Arq. Bras. Oftalmol. 2005;68 (6 )
:845-849
| DOI: 10.1590/S0004-27492005000600025
Abstract
Tumor vasoproliferativo da retina é doença rara, benigna, caracterizada por lesão exsudativa retiniana periférica. Pode ser de origem primária (idiopática) ou secundária a uma gama de acometimentos retinianos prévios. O exame oftalmológico cuidadoso se torna necessário para estabelecer o diagnóstico. As opções terapêuticas incluem: observação, crioterapia, fotocoagulação a laser e braquiterapia. No presente estudo, os autores ilustram um caso de tumor vasoproliferativo idiopático da retina associado a edema macular. Serão discutidos aspectos do tumor na fundoscopia, angiofluoresceinografia, ultra-sonografia e tomografia de coerência óptica.
Keywords: Neoplasias da retina; Hemangioma; Neovascularização retiniana; Edema macular cistóide; Angiofluoresceinografia; Acuidade visual
Arq. Bras. Oftalmol. 2009;72 (4 )
:533-536
| DOI: 10.1590/S0004-27492009000400018
Abstract
O objetivo deste relato é correlacionar achados à tomografia de coerência óptica e prognóstico visual de pacientes com commotio retina e de gravidades diferentes. Dois pacientes do sexo masculino, de 20 e 23 anos com baixa visual unilateral após trauma ocular contuso atribuível a edema de Berlin foram avaliados pela retinografia e tomografia de coerência óptica. A acuidade visual no olho afetado era de 20/25 no primeiro paciente e conta dedos a 2 metros no segundo. O exame oftalmológico revelou uveíte traumática e, na fundoscopia, evidenciaram-se opacificação retiniana moderada no primeiro caso e grave no segundo. A tomografia de coerência óptica confirmou discreta diminuição da depressão foveal no primeiro caso e desorganização das camadas retinianas no segundo. Houve resolução anatômica e funcional completa a tomografia de coerência óptica no primeiro paciente, enquanto o segundo evoluiu com baixa visual permanente e desorganização da arquitetura retiniana. A tomografia de coerência óptica é um exame complementar útil na avaliação do trauma retiniano, ajudando a entender sua fisiopatologia e predizer prognóstico a partir da análise anatômica da região acometida.
Keywords: Retina; Retinopatia; Tomografia de coerência óptica; Traumatismos oculares; Fundus oculi; Humano; Adulto; Masculino
Arq. Bras. Oftalmol. 2010;73 (1 )
:77-80
| DOI: 10.1590/S0004-27492010000100014
Abstract
O objetivo desta série de casos foi demonstrar se a aplicação de bevacizumab e gás perfluoropropano (C3F8) intravítreos beneficiariam o deslocamento da hemorragia sub-retiniana dos pacientes com degeneração macular relacionada à idade. Foi realizada uma série retrospectiva de 5 olhos que tinham recebido injeção intravítrea simultânea de bevacizumab e C3F8. Os resultados foram medidos pelo grau de deslocamento de sangue sob a fóvea, pela acuidade visual final e pelas complicações intraoperatórias. Na apresentação inicial, a idade média dos pacientes foi de 72,6 ± 8,9 anos e a duração média dos sintomas foi de 13 ± 9,7 dias. Dos 5 pacientes do estudo, 3 (60%) eram homens e 2 (40%) mulheres. O sucesso do deslocamento da hemorragia submacular foi alcançado em 4 pacientes. A média de acuidade visual pré-operatória foi de 1,12 ± 0,34 logMAR e pós-operatório foi de 0,92 ± 0,4 logMAR. Não foram observados nenhum caso de descolamento da retina, endoftalmite, hemorragia vítrea, uveíte, catarata e hipertensão ocular. A injeção intravítrea bevacizumab e C3F8, juntamente com a posição pronada pode ser uma valiosa opção terapêutica nos olhos com degeneração macular relacionada à idade neovascular e hemorragia sub-retiniana a fim de deslocar o sangue para fora da área foveal.
Keywords: Degeneração macular; Oclusão da veia retiniana; Neovascularização coroidal; Inibidores de angiogênese; Fluorcarbonetos; Gases; Hemorragia retiniana; Acuidade visual; Injeções; Humanos; Relatos de casos
Arq. Bras. Oftalmol. 2010;73 (3 )
:240-243
| DOI: 10.1590/S0004-27492010000300006
Abstract
Objetivo: Avaliar se o tempo de intervalo entre o diagnóstico do diabetes mellitus (DM) tipo 2 e o primeiro exame de fundo de olho está relacionado com a gravidade da retinopatia diabética (RD). Métodos: Inquérito realizado em 105 pacientes portadores de DM tipo 2 que foram referenciados para avaliação oftalmológica no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Resultados: Quanto à classificação da RD, dos 105 pacientes, 15 (14,28%) não apresentavam sinais de RD e 90 (85,72%) demonstraram presença de sinais de RD ao exame de fundo de olho. Somente 15,23% dos pacientes avaliados foram examinados no primeiro ano do diagnóstico de DM. Sessenta pacientes foram submetidos à laserterapia, 46,66% relataram mal controle do DM. Quando examinados em até 5 anos de diagnóstico de DM, 36 (34,30%), pacientes, 58,33% não apresentaram sinais ou demonstravam sinais de RD grau leve e 22,20% RD proliferativa. Trinta pacientes receberam exame oftalmológico superior a 11 anos do diagnóstico de DM, 21,62% não apresentavam sinais de RD e 59,46% classificados com RD proliferativa. Conclusão: Este estudo demonstrou significância estatística na relação entre o intervalo de tempo do diagnóstico do DM tipo 2 e o primeiro exame de fundo de olho com a gravidade de RD.
Keywords: Diabetes mellitus; Retinopatia diabética