Arq. Bras. Oftalmol. 2012;75 (3 )
:215-217
| DOI: 10.1590/S0004-27492012000300015
Abstract
Descrição de nove casos de anestesia congênita de córnea, sendo que desses, seis apresentavam alterações sistêmicas associadas ao quadro ocular. Três pacientes realizaram eletroneuromiografia, um sem alteração ao exame e dois com alteração isolada do ramo oftálmico do nervo trigêmeo bilateralmente. Dois pacientes tinham acuidade visual inicial melhor que 20/60 no início da avaliação e seis tinham acuidade visual final melhor que 20/60 na última visita. Todos foram submetidos a algum tipo de tratamento cirúrgico e evoluíram com opacidades corneana de tamanho variável. O tratamento dos pacientes com anestesia congênita de córnea deve ser realizado o mais precoce possível e de forma rigorosa a fim de evitar danos à transparência corneana. Investigação sistêmica, acompanhamento de perto e preparação familiar para tratamento a longo prazo e multidisciplinar são necessários para preservar a saúde ocular.
Keywords: Nervo trigêmeo; Doenças do nervo trigêmeo; Doenças da córnea; congênito; Relatos de casos
Arq. Bras. Oftalmol. 2012;75 (4 )
:277-279
| DOI: 10.1590/S0004-27492012000400012
Abstract
Além de causar redução da acuidade visual, a neovascularização corneana leva à perda do privilégio imunológico da córnea, contribuindo para um pior prognóstico em casos de ceratoplastia penetrante. Diversos mediadores participam da angiogênese corneana. O papel do fator de crescimento endothelial vascular (VEGF) já foi amplamente descrito. Agentes inibidores do VEGF são eficazes na redução do crescimento de neovasos corneanos. Bevacizumabe, um agente anti-VEGF, tem sido utilizado com sucesso no tratamento de neovascularização corneana. Neste artigo, relatamos uma série de pacientes que foram submetidos à injeção intraestromal de bevacizumabe para o tratamento de vascularização corneana.
Keywords: Substância própria; Neovascularização da córnea; Injeções intraoculares; Anticorpos monoclonais
Arq. Bras. Oftalmol. 2012;75 (5 )
:363-369
| DOI: 10.1590/S0004-27492012000500016
Abstract
A rosácea é uma condição cutânea crônica, que possui apresentações clínicas variáveis. Apesar de considerada uma doença dermatológica, os olhos podem ser acometidos em 58-72% dos casos, causando inflamação palpebral e da superfície ocular. Aproximadamente um terço dos pacientes desenvolve acometimento corneano, podendo causar baixa visual significativa. Diagnóstico precoce e tratamento adequado são de extrema importância, devido à significativa morbidade ocular que a doença pode causar. Não há, até o momento, um teste diagnóstico para rosácea. O diagnóstico da rosácea ocular depende da observação das manifestações clínicas, o que pode ser bastante desafiador em até 90% dos pacientes, em que os achados cutâneos são discretos ou inexistentes. Nesta revisão, descrevemos os mecanismos fisiopatológicos propostos na literatura, manifestações clínicas, diagnóstico e tratamento da rosácea ocular, assim como abordamos a necessidade de um teste diagnóstico.
Keywords: Rosácea; Manifestações oculares; Oftalmopatias; Rosácea; Doxiciclina; Acuidade visual