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Abstract
OBJETIVO: Acessar a confiança da colheita de amostra celular suficiente através da biópsia aspirativa com agulha fina para estabelescer uma cultura celular e manter uma linhagem de células de melanoma a partir de uma modelo animal de melanoma uveal. MÉTODOS: Para esse estudo, 15 coelhos albinos da Nova Zelândia foram inoculados cirurgicamente com a linhagem celular 92.1 de melanoma uveal. Os animais foram imunosuprimidos com ciclosporina A usando uma dose previamente publicada. Os animais foram acompanhados por 12 semanas. O crescimento de tumor intraocular foi monitorado semanalmente pela oftalmoscopia indireta. Após a quarta semana, um animal foi sacrificado por semana, precedido pela biópsia aspirativa com agulha fina usando uma agulha de gauge 25 e comprimento 2,5 cm. Dois aspirados separados foram realizados a partir de áreas diferentes do tumor. Cada aspirado foi descarregado em um meio de cultura individual e enviado para cultura celular. As células foram congeladas após 2 semanas de cultura ou quando haviam pelo menos 1 milhão de células, o que é suficiente para manter uma linhagem celular. As células foram descongeladas para realizar imunocitoquímica com HMB-45 e confirmar sua origem melanocítica maligna. RESULTADOS: Crescimento celular foi observado nas amostras colhidas em 11 dos 15 animais inoculados com melanoma uveal. Todas as culturas celulares, após serem descongeladas, apresentaram imunoexpressão positiva para o HMB-45. CONCLUSÃO: Biópsia aspirativa com agulha fina parece ser um método confiável para colher células de tumores oculares sólidos em um modelo animal visando estabelecer e manter essa linhagem celular de melanoma.
Keywords: Células tumorais; Modelo animal; Modelos experimentais; Melanoma; Biópsia por agulha; Cultura celular
Abstract
OBJETIVO: Investigar a expressão de citoqueratinas (CKs) em córneas com distrofias corneanas tipo granular, lattice e Avellino. MÉTODOS: Vinte e dois botões corneanos com diagnóstico anatomopatológico de distrofia estromal tipo lattice (17), Avellino (4) e granular (1) foram submetidos à avaliação imunohistoquímica nos tecidos inclusos em parafina (grupo I). Anticorpos monoclonais para pan-CK (AE1/AE3) e CKs de números 3/12, 5/6, 8, 18 e 19 foram utilizados. Vinte e dois botões corneanos normais foram usados como controle (grupo II). RESULTADOS: Oito casos do grupo I (seis lattice e dois Avellino) apresentaram reações imuno-histoquímicas positivas com anti-CK 3/12, tanto no epitélio como nos depósitos estromais e um destes casos (lattice) também se mostrou positivo para anti-pan-CK (AE1/AE3) com o mesmo padrão de reação. Nenhum caso do grupo II mostrou reação imuno-histoquímica positiva no estroma corneano. Na avaliação imuno-histoquímica dos grupos I e II, o epitélio apresentou uma reação positiva com o anticorpo anti-pan-CK (AE1/AE3) e com o anti-CK 3/12. CONCLUSÃO: O fato da pan-CK e CK 3/12 apresentarem uma reação positiva nos depósitos das distrofias tipo lattice e Avellino sugere uma origem epitelial desses depósitos corneanos.
Keywords: Distrofias hereditárias da córnea; Queratinas; Imuno-histoquímica; Córnea
Abstract
Mulher de 53 anos apresentou proptose lentamente progressiva no olho esquerdo. Tomografia computadorizada mostrou uma lesão na região temporal inferior da órbita esquerda, bem delimitada, arredondada, homogênea. O tumor era composto de células com citoplasma granular eosinofilico. Algumas das células possuíam grandes grânulos eosinofílicos circundados por um halo claro, conhecidos como corpos ovoides-pustulares de Milian or corpos de Bangle. O diagnóstico de tumor de células granulares foi estabelecido, confirmado pela imuno-histoquímica. Tumor de células granulares são neoplasias incomuns com predileção da região da cabeça e pescoço. O conhecimento das características histopatológicas típicas são cruciais para o correto diagnóstico.
Keywords: Neoplasias orbitárias; Exoftalmia; Tomografia computadorizada por raios x; Relato de caso
Abstract
INTRODUÇÃO: A distrofia corneana é definida como doença primária da córnea, bilateral e simétrica, sem associação com inflamação ocular prévia. Distrofias corneanas são classificados de acordo com a camada corneana envolvida em distrofia superficial, estromal e posterior. A incidência de cada distrofia varia de acordo com a região geográfica estudada. OBJETIVO: Avaliar a prevalência de distrofias corneanas estromal em botões corneanos de espécimes obtidos por ceratoplastia penetrante (CP), oriundos do arquivo de um laboratório de patologia ocular e correlacionar o diagnóstico com a idade e o sexo dos pacientes. MÉTODOS: Os botões corneanos oriundos de ceratoplastia penetrante recebidos entre janeiro de 1996 e maio de 2009 foram selecionados dos arquivos do Henry C. Witelson Ocular Pathology and Registry Laboratory, em Montreal, Canadá. Os casos com diagnóstico histopatológico de distrofias corneanas estromal foram corados com colorações especiais ("Peroxid acid Schiff", tricrômico de Masson, vermelho Congo analisadas sob luz polarizada, e "alcian blue") para a classificação e foram correlacionados com dados epidemiológicos (idade na época da ceratoplastia penetrante e sexo) dos pacientes. RESULTADOS: 1.300 casos de botões corneanos com diagnóstico clínico de distrofia corneana foram recuperados. Distrofia corneana estromal foi encontrada em 40 (3,1%) dos casos. Distrofia corneana lattice foi a mais prevalente com 26 casos (65%). Dezenove eram do sexo feminino (73,07%) e CP foi realizada em média com 59,3 anos de idade. Distrofia corneana combinada foi encontrada em 8 (20%) casos, 5 (62,5%) eram do sexo feminino e a idade média da CP foi de 54,8 anos. Distrofia corneana granular foi encontrada em 5 (12,5%) casos, e 2 (40%) deles eram do sexo feminino. A ceratoplastia penetrante foi realizada na média de idade de 39,5 anos, em casos de distrofia corneana granular. A distrofia corneana macular esteve presente em apenas um caso (2,5%), 36 anos de idade do sexo feminino. CONCLUSÃO: A abordagem histopatológica e avaliação sistemáticas, incluindo colorações especiais em todas as distrofias corneanas é essencial para estabelecer o correto diagnóstico.
Keywords: Distrofias hereditárias da córnea; Distrofias hereditárias da córnea; Ceratoplastia penetrante; Substância própria
Abstract
Objetivo: Determinar os efeitos do bevacizumab, combinados ou não à mitomicina C (MMC), na pressão intraocular e processo cicatricial pós-cirurgia filtrante anti-glaucomatosa modificada em coelhos.
Métodos: Os coelhos foram submetidos à cirurgia filtrante anti-glaucomatosa modificada e alocados em três grupos de acordo com o tratamento instituído - Grupo A: bevacizumab subconjuntival; Grupo B: bevacizumab subconjuntival e à mitomicina C ; Grupo C: à mitomicina C. A pressão intraocular foi aferida no período pré-operatório imediato e nos dias 8, 14, 17, 21, 26 e 30. O processo cicatricial foi avaliado no trigésimo dia de pós-operatório por meio de análise histopatológica utilizando-se hematoxilina eosina, tricrômio de Masson e picrosirius. A expressão do fator de crescimento do Endotélio Vascular (VEGF) foi avaliada por meio de análise imuno-histoquímica. Todas as análises foram feitas por um observador mascarado.
Resultados: O Grupo A apresentou maior pressão intraocular que os grupos B e C (p<0.01). Não foram encontradas alterações significativas entre os grupos B e C. A quantidade de fibrose encontrada nos grupos foi similar com os 3 corantes utilizados: o Grupo A apresentou maior nível de fibrose em relação aos grupos B e C (p>0,05). Houve menor expressão de Fator de Crescimento do Endotélio Vascular no Grupo A em relação aos grupos B e C (p<0,01). Não houve diferença estatisticamente significante na expressão de Fator de Crescimento do Endotélio Vascular entre os grupos B e C.
Conclusão: O bevacizumab associado à MMC apresentou pressões intraoculares mais baixas e menos fibrose, mas estes não foram estatisticamente significantes quando comparados ao uso da mitomicina C isolada. Uma maior inibição do fator de crescimento do endotélio vascular foi encontrada quando o bevacizumab foi usado isoladamente, em detrimento do seu uso associado à mitomicina C.
Keywords: Bevacizumab; Mitomicina; Glaucoma/cirurgia; Cirurgia filtrante; Período intraoperatório; Cicatrização; Coelhos
Abstract
Tumores sebáceos da conjuntiva e carúncula são condições raras, sendo mais encontrados nas pálpebras. O adenoma sebáceo é responsável por 1% das lesões carunculares e ainda menos frequente nas lesões da conjuntiva. Esse diagnóstico é de suma importância pois quase 50% desses pacientes podem ser diagnosticados com a Síndrome de Muir-Torre, uma condição autossômica dominante rara que é caracterizada pela presença de ao menos um tumor de pele sebáceo e uma neoplasia visceral (gastrointestinal, câncer geniturinário e de mama). O estudo tem como objetivo relatar 3 casos de adenoma sebáceo com diferentes apresentações, que foram submetidos a biópsia excisional e estudo imuno-histoquímico. O diagnóstico desses tumores deve levantar suspeitas e aconselhar a investigação clínica para descartar outras neoplasias, principalmente porque em até 41% dos casos esse pode ser o primeiro sinal da Síndrome de Muir-Torre.
Keywords: Neoplasia das glândula sebácea; Adenocarcinoma; Neoplasia da túnica conjuntiva; Síndrome de Muir-Torre; Imuno-Histoquímica; Biopsia; Humanos; Relato de caso
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