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Abstract
Objetivo: Identificar os microrganismos da conjuntiva ocular de cães clinicamente sadios na região de Araçatuba (SP), no verão e no inverno. Métodos: Foram utilizados quarenta cães, machos e fêmeas, com idade variando entre 2 e 5 anos. Após limpeza ocular com água tratada, foram realizadas colheitas de material do saco conjuntival inferior com auxílio de "swabs" estéreis, para posterior isolamento e identificação de bactérias aeróbicas, anaeróbicas e fungos. Resultados: As bactérias de maior ocorrência foram o Staphylococcus aureus e o Staphylococcus beta-haemolyticus. O fungo de maior ocorrência foi Penicilium sp. Conclusão: Pôde-se concluir que houve variação da microbiota conjuntival normal em função da estação do ano. Dos microrganismos isolados, o único que apresentou diferença estatística significativa quanto à incidência sazonal foi o Staphylococcus beta-haemolyticus, que foi isolado apenas no inverno.
Keywords: Conjuntiva; Staphylococcus; Estações do ano; Cães
Abstract
OBJETIVO: Avaliar o uso da cápsula renal de eqüino preservada em glicerina 98% no reparo de lesões lamelares esclerais em cães. MÉTODOS: Foram utilizados 12 cães, machos e fêmeas, com peso médio de 12kg. Foram realizadas avaliações clínica e morfológica aos 1, 3, 7, 15, 30 e 60 dias de pós-operatório. Após anestesia geral e procedimentos padrões de preparo do campo operatório, foi realizada cantotomia temporal, seguida de incisão conjutival e escleral com área de 0,5x0,5 cm na posição de 1hora, próxima ao limbo. Em seguida, um fragmento de mesma dimensão de cápsula renal de eqüino preservada em glicerina, previamente hidratado em solução salina, foi aplicado ao defeito escleral criado sendo fixado com pontos simples isolados com vicryl 7-0®. RESULTADOS: A avaliação clínica revelou blefaroespasmo/fotofobia até o sétimo dia de pós-operatório. Foi observado edema conjuntival até o quinto dia, acompanhado de secreção ocular mucóide, que persistiu até o décimo dia de pós-operatório. Não foram observados sinais clínicos de rejeição do enxerto em todos os animais, em todos os períodos avaliados. Os segmentos anterior e posterior do bulbo ocular não apresentaram sinais de inflamação. A análise morfológica revelou exsudação inflamatória aguda nos períodos precoces e intermediários da avaliação e inflamação crônica nos períodos tardios da observação. Houve incorporação do enxerto ao leito receptor. CONCLUSÃO: Os resultados sugerem que a cápsula renal de eqüino preservada pode ser mais uma alternativa de membrana biológica para o reparo de lesões esclerais lamelares em cães e no homem.
Keywords: Esclera; Transplante heterólogo; Cães; Animal
Abstract
OBJETIVO: Estudar a vascularização corneal (VC) induzida pela membrana de quitosana (MQ) implantada por enxertia interlamelar na córnea de coelhos. MÉTODOS: Foram utilizados 16 coelhos. No olho esquerdo procedeu-se enxertia interlamelar de um fragmento de 0,25 x 0,25 cm de MQ (olho tratado). No olho direito realizou-se apenas a microbolsa estromal (olho controle). Avaliaram-se clinicamente os animais aos 1, 3, 7, 15 e 30 dias de pós-operatório. Aos 30 dias mensurou-se a VC pelo Sistema Analisador de Imagens LEICA QWIN-550®. RESULTADOS: Aos sete dias observou-se VC a 1,5±0,93 mm do limbo em direção ao eixo visual. Aos 15 dias houve aumento da VC (4,75±3,20 mm), que se manteve aos 30 dias (4,25±4,10 mm). Os olhos controles não apresentaram quaisquer alterações oculares. Houve diferença estatística (p<0,05) entre as áreas corneais vascularizadas dos olhos tratados e controles aos 15 e 30 dias de pós-operatório. CONCLUSÕES: A MQ induziu angiogênese corneal quando aplicada à córnea de coelhos por enxertia interlamelar, a qual persistiu de forma leve até 30 dias de pós-operatório. Embora estudos adicionais sejam necessários a MQ poderá ser mais uma opção de membrana para enxertos em ceratoplastias.
Keywords: Membranas artificiais; Córnea; Quitosana; Coelhos
Abstract
OBJETIVO: Avaliar os aspectos clínicos e vascularização corneal (VC) induzida pelo enxerto interlamelar das membranas de colágeno nativo (MCN) e de colágeno aniônico (MCA) em córneas de coelhos. MÉTODOS: Um fragmento com 0,25 x 0,25 cm de MCN (grupo 1) e MCA (grupo 2) foi realizado no olho direito (olho tratado) por enxertia interlamelar. No olho esquerdo (olho controle) foi realizado apenas um túnel estromal. No olho direito (olho controle) foi realizado apenas um túnel estromal. Dezesseis coelhos foram utilizados e foram divididos em dois grupos experimentais composto por oito animais cada. A avaliação clínica foi realizada aos 1, 3, 7, 15 e 30 dias de pós-operatório. A análise da vascularização corneal foi realizada após 30 dias pelo Sistema de analisador de imagens Leica Qwin-550®. RESULTADOS: Após 7 dias, a vascularização corneal do limbo em direção central da córnea observada foi de 2,25 ± 0,71 mm (MCN) e 1,0 ± 1,69 mm (ACM), respectivamente. Após 15 dias a vascularização corneal aumentou em ambos os grupos (5,25 ± 1,03 mm - MCN; 2,0 ± 2,39 mm - MCA), diminuindo até o 30º dia (2,25 ± 2,10 mm - MCN; 0,75 ± 2,12 mm - MCA). A análise estatística indicou que as médias das distâncias dos vasos do limbo em direção ao enxerto observadas após 7 e 15 dias não diferiram estatisticamente (p=0,17), e 15 e 30 dias de pós-operatório houve tendência a diferir estatisticamente (p=0,09). Os olhos controles não apresentaram nenhuma alteração. CONCLUSÃO: As membranas de colágeno nativo e de colágeno aniônico induzem a vascularização corneal quando aplicadas na córnea de coelhos por meio de enxertia interlamelar, mas membrana de colágeno ativo induz a pequena vascularização corneal quando comparada à membrana de colágeno aniônico. Embora estudos adicionais sejam necessários, os resultados encontrados no presente estudo demonstraram que as membranas de CN e CA possam ser úteis em ceratoplastias. Estas membranas consistem em mais uma opção de enxerto para o tratamento cirúrgico de reparo da córnea em coelhos e outros animais, quando não há resolução com outras formas de tratamento médico e cirúrgico.
Keywords: Membranas artificiais; Córnea; Colágeno; Ânions; Modelos animais de doenças; Coelhos
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