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Abstract
Objetivo: Este estudo buscou verificar se a prescrição adequada de lentes corretoras pode ser realizada exclusivamente com os dados fornecidos pela refração automática objetiva. Métodos: Todos os pacientes foram submetidos a anamnese, exame oftalmológico. A refração clínica, por meio de recursos propedêuticos clássicos não - automatizados objetivos e subjetivos para prescrição de lentes corretoras ("gold standard"), seguido por exame no refrator automático TOPCON KR 3000. Resultados: Foram estudados 1001 olhos de 504 pacientes, dos quais 45,2%, do sexo masculino. A média de idade foi de 36,6 anos. O índice geral de concordância de diagnóstico entre refração clínica e refração automática objetiva foi de 66,7%. Considerando-se tolerância de -0,50 a +0,50 DE, o índice de concordância quanto ao componente esférico foi de cerca de 90%. Houve concordância em 27,60% dos astigmatismos hipermetrópicos e miópicos simples e de 97,7% nos astigmatismos compostos e no astigmatismo misto. A cicloplegia não alterou de maneira estatisticamente significante o índice de concordância de diagnóstico. O eixo das lentes cilíndricas indicado pela refração automática objetiva apresentou proximidade estatisticamente significante ao eixo da refração clínica. Conclusão: A refração automática objetiva fornece dados úteis para a prescrição de lentes corretoras, desde que se levem em consideração variáveis como uso prévio ou não de óculos, idade e cicloplegia. A prescrição de lentes corretoras não pode ser realizada exclusivamente com os dados fornecidos pela refração automática objetiva.
Keywords: Lentes de contato; Erros de refração; Refração ocular; Refratometria
Abstract
OBJETIVO: Analisar retrospectivamente a evolução de pacientes portadores de hifema decorrente de trauma ocular contuso quanto à acuidade visual inicial e final, aumento da pressão intra-ocular, ocorrência de ressangramento, tempo de absorção do coágulo, e necessidade de cirurgia. MÉTODOS: Foram avaliados 54 pacientes com idade superior a 15 anos, com diagnóstico de traumatismo ocular fechado, assistidos no Pronto Socorro de Oftalmologia do Hospital São Paulo, no período de dezembro de 2000 a janeiro de 2002. O hifema foi classificado em cinco subgrupos: microscópico; grau I; grau II; grau III e grau IV (hifema total). Os pacientes foram divididos em dois grupos, de acordo com o comprometimento ou não do segmento posterior, para comparação dos dados pelo teste de Mann-Whitney e o teste exato de Fisher. A acuidade visual final foi avaliada por meio de regressão linear múltipla. RESULTADOS: Noventa e um por cento dos pacientes eram do sexo masculino, com idade média de 32 anos. Na admissão, 37% dos pacientes apresentaram PIO superior a 24 mmHg. O ressangramento ocorreu em 8% deles. Durante a evolução, seis pacientes necessitaram de intervenção cirúrgica. No grupo I (sem lesões de segmento posterior) houve melhora estatisticamente significante da AV (p<0,001), o que não foi observado no grupo II (p=0,4772). CONCLUSÃO: A classificação do hifema permite avaliação da gravidade da lesão, prognóstico e conduta. A baixa de visão persistente correlacionou-se principalmente ao comprometimento do seguimento posterior e à acuidade visual na admissão. O sucesso do tratamento depende da identificação dos fatores de risco, medicação apropriada e indicação cirúrgica precisa.
Keywords: Traumatismos oculares; Hifema; Acuidade visual; Estudos prospectivos; Câmara anterior; Pressão intra-ocular; Seguimentos
Abstract
OBJETIVOS: Fotopsias e miopsias são geralmente causadas pelo descolamento do vítreo posterior, mas podem estar associadas a doenças oculares. A prevenção de seqüelas importantes requer o exame rápido e apropriado do paciente. Portanto, o conhecimento pelo paciente é crucial. Este estudo objetivou avaliar a qualidade da informação sobre miopsias e fotopsias disponíveis para acesso dos pacientes na Internet. MÉTODOS: Estudo de corte transversal. Em julho de 2005, avaliamos as informações disponíveis na Internet sobre miopsias e fotopsias, usando duas ferramentas de busca (MSN e MetaCrawler) e três palavras-chave ("floaters", "dark spots eye", "light flashes eye"). A qualidade de cada site foi avaliada por uma escala de pontos. Os sites foram classificados como acadêmicos, organizacionais ou comerciais. Avaliamos a confiabilidade, a qualidade do site (baseada no autor, propósito, qualificação do autor, interatividade, atualizações) e qualidade do conteúdo (definição, causas, epidemiologia, diagnóstico, tratamento e prognóstico). RESULTADOS: Dos 145 sites avaliados, 49 foram incluídos no estudo. Quatro sites (8,2%) foram acadêmicos, 9 (18,4%) organizacionais e 36 (73,4%) foram comerciais. Em sua grande maioria (53%), as informações contidas nos sites foram consideradas como pobres e a qualidade não estava correlacionada com a classificação do site. CONCLUSÃO: As informações disponíveis na Internet sobre miopsias e fotopsias são insuficientes.
Keywords: Descolamento do vítreo; Transtornos da visão; Internet, sistemas de informação; Educação do paciente
Abstract
O enfisema orbitário é caracterizado pela presença anormal de ar na órbita. Sua ocorrência espontânea não é frequente e a maioria dos casos está associada à fratura de órbita. Relatamos o caso de uma paciente do sexo feminino de 40 anos com quadro de enfisema orbitário unilateral, secundário a asseio vigoroso do nariz. A paciente evoluiu com redução aguda da acuidade visual em decorrência de elevação da pressão intraocular, sendo indicado tratamento de urgência. Foi realizada punção orbitária com agulha 24-gauge próximo à região da incisura supraorbital, com melhora imediata do quadro clínico e recuperação da acuidade visual.
Keywords: Enfisema; Doenças orbitárias; Pressão; Acuidade visual; Hipertensão ocular; Relatos de casos
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