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Abstract
Objetivo: Determinar os resultados da ceratoplastia penetrante (PK) para o tratamento da cicatriz da córnea consequente à ceratite por Herpes simplex vírus (HSV), e se o tipo de cicatriz na córnea afeta o resultado cirúrgico. Métodos: Foi realizada análise retrospectiva dos pacientes, submetidos à PK para a cicatriz da córnea relacionados com o HSV entre janeiro de 2008 e julho de 2011. Os pacientes foram divididos em dois grupos. Grupo 1 consistiu de pacientes que tiveram cicatriz corneana herpética quiescente e grupo 2 consistiu de pacientes que desenvolveram descemetocele ou perfuração córnea secundária a defeitos epiteliais persistentes sem inflamação estromal ativa. O seguimento médio foi de 21,30 ± 14,59 meses. Os principais parâmetros avaliados foram recorrência de ceratite herpética, rejeição de enxerto, falência do enxerto, acuidade visual e taxa de sobrevida do enxerto. Resultados: Foram avaliados 42 pacientes do grupo 1 e 13 doentes do grupo 2. Acuidade visual pré-operatória variou de movimentos das mãos (HM) para 0,7 logMAR. No pós-operatório, 34 pacientes (61,8%) atingiram acuidade visual de 0,6 logMAR ou melhor. Doze olhos (28,57%) tiveram recorrência de HSV ceratite no grupo 1, e quatro olhos (30,76%) tiveram recorrência no grupo 2 (p=0,40). A rejeição do enxerto ocorreu em 4 olhos (9,52%) no grupo 1, e em 3 olhos do grupo 2 (23,07%; p=0,58), taxa de sobrevivência do enxerto foi de 91,9% a 1 ano, 76,0% aos 2 anos e 65,1% aos 3 anos no grupo 1, e 89,5% a 1 ano, 76,0% aos 2 anos e 63,6% aos 3 anos no grupo 2 (p=0,91). Conclusões: Embora diferentes taxas de recorrência e de rejeição do enxerto foram encontradas nos dois grupos, a taxa de sobrevida do enxerto em 3 anos foi semelhantes nos dois grupos. De acordo com nossos resultados, em casos sem inflamação, a cicatriz herpética da córnea com descemetocele ou perfuração demonstra as taxas de sobrevivência do enxerto semelhantes às da cicatriz corneana herpética quiescente.
Keywords: Aciclovir/uso terapêutico; Ceratite herpética; Ceratoplastia penetrante; Córnea; Sobrevivência de enxerto
Abstract
Objetivo: O objetivo deste estudo foi determinar as indicações e a frequência de evisceração ocular após cirurgia de ceratoplastia penetrante ou transplante de córnea (PK). Métodos: Foram analisados os registros médicos de todos os pacientes submetidos à evisceração após PK entre 1º de janeiro de 1995 e 31 de dezembro de 2015 no Hospital de Treinamento e Pesquisa de Ankara. Foram registradas a demografia do paciente e as indicações cirúrgicas de PK, diagnóstico de evisceração, frequência de evisceração, tempo entre PK e evisceração. Resultados: A frequência de evisceração foi de 0,95% (16 de 1684) e a média de idade foi de 56,31 ± 14,82 anos. A indicação mais comum para PK que terminou na evis ceração foi o ceratocone (37,5%) e a causa subjacente à evisceração foi a endoftalmite (56,25%). O intervalo entre PK e evisceração variou de 9 a 78 meses. Conclusão: Embora a ceratoplastia seja uma das cirurgias mais bem sucedidas entre os transplantes de tecidos, pode-se deduzir do estudo que não é tão inócua, pois pode evoluir para a evisceração ocular.
Keywords: Evisceração do olho/etiologia; Ceratoplastia penetrante/efeitos adversos; Endoftalmite; Ceratocone
Abstract
Objetivo: Avaliar as complicações e os resultados clínicos da queratoplastia endotelial da membrana de Descemet (DMEK) em indivíduos com insuficiência endotelial, durante a curva de aprendizado de um cirurgião.
Métodos: Cinquenta olhos de 50 pacientes submetidos ao procedimento queratoplastia endotelial da membrana de Descemet com pelo menos 6 meses de acompanhamento foram incluídos neste estudo. Os pacientes foram divididos em dois grupos: como os primeiros 25 casos do cirurgião (grupo 1) e como os 25 casos seguintes (grupo 2). A melhor acuidade visual corrigida (MAVC), a espessura corneana central (ECC), o tempo de desdobramento do enxerto da membrana de Descemet (MD), as complicações intraoperatórias e pós-operatórias foram apresentadas e comparadas entre os grupos.
Resultados: Os grupos não diferiram estatisticamente em relação ao aumento pós-operatório de melhor acuidade visual corrigida (p=0,595) ou à diminuição da espessura corneana central (p=0,725). O tempo de desdobramento dos enxertos de membrana de Descemet no grupo 1 foi maior do que no grupo 2 (p=0,001). Falha do enxerto primário foi observada em 3 pacientes do grupo 1 e em nenhum do grupo 2. Na última visita, 42 (85,7%) das córneas dos pacientes estavam claras e não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos (p=0,584). Na cirurgia de um paciente do grupo 1, com história de vitrectomia pars plana (PPV) com iridectomia inferior e fluido como tamponamento, observou-se queda do enxerto de membrana de Descemet no local da iridectomia. Além disso, todas as demais complicações intraoperatórias ocorreram no grupo 1.
Conclusões: As complicações intraoperatórias e pós-operatórias foram maiores em pacientes com coexistência de outra patologia ocular ou com disfunção endotelial complicada durante as curvas de aprendizado dos cirurgiões no procedimento queratoplastia endotelial da membrana de Descemet.
Keywords: Lâmina limitante posterior; Doenças da córnea/cirurgia; Ceratoplastia endotelial com remoção da lâmina limitante posterior; Complicações intraoperatórias; Complicações pós-operatórias
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