de brimonidina, a tandosporina e anticorpos antiamiloide β. A redução do dano oxidativo e a complementação de micronutrientes essenciais são os objetivos da fórmula AREDS. Os modificadores do ciclo visual reduzem a atividade dos fotorreceptores e o acúmulo de fluoróforos tóxicos e lipofuscina na retina. Olhos com a forma seca da degeneração macular relacionada à idade apresentam inflamação crônica e os novos tratamentos incluem corticosteroides e inibidores do sistema complemento. Neste artigo, revisamos o estágio atual do tratamento da forma seca da degeneração macular relacionada à idade que provavelmente será feito através da combinação de drogas que agem em diferentes componentes envolvidos no aparecimento e na progressão da degeneração macular relacionada à idade.
Keywords: Degeneração macular; Retina; Epitélio pigmentado da retina; Inflamação; Ativação do complemento
Abstract
A inflamação ocular é uma das principais causas de perda visual e cegueira. As uveítes constituem um grupo complexo e heterogêneo de doenças caracterizadas por inflamação dos tecidos intraoculares. O olho pode ser o único órgão envolvido ou a uveíte pode ser parte de uma doença sistêmica. A etiologia é desconhecida em um número significativo de casos, que são considerados idiopáticos. Modelos animais têm sido desenvolvidos para estudar a fisiopatogênese da uveíte autoimune devido às dificuldades na obtenção de tecidos de olhos humanos inflamados para experimentos. Na maioria desses modelos, que simulam as uveítes autoimunes em humanos, a uveíte é induzida com proteínas específicas de fotorreceptores (antígeno-S, proteína ligadora de retinoide do interfotoreceptor, rodopsina, recoverina e fosducina). Antígenos não retinianos, como proteínas associadas à melanina e proteína básica de mielina, são também bons indutores de uveíte em animais. Entender os mecanismos básicos e a patogênese dessas doenças oculares é essencial para o desenvolvimento de novas formas de tratamento das uveítes autoimunes e de novos agentes terapêuticos. Nesta revisão serão abordados os principais modelos experimentais utilizados para o estudo de doenças inflamatórias oculares autoimunes.
Keywords: Modelos animais; Uveítes; Doenças autoimunes; Inflamação
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