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Abstract
OBJETIVO: Determinar os níveis de toxicidade de duas e três aplicações intravítreas de infliximabe na retina de coelhos albinos, por meio de exames clínicos oftalmológicos, eletrorretinográficos e histológicos. MÉTODOS: Foram utilizados doze coelhos albinos divididos em dois grupos. No primeiro grupo de 10 coelhos, cada olho recebeu duas (n=10 olhos) ou três injeções (n=10 olhos) intravítreas de 2 mg de infliximabe dissolvidos em 0,06 ml de solução salina, em intervalos mensais. Um segundo grupo de dois coelhos, que serviu como grupo controle (n=4 olhos), foram submetidos a duas e três aplicações intravítreas de BSS. Noventa dias após, os coelhos foram novamente submetidos a exame oftalmológico (biomicroscopia, oftalmoscopia e tonometria), eletrorretinográfico e, após enucleados, a exame histológico. RESULTADOS: O exame biomicroscópico e oftalmoscópico não revelou anormalidades retinianas nos olhos injetados com infliximabe e no grupo controle. Alteração histológica notada foi a presença de raros linfócitos e eosinófilos no vítreo posterior em quatro e em seis olhos submetidos a duas e três aplicações de infliximabe sem significado clínico. A única alteração clinicamente significante foi uma reação inflamatória severa com presença de exsudatos vítreos na interface vítreo retiniana e discreto edema de células ganglionares nos dois olhos de um único coelho, sem alterações no vítreo posterior. Os exames eletrorretinográficos mostraram amplitudes em média 12-13% menores daquelas obtidas antes do tratamento, contudo não houve nenhuma diferença estatisticamente significante quando comparamos as amplitudes e a latencia entre os achados electrorretinográficos pré e pós-tratamento. CONCLUSÃO: Duas e três aplicações intravítreas de infliximabe em olhos de coelhos em intervalos mensais, na dosagem de 2 mg, não provocam alterações significantes após um seguimento de noventa dias, quer no exame histológico, na eletrorretinografia e na avaliação clínica oftalmológica. Conclui-se que doses seriadas de infliximabe por via intravítrea é um procedimento seguro. Estudos clínicos em humanos devem ser realizados para melhor avaliação da segurança do seu uso no tratamento de determinadas doenças que acometem a retina e a coroide.
Keywords: Fator de necrose tumoral alfa; Injeções intravenosas; Retina; Doenças retinianas; Doenças da coróide; Degeneração macular; Anticorpos monoclonais; Eletrorretinografia; Animais; Coelhos
Abstract
OBJETIVO: Correlacionar a espessura do subcampo central (ESCC) medida pelo CirrusTM SD-OCT com a acuidade visual (AV) e as mudanças estruturais no edema macular diabético (EMD). MÉTODOS: Um estudo transversal avaliou 200 pacientes com retinopatia diabética não proliferativa (RDNP) e selecionados 55 olhos com EMD entre janeiro de 2010 e abril de 2011. OCT spectral foi realizado em pacientes com diabetes tipo 2 e com edema macular diabético (EMD). A ESCC e a AV foram correlacionados com a morfologia do edema e a integridade da membrana limitante externa (MLE). Aplicaram-se testes estatísticos para validação dos resultados. RESULTADOS: Não houve diferença entre os sexos na classificação RDNP. 47,3% dos pacientes apresentou RDNP moderada. A média da ESCC no sexo masculino foi de 393,58 µm e no feminino de 434,16 µm, sem diferença estatística significativa. Pacientes com MLE íntegra apresentaram menor média da ESCC (368,73 µm) que aqueles com MLE descontínua (521,43 µm). Encontrou-se forte correlação entre o volume macular e a ESCC (59,63%), porém pequena correlação entre a idade e a ESCC (2,9%). Encontrou-se diferença significativa entre a média da ESCC e o tipo de edema macular, aqueles com descolamento seroso apresentaram maior média de ESCC (488,71 µm). Pacientes com RDNP grave apresentaram maior média da ESCC (491,45 µm), quando comparados à RDNP leve e moderada. O edema macular cistoide foi o tipo de edema mais frequente (49,1%) e apresentou pior AV. Pacientes com MLE íntegra apresentaram melhor AV. Pacientes com maior ESCC apresentaram pior AV. Houve diferença significativa entre a média da ESCC do grupo de casos (407,60 ± 113,05 µm) e controle (diabéticos sem edema macular: 252,0 ± 12,46 µm). Também houve diferença significativa nas variáveis AV e volume macular entre o grupo de casos e controle. CONCLUSÃO: O estudo sugere que a ESCC de diabéticos com edema é maior que o grupo controle; o aumento da ESCC de diabéticos com edema cursa com piora da AV e do volume macular. MLE contínua mostrou menor média da ESCC e o descolamento seroso mostrou maior média da ESCC. CirrusTM mostrou ser importante ferramenta na avaliação do EMD.
Keywords: Retinopatia diabética; Edema macular; Tomografia de coerência óptica
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a viabilidade do uso combinado do bevacizumabe (Avastin®) e do infliximabe (Remicade®) no tratamento da degeneração macular relacionada à idade neovascular em pacientes sem tratamentos prévio. MÉTODOS: Foram realizadas injeções intravítreas de bevacizumabe combinado com infliximabe em 6 pacientes portadores de degeneração macular relacionada à idade neovascular. Todos foram submetidos ao exame oftalmológico completo, no primeiro dia de consulta, no dia seguinte a cada injeção e mensalmente até completar seis meses após a primeira injeção. Foram realizados tomografia de coerência óptica e angiografia fluoresceínica na primeira consulta e mensalmente, até completar 6 meses após o primeiro procedimento. Eletrorretinografia também foi realizada antes da injeção e 30 dias após, no intuito de avaliar toxidade retiniana. RESULTADOS: Ao final de 30 dias da primeira injeção, 5 (83%) pacientes apresentaram diminuição na espessura macular. Não foi visualizada alteração à eletrorretinografia em relação ao exame inicial em 100% os pacientes. Cinco pacientes (100% dos fácicos) desenvolveram catarata. Um paciente desenvolveu vitreíte e foi tratado com sucesso. Ao final dos 6 meses, 4 pacientes apresentaram melhora significativa da neovascularização de coroide, porém ainda com foco de neovascularização em atividade, um paciente apresentava discreta persistência de fluido submacular sem neovascularização ativa e 1 paciente persistia importante quantidade de fluido intrarretiniano com neovascularização em atividade. DISCUSSÃO: Avaliou-se o uso combinado do bevacizumabe com infliximabe em pacientes portadores de degeneração macular relacionada à idade neovascular e a associação mostrou-se eficaz na redução do vazamento da neovascularização de coroide e da espessura macular ao tomografia de coerência óptica. Não é possível, no entanto, afirmar se os resultados apresentam efeitos sinérgicos pela associação entre as duas drogas. Um estudo com maior número de casos é necessário para definir exatamente as taxas de catarata e vitreíte da associação entre as drogas, no entanto, ao menos na dosagem estudada no presente trabalho, a associação não deveria ser recomendada na prática clínica.
Keywords: Retina; Degeneração macular; Neovascularização retiniana; Injeções intravítreas; Tomografia de coerência óptica, Inibidores da angiogênese
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