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Abstract
OBJETIVOS: Avaliar o efeito da facoemulsificação com incisão em córnea clara no meridiano mais curvo sobre a magnitude do astigmatismo ceratométrico pré-operatório. Mapear a magnitude do astigmatismo cirurgicamente induzido por incisões nas posições nasal (N), temporal (T), temporal superior (TS) e temporal inferior (TI). MÉTODOS: Foi realizado estudo ceratométrico prospectivo em 48 olhos de 48 pacientes, submetidos a facoemulsificação com incisão do meridiano mais curvo. As medidas ceratométricas foram realizadas no pré-operatório e um mês após a realização da cirurgia. O astigmatismo cirurgicamente induzido foi determinado pelo método das coordenadas retangulares em 10 passos, modificado. RESULTADOS: Foram operados 21 olhos direitos e 27 olhos esquerdos e, de acordo com a posição das incisões em córnea clara, foram divididos em: 16 olhos N, 4 olhos T, 22 olhos TS, 6 olhos TI. A média da ametropia cilíndrica pré-operatória foi de 1,06D ± 0,65 e a pós-operatória de 0,89D ± 0,80. Houve diminuição estatisticamente significativa no astigmatismo corneal preexistente (p=0,016). A média total de astigmatismo cirurgicamente induzido foi de 0,94D ± 0,56. Em relação aos grupos o astigmatismo cirurgicamente induzido foi de 1,06D ± 0,66 em N, 0,87D ± 0,20 em T, 0,95D ± 0,55 em TS e 0,61D ± 0,25 em TI. Não houve diferença estatística com relação ao astigmatismo cirurgicamente induzido nos grupos N, T, TS e TI (p=0,426). CONCLUSÃO: A técnica se mostrou efetiva na redução do astigmatismo ceratométrico pré-operatório. A média do astigmatismo cirurgicamente induzido foi de 1,06D ± 0,66 em N, 0,95D ± 0,55 em TS, 0,61D ± 0,25 em T e 0,87D ± 0,20 em TI.
Keywords: Facoemulsificação; Astigmatismo; Topografia da córnea; Córnea; Ceratocone; Cuidados pré-operatórios; Complicações pós-operatórias
Abstract
OBJETIVO: Conhecer os efeitos do diabetes e o impacto de seu tratamento medicamentoso em curto e longo prazo sobre os vasos da coróide e membrana de Bruch. MÉTODOS: Foram estudados 30 ratos Wistar, divididos em 3 grupos experimentais: grupo controle (GC), grupo diabético (GD) e grupo diabético tratado (GT), estudados 1 mês (momento M1) e 12 meses (momento M2) após o início do experimento. O diabetes foi induzido por aloxana endovenosa, na dose de 42 mg/kg. O GT foi tratado com hipoglicemiante oral (acarbose) e insulina subcutânea. Após o sacrifício, os olhos foram preparados para exame ao microscópio eletrônico de transmissão, interessando a ultra-estrutura da membrana de Bruch e os vasos da coróide. RESULTADOS: O exame ultra-estrutural da coróide dos ratos diabéticos mostrou depósitos na membrana de Bruch, acúmulo de vesículas, glicogênio e corpos densos no citoplasma das células endoteliais. O grupo mais afetado foi de ratos diabéticos de 12 meses (GDM2). Os animais com menor intensidade de alterações foram os ratos tratados por 12 meses (GTM2). CONCLUSÃO: Os ratos diabéticos desenvolveram alterações degenerativas na membrana de Bruch e vasos da coróide. Estas alterações foram mais evidentes nos animais submetidos à doença crônica, mas também ocorreram agudamente. O tratamento a curto prazo não foi capaz de evitar os processos degenerativos. A longo prazo, o tratamento inibiu a progressão destes processos.
Keywords: Coróide; Membrana de bruch; Diabetes mellitus experimental; Ratos Wistar; Aloxana; Insulina; Acarbose
Abstract
OBJETIVO: Descrever a implantação do teste de reflexo vermelho nas 30 cidades de inserção do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu, HC/FMB/UNESP (480.337 habitantes), a criação de um centro para referência de crianças com reflexo vermelho alterado ou duvidoso, a Triagem do reflexo vermelho e outro para o tratamento da catarata infantil, o Centro de tratamento da catarata infantil. MÉTODOS: O exame do reflexo vermelho foi divulgado em 30 cidades da região de Botucatu. Foram realizadas palestras aos municípios, convocados pelo Departamento Regional de Saúde VI do estado de São Paulo (DRS VI). Foram distribuídos 109 "pen torch ophthalmoscope", às maternidades e Unidades Básicas de Saúde (UBSs) das cidades. A Triagem do reflexo vermelho recebeu os casos de reflexo vermelho alterado ou duvidoso e estabeleceu o diagnóstico oftalmológico. O Centro de tratamento da catarata infantil realizou o exame pré-operatório, o tratamento cirúrgico e o acompanhamento das crianças com catarata. RESULTADOS: Após um ano de funcionamento a Triagem do reflexo vermelho atendeu 29 crianças, 17 do sexo masculino e 12 do feminino, com idade média e desvio padrão (dp) de 10,09 ± 20,35 meses (7 dias - 98 meses). 16 pacientes foram encaminhados com reflexo vermelho alterado, idade média e dp de 13,17 ± 24,14 meses (7 dias - 98 meses), a alteração foi confirmada em todos os casos, 13 deles apresentavam catarata. Em 13 encaminhamentos com reflexo duvidoso, idade média e dp de 6,29 ± 14,46 meses (7 dias - 98 meses), a alteração não se confirmou. A incidência de alterações do reflexo vermelho encontradas foi de 9,2/10.000 nascidos vivos e a incidência the catarata foi de 7,9/10.000 nascidos vivos. CONCLUSÃO: Descrevemos a implantação do Teste do reflexo vermelho na Região de Botucatu, a criação da Triagem do reflexo vermelho e do Centro de tratamento da catarata infantil e dificuldades encontradas.
Keywords: Catarata; Catarata; Oftalmoscópios; Reflexo pupilar; Vision tests; Criança
Abstract
Objetivo: Avaliar o comprimento axial (AL) e a ceratometria (K) de olhos de crianças brasileiras com catarata congênita/desenvolvimento, analisar diferenças e evoluções de acordo com a idade e estabelecer modelos funcionais de comprimento axial e ceratometria em função da idade e entre eles. Métodos: Crianças com catarata congênita/desenvolvimento com idade de 1,5 meses a 8 anos de idade e sem outras doenças oculares foram incluídas. Todos os olhos com catarata unilateral, o olho esquerdo de crianças com catarata bilateral e o olho sadio de crianças com catarata unilateral foram analisados. Após a administração de anestesia, a ceratometria foi obtida com um ceratômetro automático portátil e o comprimento axial medido com um biômetro de contato. Em seguida, a cirurgia de catarata foi realizada. Os dados foram analisados estatisticamente, a regressão linear com o logaritmo da idade foi utilizado para modelar os relacionamentos. Resultados: Todos os olhos com catarata unilateral (n=15) e um olho selecionados aleatoriamente a partir dos casos bilaterais (n=29) foram incluídos na análise (total= 44 olhos). A idade média foi de 27,3 meses, as médias do comprimento axial e da ceratometria foram respectivamente 20,63 ± 2,11 mm e 44,94 ± 2,44 dioptrias. A ceratometria foi significativamente mais curvo e comprimento axial significantemente mais curto em crianças mais jovens (P<0,001). Não foram encontradas diferenças significativas na comparação entre os olhos com cataratas unilaterais e bilaterais e comparando os olhos com catarata unilateral a correspondentes olhos saudáveis (P>0,05). Conclusão: Os valores de ceratometria e comprimento axial mudam significativamente com a idade, principalmente nos primeiros seis meses de vida. Foi estabelecida uma relação funcional linear entre comprimento axial e ceratometria com o logaritmo da idade e entre ceratometria e comprimento axial.
Keywords: Catarata/congênito; Córnea/patologia; Comprimento axial do olho; Lentes intraoculares; Topografia da córnea/métodos
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