Arq. Bras. Oftalmol. 2000;63 (3 )
:227-229
| DOI: 10.1590/S0004-27492000000300010
Abstract
Objetivo: Relatar caso de extrusão parcial espontânea de placa de transluscência focal senil de esclera calcificada. Método: Relato de caso de mulher de 75 anos, encaminhada com suspeita de tumor conjuntival, apresentando lesão leucoplásica em esclera, localizada anteriormente à inserção do músculo reto medial do olho esquerdo causando sensação de corpo estranho; instituindo-se tratamento por exérese e enxerto escleral. O exame histopatológico revelou tecido conjuntivo fibroso com calcificação. Conclusão: A extrusão de placa de transluscência senil de esclera deve ser considerada no diagnóstico diferencial dos tumores epibulbares.
Keywords: Transluscência focal senil de esclera; Tumores epibulbares
Arq. Bras. Oftalmol. 2001;64 (4 )
:333-335
| DOI: 10.1590/S0004-27492001000400011
Abstract
Purpose: To describe the use of anterior capsule staining in cataracts without red reflex using a 0.025% trypan blue solution. Methods: Six eyes of 6 patients with cataracts without red reflex were submitted to phacoemulsification using a direct injection of 0.2 to 0.5 ml of 0.025% trypan blue in the anterior chamber previous to viscoelastic injection. All patients had an ophthalmologic examination prior to surgery, as well as pre and postoperative corneal endothelial cell count. Results: In all cases the capsule became stained with a faint blue color that enabled an adequate visibility of the flap during the continuous curvilinear anterior capsulotomy (CCC). There were no intra-or postoperative complications. The endothelial cell loss varied between 1.8% and 26.6% (mean 12.8%). Conclusion: Staining the anterior capsule with 0.025% trypan blue solution allows a good visibility of the capsular flap and facilitates the confection of CCC in cataracts without red reflex.
Keywords: Cataract; Cataract extraction; Lens capsule; Crystalline; Trypan blue; Dyes
Arq. Bras. Oftalmol. 2002;65 (2 )
:261-263
| DOI: 10.1590/S0004-27492002000200019
Abstract
Objetivo: Relatar aspectos clínico-patológicos e tratamento cirúrgico em três casos de nevo palpebral dividido -"kissing nevus". Métodos: Revisão dos prontuários de três pacientes portadores de nevo palpebral dividido. Análise dos aspectos clínico-patológicos, das técnicas cirúrgicas e resultados do tratamento. Resultados: A cura das lesões com bom resultado estético e funcional foi conseguida em todos os casos. Conclusões: A exérese do nevo palpebral dividido, em mais de um tempo cirúrgico utilizando deslizamento de retalhos cutâneos palpebrais e, em um caso, transplante de pele da pálpebra superior contralateral foi curativa nos três casos estudados.
Keywords: Nevo pigmentado; Pálpebra; Transplante de pele; Procedimentos cirúrgicos reconstrutivos; Relato de caso
Arq. Bras. Oftalmol. 2003;66 (3 )
:369-372
| DOI: 10.1590/S0004-27492003000300021
Abstract
Tumores pigmentados localizados sobre o disco óptico são raros e representam desafio diagnóstico. Paciente masculino, 60 anos, apresenta baixa da acuidade visual no olho esquerdo devido à lesão pigmentada que cobre o disco óptico. Foi indicada a enucleação com recusa pelo paciente. O quadro evoluiu com descolamento de retina. Examinado em outro serviço teve indicação de vitrectomia também recusada. Retorna aos nossos cuidados; feita a enucleação o diagnóstico anatomopatológico revelou melanoma maligno da coróide com invasão pós-laminar do nervo óptico. A importância prognóstica da invasão do nervo óptico por melanoma da coróide ainda não está totalmente esclarecida. Embora raro, tumor pigmentado cobrindo o nervo óptico pode representar melanoma maligno. O diagnóstico diferencial destes casos é geralmente difícil, porém seu reconhecimento à ultra-sonografia ocular é patente e descolamento de retina associado é sinal de atividade tumoral. Os riscos de disseminação da doença exigem atenção na suspeita diagnóstica e conduta precisa.
Keywords: Neoplasias da coróide; Neoplasias da coróide; Neoplasias da coróide; Nervo óptico; Melanoma; Evisceração do olho; Invasividade neoplásica; Relato de caso
Arq. Bras. Oftalmol. 2003;66 (6 )
:791-795
| DOI: 10.1590/S0004-27492003000700011
Abstract
OBJETIVO: Relatar os índices de conservação do globo ocular após tratamento com carboplatina e laser associados ou não a outras formas de tratamento local e radioterapia quando necessário. MÉTODO: Os olhos, virgens de qualquer tratamento, foram inicialmente estadiados, por oftalmoscopia indireta sob narcose ambulatorial, segundo Reese & Ellsworth e os pacientes submetidos à avaliação clínica por pediatra oncologista. Iniciou-se a administração do primeiro ciclo de quimioterapia com carboplatina 200 mg/m², vincristina 1,5 mg/m² e etoposida 150 mg/m² por via endovenosa em 3 dias. Seguiram-se outros ciclos sendo o intervalo entre eles de 21 a 28 dias. De 7 a 15 dias do término do ciclo de quimioterapia, nova oftalmoscopia indireta sob narcose ambulatorial era realizada com descrição dos achados e aplicação de hipertermia por laser Diodo 810 nm, pulso contínuo, e "large spot". O procedimento (quimioterapia e laser) foi repetido até completa cicatrização total das lesões ou até que se observasse necessidade de outra modalidade terapêutica como a radioterapia ou a enucleação. Controles periódicos bimensais no primeiro ano e trimestrais nos seguintes foram realizados para reavaliação e tratamento de novas lesões ou recidivas. Acompanhamento clínico por oncologista pediatra foi realizado durante todo o tratamento e seguimento. RESULTADOS: Foram tratados 62 pacientes portadores de RB (32M/30F), 15 unilaterais e 47 bilaterais (total de 107 olhos). A média de idade foi 16,9 meses (2,6 a 71,4). Em 5 pacientes administrou-se 4 ciclos de quimioterapia, nos demais foram necessários mais que 4 e até 8 ciclos. Em 34 olhos não se pode evitar o uso de radioterapia. O tempo médio de seguimento foi de 26,8 meses (5 a 60). Entre os bilaterais os índices de conservação, segundo os estádios de Reese & Ellsworth foram: I 10/11 (90,9%); II 8/9 (88,8%); III 10/10 (100,0%); IV 3/8 (37,5%); V 14/54 (25,9%). Considerando-se o total de bilaterais foram conservados 48,9% dos olhos tratados. Entre os unilaterais, para os mesmos estádios obteve-se: I 0/0; II 2/2 (100,0%); III 1/3 (33,3%); IV 1/3 (33,3%); V 0/7 (0%). Considerando-se o total de unilaterais foram conservados 26,6% dos olhos. Não se observou nefro ou ototoxicidade às drogas neste grupo.
Keywords: Retinoblastoma; Neoplasias da retina; Carboplatina; Protocolos de quimioterapia combinada antineoplásica; Enucleação ocular; Estudos prospectivos; Criança; Masculino; Feminino
Arq. Bras. Oftalmol. 2007;70 (3 )
:501-503
| DOI: 10.1590/S0004-27492007000300019
Abstract
OBJETIVO: Relatar a experiência com pilomatrixoma palpebral no Hospital Universitário Profº. Edgard Santos, em período de 30 anos. MÉTODOS: Revisão no Registro do Laboratório de Patologia Ocular, de todos os casos de tumores palpebrais no período de 1974 a 2004. Após a identificação dos casos de pilomatrixoma, foram coletados dados referentes a gênero, idade, tempo de sintomatologia, aspecto, localização e suspeita diagnóstica inicial. As lâminas coradas pela hematoxilina e eosina foram revisadas. RESULTADOS: Dentre os 621 casos de tumores palpebrais, quatro eram de pilomatrixoma (0,64%). Três pacientes eram do sexo masculino. A idade média foi de 25 anos, variando de 8 a 54. O tempo de sintomatologia médio foi de cinco meses, variando de 2 a 12. Em três casos a lesão localizava-se na pálpebra inferior. Em apenas um caso o diagnóstico clínico foi correto. Ao exame anatomopatológico, dois casos apresentavam pseudocápsula. O caso cuja sintomatologia foi mais prolongada exibia predominância de células do tipo fantasma. Reação tipo corpo estranho foi vista em todos os casos, calcificação em apenas um. CONCLUSÕES: Trata-se de tumor benigno bastante raro, acometendo principalmente jovens. Devido a sua raridade e pleomorfismo à apresentação, dificilmente o diagnóstico clínico é correto.
Keywords: Pilomatrixoma; Pilomatrixoma; Neoplasias palpebrais; Diagnóstico diferencial
Arq. Bras. Oftalmol. 2008;71 (3 )
:405-409
| DOI: 10.1590/S0004-27492008000300019
Abstract
OBJETIVO: Relatar, de forma retrospectiva, a experiência no diagnóstico e tratamento do granuloma eosinofílico da órbita em serviço de referência. MÉTODOS: Identificados os pacientes com diagnóstico de granuloma eosinofílico orbitário, no Registro do Laboratório de Patologia Ocular do Hospital Universitário Professor Edgard Santos, Universidade Federal da Bahia, no período entre 1974 e 2004. Coletados dados referentes ao diagnóstico, tratamento e realizada revisão das lâminas coradas pela hematoxilina e eosina. RESULTADOS: Foram identificados 3 casos com idade de 1, 6 e 11 anos. Em nenhum caso o diagnóstico de granuloma eosinofílico foi aventado pré-operatoriamente. Todos pacientes foram submetidos a biópsia, exibindo aspecto anatomopatológico típico. Em um dos casos, após a biópsia, havia tomografia computadorizada da órbita disponível, exibindo padrão característico. Todos os pacientes foram tratados com corticoesteróides sistêmicos, com resolução do tumor orbitário. CONCLUSÃO: Trata-se de doença rara, de difícil diagnóstico clínico sem avaliação radiológica. Apesar da grande destruição tecidual, apresenta boa resposta ao tratamento com corticoesteróides.
Keywords: Histiocitose de células de Langerhans; Histiocitose de células de Langerhans; Histiocitose de células de Langerhans; Órbita; Doenças orbitárias; Granuloma eosinófilo; Corticosteróides
Arq. Bras. Oftalmol. 2008;71 (3 )
:419-422
| DOI: 10.1590/S0004-27492008000300022
Abstract
Apresentamos um caso de tumor orbitário congênito de grande tamanho, ocorrendo em criança recém-nascida. A paciente foi submetida a exenteração da órbita e o diagnóstico anatomopatológico foi de teratoma cístico. Os aspectos clínico-patológicos desta rara doença são comentados.
Keywords: Neoplasias orbitárias; Teratoma; Teratoma; Teratoma; Teratoma; Relatos de casos
Arq. Bras. Oftalmol. 2008;71 (5 )
:719-721
| DOI: 10.1590/S0004-27492008000500021
Abstract
Relatamos dois casos de exfoliação verdadeira da cápsula, acontecendo em pacientes idosos sem história de exposição prolongada a altas temperaturas ou passado de inflamação intra-ocular. Os aspectos biomicroscópicos, anátomo-patológicos e possíveis implicações cirúrgicas são comentados.
Keywords: Cápsula do cristalino; Cápsula do cristalino; Doenças do cristalino; Doenças do cristalino; Doenças do cristalino; Relatos de caos
Arq. Bras. Oftalmol. 2009;72 (5 )
:719-722
| DOI: 10.1590/S0004-27492009000500025
Abstract
Relatamos cinco casos de retinocitoma diagnósticados em um período de 75 meses. A média de idade ao diagnóstico foi de 193,2 meses. Dois casos apresentavam tumor unilateral, um bilateral e dois exibiam retinoblastoma no olho contralateral. As características clínicas e oftalmoscópicas, as implicações genéticas e a necessidade de tratamento e acompanhamento contínuo dos pacientes com retinocitoma são discutidas.
Keywords: Neoplasias da retina; Neoplasias da retina; Neoplasias da retina; Neoplasias da retina; Retinoblastoma; Relatos de casos
Arq. Bras. Oftalmol. 2010;73 (2 )
:189-192
| DOI: 10.1590/S0004-27492010000200019
Abstract
O objetivo é demonstrar alterações morfológicas retinianas por meio da tomografia de coerência óptica na oclusão de ramo de artéria central da retina na fase aguda. Homem de 27 anos apresentando escotoma súbito no campo superior de olho direito, com exame fundoscópico compatível com oclusão de ramo ínfero-temporal da artéria central da retina. A tomografia de coerência óptica revelou aumento da espessura e hiperrefletividade das camadas internas da retina, com redução da refletividade das camadas de fotorreceptores e epitélio pigmentar da retina. Os achados na tomografia de coerência óptica são compatíveis com edema intracelular, e não com fluido extracelular secundário a extravasamento vascular, reforçando teorias histopatológicas da isquemia e necrose retiniana, que ocorrem após oclusão arterial retiniana.
Keywords: Artéria retiniana; Oclusão da artéria retiniana; Vasos retinianos; Acuidade visual; Tomografia de coerência óptica; Humanos; Masculino; Adulto; Relatos de casos
Arq. Bras. Oftalmol. 2013;76 (3 )
:200-203
| DOI: 10.1590/S0004-27492013000300016
Abstract
O tumor vasoproliferativo da retina é uma lesão rara, cujo principal diagnóstico diferencial é o hemangioma capilar da retina. O tumor tem natureza reacional. Pode ser idiopático ou secundário a outras doenças como: uveítes, retinose pigmentar, retinopatia da anemia falciforme, cirurgia prévia e retinopatia da prematuridade. Lesões sem exsudação ou baixa visual podem ser observadas. Quando há indicação de tratamento este pode ser feito pela crioterapia, vários tipos de lasers, excisão cirúrgica, radioterapia e injeções intravítrea de antiangiogênicos, isoladamente ou em associação.
Keywords: Retina; Neoplasias da retina; Neoplasias da retina; Neoplasias da retina