Arq. Bras. Oftalmol. 2001;64 (5 )
:411-413
| DOI: 10.1590/S0004-27492001000500008
Abstract
Objetivo: Determinar a eficácia do laser de diodo e suas complicações no tratamento da retinopatia da prematuridade, estágio 3 limiar. Métodos: De 348 crianças pré-termo examinadas na Clínica Oftalmológica do Hospital Getúlio Vargas e Instituto de Olhos do Piauí, em Teresina, Piauí, no período de julho/89 a março/99, 152 (43,7%) apresentaram retinopatia da prematuridade. As crianças com retinopatia da prematuridade no estágio 3 limiar foram submetidas a laserablação retiniana com laser de diodo indireto, no centro cirúrgico, sob anestesia geral. Resultados: Vinte crianças (38 olhos) foram submetidas a laserablação retiniana. Doze pacientes (80,0%) tiveram regressão da retinopatia e três (20,0%) evoluíram para o estágio 5. Cinco crianças não retornaram para controle, sendo excluídas do estudo quanto aos resultados do laser. Não foram observadas complicações oculares. Cinco crianças apresentaram apnéia relacionada à anestesia. Conclusões: Neste grupo de crianças, o laser de diodo foi eficaz em 80,0% dos pacientes tratados. As complicações encontradas (cinco casos de apnéia) se relacionaram possivelmente à anestesia geral.
Keywords: Retinopatia da prematuridade; Fotocoagulação; Lasers; Recém-nascido; Prematuro
Arq. Bras. Oftalmol. 2007;70 (1 )
:121-123
| DOI: 10.1590/S0004-27492007000100022
Abstract
Os autores relatam o caso de uma paciente que apresentou quadro reincidente de esotropia aguda e diplopia durante o período gestacional. Não havia história de trauma ou qualquer alteração sistêmica, excetuando-se a gravidez. Tratamento oclusivo alternado foi instituído, e após o parto houve remissão espontânea dos sinais e sintomas.
Keywords: Estrabismo; Esotropia; Complicações na gravidez; Diplopia; Relatos de casos
Arq. Bras. Oftalmol. 2008;71 (5 )
:674-678
| DOI: 10.1590/S0004-27492008000500012
Abstract
OBJETIVO: Determinar as concentrações plasmáticas e eritrocitárias de zinco em idosos portadores e não-portadores de catarata senil em um serviço oftalmológico especializado, em Teresina-Piauí. MÉTODOS: Estudo quantitativo, transversal e controlado, realizado no Hospital de Olhos Francisco Vilar, Piauí, Brasil. Participaram 56 idosos (37 mulheres, 19 homens) sem condições associadas a modificações nos níveis de zinco ou aumento do risco de catarata. Escore > II foi utilizado para definir a presença de catarata, de acordo com o Lens Opacities Classification System II. As concentrações de zinco foram determinadas por espectrometria de absorção atômica em chama. Análise estatística incluiu os testes t de Student e qui-quadrado e 0,05 como nível de significância. RESULTADOS: Catarata senil foi identificada em 58,9% dos participantes, predominando o tipo nuclear (51,8%), seguido pelo cortical (26,8%) e subcapsular posterior (8,9%). Deficiência de zinco no plasma (<70 μg/dL) e no eritrócito (<40 μg/gHb) foi constatada em 49,1% e 30,4% dos idosos, respectivamente. Não houve diferenças significativas entre portadores e não-portadores de catarata, independente do tipo, quanto às concentrações de zinco plasmático (p=0,165) ou eritrocitário (p=0,426). CONCLUSÃO: Deficiência de zinco no plasma ou eritrócito foi comum entre os idosos; porém, os dados indicam não haver diferenças significativas nos referidos parâmetros quanto à presença de catarata senil, independente do tipo.
Keywords: Zinco; Deficiência de zinco; Catarata; Estado nutricional; Idoso
Arq. Bras. Oftalmol. 2011;74 (6 )
:405-409
| DOI: 10.1590/S0004-27492011000600004
Abstract
INTRODUÇÃO: Esclerite é uma doença grave, rara e progressiva, que envolve inflamação e edema dos tecidos episcleral superficial, profundo e escleral e está associada com doenças sistêmicas reumatológicas em muitos casos. OBJETIVOS: Realizar um estudo prospectivo comparativo entre as manifestações oftalmológicas, achados sorológicos e resposta terapêutica de pacientes com esclerite isolada e com esclerite associada a doenças sistêmicas reumatológicas. MÉTODOS: Trinta e dois pacientes com esclerite não infecciosa participaram do estudo, de março de 2006 a março de 2008. O tratamento realizado baseou-se no uso de colírios de corticoides associados aos anti-inflamatórios não-hormonais, seguidos de corticoides sistêmicos e imunossupressores, se necessário. O sucesso do tratamento foi considerado como seis meses sem crises de esclerite. RESULTADOS: Quatorze dos 32 pacientes apresentaram esclerite associada à doença sistêmica, dos quais nove com artrite reumatóide, dois com lúpus eritematoso sistêmico, um com doença de Crohn, um com doença de Behçet e um com gota. Não houve diferenças em relação ao envolvimento ocular e suas complicações, predominando a esclerite anterior nodular e o afinamento escleral, respectivamente. O grupo com esclerite associada a doenças sistêmicas apresentou 64,3% de positividade de autoanticorpos contra 27,8% no grupo com esclerite isolada, sendo tal diferença estatisticamente significante. No grupo com esclerite isolada, 16,7% fez uso de apenas anti-inflamatórios, 33,3% de corticoide sistêmico, 27,8% de corticoide com um imunossupressor, 5,5% dois imunossupressores, 16,7% corticoide com dois imunossupressores e 33,3% pulsoterapia com imunossupressor; sendo que houve sucesso do tratamento em 88,9%. No grupo com esclerite associada à doença sistêmica, 7,1% fez uso de anti-inflamatórios, 7,1% corticoide sistêmico, 50% corticoide com um imunossupressor, 7,1% dois imunossupressores e 22,2% pulsoterapia com imunossupressor; com 100% de sucesso no tratamento nesse grupo. CONCLUSÃO: Em ambos os grupos houve predomínio da esclerite nodular unilateral e o grupo com esclerite associada a doença sistêmica apresentou taxas maiores de todos os autoanticorpos testados. Não houve diferença entre os grupos em relação ao uso de imunossupressores e à resposta terapêutica, a qual foi totalmente satisfatória no grupo com esclerite associada à doença sistêmica e satisfatória no grupo com esclerite isolada.
Keywords: Esclerite; Doenças reumáticas; Autoanticorpos; Inflamação; Imunossupressores
Arq. Bras. Oftalmol. 2013;76 (3 )
:195-196
| DOI: 10.1590/S0004-27492013000300014
Abstract
O ceratocone é descrito como uma doença bilateral porém assimétrica e vários dados na literatura comprovam que a ectasia corneana é uma das complicações de longo prazo da cirurgia refrativa moderna, especialmente do laser in situ keratomileusis (LASIK). Nós descrevemos um caso de uma paciente com ceratocone no olho direito e que foi submetida à ceratotomia radial no olho esquerdo há 19 anos, desde então sem sinais de progressão da ectasia corneana nem de complicações relativas à cirurgia refrativa. Como o ceratocone unilateral é raro, acreditamos que a cirurgia refrativa tenha sido realizada num olho com ectasia corneana não detectada clinicamente ou com ceratocone frustro. Entretanto, a ectasia do olho direito não progrediu e também não houve sinais de ectasia no olho submetido à cirurgia refrativa nesse período de 19 anos de acompanhamento.
Keywords: Córnea; Doenças da córnea; Topografia da córnea; Ceratomileuse assistida por excimer laser in situ; Humanos; Feminino; Relato de caso
Arq. Bras. Oftalmol. 2013;76 (4 )
:244-246
| DOI: 10.1590/S0004-27492013000400012
Abstract
O objetivo desse estudo é descrever uma criança com lipossarcoma periorbital, caracterizando seus aspectos clínico-epidemiológicos e terapêuticos. Menina de 6 meses de idade com tumoração crescente há dois meses em região fronto-zigomática direita, a qual foi submetida à exérese e cujas análises anatomopatológica (AP) e imuno-histoquímica (IH) observaram achados típicos de lipoblastoma. Após isso, apresentou mais três recidivas tumorais com diagnósticos similares. Um ano depois da última cirurgia, houve nova recorrência, porém, dessa vez, o resultado dos exames análises anatomopatológica e imuno-histoquímica foi de lipossarcoma, sendo, então, encaminhada para complementar o tratamento com radio e quimioterapia, sem novas lesões até o momento. Devido a sua raridade, geralmente o lipossarcoma não entra no diagnóstico diferencial em pacientes com massas orbitais, porém, por ser localmente agressivo, torna-se vital a pronta identificação e tratamento de forma a oferecer melhores resultados terapêuticos e influência sobre a qualidade de vida do paciente.
Keywords: Lipossarcoma; Lipossarcoma; Neoplasias orbitárias; Lipoblastoma; Marcadores biológicos de tumor; Humanos; Feminino; Lactente; Relato de caso
Arq. Bras. Oftalmol. 2013;76 (5 )
:288-291
| DOI: 10.1590/S0004-27492013000500007
Abstract
OBJETIVO: Descrever a taxa de complicações e os tipos de complicações intraoperatórias e pós-operatórias da ceratoplastia endotelial com desnudamento da Descemet (DSEK). MÉTODOS: Revisão retrospectiva de prontuários de pacientes submetidos à DSEK de 2008 a 2010 no Hospital Oftalmológico de Sorocaba. O estudo teve caráter descritivo, com abordagem quantitativa. RESULTADOS: Cento e dezenove olhos de 118 pacientes foram avaliados. Segundo a doença ocular de base, a maior parte dos pacientes eram portadores da distrofia de Fuchs (60 olhos, 50,4%), seguidos dos portadores de ceratopatia bolhosa do pseudofácico com 55 olhos (46,2%). A cirurgia mais comumente realizada foi o transplante endotelial isoladamente (DSEK), realizado em 65 olhos (54,6%), seguida do DSEK associado à facoemulsificação de cristalino (PHACO-DSEK) em 47 olhos (39,5%) e DSEK associado a outras cirurgias (7 olhos, 5,9%). Oito pacientes foram excluídos do trabalho devido informações cirúrgicas insuficientes em prontuário médico. Em relação às complicações cirúrgicas transoperatórias, foram observados casos isolados de bloqueio pupilar, dissecção irregular do botão, implante reverso do botão, "button-holing" e ruptura de cápsula posterior. Entre as complicações precoces, observou-se descolamento de botão em 21,5% dos olhos no grupo do DSEK, 34,0% no grupo PHACO-DSEK e 57,1% no grupo DSEK associado a outras técnicas cirúrgicas. No que se refere às complicações tardias, observou-se "haze" (opacidade) em interface em 16,9%, 8,5% e 14,2% e glaucoma foi observado em 4,6%, 2,1% e 14,2% dos olhos nos grupos DSEK, PHACO-DSEK e DSEK associado a outras técnicas, respectivamente. Falência pós-rejeição foi observada em 15,3% e 12,7% dos grupos DSEK e PHACO-DSEK, respectivamente. CONCLUSÃO: O transplante endotelial de córnea realizado nesta amostra teve uma taxa de complicações considerada alta se comparado aos transplantes penetrantes convencionais. As complicações mais frequentes foram aquelas relacionadas ao descolamento de botão e à falência pós-rejeição.
Keywords: Complicações pós-operatórias; Ceratoplastia endotelial com remoção da membrana de Descemet; Membrana de Descemet; Transplante de córnea; Doenças da córnea