Arq. Bras. Oftalmol. 2017;80 (4 )
:238-241
| DOI: 10.5935/0004-2749.20170058
Abstract
Objetivo: Avaliar a técnica de instilação de colírio em portadores de glaucoma e identificar fatores independentes que pode influenciar o desempenho. Métodos: Neste estudo transversal 71 pacientes consecutivos com glaucoma ou hipertensão ocular que auto instilam seus colírios há pelo menos 6 meses, foram avaliados. Todos os pacientes instilaram um colírio lubrificante no olho de pior visão utilizando a mesma técnica de instilação de colírio que utilizam rotineiramente em casa. Foram avaliados parâmetros como: idade, número de anos em tratamento com colírios hipotensores oculares, tempo gasto para instilação da primeira gota, número de gotas instiladas, localização correta do colírio, contato do frasco com o olho, fechamento de pálpebras ou oclusão do ponto lacrimal e assepsia das mãos. Resultados: A idade média dos pacientes foi de 66 ± 10,8 anos. Os pacientes esta vam em tratamento com colírios hipotensores oculares por, em média, 11,3 ± 7,3 anos (variando de 2 a 35 anos). Apenas 28% dos pacientes foram capazes de instilar corretamente o colírio (instilação de 1 gota em saco conjuntival sem contato com a ponta do frasco). Contato da ponta do frasco com o olho ou tecido periocular ocorreu em 62% dos pacientes. Em 49% dos casos, o colírio caiu nas pálpebras ou fora do saco lacrimal na primeira tentativa. Duas ou mais gotas foram instiladas por 27% dos pacientes. Conclusão: A maioria dos pacientes com glaucoma é incapaz de instilar o colírio corretamente. A idade é um fator independente que influencia o desempenho da instilação de colírio.
Keywords: Glaucoma/quimioterapia; Adesão à medicação; Soluções oftálmicas/uso terapêutico; Instilação de medicamentos
Arq. Bras. Oftalmol. 2023;86 (6 )
:1-5
| DOI: 10.5935/0004-2749.2021-0325
Abstract
Objetivo: O objetivo deste estudo é comparar as medições de diâmetro corneano de dois dispositivos normalmente utilizados na prática clínica (IOL Master 500 e Atlas topógrafo corneal) para ver se são permutáveis. O fornecimento de informações sobre a permutabilidade de instrumentos poderia eliminar vários testes desnecessários e, consequentemente, reduzir a carga econômica para o paciente e para a sociedade.
Métodos: Nesta série de casos prospectivos e comparativos, a distância do diâmetro corneano foi medida por examinadores independentes utilizando o Topógrafo Atlas (Carl Zeiss Meditec) e o IOL Master 500 (Carl Zeiss Meditec), em um olho de 184 pacientes. A análise estatística foi realizada utilizando o teste t pareado, a correlação Pearson e a análise Bland-Altman para comparar os métodos de medição.
Resultados: As medições médias da distância do diâmetro corneano com o topógrafo Atlas e o IOL Master 500 foram de 12,20 ± 0,44 mm e 12,12 ± 0,41 mm, respectivamente (p<0,001). A diferença média de WTW entre os dois dispositivos foi de 0,07 mm (intervalo de confiança de 95% da diferença média: 0,04 - 0,11 mm). O coeficiente de correlação Pearson entre os dois dispositivos foi de 0,85, p<0,0001. Os limites de concordância de 95% entre os dois dispositivos foram de -0,38 mm a 0,53 mm.
Conclusões: O Atlas topographer e o IOL Master 500 podem ser utilizados permutavelmente em relação à medição do diâmetro corneano, uma vez que a gama de diferenças encontradas é pouco susceptível de afetar a prática clínica e a tomada de decisões.
Keywords: Topografia da córnea; Comprimento axial do olho; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos.
Arq. Bras. Oftalmol. 2019;82 (5 )
:377-380
| DOI: 10.5935/0004-2749.20190071
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a prevalência do astigmatismo corneano antes da cirurgia de catarata em pacientes brasileiros.
MÉTODOS: Este estudo transversal de base clínica foi realizado no Hospital Federal de Bonsucesso, Rio de Janeiro, Brasil. Os prontuários de pacientes submetidos à cirurgia de catarata durante um período de dois anos foram revisados retrospectivamente, e as medidas ceratométricas pré-operatórias foram coletadas e analisadas.
RESULTADOS: Um total de 1.707 olhos de 1045 pacientes foram incluídos. O astigmatismo corneano foi menor que 1,0 D em 971 olhos (56,9%), 1,0-1,99 D em 496 olhos (29,1%), 2,0-2,99 D em 157 olhos (9,2%) e mais de 3,0 D em 83 olhos (4,9%). A média do astigmatismo corneano foi de 0,92 ± (SD) 0,96 D (intervalo 0-10,25 D).
CONCLUSÃO: Mais de 40% dos pacientes estudados submetidos à cirurgia de catarata incluídos neste estudo tinham mais de 1,0 D de astigmatismo corneano e podem se beneficiar do uso de lentes intraoculares tóricas. Esses dados podem ser úteis no planejar a disponibilização dessa tecnologia para os pacientes.
Keywords: Astigmatismo/epidemiologia; Extração de catarata/ efeitos adversos; Lentes intraoculares; Estudo transversal; Brasil