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Abstract
OBJETIVO: Avaliar a eficácia e possíveis complicações da remoção do segmento vertical do canalículo lacrimal, em pacientes com síndrome do olho seco grave. MÉTODOS: Seis canalículos de quatro pacientes, 3 dos quais tinham o diagnóstico de olho seco associado à síndrome de Sjögren primária e o quarto, ceratoconjuntivite sicca por remoção completa de glândula lacrimal, foram submetidos a exérese do segmento vertical do canalículo lacrimal. Os critérios de inclusão foram: sinais e sintomas de olho seco que não melhoraram com tratamento clínico, Schirmer menor que 5 mm, rosa bengala corando córnea e conjuntiva e casos de recanalização após eletrocauterização dos pontos. Os pontos lacrimais foram avaliados por exame biomicroscópico após 7, 15, 30, 90 e 180 dias da cirurgia. RESULTADOS: No período de seguimento, nenhum canalículo sofreu recanalização. Em cinco olhos, houve diminuição da ceratite ponteada difusa e dos filamentos corneanos e melhora nos valores do teste de Schirmer e rosa bengala. No olho submetido à remoção completa da glândula lacrimal, a córnea ainda apresentava ceratite ponteada difusa, mesmo após dois meses de cirurgia. Não houve alterações da margem palpebral. CONCLUSÃO: Esta técnica, além de mostrar-se efetiva e simples para oclusão permanente do canalículo lacrimal, não cursou com complicações observadas em outros procedimentos.
Keywords: Síndromes do olho seco; Aparelho lacrimal; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a diferença da função do músculo levantador da pálpebra superior (FMLPS), distância margem reflexo (DMR1) e altura do sulco palpebral (AS) antes e depois da cirurgia de blefaroplastia superior associada à correção de ptose palpebral. MÉTODOS: Quarenta e quatro pacientes com blefaroptose e dermatocálase foram incluídos. Intervenção: exploração do tendão do músculo levantador da pálpebra superior (MLPS) durante a blefaroplastia, em portadores de blefaroptose e dermatocálase. Nos casos de desinserção, o tendão foi refixado ao tarso. Desfechos analisados: foram analisados de forma bilateral a diferença entre FMLPS, DMR1 e AS antes e depois da intervenção. A dependência entre os olhos foi corrigida por meio de equações de estimativa generalizada. Foi utilizada a correlação de Pearson para quantificar a dependência entre os olhos para FMLPS, DMR1 e AS. RESULTADOS: Houve diferença significante entre as medidas de FMLPS antes e depois da cirurgia, havendo redução da excursão do MLPS após a cirurgia, diminuindo, em média, 1,1 mm (P<0,001). As medidas pré e pós-operatória de DMR1 e AS foram estatisticamente diferentes, sendo que a DMR1 aumentou, em média, 1,6 mm e a AS diminuiu, em média, 3,97 mm (P<0,001) após a cirurgia. Houve correlação significante entre os olhos para todas as variáveis propedêuticas antes e depois da cirurgia. As correlações pré-operatórias foram mais fortes no grupo sem cirurgia prévia. O mesmo foi encontrado para a correlação quanto ao grau de desinserção nos dois olhos (P>0,01). CONCLUSÃO: A função do músculo levantador da pálpebra superior diminui após a cirurgia para a correção da ptose.
Keywords: Blefaroptose; Pálpebra; Blefaroplastia; Músculos oculomotores
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