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Abstract
OBJETIVO: Avaliar a adaptação e o uso de lente de contato em pacientes que foram submetidos à cirurgia refrativa. MÉTODOS: Foi realizado estudo retrospectivo de 53 pacientes submetidos à cirurgia refrativa, que posteriormente passaram a usar lente de contato, no período de 1999 a 2003. Foram avaliados a ametropia prévia, tipo de cirurgia realizada, refração pós-cirúrgica, equivalente esférico pós-cirurgia, ceratometria pós-operatória, curva base da lente adaptada, tipo de lente de contato adaptada, acuidade visual com óculos no pós-operatório, acuidade visual final com lente de contato, complicações e motivo da interrupção do uso. O tempo de seguimento variou de 1 mês a 84 meses (média de 42,5 meses). RESULTADOS: Dos 53 pacientes analisados, 19 pacientes foram submetidos a LASIK (Laser Assisted in Situ Keratomileusis), 29 pacientes foram submetidos à RK (ceratotomia radial), 4 pacientes foram submetidos a PRK (ceratectomia fotoablativa) e em um paciente não foi possível obter o tipo de cirurgia realizado. Em 61,29% dos pacientes, (57 olhos de um total de 93), foram adaptadas lentes de contato rígidas gás-permeáveis esféricas. Houve melhora da acuidade visual em 60,21% dos casos (AV>20/40), com poucas complicações. CONCLUSÃO: Devido ao número cada vez maior de cirurgias refrativas realizadas, espera-se que aumente o número de pacientes insatisfeitos com o resultado no pós-operatório e para os quais o uso de lentes de contato venha a ser a melhor opção. A adaptação de lentes de contato pós-cirurgia refrativa exige conhecimento e dedicação e em geral tem bons resultados principalmente pela melhora da acuidade visual.
Keywords: Lentes de contato; Erros de refração; Acuidade visual; Estudos retrospectivos
Abstract
O cross-linking corneano é um procedimento usado para a estabilização mecânica e aumento da rigidez corneana em pacientes com ceratocone (reduzindo a possibilidade de progressão), e também em processos inflamatórios de afinamento corneano. Os segmentos de anéis corneanos intraestromais têm como princípio o aplanamento central da córnea. Inicialmente utilizados para correção de baixa miopia, a principal indicação atual é em pacientes com ceratocone, para melhorar a acuidade visual não corrigida, a acuidade visual corrigida e permitir uma melhor tolerância ao uso de lentes de contato como também retardar a necessidade de um transplante de córnea. O objetivo deste artigo é revisar algumas publicações relacionadas ao cross-linking corneano e à inserção do segmento de anel intraestromal, apresentando suas indicações, resultados e complicações relatadas até o momento.
Keywords: Córnea; Riboflavina; Colágeno; Terapia ultravioleta; Ceratocone
Abstract
OBJETIVO: Relatar os resultados de citologia de impressão após o "cross-linking" da córnea e inserção dos segmentos de anéis corneanos intraestromais para ceratocone. MÉTODOS: Trinta e nove olhos foram distribuídos em dois grupos: pacientes no grupo cross-linking foram submetidos ao procedimento do "cross-linking" corneano e pacientes no grupo colírio de riboflavina receberam o colírio de riboflavina 0,1% (w/v) -20% dextran para uso tópico por um mês. Após três meses, todos os pacientes foram submetidos à inserção dos segmentos de anéis corneanos intraestromais. Citologia de impressão foi realizada em todos os olhos no pré-operatório, um mês e três meses após o "cross-linking" ou colírio de riboflavina, e novamente com seis meses, um ano e dois anos após a inserção dos segmentos de anéis. RESULTADOS: Pacientes do grupo "cross-linking" apresentaram melhora na adesividade das células epiteliais e proporção núcleo: citoplasma na conjuntiva temporal após o tratamento (P=0,008 e P=0,047), respectivamente. Na conjuntiva superior, houve um aumento na densidade das células caliciformes (P=0,037) e nível de organização da cromatina nuclear (P=0,010) após o tratamento. Pacientes do grupo colírio de riboflavina apresentaram melhora na adesividade das células epiteliais na conjuntiva superior após o tratamento (P=0,021). Na conjuntiva temporal, houve melhora na adesividade das células epiteliais (P<0,001), aumento na proporção núcleo: citoplasma (P<0,001), células caliciformes (P=0,001) e menor queratinização (P=0,011). Ambos os grupos não apresentaram alterações corneanas. O Teste exato de Fisher para comparação de citologia de impressão no escore total após o tratamento não revelou diferença entre os grupos. CONCLUSÃO: Apesar de mudanças em alguns parâmetros conjuntivais (adesividade das células epiteliais, proporção núcleo:citoplasma, nível de organização da cromatina nuclear, células caliciformes e queratinização), a comparação do escore total na citologia de impressão não apresentou diferença entre os grupos.
Keywords: Técnicas citológicas; Córnea; Riboflavina; Ceratocone; Cirurgia da córnea a laser; Substância própria
Abstract
Objetivo: Avaliar se a administração da toxina botulínica tipo A (BTX-A) no músculo orbicular de pacientes com ceratocone a fim de reduzir a força muscular palpebral pode alterar os parâmetros corneanos indicativos de progressão da doença. Métodos: Ensaio clínico randomizado paralelo prospectivo. Quarenta olhos de 40 pacientes, randomizados em grupo controle ou grupo BTX-A na razão de 1:1. Pacientes do grupo BTX-A foram submetidos à injeção subcutânea da toxina botulínica tipo A no músculo orbicular. Os pacientes do grupo controle não sofreram nenhuma intervenção. Foram avaliados a medida da fenda palpebral, melhor acuidade visual corrigida, e topografia corneana nos momentos pré-operatório, e aos 3-,6-,12-, e 18 meses de seguimento. Resultados: Média ± DP (desvio padrão) da fenda palpebral no pré-operatório nos grupos controle e BTX-A foram 9,74 ± 187 e 9,45 ± 1,47 mm, respectivamente; aos 18 meses, a média da altura da fenda palpebral vertical nos grupos controle e BTX-A foram 10,0 ± 1,49 mm e 9,62 ± 1,73 mm, respectivamente, sem diferença significante entre os grupos (p=0,337). A média pré-operatória da melhor acuidade visual corrigida nos grupos controle e BTX-A foram 0,63 ± 0,56 e 0,60 ± 0,27, respectivamente (p=0,643); aos 18 meses, a média nos grupos controle e BTX-A foram 0,52 ± 0,59 e 0,45 ± 0,26, respectivamente, sem diferença significante entre os grupos (p=0,452). Não houve diferença estatística entre os grupos aos 18 meses para todos os parâmetros topográficos ceratométricos avaliados, mais plano-(K1), mais curvo-(K2), e ceratometria média Km (p≥0,562). Conclusão: A inibição da força muscular palpebral pela toxina botulínica tipo A não causou alterações detectáveis nos parâmetros corneanos em pacientes com ceratocone, com 18 meses de seguimento.
Keywords: Doenças da córnea; Ceratocone; Pálpebras; Toxinas botulínicas/uso terapêutico
Abstract
Objetivos: Este estudo aborda os resultados refrativos, topográficos, acuidade visual e tomografia de coerência óptica, 12 meses após a inserção do segmento de Anel de Ferrara em túnel corneano a 60% de profundidade com o laser de femtosegundo, em pacientes com ceratocone.
Métodos: Série de casos não comparativos, prospectivos e intervencionistas. Realizamos a inserção do Anel de Ferrara através de incisão com o laser de femtosegundo em 15 olhos ceratocônicos. Foram incluídos pacientes com ceratocone documentado que voluntariamente assinaram consentimentos informados que tivessem melhor acuidade visual corrigida ≥0.30 tabela logMAR, espessura corneana ≥400µm. Foram excluídos pacientes com cirurgia ocular prévia ou curvatura corneana > 65 dioptrias (D). As principais variáveis medidas foram acuidade visual corrigida e os parâmetros topográficos da córnea (ceratometria mais plana (K1), mais curva (K2) e ceratometria média (K médio), avaliadas no pré-operatório e com 1, 3, 6 e 12 meses de seguimento.
Resultados: A média ± desvio padrão da acuidade visual sem correção e acuidade visual corrigida foi 1.03 ± 0.46 e 0.42 ± 0.13, respectivamente; o desvio padrão médio de 12 meses, a acuidade visual sem correção e acuidade visual corrigida foram de 0.72 ± 0.37 e 0.31 ± 0.16, respectivamente, sem diferenças significativas (p=0,05 para ambos). A melhora da acuidade visual corrigida foi estatisticamente significante após 3 meses (p=0,02), e após 6 meses (p=0,02). Os valores médios da linha de base K1, K2, e média (K médio) foram 48,35 ± 3,65D, 53,67 ± 3,38D, e 50,84 ± 3,36D, respectivamente. A média de 12 meses ± desvio padrão para K1, K2, e K médio foi 46,53 ± 3,70D, 49,83 ± 3,50 D, e 48,12 ± 3,49D respectivamente, com diferença estatisticamente significativas para todos os 3 parâmetros topográficos (p=0,01).
Conclusões: A inserção do Anel de Ferrara a uma profundidade de 60% no estroma corneano produz resultados visuais, refracionais e ceratométricos satisfatórios em olhos com ceratocone.
Keywords: Córnea/patologia; Doenças da córnea; Ceratocone; Cirurgia da córnea a laser
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