Arq. Bras. Oftalmol. 2001;64 (2 )
:97-101
| DOI: 10.1590/S0004-27492001000200002
Abstract
Objetivo: Análise dos resultados cirúrgicos da correção dos estrabismos horizontais em portadores de alta miopia, em pacientes do Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Métodos: Foram estudados os prontuários de 24 pacientes esotrópicos e 17 exotrópicos, portadores de miopia maior que 6,00 DE operados para correção do estrabismo. Consideramos como bons resultados cirúrgicos desvios residuais entre esotropia e exotropia de 10delta. Resultados: Observou-se grande incidência de maus resultados entre os pacientes esotrópicos altos míopes. Conclusão: Concluímos que existe uma tendência a piores resultados cirúrgicos nos pacientes esotrópicos com miopia maior que -6,00 DE, em comparação com esotrópicos com erro refrativo entre -0,75 DE e +3,50 DE.
Keywords: Estrabismo; Miopia; Exotropia; Esotropia; Cirurgia
Arq. Bras. Oftalmol. 2001;64 (3 )
:217-221
| DOI: 10.1590/S0004-27492001000300011
Abstract
Objetivo: Analisar retrospectivamente os resultados do tratamento cirúrgico de catarata pela técnica de "Mini-Nuc" de Blumenthal. Método: Foram, assim, submetidos à extração extracapsular de catarata pela referida técnica, realizada sempre pelo mesmo cirurgião (MW), 454 olhos de 284 pacientes (148 mulheres e 136 homens), em período de seis anos (fevereiro de 1994 a março de 2000). Resultados: Os resultados apontaram baixas taxas de complicações intra-operatórias (4,8%), sendo que a da ruptura da cápsula posterior ocorreu em 3,7% dos casos. Correção da acuidade visual igual ou maior que 20/40 foi obtida em 89,1% dos casos. Conclusão: A técnica mostrou-se, portanto, eficaz, com a vantagem de prescindir de instrumentação sofisticada e envolver baixos custos.
Keywords: Extração de catarata; Extração de catarata; Câmara anterior; Acuidade visual
Arq. Bras. Oftalmol. 2005;68 (4 )
:547-550
| DOI: 10.1590/S0004-27492005000400023
Abstract
A "esotropia fixa progressiva" se apresenta como um quadro de esotropia progressiva, em adultos altos míopes, que aumenta até que os olhos fiquem fixos numa esotropia de grande ângulo, geralmente associada a hipotropia, e que tem fracos resultados cirúrgicos. O objetivo deste trabalho é descrever a abordagem cirúrgica de 2 pacientes com "esotropia fixa adquirida progressiva" que foram operados segundo a técnica de Yamada (hemitransposição dos retos lateral e superior), e obtiveram bom resultado pós-operatório.
Keywords: Miopia; Esotropia; Esotropia; Relato de caso
Arq. Bras. Oftalmol. 2007;70 (6 )
:967-970
| DOI: 10.1590/S0004-27492007000600015
Abstract
OBJETIVO: Estudar os resultados da técnica de Carlson-Jampolsky em 31 pacientes com paralisia de VI nervo. MÉTODOS: Foram avaliados 23 casos unilaterais e 8 bilaterais. A média da esotropia pré-operatória em posição primária nos casos unilaterais foi de 56.8 DP ± 24 DP (30 DP a 100 DP), o seguimento dos pacientes após a cirurgia foi de 14 ± 17.9 meses (3 a 72). A média da esotropia pré-operatória em posição primária nos casos bilaterais foi de 74.5 DP ± 20.7 DP (45 DP to 100 DP), o seguimento dos pacientes após a cirurgia foi de 14.7 ± 15.7 meses (4 a 47). RESULTADOS: Entre os pacientes do grupo unilateral, 18 casos tiveram bons resultados, sem necessitar de reoperação. Entre 5 pacientes que foram reoperados (2 subcorreções e 3 supercorreções), 2 tiveram que usar óculos com adição de prismas. Entre os casos bilaterais, 2 casos foram reoperados (1 subcorreção e 1 supercorreção), o paciente que estava subcorrigido manteve após a segunda cirurgia esotropia de 13 DP, e também teve que usar correção óptica com a adição de prisma. CONCLUSÕES: A técnica de Carlson-Jampolsky foi eficaz para tratar pacientes com paralisia de VI nervo. O número de reoperações foi baixo, e entre os reoperados, apenas 3 não apresentaram bons resultados.
Keywords: Oftalmoplegia; Estrabismo; Esotropia; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Nervo abducente; Músculos oculomotores; Complicações pós-operatórias
Arq. Bras. Oftalmol. 2008;71 (4 )
:475-479
| DOI: 10.1590/S0004-27492008000400002
Abstract
OBJETIVOS: Propor valores normativos de acuidade visual de grades e sua respectiva diferença interocular medidas pelo potencial visual evocado de varredura nos primeiros três anos de vida. MÉTODOS: Foram avaliadas 67 crianças sadias, sem doenças oculares, que tiveram a acuidade visual medida pelos potenciais evocados visuais de varredura. RESULTADOS: A acuidade visual média variou de 0,80 logMAR (equivalente de Snellen de 20/125) no primeiro mês de vida a 0,06 logMAR (equivalente de Snellen de 20/20) aos 36 meses. Os limites normais inferiores (percentil 95%) variaram de 0,95 logMAR (20/180) a 0,12 logMAR (20/25) com progressão de aproximadamente 3 oitavas nos primeiros 36 meses de vida. A diferença interocular máxima aceitável foi de 0,10 logMAR. CONCLUSÕES: Os valores normativos de acuidade visual e de diferença interocular de acuidade foram obtidos pela técnica do potencial visual evocado de varredura. Propõe-se sua adoção na prática clínica para diagnóstico preciso do estado visual de bebês e de crianças pré-verbais.
Keywords: Potenciais evocados visuais; Acuidade visual; Testes visuais; Valor preditivo dos testes; Valores de referência
Arq. Bras. Oftalmol. 2009;72 (5 )
:645-649
| DOI: 10.1590/S0004-27492009000500009
Abstract
OBJETIVOS: Determinar a diferença interocular da acuidade visual de resolução de grades em crianças operadas de catarata congênita unilateral. MÉTODOS: Um grupo de 27 pacientes operados de catarata congênita unilateral tiveram mensurada sua acuidade visual monocular pelo potencial visual evocado de varredura. A diferença interocular foi calculada pela subtração absoluta das acuidades monoculares. A intensidade da opacificação, implante ou não de lente intraocular e presença de estrabismo foram consideradas para análise. RESULTADOS: A média da diferença interocular foi de 0,58 ± 0,20 logMAR. Esse resultado foi significantemente maior que 0,10 logMAR, valor considerado como média normal nos estudos normativos. Crianças com opacidades intensas tiveram ambliopia mais pronunciada que os casos moderados. Não houve correlação significante entre a intensidade da ambliopia com estrabismo e afacia. CONCLUSÕES: A diferença interocular nesse grupo de crianças operadas de catarata congênita unilateral foi muito mais pronunciada que artigos prévios, provavelmente pelos atrasos no diagnóstico, intervenção cirúrgica e correção óptica.
Keywords: Ambliopia; Catarata; Catarata; Complicações pós-operatórias
Arq. Bras. Oftalmol. 2011;74 (3 )
:171-174
| DOI: 10.1590/S0004-27492011000300005
Abstract
OBJETIVO: Analisar os resultados das reoperações nas esotropias congênita e essencial adquirida não acomodativa. MÉTODOS: Foram avaliados retrospectivamente 393 prontuários de pacientes com diagnóstico de esotropia (91 esotropias congênitas e 302 adquiridas) no Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo, operados entre os anos de 2000 e 2004. RESULTADOS: No grupo dos portadores de esotropia congênita, 9 pacientes foram reoperados (9,9%). As indicações para a nova intervenção foram: subcorreções (3,3%), supercorreções (2,2%), anisotropia (V) (1,1%), hipotropia (1,1%) e divergências visuais dissociadas (2,2%). No grupo dos portadores de esotropia essencial adquirida não acomodativa 31 pacientes foram reoperados (10,3%). As indicações para a nova intervenção foram: subcorreções (n=6,6%), supercorreções (n=2%) e hipertropias (n=1,7%). CONCLUSÕES: A porcentagem de reoperação nos casos de esotropia congênita e essencial adquirida não acomodativa foram 9,9% e 10,2% respectivamente, com predominância de subcorreções nas indicações para a realização de nova cirurgia. A presença de ambliopia e desvios maiores que 50∆ na esotropia essencial adquirida não acomodativa (EEANA) foram os mais importantes fatores para maus resultados.
Keywords: Esotropia; Esotropia; Músculos oculomotores; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Visão binocular; Reoperação