Arq. Bras. Oftalmol. 2002;65 (1 )
:99-102
| DOI: 10.1590/S0004-27492002000100019
Abstract
Objetivo: Os autores apresentam dois casos raros e ilustrativos de tumor vasoproliferativo, idiopático presumido da retina associado à hemorragia vítrea recidivante, em duas pacientes jovens e sadias. Método: Dois olhos de duas pacientes foram avaliados por meio do exame de fundoscopia, retinografia, angiofluoresceinografia e ultra-sonografia. Resultados: Nos dois casos relatados, o tumor vascular retiniano foi unilateral, solitário e apresentou evidências ultra-sonográficas de adesão vítrea. São discutidos os diagnósticos diferenciais da doença e alternativas de tratamento com crioterapia, fotocoagulação e vitrectomia. Conclusão: Os autores ressaltam a importância do reconhecimento do tumor vasoproliferativo idiopático da retina nos casos de hemorragia vítrea recidivante.
Keywords: Hemangioma; Neoplasias da retina; Vasos retinianos; Neovascularização patológica; Hemorragia vítrea; Relato de caso
Arq. Bras. Oftalmol. 2002;65 (3 )
:369-373
| DOI: 10.1590/S0004-27492002000300018
Abstract
Os autores relatam 3 casos de fosseta congênita de disco óptico mostrando, por meio de imagens de tomografia de coerência óptica, os diversos estágios do descolamento retiniano secundário, desde a separação das camadas retinianas mais internas, formação de cistos intraretinianos até o descolamento seroso da retina neurosensorial.
Keywords: Nervo óptico; Disco óptico; Anormalidades; Tomografia
Arq. Bras. Oftalmol. 2002;65 (6 )
:665-667
| DOI: 10.1590/S0004-27492002000600013
Abstract
Os autores relatam o caso raro de paciente diabético com rubeosis iridis submetido à cirurgia de catarata com implante de lente intra-ocular, em que houve o crescimento de neovasos na cápsula posterior do cristalino.
Keywords: Neovascularização, patológica; Diabetes mellitus; Lentes intra-oculares; Complicações pós-operatórias; Extração de catarata; Doenças da íris
Arq. Bras. Oftalmol. 2006;69 (5 )
:725-729
| DOI: 10.1590/S0004-27492006000500020
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a influência de um filtro para o espectro azul da luz, semelhante à lente intra-ocular Acrysof Natural®, nos exames de perimetria automatizada padrão (branco-no-branco) e de comprimento de onda curto (azul-no-amarelo). MÉTODOS: Vinte pacientes jovens sem alterações oculares (20 olhos) realizaram seqüência de 4 exames de campo visual: perimetria automatizada padrão e azul-no-amarelo com e sem o filtro para o espectro azul da luz. Os índices de limiar foveal (FT), desvio médio (MD) e desvio-padrão (PSD) obtidos em todos os exames e a diferença causada pela excentricidade nos exames de perimetria automatizada azul-no-amarelo foram analisados. Variabilidade interindivíduos (desvio-padrão dos pontos testados) foi calculada. RESULTADOS: Observou-se redução estatisticamente significante no desvio médio (p<0.001) e no limiar foveal (p<0.001) medidos pela perimetria automatizada azul-no-amarelo com o uso do filtro para o espectro azul da luz comparado quando realizado sem o filtro. Nenhum outro índice avaliado apresentou diferença estatisticamente significante nos exames de perimetria automatizada padrão ou azul-no-amarelo. Foi notado aumento da variabilidade interindivíduos com a excentricidade nos exames de perimetria automatizada azul-no-amarelo com e sem o uso do filtro para o espectro azul da luz, assim como a diferença de sensibilidade entre os hemisférios inferior e superior (hemisfério inferior menos superior), mas não houve diferença estatisticamente significante quando comparados os exames com e sem o uso do filtro. Quando foram comparados os 4 pontos mais inferiores e os 4 pontos mais superiores, a diferença inferior-superior aumentou com e sem o uso do filtro para o espectro azul da luz. CONCLUSÃO: Observou-se redução estatisticamente significante no desvio médio e limiar foveal nos exames de perimetria automatizada azul-no-amarelo com o uso do filtro para o espectro azul da luz, mas não nos exames de perimetria automatizada padrão.
Keywords: Extração de catarata; Implante de lente intra-ocular; Campo visual; Perimetria; Cristalino; Sensibilidade e especificidade; Degeneração macular; Percepção visual; Macula lutea
Arq. Bras. Oftalmol. 2009;72 (5 )
:723-727
| DOI: 10.1590/S0004-27492009000500026
Abstract
A coroidite serpiginosa é uma doença rara, que pode causar perda visual irreversível quando a mácula é atingida. Este artigo relata um caso de coroidite serpiginosa com acometimento macular isolado, submetido a tratamento com injeções subtenoniana e intravítrea de triancinolona. Os aspectos clínicos e diagnósticos diferenciais desta doença ocular são discutidos, assim como, os achados de angiografia fluoresceínica e tomografia de coerência óptica de alta resolução.
Keywords: Uveíte; Coroidite; Doenças retinianas; Coriorretinite; Relatos de casos
Arq. Bras. Oftalmol. 2010;73 (2 )
:182-185
| DOI: 10.1590/S0004-27492010000200017
Abstract
OBJETIVO: Demonstrar os achados da tomografia de coerência óptica em três casos de neurorretinite subaguda difusa unilateral (DUSN). MÉTODOS: Os pacientes com diagnóstico confirmado de neurorretinite subaguda difusa unilateral realizaram seguimento pré e pós-tratamento por meio da tomografia de coerência óptica, Stratus® OCT. RESULTADOS: Os achados marcantes da tomografia de coerência óptica foram a atrofia das camadas de fibras nervosas da retina e edema da retina localizado em áreas nas quais a larva esteve. Em dois pacientes pôde-se localizar a larva no espaço sub-retiniano por meio da tomografia de coerência óptica, que se traduziu por pequena área densa (hiperrefletividade). As larvas foram fotocoaguladas a laser e os achados da tomografia de coerência óptica após o tratamento demonstrou melhora do edema, afinamento das camadas de fibras nervosas e hiperrefletividade no local da aplicação do laser. CONCLUSÃO: Os principais achados na tomografia de coerência óptica foram a atrofia difusa das camadas de fibras nervosas e o edema localizado nas áreas afetadas pela larva. A tomografia de coerência óptica pode ser usado para diferenciar neurorretinite subaguda difusa unilateral de doenças que a simulam, como retinite punteada externa, que não manifesta alterações das camadas de fibras nervosas.
Keywords: Retinite; Neurite óptica; Nervo óptico; Infecções oculares parasitárias; Terapia a laser; Atrofia óptica; Retina; Tomografia de coerência óptica; Relatos de casos
Arq. Bras. Oftalmol. 2010;73 (5 )
:462-463
| DOI: 10.1590/S0004-27492010000500015
Abstract
Nosso objetivo é relatar um caso de neurorretinite subaguda unilateral difusa (DUSN), onde uma larva oftalmoscopicamente visível foi detectada e, através do escaneamento pela tomografia de coerência óptica (OCT), foi possível estabelecer a localização precisa do parasita entre as camadas da retina. Nossos resultados sugerem que o movimento do parasita nas camadas mais internas da retina possa explicar as graves alterações neuronais degenerativas encontradas.
Keywords: Retinite; Neurite óptica; Infecções oculares parasitárias; Tomografia de coerência óptica; Acuidade visual; Fibras nervosas; Humanos; Masculino; Adulto; Relatos de casos