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Abstract
Sabe-se hoje que a poluição ambiental pode afetar a saúde humana. Vários componentes químicos presentes na poluição atmosférica podem acarretar uma irritação nas mucosas, particularmente no trato respiratório. Pouca ênfase tem sido dada à superfície ocular, embora esta estrutura seja até mais exposta à poluição ambiental do que o trato respiratório visto que apenas uma fina camada de filme lacrimal separa a córnea e a conjuntiva dos poluentes presentes no ar. Até o momento, a avaliação clínica é o método mais utilizado pelos oftalmologistas para se detectar uma possível agressão à superfície ocular; entretanto esta avaliação apenas não parece correlacionar-se com as queixas e sinais apresentados pelos pacientes demonstrando a necessidade de mais estudos clínicos e laboratoriais sobre o assunto. O objetivo deste estudo é revisar os sinais e sintomas associados à exposição crônica aos poluentes ambientais no ar nas estruturas oculares definidas atualmente como superfície ocular e revisar os testes clínicos e laboratoriais usados para investigar os efeitos adversos dos poluentes em tais estruturas. Também revisamos estudos prévios que analisaram os efeitos adversos da poluição do ar na superfície ocular e discutimos a necessidade de mais estudos sobre o assunto.
Keywords: Poluentes do ar; Exposição ambiental; Manifestações oculares; Córnea; Conjuntiva; Irritantes; Poluição do ar; Clima; Corantes fluorescentes
Abstract
Qualidade Visual é a medida da capacidade individual de reconhecer detalhes de um objeto no espaço. Medições de função visual na clínica oftalmológica são limitadas por vários fatores, tal como máximo contraste e assim podem não refletir adequadamente as condições visuais reais, bem como os aspectos subjetivos da percepção do mundo pelo paciente. O sucesso em uma cirurgia está não apenas em restaurar linhas de visão, mas sim qualidade visual. Portanto, as cirurgias refrativas e de catarata têm a responsabilidade de alcançar resultados de qualidade. É difícil definir qualidade visual por um único parâmetro, sendo os principais testes de função visual: sensibilidade ao contraste; glare; dispersão intraocular da luz e aberrometria. Nesta revisão os diferentes componentes da função visual são explicados e os diversos métodos disponíveis para se avaliar a qualidade de visão são descritos.
Keywords: Visão; Procedimentos cirúrgicos refrativos; Extração de catarata; Sensibilidades de contraste; Visão ocular; Aberrometria; Testes visuais
Abstract
Objetivo: Avaliar a dispersão de luz intraocular antes e depois da ceratectomia fotorrefrativa (PRK) para baixa miopia com e sem a aplicação tópica de mitomicina C. Métodos: Pacientes submetidos à PRK para baixa miopia foram selecionados para o estudo. PRK sem MMC foi realizado em 21 olhos (12 pacientes) e PRK com MMC tópica a 0,02% foi realizado em 25 olhos (25 pacientes). Ambos os grupos foram tratados com o excimer laser da Nidek EC5000. Avaliações foram realizadas usando o medidor de dispersão de luz C-Quant no pré-operatório e com 2 e 4 meses de pós-operatório. Resultados: A média de idade dos pacientes foi 30 ± 4 anos e a média do equivalente esférico foi -2,2 ± 0,75 D. As médias da dispersão de luz intraocular no pré-operatório foram 1,07 ± 0,10 no grupo PRK sem MMC e 1,07 ± 0,11 log(s) no grupo PRK com MMC tópica. Após 2 meses da cirurgia houve uma diminuição na média da dispersão de luz intraocular em ambos os grupos. Entretanto uma diferença estatisticamente significante, comparado com os valores pré-operatórios, foi observada apenas no grupo PRK com MMC (0,98 ± 0,09 log(s), p=0,002), provavelmente devido as medidas com maior espalhamento de luz no grupo sem MMC (1,03 ± 0,13 log(s), p=0,082). Após 4 meses de pós-operatório, os valores de dispersão de luz não apresentavam diferença estatisticamente significantes quando comparados com os valores iniciais, tanto no grupo sem MMC (1,02 ± 0,14 log(s), p=0,26) quanto no grupo com MMC tópica (1,02 ± 0,11 log(s), p=0,13). Conclusão: PRK para baixa miopia diminui a dispersão de luz ocular e a aplicação de MMC contribui para uma ainda menor dispersão de luz no período pós-operatório inicial. Entretanto, quatro meses após a cirurgia a dispersão de luz intraocular não é significantemente diferente das medidas pré-operatórias.
Keywords: Ceratectomia fotorrefrativa; Miopia/cirurgia; Mitomicina; Cicatrização
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