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Abstract
Pacientes que fazem uso de cloroquina ou hidróxi-cloroquina, drogas que são freqüentemente administradas para o tratamento de artrite reumatóide, lúpus eritrematoso ou malária, podem sofrer alterações na visão de cores e na sensibilidade de contraste. O presente estudo avaliou a função visual destes pacientes em um estudo conjunto da Universidade de São Paulo (USP), em São Paulo, e da Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém. Trinta e dois pacientes usuários de cloroquina sem alterações no exame de fundo de olho foram avaliados em São Paulo (n=10, 38 a 71 anos, média=55,8 anos) e em Belém (n=22, 20 a 67 anos, média=40 anos). A dose acumulada de cloroquina prescrita foi de 45 a 430 g (média=213 g; dp=152 g) para o grupo de São Paulo, e de 36 a 540 g (média=174 g; dp=183 g) para o grupo de Belém. Os testes foram realizados monocularmente com o estado refracional corrigido. A discriminação de cor foi avaliada utilizando o Teste de Cor de Cambridge (CCT): o limiar de discriminação de cor foi mensurado primeiro nos eixos protano, deutano e tritano, e em seqüência, três elipses de MacAdam foram determinadas. A visão de cores dos pacientes também foi avaliada com testes de arranjo de cores: o teste de 100 matizes de Farnsworth-Munsell (FM100), o D15 de Farnsworth-Munsell, e o teste Lanthony Dessaturado (D15d). A sensibilidade de contraste foi também medida com grades senoidais preto-e-brancas em 22 pacientes. Os resultados foram comparados com controles sem patologias oftalmológicasou neuro-oftalomológicas. 24 pacientes apresentaram discromatopsia adquirida, com perdas seletivas (11 pessoas) ou difusas (13 pessoas). Embora as perdas estivessem presentes no FM100, não houve correlação entre o escore de erro do FM100 e a área elíptica medida pelo CCT. Além disso, três pacientes que tiveram escores normais no FM100 falharam para alcançar limiares normais no CCT. O teste de Lanthony foi menos sensível do que os outros dois testes, tal que falhou em indicar perda em cerca de metade dos pacientes afetados, e o D15 foi o teste menos sensível, deixando de indicar déficits em 9 de 10 pacientes. A sensibilidade de contraste esteve dentro dos valores normais para pacientes submetidos a este teste. A extensão das perdas na discriminação de cores foi positivamente correlacionada com a dose acumulada. O CCT é recomendado para o acompanhamento destes pacientes, pois forneceu dados quantitativos que podem ser diretamente interpretados no espaço cromático da CIE (Commission Internationelle d'Éclairage).
Keywords: Cloroquina; Retinopatia; Visão de cores; Sensibilidade de contraste; Neurotoxicologia; Bateria de testes neurocomportamentais; Discromatopsia
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Objetivo: Avaliar o perfil clínico e epidemiológico dos transplantes de córnea realizados em um centro de referência oftalmológica de Recife no estado de Pernambuco, localizado no nordeste do Brasil.
Métodos: Esse estudo transversal coletou através de prontuários médicos dados clínicos e epidemiológicos de pacientes submetidos a ceratoplastia na Fundação Altino Ventura, de janeiro a dezembro de 2017.
Resultados: Um total de 356 procedimentos foram realizados em 327 pacientes dos quais 165 (50.5%) eram mulheres. A média de idade na cirurgia foi de 50.9 ± 22.6 anos (variação, 10 - 89 anos). A maioria dos pacientes (n=152 [46.5%]) era da capital e região metropolitana. A média de tempo de espera na fila para o transplante de córnea foi de 52.4 ± 58.9 dias (variação, 0 - 460 dias). As principais indicações de transplante foram ceratite infecciosa (n=88 [24.7%]), ceratocone (n=80 [22.5%]) e falência de transplante prévio (n=75 [21.1%]). Transplante penetrante foi a técnica mais realizada (n=213 [59.9%]) e foi mais comum em homens (n=132 [76.7%]), enquanto os transplantes lamelares posteriores (n=143 [41.1%]) foram mais realizados nas mulheres (p<0.001).
Conclusão: Ceratites infecciosas foram a causa mais comum de transplante, com prevalência similar em adultos economicamente ativos de ambos os sexos. Transplante penetrantes foram os prevalentes em homens e os transplantes lamelares em mulheres.
Keywords: Doença da córnea/epidemiologia; Transplante de córnea; Ceratoplastia penetrante; Brasil/epidemiologia
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OBJETIVO: A prevalência do astigmatismo refracional e sua relação com a acuidade visual de resolução foram avaliados em amostra de crianças pré-verbais. MÉTODOS: Foram submetidas a exame oftalmológico 482 crianças normais com idades variando entre 2 e 36 meses. Após exclusão da amostra de 14 crianças com evidências de doenças oculares que pudessem alterar a acuidade visual, permaneceram 468 crianças (936 olhos), sendo 230 (49%) do sexo masculino e 238 (51%) do feminino. Todas foram submetidas a exame de acuidade visual binocular e monocular pelo procedimento do olhar preferencial através do método dos cartões de acuidade de Teller. Foi realizado em todas as crianças exame de refração sob cicloplegia e fundoscopia com oftalmoscópio indireto. RESULTADOS: O astigmatismo foi encontrado em 222 (47,43%), crianças da amostra, com predomínio do tipo hipermetrópico composto e da forma a favor da regra em todas as faixas etárias. Em relação à magnitude, esta ametropia foi maior ou igual a 1,00 dioptria cilíndrica em 24,35% dos sujeitos, maior ou igual a 1,00 dioptria cilíndrica em 24,35% dos sujeitos, maior ou igual a 2,00 dioptrias cilíndricas em 5,55%, menor que 1,00 dioptria cilíndrica em 26,92% e maior ou igual a 1,00 dioptria cilíndrica e menor que 2,00 dioptrias cilíndricas em 18,73%. A acuidade visual esteve dentro da faixa de normalidade em 219 crianças da amostra, independentemente da magnitude, tipo e orientação do astigmatismo. CONCLUSÃO: A acuidade visual de resolução medida pelo método dos cartões de acuidade de Teller não foi influenciada pelo astigmatismo.
Keywords: Astigmatismo; Prevalência; Acuidade visual; Criança
Abstract
OBJETIVO: A proposta do presente estudo é comparar funções de sensibilidade ao contraste obtidas após wavefront-LASIK e wavefront-PRK no olho contralateral. MÉTODOS: Os participantes foram 11 sujeitos saudáveis (idade média=32,4 ± 6,2 anos) com astigmatismo miópico. As funções de sensibilidade ao contraste espacial foram obtidas antes e três vezes após a cirurgia. O programa Psycho e uma placa gráfica da Cambridge Research Systems (VSG 2/4) permitiram gerar os estímulos com contraste espacial de luminância e cromático (verde-vermelho e azul-amarelo) de 0,85 até 13,1 ciclos/grau. Análises longitudinais e comparações entre as cirurgias foram realizadas. RESULTADOS: Não houve mudança significativa da sensibilidade ao contraste durante o primeiro ano após a cirurgia para o olho que recebeu o LASIK ou para o olho que recebeu o PRK. A comparação entre as cirurgias também foi semelhante no pós-operatório de um ano. CONCLUSÕES: Os resultados apresentados mostraram sensibilidade ao contraste semelhante durante o primeiro ano após a cirurgia refrativa com o wavefront. Além disso, no pós-operatório de um ano não houve diferença nas funções de sensibilidade ao contraste de luminância e cromático entre os olhos que receberam LASIK e os que receberam PRK.
Keywords: Sensibilidade ao contraste de luminância; Sensibilidade ao contraste cromático; Cirurgia refrativa; WFG-LASIK; WFG-PR
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