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Abstract
OBJETIVOS: Verificar a relação entre a prescrição de óculos e a presença de afecções oculares encontradas em crianças na idade escolar. MÉTODOS: Crianças na idade escolar que foram examinadas na Campanha " Olho no Olho" em Recife no ano de 2004. Foram seguidas etapas recomendadas pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia para realização desta Campanha, desde a preparação dos professores para triagem das crianças até a consulta com os oftalmologistas. Os pacientes foram divididos em dois grupos de acordo com a necessidade de prescrição de óculos, sendo relacionados com a presença de doença ocular ou não. Trata-se de um estudo descritivo de delineamento transversal que teve seus resultados analisados a partir do programa estatístico Epi Info versão 6.0. RESULTADOS: De uma amostra de 1.994 escolares, 686 deles apresentaram necessidade de óculos (34,4% Grupo1), sendo que 543 (27,2%) não apresentaram qualquer doença ocular, enquanto 143 (7,17%) tinham alguma doença ocular. Em 1.308 crianças (65,5% Grupo 2) não houve necessidade de óculos. Destas, 1.256 (62,5%) não apresentavam doença oftalmológica, enquanto 52 (2,6%) apresentavam algum tipo de afecção ocular. Os grupos 1 e 2 foram comparados entre si verificando que crianças que necessitam de óculos apresentam um risco relativo de possuírem doença ocular de 5,24 (Intervalo de Confiança de 95%: 3,87 a 7,10) vezes maior que as crianças que não precisam dos mesmos, com diferença estatisticamente significativa entre os dois grupos (p= 0.0000001). CONCLUSÃO: Conclui-se que escolares que necessitam de óculos apresentam maior probabilidade de ter doença ocular, sendo necessário um exame oftalmológico completo na infância realizado por oftalmologistas capacitados para a detecção e tratamento das diversas afecções encontradas além da prescrição adequada dos óculos.
Keywords: Saúde escolar; Promoção da saúde; Óculos; Oftalmopatias; Acuidade visual
Abstract
OBJETIVOS: Avaliar a eficácia e segurança da fotocoagulação com laser verde na retinopatia da prematuridade (ROP) limiar. MÉTODOS: Foram revisados prontuários dos neonatos submetidos à fotocoagulação com laser verde para ROP limiar, na Universidade Federal de Pernambuco, entre janeiro 2004 e janeiro 2006. Tratamento foi realizado com anestesia tópica, sob monitorização de neonatologistas. Foi utilizado laser verde de estado sólido com diodo de freqüência dobrada de 532 nm. Presença de túnica vasculosa lentis ou catarata foi excluída antes do tratamento. Foram obtidos os seguintes dados pré-operatórios: idade, peso ao nascer e estágio da ROP. Dados pós-operatórios incluíram complicações associadas com o tratamento, estágio da ROP e avaliação da necessidade de cirurgia por falha do tratamento com fotocoagulação. RESULTADOS: Vinte e dois neonatos foram submetidos à fotocoagulação com laser verde para ROP limiar. Um total de 31 olhos foi incluído no estudo. A idade gestacional média foi de 30 ± 3 semanas e a média do peso ao nascer foi de 1120 ± 490 g. Regressão da doença após terapia com laser foi observada em 30 olhos (96,7%). Apesar do tratamento um olho evoluiu para estágio 4A. Apenas 7 olhos precisaram de mais uma sessão de laser. Não houve efeitos adversos na câmara anterior como queimaduras ou sangramentos. Também não foram observados efeitos colaterais no segmento posterior. Formação de catarata não foi observada até o final do acompanhamento. CONCLUSÕES: A fotocoagulação com laser verde é uma alternativa efetiva e segura à fotocoagulação com laser vermelho e à crioterapia para o tratamento da ROP limiar.
Keywords: Retinopatia da prematuridade; Coagulação por laser; Resultado de tratamento
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