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Search for: Atropine; Myopia; Orthokeratologic procedures; Axial length; eye; Corneal topography; Visual acuity; Contact lenses.
Abstract
Objetivo: Avaliar a influência do comprimento axial ocular na espessura da camada de fibras nervosas da retina peripapilar e na espessura da camada de células ganglionares-plexiforme interna em olhos saudáveis após correção para efeito de magnificação ocular.
Métodos: Neste estudo transversal, avaliamos 120 olhos de 60 participantes voluntários (míopes, emétropes e hipermétropes). A espessura da camada de fibras nervosas da retina peripapilar e da camada de células ganglionares-plexiforme interna foram medidas usando a tomografia de coerência óptica espectral (OCT)-Cirrus HD-OCT e correlacionada com o comprimento axial ocular. O ajuste para a magnificação ocular foi realizado aplicando a fórmula de Littmann.
Resultados: Antes do ajuste para magnificação ocular, a análise de modelos mistos ajustada por idade demonstrou uma correlação negativa significante entre o comprimento axial e a espessura média da camada de fibras nervosas da retina peripapilar (r=-0,43; p<0,001), espessura da camada de fibras nervosas da retina peripapilar inferior (r=-0,46; p <0,001), espessura da camada de fibras nervosas da retina peripapilar superior (r=-0,31; p<0,05), espessura da camada de fibras nervosas da retina peripapilar nasal (r=-0,35; p<0,001) e espessura média das células ganglionares-plexiforme interna (r=-0,35; p<0,05). No entanto, após a correção do efeito de magnificação, os resultados foram consideravelmente diferentes, revelando apenas uma correlação positiva entre o comprimento axial e a espessura temporal da camada de fibras nervosas da retina(r=0,42; p<0,001). Além disso, demonstramos uma correlação positiva entre o comprimento axial e a espessura média das células ganglionares-plexiforme interna (r=0,48; p<0,001). Todas as outras correlações não foram consideradas estatisticamente significativas.
Conclusão: Antes do ajuste para o efeito de magnificação ocular, o comprimento axial estava negativamente correlacionado com a espessura da camada de fibras nervosas da retina peripapilar e das células ganglionares-plexiforme interna medido pelo Cirrus-OCT. Atribuimos esse efeito à magnificação ocular associada a comprimentos axiais maiores, o que foi corrigido com a fórmula de Littman. Mais estudos são necessários para investigar o impacto da correção da magnificação ocular na acurácia diagnóstica do Cirrus-OCT.
Keywords: Tomografia de coerência óptica; Células ganglionares da retina; Comprimento axial do olho
Abstract
Objetivo: O objetivo deste estudo é comparar as medições de diâmetro corneano de dois dispositivos normalmente utilizados na prática clínica (IOL Master 500 e Atlas topógrafo corneal) para ver se são permutáveis. O fornecimento de informações sobre a permutabilidade de instrumentos poderia eliminar vários testes desnecessários e, consequentemente, reduzir a carga econômica para o paciente e para a sociedade.
Métodos: Nesta série de casos prospectivos e comparativos, a distância do diâmetro corneano foi medida por examinadores independentes utilizando o Topógrafo Atlas (Carl Zeiss Meditec) e o IOL Master 500 (Carl Zeiss Meditec), em um olho de 184 pacientes. A análise estatística foi realizada utilizando o teste t pareado, a correlação Pearson e a análise Bland-Altman para comparar os métodos de medição.
Resultados: As medições médias da distância do diâmetro corneano com o topógrafo Atlas e o IOL Master 500 foram de 12,20 ± 0,44 mm e 12,12 ± 0,41 mm, respectivamente (p<0,001). A diferença média de WTW entre os dois dispositivos foi de 0,07 mm (intervalo de confiança de 95% da diferença média: 0,04 - 0,11 mm). O coeficiente de correlação Pearson entre os dois dispositivos foi de 0,85, p<0,0001. Os limites de concordância de 95% entre os dois dispositivos foram de -0,38 mm a 0,53 mm.
Conclusões: O Atlas topographer e o IOL Master 500 podem ser utilizados permutavelmente em relação à medição do diâmetro corneano, uma vez que a gama de diferenças encontradas é pouco susceptível de afetar a prática clínica e a tomada de decisões.
Keywords: Topografia da córnea; Comprimento axial do olho; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos.
Abstract
OBJETIVO: Investigar os efeitos da acomodação farmacológica e da cicloplegia nas medições oculares.
MÉTODOS: participaram do estudo 33 voluntários saudáveis (média de idade [± DP], 32,97 anos [± 5,21 anos]). Foram medidos o comprimento axial, a espessura macular e coroidal e o erro refrativo, bem como realizados exames de imagem da topografia corneana e do segmento anterior. Em seguida, foi induzida a acomodação farmacológica aplicando-se colírio de pilocarpina (cloridrato de pilocarpina a 2%) e as medições foram repetidas nos participantes. As mesmas medições foram repetidas depois de induzir a cicloplegia completa com colírio de ciclopentolato (cloridrato de ciclopentolato a 1%) e foram avaliadas as correlações entre as medidas.
RESULTADOS: Identificou-se aumento significativo da espessura coroidal subfoveal com o uso da pilocarpina a 2% (sem colírio, 319,36 ± 90,08 μm; com a instilação de pilocarpina, 341,60 ± 99,19 μm; com a instilação de ciclopentolato, 318,36 ± 103,0 μm; p<0,001). Detectou-se também aumento significativo do comprimento axial (sem colírio, 23,26 ± 0,83 mm; com a instilação de pilocarpina, 23,29 ± 0,84 mm; com a instilação de ciclopentolato, 23,27 ± 0,84 mm; p=0,003). Ao se comparar a acomodação farmacológica e a cicloplegia, houve diferença significativa na espessura macular central (com a instilação de pilocarpina, 262,27 ± 19,34 μm; com a instilação de ciclopentolato, 265,93 ± 17,91 μm; p=0,016). Observou-se que a miose associada à pilocarpina (p<0,001) e o desvio miópico (p<0,001) foram mais severos nos olhos azuis que nos castanhos.
CONCLUSÃO: A acomodação farmacológica pode alterar medidas oculares como a espessura da coroide e o comprimento axial. Essa possibilidade deve ser levada em consideração ao se efetuarem medições oculares, tais como cálculos de potência de lentes intraoculares.
Keywords: Paquimetria corneana; Coroide; Topografia da córnea; Comprimento axial do olho; Midriáticos/farmacologia; Pilocarpina/ farmacologia; Acomodação ocular
Abstract
PURPOSE: Although the orthokeratology effects on corneal biomechanics have been proven with clinical trials, reports of stiffness parameter change are scarce. This study investigated the short-term orthokeratology effects in pediatric myopia and compared stiffness parameter changes to those published in recent clinical investigations. This prospective study aimed to investigate corneal biomechanics changes induced by short-term overnight orthokeratology treatment, focusing on stiffness parameter at A1 and stress-strain index
METHODS: Twenty-six children aged 8 to 18 were included in this study using orthokeratology lenses for two different durations: 1 day and 1 week. Corneal biomechanics were assessed using corneal visualization (Corvis) Scheimpflug technology. Measurements were taken at baseline and after each wearing session. Changes in corneal stiffness parameters and corneal curvature were analyzed.
RESULTS: All parameters changed significantly after 1 week of lens wear (p<0.05), except for velocity of corneal apex at the first and second applanation times highest concavity time, radius, stiffness parameter at A1 and stress-strain index. After 1 day, central corneal thickness, first applanation time, second applanation time, deformation amplitude ratio (2 mm), and Corvis biomechanical index (CBI) remained stable (p>0.05). After 1 week, central corneal thickness and first applanation time decreased, whereas second applanation time, deformation amplitude ratio, and Corvis Biomechanical Index significantly increased. With intraocular pressure and central corneal thickness as control variables, no significant correlation was found between stress-strain index and curvature changes (p>0.05). With age as the control variable, no significant correlation was found between stress-strain index and curvature changes (p>0.05).
CONCLUSIONS: Short-term orthokeratology treatment induced notable changes in several corneal biomechanical parameters. Stiffness parameter at A1 and stress-strain index are unaffected by increasing lens wear duration and do not influence the orthokeratology effect.
Keywords: Orthokeratologic procedures; Epithelium, corneal; Corneal topography; Myopia/therapy; Diagnostic techniques, ophthalmological; Biomechanical phenomena; Refraction, ocular; Visual acuity; Humans; Children; Adolescent
Abstract
PURPOSE: This study aimed to identify the strategies adopted by Brazilian ophthalmologists to control myopia in clinical practice.
METHODS: This was a prospective cross-sectional study. Data were collected using an online questionnaire.
RESULTS: Responses from 148 participants were collected between March and May 2024. The majority of respondents were general ophthalmologists (51%) and pediatric ophthalmologists (43%). They came from all regions of Brazil, but more than half (52%) were from the Southeast region. Most participants (30%) had over 20 years of clinical practice experience. A significant proportion (89.2%) treated progressive myopia. The most requested complementary exams were optical biometry (83.78%) and corneal topography or tomography (69.59%). Behavioral measures were considered the most effective myopia treatment strategies by 41.2% of the respondents, followed by optical (33.8%) and pharmacological interventions (25%). Most recommended spending more time outdoors (94.59%) and reducing screen time (93.92%). Spectacle lenses for myopia (83.11%) and 0.025% atropine eye drops (54.73%) were the most prescribed treatments after the recommendation of environmental and behavioral changes.
CONCLUSION: This study presents a novel analysis of the clinical strategies for myopia control among Brazilian ophthalmologists. Understanding current clinical practices and identifying possible improvements are essential steps toward developing evidence-based guidelines and professional education aimed at improving patient care.
Keywords: Myopia/epidemiology; Refractive errors; Contact lenses; Myopia/drug therapy; Atropine/therapeutic use; Ophthalmologists; Practice patterns, physicians’; Surveys and questionnaires; Brazil/epidemiology
Abstract
Objetivo: Criar modelos, em catarata pediátrica, para estimar valores futuros de ceratometria e comprimento axial, com base na ceratometria e no comprimento axial medidos na cirurgia, para previsão do poder da lente intraocular para emetropia em idades futuras.
Métodos: Olhos com catarata bilateral, ceratometria e comprimento axial medidos na cirurgia e pelo menos um exame pós-operatório com medidas de ceratometria e comprimento axial foram considerados para este estudo. Os modelos para estimar futuras ceratometrias e comprimentos axiais foram criados considerando (1) ceratometria e comprimento axial medidos na cirurgia, (2) a inclinação média da regressão logarítmica da ceratometria e comprimento axial criada para cada olho e (3) a idade na cirurgia. A lente intraocular para emetropia em idades futuras pode ser estimada usando esses valores em fórmulas de terceira geração. Os erros de estimativa da ceratometria, comprimento axial e poder da lente intraocular, usando os modelos, também foram calculados.
Resultados: 57 olhos de 29 pacientes preencheram os critérios de inclusão. A idade média na cirurgia e acompanhamento foram de 36,96 ± 32,04 meses e 2,39 ± 1,46 anos, respectivamente. A inclinação média da regressão logarítmica criada para cada olho foi de -3.286 para ceratometria e + 3.189 para o comprimento axial. Os erros médios de estimativa absoluta para ceratometria e comprimento axial foram respectivamente: 0,61 ± 0,54 D e 0,49 ± 0,55 mm, e para o poder da lente intraocular usando as fórmulas SRK-T, Hoffer-Q e Holladay I foram: 2,04 ± 1,73 D, 2,49 ± 2,10 D e 2,26 ± 1,87 D, respectivamente.
Conclusões: Os modelos apresentados podem ser utilizados para estimar o poder da lente intraocular que levaria a emetropia em idades futuras e orientar a escolha do poder da lente intraocular a ser implantada na catarata pediátrica.
Keywords: Catarata; Biometria/métodos; Emetropia; Comprimento axial do olho; Lentes intraoculares; Criança
Abstract
Objetivo: Determinar se o diâmetro axial está associado ao nível educacional em pacientes idosos com catarata que não foram expostos a dispositivos eletrônicos nas duas primeiras décadas de vida.
Métodos: Este estudo transversal foi conduzido em pacientes idosos com catarata na cidade de Campinas, Brasil. Os Pacientes foram divididos em 2 grupos: no Grupo 1 foram incluídos aqueles que completaram, pelo menos, o ensino fundamental (incluindo analfabetos e aqueles com ensino fundamental completo ou incompleto), o que corresponde a 12 anos de escolaridade; no Grupo 2 foram incluídos indivíduos que, pelo menos, estudaram até o ensino médio (incluindo indivíduos com ensino médio completo e superior completo ou superior incompleto). A amostra foi selecionada aleatoriamente com estratificação por sexo e idade. O desfecho principal foi a medida do diâmetro axial.
Resultados: A amostra foi constituída por 472 indivíduos que foram submetidos a cirurgia de catarata. Duzentos e trinta e seis indivíduos (50%) foram alocados no Grupo 1 e duzentos e trinta e seis indivíduos (50%) no Grupo 2. A mediana da idade (IIQ; intervalo) foi 66 (12; 50-89) anos. Duzentos e setenta e dois (57,6%) eram homens e duzentos (42,4%) mulheres, com distribuição simétrica entre os dois grupos. A mediana do diâmetro axial (IIQ; intervalo) foi 22,82 (1,51; 20,34-28,71) mm no Grupo 1 e 23,32 (1,45; 20,51-31,34) mm no Grupo 2 (p<0,001).
Conclusão: Maiores medidas de diâmetro axial foram associadas a níveis educacionais mais elevados em pacientes idosos submetidos a cirurgia de catarata. Tal achado sugere que a miopização relacionada ao aumento de atividades que utilizam a visão de perto é fenômeno que ocorre antes mesmo da exposição a dispositivos eletrônicos.
Keywords: Comprimento axial do olho; Miopia; Biometria; Catarata; Nível de escolaridade; Humanos; Idoso.
Abstract
PURPOSE: Using advanced imaging techniques, this study aimed to evaluate corneal stability, epithelial remodeling, and tear film changes over a one-year period in first-time soft-contact lens wearers.
METHODS: A retrospective study was conducted on 100 eyes of 50 first-time daily soft-contact lens users aged 21–65 years with no prior rigid gas-permeable lens wear. The Sirius Scheimpflug imaging system was used to assess corneal topography, epithelial thickness, and non-invasive tear break-up time at baseline, 3, 6, and 12 months. Corneal warpage was evaluated using symmetry indices and Baiocchi Calossi Versaci indices. We performed statistical analysis using repeated-measures analyses of variance with Greenhouse-Geisser correction.
RESULTS: The mean baseline central corneal thickness was 537.83 (±7.92) µm, with no significant thinning after one year. The average simulated keratometry values remained stable, indicating no progressive corneal steepening or flattening. There were no significant changes in warpage indices over time, suggesting corneal shape preservation. Higher-order aberrations (coma, trefoil, and spherical aberrations) and non-invasive tear break-up time remained unchanged throughout the study period.
CONCLUSIONS: Modern silicone hydrogel soft-contact lenses do not induce significant corneal warpage, epithelial remodeling, or optical aberrations over a one-year period. We found that corneal morphology and tear film stability were preserved, supporting the safety of soft-contact lens use. These findings provide clinically relevant insights into the long-term impact of contact lens wear. They may facilitate improved lens fitting strategies and preoperative refractive surgery assessments.
Keywords: Contact lenses, hydrophilic; Cornea/surgery; Corneal diseases; Corneal topography; Adaptation, ocular/physiology; Endothelium, corneal/pathology; Refractive errors; Tears/metabolism.
Abstract
PURPOSE: To compare the refractive prediction error of Hill-radial basis function 3.0 with those of 3 conventional formulas and 11 combination methods in eyes with short axial lengths.
METHODS: The refractive prediction error was calculated using 4 formulas (Hoffer Q, SRK-T, Haigis, and Hill-RBF) and 11 combination methods (average of two or more methods). The absolute error was determined, and the proportion of eyes within 0.25-diopter (D) increments of absolute error was analyzed. Furthermore, the intraclass correlation coefficients of each method were computed to evaluate the agreement between target refractive error and postoperative spherical equivalent.
RESULTS: This study included 87 eyes. Based on the refractive prediction error findings, Hoffer Q formula exhibited the highest myopic errors, followed by SRK-T, Hill-RBF, and Haigis. Among all the methods, the Haigis and Hill-RBF combination yielded a mean refractive prediction error closest to zero. The SRK-T and Hill-RBF combination showed the lowest mean absolute error, whereas the Hoffer Q, SRK-T, and Haigis combination had the lowest median absolute error. Hill-radial basis function exhibited the highest intraclass correlation coefficient, whereas SRK-T showed the lowest. Haigis and Hill-RBF, as well as the combination of both, demonstrated the lowest proportion of refractive surprises (absolute error >1.00 D). Among the individual formulas, Hill-RBF had the highest success rate (absolute error ≤0.50 D). Moreover, among all the methods, the SRK-T and Hill-RBF combination exhibited the highest success rate.
CONCLUSIONS: Hill-radial basis function showed accuracy comparable to or surpassing that of conventional formulas in eyes with short axial lengths. The use and integration of various formulas in cataract surgery for eyes with short axial lengths may help reduce the incidence of refractive surprises.
Keywords: Cataract; Lenses, intraocular; Axial length, eye; Refractive errors; Artificial intelligence
Abstract
PURPOSE: To evaluate the reliability and comparability of a Scheimpflug-based tomographer relative to a Placido-based topographer and specular microscopy in healthy eyes.
METHODS: This cross-sectional study included 40 patients (80 eyes). Each eye underwent randomized imaging with a Scheimpflug-based tomographer, a Placido-based topographer, and Tomey EM-4000 specular microscopy. Three acquisitions per device were obtained. For interdevice comparisons, the best-quality scan per eye/device was selected, whereas all three scans were used for intradevice repeatability analyses. Unreliable scans were repeated (up to five attempts) and excluded if acceptable quality was not achieved, resulting in variable denominators. Between-device comparisons were performed using generalized estimating equations
with participant-level clustering and robust standard errors and were supplemented by Bland–Altman analysis.
RESULTS: The effective sample size varied by parameter (independent summaries: 59–67 eyes; paired comparisons: 48–51 eyes). In paired-eye analyses, the Scheimpflug-based tomographer measured slightly higher keratometry values than the Placido-based topographer (K1: 43.95 vs. 43.78 D, p=0.003; K2: 44.91 vs 44.73 D, p=0.002), more negative Q-values (p=0.001), smaller photopic pupil diameter (p<0.001), and shorter kappa distance (p<0.001). Mean absolute differences were 0.32 D for K1 and 0.30 D for K2, with high dispersion for angular metrics (kappa angle coefficient of variation: 195%).
CONCLUSIONS: The Scheimpflug-based tomographer provides reproducible corneal measurements in healthy eyes. However, systematic differences relative to the Placido-based topographer—particularly for keratometry, asphericity, and pupil and kappa metrics—suggest limited interchangeability. Consistent device use is recommended when these parameters inform clinical decision-making.
Keywords: Scheimpflug tomography; Placido topography; Specular microscopy; keratometry; Corneal imaging; Refractive surgical procedures; Lenses, intraocular
Abstract
PURPOSE: This study aimed to compare the effects of three different daily disposable contact lens materials on contrast sensitivity.
METHODS: The participants were aged 18–45 years, with spherical equivalent refraction between -0.50 D and -6.00 D, astigmatism below 0.75 D, and best contact lens-corrected visual acuity of 0.0 logMAR or better. Each patient was fitted binocularly with three daily disposable contact lenses made of different materials on three separate examination days. These materials were kalifilcon A, senofilcon A, and verofilcon A. The contrast sensitivity of each patient was recorded at spatial frequencies of 3, 6, 12, and 18 cycles per degree (cpd) under photopic (85 cd/m2) and mesopic (3 cd/m2) conditions.
RESULTS: The current study comprised 72 eyes of 34 female and two male patients. The mean age of the participants was 25.63 (± 0.80) years. Under photopic conditions, the participants’ contrast sensitivity was significantly better with senofilcon A than with kalifilcon A at a frequency of 12 cpd (p=0.008). Under mesopic conditions, participants’ contrast sensitivity was significantly higher with kalifilcon A than verofilcon A at 3 cpd (p=0.001), and with senofilcon A than verofilcon A at 12 cpd (p=0.004). The pre-lens non-invasive break-up times did not differ significantly between the three daily disposable contact lenses (p>0.05).
CONCLUSION: In both photopic and mesopic lighting conditions, the participants in this study exhibited differences in contrast sensitivity when wearing three different daily disposable contact lens types, despite similar visual acuity and pre-lens tear film stability results in their clinical evaluations. These findings demonstrate the potential for subjective visual complaints arising from variations in the contrast sensitivity achieved by different daily disposable contact lenses.
Keywords: Contact lenses; Contrast sensitivity; Astigmatism; Lighting; Visual acuity
Abstract
PURPOSE: This study aimed to identify factors influencing axial length changes in adolescents wearing orthokeratology lenses.
METHODS: A retrospective analysis was conducted on 84 adolescents (aged 9-17 yr) who wore orthokeratology lenses at our hospital. Axial length changes were calculated as the difference between the first and last visits. Patients were categorized into two groups based on axial length change: lower-than-average and higher-than-average. Data on sex, age at orthokeratology lens initiation, family history, initial equivalent spherical lens value, initial cylindrical lens value, initial average K value, and initial axial length were collected. Univariate and mixed-effects model analyses were performed to assess their influence on axial length changes.
RESULTS: Age (p<0.05) and initial equivalent spherical value (p<0.05) were significant predictors of axial length changes in both eyes and the left eye. For the right eye, only age was a significant factor (p<0.05). The mixed-effects model revealed that the difference between the left and right eyes, duration of orthokeratology lens use, age, initial equivalent spherical lens value, and initial axial length significantly influenced axial length changes in adolescents (p<0.05).
CONCLUSION: The factors influencing axial length changes in adolescents wearing orthokeratology lenses differ between the left and right eyes. These changes depend on the duration of lens wear, age, initial equivalent spherical lens value, and initial axial length. This study provides a theoretical basis for evaluating the clinical efficacy of orthokeratology lenses in managing myopia progression in adolescents.
Keywords: Orthokeratology; Contact lens; Myopia; Adolescent; Axial length, eye
Abstract
O ceratocone é uma doença progressiva que se manifesta como uma elevação semelhante a um cone da córnea central ou paracentral inferior e é associada a uma redução irregular da espessura do estroma. Há uma diminuição gradual da acuidade visual devido à assimetria da córnea, ao astigmatismo irregular e a um aumento das aberrações ópticas, o que prejudica a qualidade de vida. Foram desenvolvidos vários procedimentos para tentar interromper ou mesmo reverter a evolução da doença. Um deles é o chamado procedimento de Bader, que inclui um padrão de incisões em volta da circunferência da córnea e na base do cone protuberante. Essas incisões penetram até 70%-90% da profundidade da córnea e têm o objetivo de achatar a topografia e diminuir a assimetria da córnea e o astigmatismo irregular. Embora essa técnica seja muito promissora, segundo um estudo anterior, aqui se apresenta o caso de um paciente no qual esses objetivos não foram atingidos. Esse paciente recebeu lentes de contato para restaurar e manter sua visão, enquanto sua ectasia corneana e a redução da espessura progrediram ao longo da década seguinte.
Keywords: Ceratocone; Astigmatismo; Córnea; Topografia da córnea; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Lentes de contato; Dilatação patológica; Acuidade visua; Qualidade de vida.
Abstract
We present a case of a patient complaining of monocular diplopia due to a decentered ablation after LASIK. The patient underwent a wavefront-guided retreatment, which resulted in an epithelial ingrowth complication. Additionally, the patient developed cataract, with cataract surgery requiring reliable biometric measurements. Therefore, we opted for corneal treatment and corneal surface regularization. Although we attempted to lift the flap and wash the interface initially, the procedure proved unsuccessful, thereby necessitating immediate flap amputation. Once the corneal surface was regularized in the seventh postoperative month, transepithelial photorefractive keratectomy was successfully performed to homogenize the ocular surface, thereby significantly improving the patient's corrected visual acuity and resolving monocular diplopia. The surface and corneal curvature stabilized by the fifth month after the procedure. Phacoemulsification was then performed along with the implantation of a toric monofocal lens, which was selected using an appropriate formula, resulting in an excellent uncorrected visual acuity.
Keywords: Refractive surgical procedures; Surgical flap/surgery; Keratomileusis laser In situ/methods; Biometry; Corneal topography; Lasers, Excimer/adverse effects; Dipoplia/etiologia; Visual acuity; Humans; Case reports
Abstract
O ceratocone é uma doença progressiva que se manifesta como uma elevação semelhante a um cone da córnea central ou paracentral inferior e é associada a uma redução irregular da espessura do estroma. Há uma diminuição gradual da acuidade visual devido à assimetria da córnea, ao astigmatismo irregular e a um aumento das aberrações ópticas, o que prejudica a qualidade de vida. Foram desenvolvidos vários procedimentos para tentar interromper ou mesmo reverter a evolução da doença. Um deles é o chamado procedimento de Bader, que inclui um padrão de incisões em volta da circunferência da córnea e na base do cone protuberante. Essas incisões penetram até 70%-90% da profundidade da córnea e têm o objetivo de achatar a topografia e diminuir a assimetria da córnea e o astigmatismo irregular. Embora essa técnica seja muito promissora, segundo um estudo anterior, aqui se apresenta o caso de um paciente no qual esses objetivos não foram atingidos. Esse paciente recebeu lentes de contato para restaurar e manter sua visão, enquanto sua ectasia corneana e a redução da espessura progrediram ao longo da década seguinte.
Keywords: Ceratocone; Astigmatismo; Córnea; Topografia da córnea; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Lentes de contato; Dilatação patológica; Acuidade visua; Qualidade de vida
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