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Abstract
OBJETIVO: Identificar a prevalência da degeneração macular relacionada à idade (DMRI) inicial e tardia na população de japoneses e descendentes e verificar a associação com os fatores de risco: idade, sexo, hábito de fumar, índice de massa corpórea, história de hipertensão e diabetes, catarata e pseudofacia. MÉTODOS: Realizado um estudo transversal na população de japoneses e descendentes, acima de 60 anos, residentes na cidade de Londrina (PR) - Brasil. Quatrocentos e oitenta e três (80,5%) das 600 pessoas registradas foram submetidas ao exame oftalmológico completo. A presença de degeneração macular relacionada à idade foi determinada seguindo um protocolo padrão e classificação internacional, no período de setembro de 2002 a julho de 2003. RESULTADOS: A média de idade foi de 71 anos (60-92 anos). A prevalência da degeneração macular relacionada à idade foi de 15,1% (intervalo de confiança (I.C. 95%: 12-18,7), sendo na fase inicial em 13,8% (I.C. 95%: 10,9-17,3) e na fase tardia (atrofia geográfica 0,4% e membrana neovascular sub-retiniana 0,8%) em 1,3%. A degeneração macular relacionada à idade foi associada à idade (p=0,004) e apresentou tendência linear (p=0,001). Não foi observada associação entre a DMRI e os outros fatores de risco analisados. CONCLUSÃO: A prevalência da degeneração macular relacionada à idade neste estudo foi semelhante aos dos países do Ocidente, e é possível que ela seja maior do que a da população do Japão. Os dados comprovam a importância da degeneração macular relacionada à idade nessa população de japoneses e descendentes, e mais estudos são necessários para identificar os fatores de riscos e os métodos de prevenção.
Keywords: Degeneração macular; Fatores de risco; Prevalência; Macula lútea; Grupos étnicos; Fatores sexuais; Meia-idade; Idoso; Idoso acima de 80 anos ou mais; Brasil
Abstract
O objetivo deste relato de caso foi correlacionar achados da histopatologia com a angiografia por fluoresceína (AF) e por indocianina verde (AIV) em um paciente com oftalmia simpática. Após dois meses de trauma perfurante no olho direito, o paciente apresentou baixa acuidade visual no olho esquerdo (OE). A AF do OE mostrou áreas de hipofluorescência homogênea na fase arterial e venosa, áreas de progressiva hiperfluorescência granular e vazamento do disco. A AIV mostrou áreas de hipofluorescência na fase inicial à tardia. A histopatologia foi realizada após evisceração do olho direito e demonstrou difuso edema da coriocapilar, inflamação da coróide, áreas focais de hiperplasia do epitélio pigmentar da retina, focos de células epitelióides entre a coróide e o epitélio pigmentar da retina, além da infiltração linfocitária das veias episclerais e descolamento de retina. A hiperfluorescência observada na AF foi correlacionada com o descolamento de retina e inflamação do nervo óptico. A hipofluorescência na AF e AIV correspondeu à presença de células inflamatórias (nódulos de Dalen-Fuchs) e edema coriocapilar difuso.
Keywords: Oftalmia simpática; Angiofluoresceinografia; Verde de indocianina; Relatos de casos
Abstract
OBJETIVOS: Induzir a produção de membranas vitreorretinianas em modelo de trauma ocular animal. Avaliar a inibição do desenvolvimento da proliferação vitreorretiniana (PVR) com o uso de hiperecina. MÉTODOS: Estudo Experimental. Foram utilizados 19 coelhos machos pigmentados adultos com peso entre 2.000 e 3.000 gramas. Todos submetidos a modelo de trauma com dispase associada à diatermia da retina para indução de membranas de PVR. Separados randomicamente para receberem hiperecina (10 µM em 0,1 ml) ou solução salina (0,1 ml) como placebo. Avaliados clinicamente no sétimo, décimo quarto, vigésimo primeiro e vigésimo oitavo dias de pós-operatório com oftalmoscopia indireta e retinografia colorida digitalizada. O grau de PVR foi classificado em estágios (de 0 a 7) segundo Hida e colaboradores. RESULTADOS: A formação de membranas esteve presente em 79% dos olhos, sendo 100% nos olhos do grupo placebo e 60% nos olhos do grupo tratamento (hiperecina). A comparação entre as médias dos estágios de PVR entre os grupos mostrou diferença estatisticamente significativa, com valor p=0,0321 pelo teste Wilcoxon. CONCLUSÕES: O modelo de trauma com uso de dispase e diatermia da retina produz membranas vitreorretinianas. A hiperecina mostrou-se eficaz na diminuição do aparecimento e progressão do PVR.
Keywords: Vitreorretinopatia proliferativa; Vitreorretinopatia proliferativa; Antidepressivos; Descolamento de retina; Traumatismos oculares; Cicatrização de feridas; Modelos animais de doenças; Coelhos
Abstract
OBJETIVO: Demonstrar os achados da tomografia de coerência óptica em três casos de neurorretinite subaguda difusa unilateral (DUSN). MÉTODOS: Os pacientes com diagnóstico confirmado de neurorretinite subaguda difusa unilateral realizaram seguimento pré e pós-tratamento por meio da tomografia de coerência óptica, Stratus® OCT. RESULTADOS: Os achados marcantes da tomografia de coerência óptica foram a atrofia das camadas de fibras nervosas da retina e edema da retina localizado em áreas nas quais a larva esteve. Em dois pacientes pôde-se localizar a larva no espaço sub-retiniano por meio da tomografia de coerência óptica, que se traduziu por pequena área densa (hiperrefletividade). As larvas foram fotocoaguladas a laser e os achados da tomografia de coerência óptica após o tratamento demonstrou melhora do edema, afinamento das camadas de fibras nervosas e hiperrefletividade no local da aplicação do laser. CONCLUSÃO: Os principais achados na tomografia de coerência óptica foram a atrofia difusa das camadas de fibras nervosas e o edema localizado nas áreas afetadas pela larva. A tomografia de coerência óptica pode ser usado para diferenciar neurorretinite subaguda difusa unilateral de doenças que a simulam, como retinite punteada externa, que não manifesta alterações das camadas de fibras nervosas.
Keywords: Retinite; Neurite óptica; Nervo óptico; Infecções oculares parasitárias; Terapia a laser; Atrofia óptica; Retina; Tomografia de coerência óptica; Relatos de casos
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