Arq. Bras. Oftalmol. 2020;83 (5 )
:372-377
| DOI: 10.5935/0004-2749.20200045
Abstract
OBJETIVO: Avaliar as alterações do complexo tomográfico das células ganglionares em pacientes com edema macular diabético tratados com injeções intravítreas do fator de crescimento endotelial anti-vascular (anti-VEGF).
MÉTODOS: Analisamos dados de 35 olhos de 35 pacientes previamente não tratados nos quais o edema macular diabético melhorou após três doses de injeção de anti-VEGF e que não receberam injeções repetidas. Registramos avaliações da tomografia de coerência óptica de domínio espectral do complexo de células ganglionares e da espessura macular central na linha de base e mensalmente por três meses e, também no sexto e nono mês após o tratamento. Comparamos os resultados com os olhos não afetados nos mesmos pacientes e com os de um grupo controle de pacientes com edema macular diabético que não foram tratados.
RESULTADOS: A média da idade dos pacientes no grupo de tratamento foi de 60 ± 4,38 anos. As espessuras foveais medidas pela tomografia de coerência óptica diminuiram significativamente desde o início até o terceiro mês após a injeção (p<0,05). A espessura média do complexo de células ganglionares foi de 115,08 ± 16,72 µm antes da primeira injeção e 101,05 ± 12,67 µm após a terceira injeção (p<0,05). A média do complexo de célula ganglionar foi de 110,04 ± 15,07 µm no sexto mês (p>0,05) e 113,12 ± 11,15 µm no nono mês (p>0,05). Encontramos uma diferença significativa entre os pacientes e o grupo controle quanto à média da espessura do complexo de células ganglionares no segundo e terceiro meses após a injeção (p<0,05).
CONCLUSÃO: Nosso estudo mostrou que a espessura do complexo de células ganglionares em pacientes com edema macular diabético diminuiu após as injeções de anti-VEGF. Não podemos determinar se a diminuição da espessura do complexo de células ganglionares ocorreu devido aos efeitos dos agentes anti-VEGF ou ao curso natural da doença.
Keywords: Diabetes mellitus; Edema macular; Complexo de células ganglionares; Anti-fator de crescimento vascular endotelial; Doenças neurodegenerativas; Tomografia de coerência óptica
Arq. Bras. Oftalmol. 2020;83 (2 )
:120-126
| DOI: 10.5935/0004-2749.20200017
Abstract
Objetivo: Investigar as alterações na microvasculatura da retina em pacientes tratados com anti-VEGF para edema macular secundário à oclusão de ramo da veia retiniana.
Métodos: Foram examinados 38 olhos de 19 pacientes para o estudo. Medimos as densidades dos vasos do plexo capilar superficial e profunda (%), áreas da zona avascular foveal (mm2) e espessura macular central.
Resultados: Os valores do plexo capilar superficial e profundo parafoveal foram significativamente menores nos olhos com oclusão de ramo da veia retiniana do que nos outros olhos (p<0,001). Encontramos um aumento significativo nos valores de plexo capilar profundo parafoveal após o tratamento com anti-VEGF (p=0,032). A zona avascular foveal média foi maior nos olhos com oclusão de ramo da veia retiniana do que nos olhos controle (p<0,001). A espessura macular central média foi significativamente maior nos olhos com oclusão de ramo da veia retiniana do que nos controles, e observamos uma diminuição significativa na espessura macular central após o tratamento com anti-VEGF (< 0,001). Além disso, as estruturas císticas no plexo capilar profundo regrediram.
Conclusão: A angiotomografia de coerência óptica permite avaliações qualitativas e quantitativas durante o acompanhamento de pacientes tratados por oclusão de ramo da veia retiniana.
Keywords: Oclusão da veia retiniana; Tomografia de coerência óptica; Fatores de crescimento endotelial/antagonistas & inibidores