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Abstract
Objetivo: Avaliar o impacto do implante de anéis corneanos intraestromais como alternativa cirúrgica à ceratoplastia, em pacientes com ceratocone previamente inscritos na fila de espera para transplante de córnea. Métodos: Este estudo unicêntrico, retrospectivo, observacional analisou prontuários de 19 olhos de 18 pacientes (idade média de 23,36 ± 6,22) com diagnóstico de ceratocone, incluídos na lista de espera para transplante de córnea do estado de Goiás, Brasil. Após realização de exame oftalmológico completo pré-operatório, incluindo acuidade visual (AV) corrigida, tonometria de aplanação, biomicroscopia, fundoscopia, paquimetria e topografia corneana, os pacientes foram submetidos a cirurgia para implante de anel intracorneano Keraring®. Os mesmos foram submetidos a exame oftalmológico no 1o, 7o, 30o, 90o, 180o dias de pós-operatório, e também após 2 anos da cirurgia. Resultado: Após a visita final de 2 anos de acompanhamento (média de seguimento de 28,72 ± 4,71 meses), houve melhora estatisticamente significativa da AV corrigida (logMAR): 0,59 ± 0,35 no pré-operatório para 0,35 ± 0,45 do pós-operatório ( p <0,01). Três dos 19 olhos (15,8%) permaneceram com a indicação de ceratoplastia. A conduta para os demais (84,2%) foi correção óptica com óculos (52,6%) ou lente de contato (31,6%). Um paciente evoluiu com ceratite infecciosa no pós-operatório, tendo seus anéis removidos. Conclusão: O implante de anéis intraestromais mostrou ser uma alternativa eficaz ao transplante de córnea nesta série de casos. Esse procedimento pode ajudar a retardar ou eliminar a necessidade de indicação de ceratoplastia em pacientes com ceratocone.
Keywords: Ceratocone; Transplante de córnea; Banco de olhos; Estroma corneano; Acuidade visual
Abstract
Objetivo: O setor nasal do ângulo da câmara anterior pode apresentar maior densidade de canais coletores, o que pode influenciar no resultado de cirurgias angulares. Considerando as diferenças anatômicas no ângulo da câmara anterior, comparamos os resultados das abordagens de trabeculoplastia seletiva a laser nasal e temporal de 180 graus no glaucoma de ângulo aberto.
Métodos: Revisão retrospectiva de prontuários de pacientes com glaucoma de ângulo aberto (primária, pseudoexfoliação e pigmentar), que realizaram pelo menos uma sessão de trabeculoplastia seletiva a laser de 180 graus entre dezembro/2016 e outubro/2018. O setor nasal (N1) ou temporal (T1) foi escolhido a critério do médico. Os pacientes que não apresentaram diminuição da pressão intraocular (PIO) entre 3 e 6 meses foram retratados com trabeculoplastia seletiva a laser de 180 graus no setor de ângulo oposto (T2 e N2). O principal resultado medido foi a diminuição da pressão intraocular no 6º mês de acompanhamento após a última trabeculoplastia seletiva a laser. Uma análise de regressão multivariável avaliou os fatores associados à redução da pressão intraocular após o tratamento.
Resultados: O procedimento foi realizado inicialmente em 45 olhos (N1=25, T1=20 olhos), e repetido no setor ângulo da câmara anterior oposto em 19 olhos (N2 = 11, T2 = 8 olhos). Os testes ANOVA mostraram que apenas a abordagem N1 apresentou diferença significativa na diminuição da pressão intraocular em relação a T1, N2 e T2 (p=0,0014). A pressão intraocular basal (p=0,021) e o setor ângulo da câmara anterior (N1; p=0,044) se correlacionaram com a diminuição da pressão intraocular.
Conclusão: A trabeculoplastia seletiva a laser de 180 graus realizado inicialmente no setor nasal foi associado a uma diminuição mais significativa da pressão intraocular em comparação com a abordagem temporal. Considerando as diferenças setoriais no ângulo da câmara anterior, mais estudos prospectivos são necessários para confirmar nossos achados e fornecer protocolos para trabeculoplastia seletiva a laser mais eficientes.
Keywords: Glaucoma de ângulo aberto; Terapia a laser/métodos; Pressão intraocular; Trabeculoplastia/métodos.
Abstract
PURPOSE: To evaluate the saccadic movements of patients with visual field loss due to primary open-angle glaucoma.
METHODS: Thirteen patients with good visual acuity (0.2 logMAR or better) (seven patients with primary open-angle glaucoma 65 ± 13 years) and six controls (51 ± 6 years) yielded a comprehensive ophthalmological examination, including Humphrey Visual Field tests (SITA-Standard 24-2), and performed a monocular, exploratory digital visual search task that quantifies the duration for finding the number “4” on a random array of digits distributed on the screen. After individual adjustments of the angle and distance positioning, the screen was spatially matched with the 24-2 visual field, and divided into five areas for analysis. During the task, saccades were simultaneously recorded in the same eye with a video-based eye tracker.
RESULTS: The patients with primary open-angle glaucoma showed a significantly higher number of saccades/screen (median ± interquartile range, 59.00 ± 29.00 vs. 32.50 ± 19.75 saccades (p=0.027) and visual search time per screen (38.50 ± 60.14 vs. 23.75 ± 8.90 seconds (p=0.035) than the controls did. Although the univariate analysis indicated a significant correlation with visual field mean deviation (coefficient=26.19 (p=0.02), only the visual search time/screen was significantly associated with the number of saccades/screen in the multivariate regression model (coefficient=0.55 (p<0.001). Overall, no significant correlation was observed between the sectorial number of saccades and the sensitivity of the five visual field areas.
CONCLUSIONS: The patients with primary open-angle glaucoma show impaired search performance and showed a higher number of saccades needed to find stimuli when performing the exploratory visual task.
Keywords: Glaucoma, open angle; Saccades; Eye movements; Visual fields; Vision disorders
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