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Search for: Spectrophotometry, ultraviolet; Lenses; Radiation; Light
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a influência da dinâmica pupilar na curva de desfoco de olhos implantados com lente intraoculares multifocais difrativas.
MÉTODOS: Estudo prospectivo e randomizado realizado na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - Universidade de São Paulo - Departamento de Oftalmologia. Trinta e oito pacientes foram aleatoriamente designados para receber bilateralmente lentes intraoculares SN6AD1 (n=20) (mfIOL) ou SN60WF (n=18) (aIOL). Além da acuidade visual para longe e perto, corrigida e não corrigida, e curva de desfoco, foi ainda realizada pupilometria dinâmica. A área sob a curva de desfoco foi calculada usando um modelo polinomial empírico.
RESULTADOS: Um total de 16 e 17 pacientes (n=32 e 34 olhos) completaram 1 ano de seguimento nos grupos mfIOL e aIOL, respectivamente. Não houve diferenças significativas entre grupos para as acuidades visuais seja para longe ou perto. As curvas de desfoco do grupo mfIOL mostraram um pico duplo; enquanto o SN60WF mostrou apenas um pico, típico para uma lente intraoculares monofocal. A média da área sob a curva de desfoco do grupo aIOL foi (4,66 ± 1,51 logMAR.dp), e essa é estatisticamente significante diferente da métrica do grupo mfIOL (1,99 ± 1,31 logMAR.dp). A pupila na contração máxima após a exposição a um flash de 30 cd/m2 por 1 segundo foi significativamente correlacionada com uma melhor área de foco no grupo mfIOL (r=0,54; p=0,0017), essa relação não foi observada para o grupo aIOL.
CONCLUSÃO: Estes dados indicam que quanto menor a pupila durante contração, melhor é a área sob a curva de desfoco e, portanto, o desempenho visual dos olhos implantados com essa mfIOL. Esta correlação não foi encontrada para lentes intraoculares monofocais.
Keywords: Lentes intraoculares multifocais; Pupila/fisiologia, Catarata; Facoemulsificacão
Abstract
Objetivo: A dilatação pupilar farmacológica é realizada em exames oftalmológicos abrangentes e antes das medições biométricas. Até o momento, não há consenso sobre seu impacto nas medições biométricas. O objetivo deste estudo foi investigar os efeitos da dilatação pupilar nas medidas biométricas oculares em crianças saudáveis.
Métodos: Estudo prospectivo, observacional e não randomizado de crianças (4-18 anos) que foram admitidas para exame oftalmológico de rotina. As medidas biométricas foram realizadas usando um dispositivo de biometria óptica sem contato, antes e após a dilatação pupilar farmacológica com cloridrato de ciclopentolato. Os cálculos de potência das lentes intraoculares foram realizados utilizando as fórmulas de Hill-RBF, Barrett, Olsen, Sanders-Retzlaff-Kraff/ Teórica, Holladay e Hoffer Q. Análises estatísticas descritivas também foram realizadas. O teste dos postos sinalizados de Wilcoxon foi usado para comparar as medidas antes e após a dilatação pupilar farmacológica. As relações entre as variáveis foram analisadas pelo coeficiente de correlação de Spearman-Brown.
Resultados: O estudo incluiu 116 olhos de 58 crianças (idade média de 8,4 ± 0,32 anos; 34 meninas). Alterações significativas foram observadas após a dilatação pupilar, em termos de profundidade da câmara anterior, profundidade do humor aquoso e espessura central da córnea e do cristalino. Nenhuma mudança significativa ocorreu no comprimento axial. Os cálculos de potência da lente intraocular não revelaram alterações significativas após a dilatação pupilar na maioria das fórmulas, com exceção da fórmula Olsen.O poder da lente intraocular foi significativamente inversa correlacionada com o comprimento axial e a profundidade da câmara anterior.
Conclusões: A dilatação pupilar farmacológica em crianças parece não ter impacto no comprimento axial e no poder da lente intraocular, mas causou um aumento significativo na profundidade da câmara anterior. A diferença nas medidas da profundidade da câmara anterior antes e após a dilatação pupilar pode estar relacionada ao modelo do dispositivo de biometria óptica utilizado. Tais resultados devem ser considerados nos cálculos de potência da lente intraocular realizados usando parâmetros de profundidade da câmara anterior.
Keywords: Dilatação; Paquimetria corneana; Lentes intraoculares; Câmara anterior; Criança
Abstract
Objetivo: Comparar a espessura central foveal, a da camada de fibras nervosas da retina e a da coróide subfoveal através da tomografia de coerência óptica swept-source em crianças de 5 anos de idade com história de retinopatia da prematuridade (RP) tratada com bevacizumabe intravítreo, ou com fotocoagulação a laser, com crianças em regressão espontânea da retinopatia da prematuridade, e com crianças saudáveis da mesma idade.
Métodos: Um total de 79 crianças foi dividido em quatro grupos. Grupo 1: crianças que receberam tratamento com bevacizumabe intravítreo. Grupo 2: crianças que foram tratadas com fotocoagulação a laser. Grupo 3: crianças que tiveram regressão espontânea da retinopatia da prematuridade . Grupo 4: crianças da mesma idade saudáveis e nascidas a termo. As funções visuais e o status refrativo foram avaliados aos 5 anos de idade. A análise de tomografia de coerência óptica foi feita por um dispositivo do tipo swept-source (DRI-OCT Triton; Topcon, EUA).
Resultados: Haviam 12 crianças (15,2%) no grupo 1, 23 crianças (29,1%) no grupo 2, 30 crianças (38%) no grupo 3 e 14 crianças (17,7%) no grupo 4. A distribuição por sexo foi semelhante em todos os grupos (p=0,420). A acuidade visual com a melhor correção mostrou-se significativamente maior no grupo 4 em comparação com os grupos 1, 2 e 3 (respectivamente, p=0,035, p=0,001 e p=0,001). Os resultados dos erros de refração foram semelhantes em todos os grupos (p=0,119). A espessura foveal central mostrou-se significativamente maior no grupo 2 do que no grupo 1 (p=0,023). Não foram observadas diferenças significativas entre os grupos quanto à espessura da camada de fibras nervosas da retina e à espessura da coroide subfoveal (p>0,05).
Conclusões: Os desfechos visuais funcionais foram melhores nas crianças saudáveis nascidas a termo, em comparação com aqueles observados nas crianças com história de retinopatia da prematuridade tratada ou com regressão espontânea. O tratamento com laser teve um efeito significativo na espessura foveal central em crianças de 5 anos de idade, nascidas prematuras, como revelado pela tomografia de coerência óptica swept-source.
Keywords: Retinopatia da prematuridade/tratamento farmacológico; Tomografia de coerência óptica; Bevacizumab/uso terapêutico; Fotocoagulação; Recém-nascido
Abstract
Objetivo: Criar modelos, em catarata pediátrica, para estimar valores futuros de ceratometria e comprimento axial, com base na ceratometria e no comprimento axial medidos na cirurgia, para previsão do poder da lente intraocular para emetropia em idades futuras.
Métodos: Olhos com catarata bilateral, ceratometria e comprimento axial medidos na cirurgia e pelo menos um exame pós-operatório com medidas de ceratometria e comprimento axial foram considerados para este estudo. Os modelos para estimar futuras ceratometrias e comprimentos axiais foram criados considerando (1) ceratometria e comprimento axial medidos na cirurgia, (2) a inclinação média da regressão logarítmica da ceratometria e comprimento axial criada para cada olho e (3) a idade na cirurgia. A lente intraocular para emetropia em idades futuras pode ser estimada usando esses valores em fórmulas de terceira geração. Os erros de estimativa da ceratometria, comprimento axial e poder da lente intraocular, usando os modelos, também foram calculados.
Resultados: 57 olhos de 29 pacientes preencheram os critérios de inclusão. A idade média na cirurgia e acompanhamento foram de 36,96 ± 32,04 meses e 2,39 ± 1,46 anos, respectivamente. A inclinação média da regressão logarítmica criada para cada olho foi de -3.286 para ceratometria e + 3.189 para o comprimento axial. Os erros médios de estimativa absoluta para ceratometria e comprimento axial foram respectivamente: 0,61 ± 0,54 D e 0,49 ± 0,55 mm, e para o poder da lente intraocular usando as fórmulas SRK-T, Hoffer-Q e Holladay I foram: 2,04 ± 1,73 D, 2,49 ± 2,10 D e 2,26 ± 1,87 D, respectivamente.
Conclusões: Os modelos apresentados podem ser utilizados para estimar o poder da lente intraocular que levaria a emetropia em idades futuras e orientar a escolha do poder da lente intraocular a ser implantada na catarata pediátrica.
Keywords: Catarata; Biometria/métodos; Emetropia; Comprimento axial do olho; Lentes intraoculares; Criança
Abstract
Objetivo: investigar os efeitos vasculares da fotobiomodulação com diodo emissor de luz utilizando membrana embrionária corioalantóide de ovos de galinhas em grupos com diferentes tempos de exposição e detectar as alterações morfológicas por meio de métricas quantitativas promovidas pela luz na arquitetura da rede vascular.
Métodos: Um aparelho de fototerapia com diodo emissor de luz no comprimento de onda de 670 nm foi usado como fonte de fotobiomodulação. A luz vermelha foi aplicada a uma distância de 2,5 cm da superfície da membrana embrionária corioalantóide em 2, 4 ou 8 sessões de 90 s a arquitetura da rede vascular foi analisada por meio do software AngioTool (National Cancer Institute, USA). Usamos um grupo controle negativo tratado com 50 µL de solução salina tamponada com fosfato (PBS) pH 7,4 e um grupo controle positivo (Beva) tratado com 50 µL de solução de bevacizumabe (Avastin, Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S.A., Brasil).
Resultados: Uma diminuição no comprimento total do vaso foi detectada para o grupo Beva (24,96 ± 12,85%), e para todos os grupos que receberam terapia de luz vermelha de 670 nm, 34,66 ± 8,66% (2x), 42,42 ± 5,26% (4x) e 38,48 ± 6,96% (8x) em comparação ao grupo controle. A incidência de 5,4 J/cm2 em 4 sessões (4x) mostrou vasos mais regulares. A redução foi mais intensa nos grupos que receberam maior incidência de luz vermelha de 670 nm (4x e 8x).
Conclusão: A fotobiomodulação contribui para a redução da vascularização nos vasos da membrana embrionária corioalantóide de ovos de galinhas e mudanças na arquitetura da rede. Os achados deste experimento abrem a possibilidade de considerar um estudo clínico usando esta terapia em pacientes com doenças retinais com componentes neovasculares, especialmente degeneração macular relacionada à idade.
Keywords: Fotobiomodulação; Membrana corioalantoica; Terapia com luz vermelha; Angiogênese; Degeneração macular relacionada à idade; Vasos retinais
Abstract
Objetivos: Avaliar a sensibilidade ao contraste em pacientes virgens de tratamento com retinopatia diabética proliferativa de não alto risco, submetidos a panfotocoagulação retiniana com injeções intravítreas de ranibizumabe versus panfotocoagulação isolada.
Métodos: Sessenta olhos de 30 pacientes foram randomizados em dois grupos: um submetido a panfotocoagulação com injeções de ranibizumabe (grupo estudo), e o outro submetimedo a panfotocoagulação isolada (grupo controle). Todos olhos foram tratados em 3 sessões de laser, seguindo recomendação do Early Treatment Diabetic Retinopathy Study (ETDRS). Avaliação da sensibilidade ao contraste foi realizada sob condições fotópicas (85 cd/m2) com tabela Visual Contrast Test Sensitivity 6500, permitindo avaliação de cinco frequências espaciais medidas com redes senoidais: 1.5, 3.0, 6.0, 12.0 e 18.0 ciclos por grau de ângulo visual (cpd). Foram realizadas medidas dos limiares de sensibilidade ao contraste intra e entre grupos na visita inicial, no 1º, 3º, e 6º mês de seguimento.
Resultados: Cinquenta e oito olhos, 28 do grupo estudo e 30 do grupo controle, atingiram o término do estudo. Análise comparativa da SC entre os grupos mostrou diferença estatisticamente significante, nas baixas frequências espaciais, no 1º mês em 1.5 cpd (p=0,001) e 3.0 cpd (p=0,04), no 3º mês em 1.5 cpd (p=0,016) e no 6º mês em 3.0 cpd (p=0,026) a favor do grupo estudo.
Conclusão: O tratamento com panfotocoagulação associada a injeção de ranibizumabe parece causar menos danos a sensibilidade ao contraste quando comparada com panfotocoagulação isolada em olhos com retinopatia diabética proliferativa de não alto risco. Dessa forma, os resultados apresentados podem justificar a associação do ranibizumabe à panfotocoagulação nestes pacientes.
Keywords: Retinopatia diabética; Fotocoagulação; Ranibizumab; Bevacizumab; Sensibilidade de contraste; Fator A de crescimento do endotélio vascular; Injeção intravítrea.
Abstract
Objetivo: Avaliar o processo de adaptação de uma lente escleral que permite vários ajustes de parâmetros durante os testes e após o período inicial do seu uso; verificar quais os ajustes foram necessários, quais foram os mais utilizados, as suas indicações, a frequência com que estes recursos foram utilizados, e avaliar os resultados das mudanças realizadas.
Métodos: A adaptação da lente de contato escleral foi analisada prospectivamente, de forma sequencial, não aleatória e não comparativa. Todos os pacientes foram submetidos a um exame oftalmológico completo e tinham indicação para o uso de lentes esclerais. Foi utilizada a lente Zenlens (Alden Optical).
Resultados: Foi analisada a adaptação de lentes de contato esclerais em 80 olhos de 45 pacientes. Quanto ao diagnóstico, 72% tinham ceratocone, 12% tinham sido submetidos a ceratotomia radial, 5% tinham ectasia pós-cirurgia refrativa, 5% tinham olho seco, e 3%, alta miopia. Em 66 dos 80 olhos estudados (82,5%), os parâmetros foram modificados quando as lentes foram encomendadas. As razões foram: toque apical ou diminuição da altura sagital, aumento da altura sagital, sobre-refração cilíndrica, baixa acuidade visual, flexão da lente, toque periférico, compressão da borda em 360° e compressão da borda horizontal e/ou vertical.
Conclusão: O uso de lentes esclerais Zenlens demonstrou ser uma forma de correção muito promissora para os pacientes que requerem o uso de lentes esclerais. Embora o estudo sugira uma curva de aprendizagem, é possível personalizar as lentes de acordo com as necessidades de cada pacientes. Este fato melhora a adaptação e aumenta a chance de sucesso do uso.
Keywords: Lentes de contato; Adaptação; Ceratocone; Ceratotomia radial; Lente escleral, adaptação de lente escleral; Procedimentos cirúrgicos refrativos; Reabilitação; Curva de aprendizado
Abstract
Objetivos: Explorar sistematicamente as mudanças dinâmicas e a sequência temporal no processo de apoptose de células epiteliais corneanas após excesso de irradiação com ultravioleta B.
Métodos: A radiação ultravioleta B (144 mJ/cm2) foi utilizada para irradiar células epiteliais da córnea de rato durante 2h. A morfologia celular foi observada por meio de microscópio de contraste de interferência diferencial, e os números de diferentes tipos de células apoptóticas foram contados e registrados pelo software ImageJ. A viabilidade celular foi medida pelo método brometo de 3- (4, 5-dimetil-2-tiazolil) -2, 5-difenil-2-H-tetrazólio. A taxa apoptótica celular e a perda do potencial da membrana mitocondrial foram detectadas por meio de análises citométricas de fluxo. Os níveis de expressão de três genes apoptóticos foram medidos por reação em cadeia da polimerase quantitativa em tempo real em diferentes momentos dentro de 0-24 h após a irradiação.
Resultados: Após 144 mJ/cm2 de irradiação com ultravioleta B por 2h, os níveis de expressão de caspase-8 e Bax foram maiores em 0h; o potencial da membrana mitocondrial diminuiu a 0h e permaneceu constante por 6h na cultura subsequente. Às 6h, a caspase-3 foi ativada. A diminuição da viabilidade celular e o aumento da taxa apoptótica atingiu o pico em 6h. A expressão de caspase-3 diminuiu dentro de 12 - 24 h, levando a um declínio na taxa apoptótica e alteração no estágio apoptótico.
Conclusões: As células epiteliais da córnea apresentaram uma apoptose rápida após excesso de irradiação com ultravioleta B, e esse processo foi associado tanto à via extrínseca como à via intrínseca.
Keywords: Irradiação com ultravioleta B; Radiação; Epitélio anterior; Célula epitelial; Sobrevivência celular; Apoptose; Ratos
Abstract
PURPOSE: To compare the refractive prediction error of Hill-radial basis function 3.0 with those of 3 conventional formulas and 11 combination methods in eyes with short axial lengths.
METHODS: The refractive prediction error was calculated using 4 formulas (Hoffer Q, SRK-T, Haigis, and Hill-RBF) and 11 combination methods (average of two or more methods). The absolute error was determined, and the proportion of eyes within 0.25-diopter (D) increments of absolute error was analyzed. Furthermore, the intraclass correlation coefficients of each method were computed to evaluate the agreement between target refractive error and postoperative spherical equivalent.
RESULTS: This study included 87 eyes. Based on the refractive prediction error findings, Hoffer Q formula exhibited the highest myopic errors, followed by SRK-T, Hill-RBF, and Haigis. Among all the methods, the Haigis and Hill-RBF combination yielded a mean refractive prediction error closest to zero. The SRK-T and Hill-RBF combination showed the lowest mean absolute error, whereas the Hoffer Q, SRK-T, and Haigis combination had the lowest median absolute error. Hill-radial basis function exhibited the highest intraclass correlation coefficient, whereas SRK-T showed the lowest. Haigis and Hill-RBF, as well as the combination of both, demonstrated the lowest proportion of refractive surprises (absolute error >1.00 D). Among the individual formulas, Hill-RBF had the highest success rate (absolute error ≤0.50 D). Moreover, among all the methods, the SRK-T and Hill-RBF combination exhibited the highest success rate.
CONCLUSIONS: Hill-radial basis function showed accuracy comparable to or surpassing that of conventional formulas in eyes with short axial lengths. The use and integration of various formulas in cataract surgery for eyes with short axial lengths may help reduce the incidence of refractive surprises.
Keywords: Cataract; Lenses, intraocular; Axial length, eye; Refractive errors; Artificial intelligence
Abstract
PURPOSE: Keratoconus presents certain peculiarities in pediatric patients when compared with adults. The greatest challenge in children is that the disease is more severe and faster in progression. In this retrospective study, we aimed to compare the accelerated and Dresden protocols for corneal crosslinking in patients aged <18 years who were followed-up for at least 12 months.
METHODS: A total of 36 eyes from 27 patients were included in the study. The best corrected and uncorrected visual acuity, maximal keratometry, corneal thickness, foveal thickness, and endothelial microscopy findings were evaluated at baseline and during the postoperative period at one, three, and six months. Thereafter, the patients were evaluated at one, three, six and twelve months postoperative. Corneal crosslinking was performed in all patients via the Dresden protocol (n=21 eyes) or the accelerated protocol (n=15 eyes). Data between the two groups were compared and XY statistical analysis was used.
RESULTS: Both protocols were effective in halting keratoconus progression. No patient had progression at the 12-month follow-up. A significant reduction in Kmax and improvement in the corrected distance visual acuity were observed only in the Dresden protocol group. Although the Dresden protocol was superior to the accelerated protocol in reducing Kmax (p=0.002), there was no significant difference in corrected distance visual acuity between the two groups.
CONCLUSION: The accelerated protocol is as efficient as the Dresden protocol in stabilizing keratoconus progression. Although the Dresden protocol was superior to the accelerated protocol in reducing the Kmax, it did not produce better clinical results. Thus, the accelerated protocol is an efficient option. Furthermore, considering the advantages of reduced surgical time, the accelerated protocol is effective in halting keratoconus progression in the pediatric age group.
Keywords: Keratoconus; Corneal diseases; Ultraviolet rays; Cross-linking reagents; Visual acuity
Abstract
PURPOSE: This study aimed to modify scleral contact lenses to achieve a desired compression standard and to evaluate the effectiveness and reliability of the adjustments.
METHODS: In this nonrandomized, noncomparative, and partially masked study Scleral contact lens fittings were analyzed in 20 eyes of 12 patients (50% women, 50% men) diagnosed with keratoconus. Participants were selected based on their need for scleral contact lenses (SCLs), which was determined in complete ophthalmological examinations. Patients were tested with Zenlens scleral contact lenses (Bausch & Lomb, Vaughan, Ontario, Canada). We evaluated compression in the lens support area after one hour of use, excluding cases of peripheral lifting. Photos of the adaptations were sent to five experts for analysis of the quadrants (nasal, temporal, superior, and inferior). We used Fisher's exact test for statistical analysis.
RESULTS: The proposed adjustment was highly effective (93.5% correct) in lens delivery (BL=0), with the interrater agreement between doctors ranging from 68.8% to 80.9%.
CONCLUSION: The clinical parameters proposed for scleral contact lenses adjustment proved useful and reproducible, enabling their practical application to scleral lens adaptation.
Keywords: Contact lenses; Lifting; Keratoconus; Rehabilitation
Abstract
PURPOSE: This study aimed to compare the effects of three different daily disposable contact lens materials on contrast sensitivity.
METHODS: The participants were aged 18–45 years, with spherical equivalent refraction between -0.50 D and -6.00 D, astigmatism below 0.75 D, and best contact lens-corrected visual acuity of 0.0 logMAR or better. Each patient was fitted binocularly with three daily disposable contact lenses made of different materials on three separate examination days. These materials were kalifilcon A, senofilcon A, and verofilcon A. The contrast sensitivity of each patient was recorded at spatial frequencies of 3, 6, 12, and 18 cycles per degree (cpd) under photopic (85 cd/m2) and mesopic (3 cd/m2) conditions.
RESULTS: The current study comprised 72 eyes of 34 female and two male patients. The mean age of the participants was 25.63 (± 0.80) years. Under photopic conditions, the participants’ contrast sensitivity was significantly better with senofilcon A than with kalifilcon A at a frequency of 12 cpd (p=0.008). Under mesopic conditions, participants’ contrast sensitivity was significantly higher with kalifilcon A than verofilcon A at 3 cpd (p=0.001), and with senofilcon A than verofilcon A at 12 cpd (p=0.004). The pre-lens non-invasive break-up times did not differ significantly between the three daily disposable contact lenses (p>0.05).
CONCLUSION: In both photopic and mesopic lighting conditions, the participants in this study exhibited differences in contrast sensitivity when wearing three different daily disposable contact lens types, despite similar visual acuity and pre-lens tear film stability results in their clinical evaluations. These findings demonstrate the potential for subjective visual complaints arising from variations in the contrast sensitivity achieved by different daily disposable contact lenses.
Keywords: Contact lenses; Contrast sensitivity; Astigmatism; Lighting; Visual acuity
Abstract
PURPOSE: To determine the absorbance coefficient of the thin porcine cornea to ultraviolet-A radiation (365 nm) submitted for crosslinking.
METHODS: This in vitro, benchtop experiment using cadaver tissue study analyzed 12 porcine corneal lamellas, which were obtained using a microkeratome after mechanical de-epithelization and separated into three thickness groups: 180, 300, and 360 µm. The corneal thickness values were measured by anterior-segment optical coherence tomography. All lamellas had ultraviolet-A (365 nm) absorbance measured with a 96-well plate spectrophotometer using an ultraviolet transparent microplate before riboflavin instillation and pre- and post-crosslinking according to the Dresden protocol.
RESULTS: The ultraviolet absorbance profiles of the 180, 300, and 360 µm groups were obtained as a-coefficients of 12.85, 76.55, and 120.27, respectively. A theoretical formula was calculated though a statistical analysis that demonstrated the correlation between stromal lamellar thickness and ultraviolet absorbance.
CONCLUSIONS: Corneal thickness and ultraviolet-A spectral absorbance of corneal lamellas showed linear correlation. These findings can potentially contribute to the optimization of ultraviolet-A application during crosslinking, making the treatment of corneas with thickness <400 µm safe and personalized energy delivery for each corneal thickness.
Keywords: Ultraviolet light; Spectrophotometry; Crosslinking; Keratoconus; Corneal thickness
Abstract
É apresentado um caso raro de ceratomalácia paracentral aguda estéril e perfuração da córnea em uma paciente de 86 anos, uma semana após cirurgia para catarata sem intercorrências. Também são discutidos possíveis mecanismos de patogênese e a literatura relevante é revisada. Esses distúrbios da superfície ocular ocorreram devido à irradiação da pálpebra inferior e da bochecha em um tratamento de câncer e a uma artrite reumatoide não diagnosticada anteriormente. A paciente submeteu-se a um tratamento cirúrgico com um flap conjuntival de Gundersen sobre a perfuração existente, devido às suas baixas expectativas visuais e à relutância em submeter-se a uma ceratoplastia da córnea, considerando o risco de rejeição do enxerto corneano. Deve-se sempre considerar o risco de ocorrência de ceratomalácia aguda após cirurgias de catarata sem complicações em olhos apresentando distúrbios da superfície ocular.
Keywords: Perfuração da córnea; Radiação; Artrite reumatoide; Extracão de catarata
Abstract
Esta é uma revisão crítica do efeito da radiação ultravioleta no olho. Trata da classificação dessa radiação, nível no meio ambiente e os fatores que o determinam, penetração no olho humano, toxicidade às estruturas dos oculares, morbidades associadas, eventos passíveis de aumentar a vulnerabilidade do olho e filtros oculares artificiais. Discute, ainda, o risco real dessas radiações ao olho humano à luz do conhecimento atual.
Keywords: Radiação eletromagnética; Raios ultravioleta; Queimaduras oculares; Filtros ultravioletas; Transtornos da visão
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