Arq. Bras. Oftalmol. 2002;65 (2 )
:257-260
| DOI: 10.1590/S0004-27492002000200018
Abstract
Os autores descrevem um caso de hemangioma circunscrito de coróide, com descolamento de retina associado, tratado por meio de termoterapia transpupilar com laser de diodo. Os parâmetros utilizados foram: 900 mW, mira de 4,2 mm, tempo de 3 minutos, lente QuadrAspheric (Volkâ) com fator de magnificação de 1,97. Um mês após o tratamento ocorreu redução significativa do hemangioma, com recuperação integral da visão deste olho. São feitas considerações a respeito do método, o qual mostra-se promissor no tratamento destes tumores vasculares.
Keywords: Nevo pigmentado; Pálpebra; Transplante de pele; Procedimentos cirúrgicos reconstrutivos; Relato de caso
Arq. Bras. Oftalmol. 2002;65 (3 )
:369-373
| DOI: 10.1590/S0004-27492002000300018
Abstract
Os autores relatam 3 casos de fosseta congênita de disco óptico mostrando, por meio de imagens de tomografia de coerência óptica, os diversos estágios do descolamento retiniano secundário, desde a separação das camadas retinianas mais internas, formação de cistos intraretinianos até o descolamento seroso da retina neurosensorial.
Keywords: Nervo óptico; Disco óptico; Anormalidades; Tomografia
Arq. Bras. Oftalmol. 2003;66 (6 )
:897-900
| DOI: 10.1590/S0004-27492003000700030
Abstract
As oclusões venosas retinianas são a segunda causa mais comum de doenças vasculares da retina, atrás apenas da retinopatia diabética. A obstrução venosa de ramo é definida como a oclusão focal de uma veia retiniana em nível de um cruzamento arteriovenoso, no qual a artéria passa anteriormente à veia. Serão revisto o estudo multicêntrico sobre o tratamento com fotocoagulação a "laser" para esta doença, bem como abordadas as novas terapêuticas cirúrgicas propostas.
Keywords: Oclusão da veia retiniam; Veia retiniana; Fotocoagulação; Vitrectomia
Arq. Bras. Oftalmol. 2005;68 (1 )
:129-132
| DOI: 10.1590/S0004-27492005000100024
Abstract
Neste artigo, os autores descrevem dois casos de síndrome de Charles Bonnet, definida como a percepção de alucinações visuais complexas em pacientes com déficit visual, tendo os pacientes a consciência da natureza irreal do fenômeno. Grande número de casos não é diagnosticado pela ausência do questionamento direto do médico. Em vista do transtorno emocional causado por esta doença, o reconhecimento dos seus sintomas é essencial no manejo destes pacientes.
Keywords: Oftalmopatias; Alucinações; Transtornos mentais; Demência; Baixa visão; Relatos de casos
Arq. Bras. Oftalmol. 2006;69 (1 )
:101-105
| DOI: 10.1590/S0004-27492006000100019
Abstract
Os autores relatam o caso de um paciente com fosseta congênita de disco óptico associado a descolamento seroso macular, tratado com sucesso por meio de fotocoagulação com laser de argônio na borda temporal da fosseta, seguido de injeção intravítrea de 0,3 ml de C3F8 (100%). O paciente foi seguido por 12 meses. A resolução do descolamento foi acompanhada de melhora da acuidade visual, bem como o retorno da fóvea a sua configuração normal, comprovada através da tomografia de coerência óptica.
Keywords: Disco óptico; Doenças do nervo óptico; Processamento de imagem assistida por computador; Descolamento retiniano; Coagulação por laser; Mácula lútea; Relatos de casos
Arq. Bras. Oftalmol. 2007;70 (1 )
:161-163
| DOI: 10.1590/S0004-27492007000100031
Abstract
Os autores apresentam o caso de um macrovaso arteriolar de retina, diagnosticado ao exame de rotina, bem como seu aspecto à tomografia de coerência óptica. O macrovaso retiniano congênito é um grande vaso aberrante, geralmente unilateral, usualmente uma veia, raramente uma artéria, presente no pólo posterior e que pode cruzar a região foveal e rafe mediana.
Keywords: Vasos retinianos; Tomografia de coerência óptica; Artéria retiniana; Retina
Arq. Bras. Oftalmol. 2007;70 (5 )
:851-853
| DOI: 10.1590/S0004-27492007000500022
Abstract
Os autores relatam o caso de um paciente com insuficiência coronariana que desenvolveu quadro de oclusão de artéria central da retina após ser submetido a cateterização cardíaca por via braquial e realização de cineangiocoronariografia. Este procedimento pode desencadear fenômenos embólicos oculares consistentes com o quadro descrito.
Keywords: Cateterismo cardíaco; Embolia; Oclusão da artéria retiniana; Cineangiografia; Fatores de risco; Relatos de casos
Arq. Bras. Oftalmol. 2008;71 (1 )
:38-42
| DOI: 10.1590/S0004-27492008000100008
Abstract
OBJETIVO: Avaliar o comportamento do potencial oscilatório escotópico do eletrorretinograma de campo total (ERG) na retinopatia hipertensiva. MÉTODOS: Quarenta e quatro pacientes foram submetidos à avaliação clínica e subdivididos em dois grupos: 26 hipertensos (HT) com média de idade de 52,23 ± 5,79 anos divididos em 10 homens (38,46%) e 16 mulheres (61,54%) e 18 normotensos (NT) com média de idade de 51,79 ± 10,23 anos divididos em 5 homens (27,78%) e 13 mulheres (72,22%). Foram incluídos no estudo apenas hipertensos leves a moderados (estágio 1 e 2 respectivamente) sem lesões em outro órgão-alvo.Os pacientes hipertensos foram mantidos sob placebo durante o período do estudo. Em seguida, foram submetidos à avaliação oftalmológica e realização do ERG. O eletrorretinograma de campo total (ERG), com registro das respostas: escotópica, escotópica máxima, PO escotópico, fotópica e "flicker". Para análise da resposta do PO foi considerada a latência dos dois primeiros picos e o valor médio da amplitude dos três picos do complexo de três respostas consecutivas, denominado índice oscilatório (IO). RESULTADOS: A hipertensão arterial acometia 26 (59,1%) dos pacientes, ao passo que 18 (40,9%) eram normotensos. A média do IO obtido foi de 257,41µV no grupo de NT e de 217,81 µV no HT (p=0,006). As médias de latências obtidas para os picos 1 (NT-18,42 ms e HT-17,91 ms) e 2 (NT-24,54 ms e HT- 24,29 ms) não foram diferentes entre os grupos (p>0,05). CONCLUSÃO: Os hipertensos apresentam índice oscilatório significativamente menor que os normotensos, sugerindo que a hipertensão arterial pode ocasionar disfunção da retina interna.
Keywords: Hipertensão; Eletrorretinografia; Doenças retinianas
Arq. Bras. Oftalmol. 2008;71 (2 )
:162-166
| DOI: 10.1590/S0004-27492008000200006
Abstract
OBJETIVOS: Identificar em pacientes com oclusão do ramo da veia central da retina utilizando a monitorização ambulatorial da pressão arterial e medidas clínicas da pressão arterial: prevalência de hipertensão e o perfil noturno da pressão arterial. MÉTODOS: Prospectivamente, 93 olhos de 83 pacientes com oclusão do ramo da veia central da retina foram submetidos à avaliação oftalmológica. Após, os pacientes foram encaminhados para avaliação clínica e monitorização da pressão arterial. Pacientes sem descenso da pressão durante o sono ("non-dipper") foram definidos como um declínio na pressão arterial sistólica < 10%, e pacientes com descenso presente ("dipper") quando este valor fosse superior. RESULTADOS: A doença acometeu um olho em 73 (88%) pacientes. O ramo temporal superior foi o local da oclusão em 61 (65,6%) olhos, no restante o ramo temporal inferior foi afetado. Setenta e seis (92%) pacientes formam diagnosticados como hipertensos após a avaliação clínica. A monitorização ambulatorial da pressão arterial identificou 76 hipertensos, 5 normotensos, 1 hipertenso do avental branco e 1 hipertenso mascarado. Estes 2 últimos foram excluídos da análise. Dos 81 pacientes, analisados. Quarenta (49%) eram "dippers" e 41 (51%) "non-dippers". Entre os hipertensos (n=76), 36 (47,4%) eram "dippers" e 40 (52,6%) "non-dippers". CONCLUSÃO: Prevalência de hipertensão arterial em nosso estudo foi extremamente elevada (92,8%), que sugere que a fisiopatologia da doença tem íntima relação com as alterações promovidas pela hipertensão. Pouco mais da metade dos hipertensos eram "non-dipper" (n=40; 52,6%). Estas evidências sugerem que um nível sustentado de pressão arterial possa ser um fator de risco adicional para a oclusão do ramo da veia central da retina.
Keywords: Hipertensão; Pressão arterial; Oclusão da veia retiniana; Veia retiniana; Doenças retinianas
Arq. Bras. Oftalmol. 2013;76 (4 )
:256-260
| DOI: 10.1590/S0004-27492013000400016
Abstract
A neurorretinite subaguda difusa unilateral (DUSN) é uma forma de uveíte que pode potencialmente levar à cegueira. No Brasil e em outras partes da América do Sul, a neurorretinite subaguda difusa unilateral cada vez mais é considerada uma causa importante de uveíte posterior em crianças e em adultos jovens e saudáveis. Se diagnosticada e tratada ainda em fase inicial, permite uma resolução dos sintomas com melhora da acuidade visual. Caso progrida para a fase tardia, poderá acarretar uma perda visual significativa. Nesse estudo, por meio de uma revisão da literatura, descreve-se as principais características desta doença, incluindo os seguintes aspectos: histórico, etiologia, fisiopatologia, quadro clínico, diagnóstico, diagnóstico diferencial e tratamento.
Keywords: Retinite; Retina; Retinite; Retinite; Infecções oculares parasitárias; Neurite optica