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Search for: Retinoblastoma; Drug-related side effects and adverse reactions; Intravitreal injections; Melphalan/ toxicity.
Abstract
OBJETIVO: O objetivo do estudo foi de avaliar as alterações microvasculares da retina e da coroide em pacientes sob hidroxicloroquina, através da angiografia por tomografia de coerência óptica.
MÉTODOS: Este é um estudo transversal de coorte que avaliou um total de 28 olhos de 28 pacientes (24 mulheres e 4 homens) submetidos a tratamento com hidroxicloroquina (grupo da hidroxicloroquina). Catorze olhos de 28 pacientes em uso de hidroxicloroquina por mais de 5 anos foram definidos como sendo o grupo de alto risco, ao passo que o grupo de baixo risco consistiu em 14 olhos de 28 pacientes em uso de hidroxicloroquina por menos de 5 anos. Foram ainda incluídos 28 voluntários como grupo de controle, pareados por idade e sexo. Através de angiografia por tomografia de coerência óptica, foram medidos os seguintes parâmetros: área do fluxo macular (superficial, profundo e coriocapilar), densidade vascular superficial e profunda, área da zona avascular foveal e espessura da coroide subfoveal.
RESULTADOS: Foram recrutados para o estudo um total de 28 pacientes sob tratamento com hidroxicloroquina, com idade média de 45,5 ± 11,1 (29-70) anos, e 28 membros do grupo de controle, pareados por idade e sexo, com idade média de 44,5 ± 13,9 (28-70) anos. As áreas superficial, profunda e coriocapilar do fluxo macular foram respectivamente de 13,578 ± 0,30, 13,196 ± 0,31 e 17,617 ± 0,42 nos pacientes em tratamento com hidroxicloroquina e, respectivamente de 16,407 ± 0,95, 13,857 ± 0,31 e 18,975 ± 0,76 no grupo de controle (p<0,05 para todos os valores). As três medições de área do fluxo macular foram significativamente menores nos pacientes em uso de hidroxicloroquina em comparação com os indivíduos do grupo de controle (p<0,05 para todos os valores). As densidades vasculares superficial e profunda mostraram-se significativamente reduzidas em todas as regiões (foveal, parafoveal, temporal, superior, nasal e inferior) nos pacientes em uso de hidroxicloroquina (p<0,05 para todos os valores). Finalmente, também foi observada uma diferença significativa entre os grupos em relação à área da zona avascular foveal (superficial e profunda), à espessura foveal central e à espessura da coroide subfoveal (p<0,05 para todos os valores).
CONCLUSÃO: O fluxo microvascular retinocoroidal e a densidade vascular da área macular mostraram-se significativamente diminuídos nos pacientes sob hidroxicloroquina. Este fármaco pode danificar a arquitetura microvascular retinocoroidal e a angiografia por tomografia de coerência óptica pode contribuir para a detecção precoce da toxicidade retiniana induzida pela hidroxicloroquina.
Keywords: Retina/efeitos dos fármacos; Coroide/efeitos de fármacos; Tomografia de coerência óptica; Hidroxicloroquina; Angiofluoresceinografia/métodos
Abstract
Objetivo: Investigar os efeitos da formação de uma membrana epirretiniana nos resultados clínicos da implantação intravítrea de dexametasona para edema macular secundário à oclusão de um ramo da veia retiniana.
Métodos: Esta série retrospectiva de casos intervencionais inclui o tratamento de indivíduos com edema macular secundário à oclusão não isquêmica de um ramo da veia retiniana, sem tratamento prévio e que foram submetidos a implantação intravítrea de dexametasona. Os indivíduos foram divididos em dois grupos: Grupo 1 (n=25), composto por indivíduos com edema macular secundário à oclusão de um ramo da veia retiniana sem a presença de uma membrana epirretiniana, e Grupo 2 (n=16), composto por indivíduos com edema macular secundário à oclusão de um ramo da veia retiniana com a presença de uma membrana epirretiniana. Os valores da acuidade visual corrigida, espessura macular central e volume macular central foram obtidos antes e após o tratamento. Os resultados clínicos dos grupos foram comparados.
Resultados: A média de idade e a proporção entre homens e mulheres foram semelhantes nos dois grupos (p>0,05 para ambos os valores). Os valores iniciais e finais da acuidade visual corrigida, espessura macular central e volume macular central foram semelhantes nos dois grupos (p>0,05 para todos os valores). Todos os parâmetros melhoraram significativamente após o tratamento com implante de dexametasona intravítrea (p<0,001 para todos os parâmetros) e as alterações na espessura macular central e no volume macular central também foram semelhantes (p>0,05 para ambos os valores). O número médio de implantações intravítreas de dexametasona foi 2,1 ± 1,0 (faixa de 1-4) no Grupo 1 e 3,0 ± 1,2 (faixa de 1-5) no Grupo 2 (p=0,043).
Conclusão: A formação de uma membrana epirretiniana não tem efeitos sobre os parâmetros clínicos iniciais e finais, incluindo a acuidade visual corrigida, a espessura macular central e o volume macular central. O único parâmetro afetado pela formação de uma membrana epirretiniana é o número de implantações intravítreas de dexametasona, sendo necessário um número maior de implantações em casos de edema macular secundário à oclusão de um ramo da veia retiniana com a presença de uma membrana epirretiniana.
Keywords: Oclusão da veia retiniana/complicações; Edema macular/etiologia; Tomografia de coerência óptica; Membrana epirretiniana; Dexametasona; Implantes de medicamento; Injeções intravítreas
Abstract
PURPOSE: Standard intravitreal medication dosages are based on an assumed vitreous cavity volume of 4.0-4.5 mL. However, individual variations in vitreous cavity volume may influence both the efficacy and safety of these medications. This study proposes dosage adjustments for intravitreal medications and gases according to axial length and the corresponding vitreous cavity volume.
METHODS: This descriptive study employed reference guidelines that use axial length to estimate the Axial Length-based Volume of the Vitrectomized Space and the Vitreous Volume EXact table for determining dose adjustments across varying eye sizes. Small eyes (axial length 19-22 mm) have an average vitreous cavity volume of 3.5 mL at an axial length of 20.5 mm; standard-sized eyes (22-25 mm) have 4.8 mL at 23.5 mm; large eyes (25-28 mm) have 6.4 mL at 26.5 mm; and extra-large eyes (28-32 mm) have 8.4 mL at 29.5 mm. The medications considered included anti-infectives, anti-VEGFs, complement inhibitors, recombinant proteases, chemotherapy agents, corticosteroids, and medical gases.
RESULTS: Analysis of intravitreal drug concentrations relative to vitreous cavity volume demonstrated notable variability when a standard dose was administered. Small eyes received about 135% of the concentration intended for a standard-sized eye; large eyes received around 75%; and extra-large eyes received under 60%. The recommended dose adjustments are as follows: for small eyes, administer 70-80% of the standard dose; for large eyes, 130-140%; and for extra-large eyes, 170-180%.
CONCLUSIONS: Tailoring intravitreal drug and gas dosages according to axial length and vitreous cavity volume may enhance intraocular drug distribution, potentially improving both safety and therapeutic outcomes.
Keywords: Intravitreal injections; Axial length; Vitreous body; Drug dosage calculations; Pharmacokinetics; Anti-infective agents
Abstract
Objetivo: Avaliar a superfície ocular e a morfologia da glândula meibomiana em usuários de cigarros eletrônicos.
Métodos: Foram avaliadas através de meibografia Sirius as pálpebras superiores e inferiores de 25 usuários de cigarros eletrônicos do sexo masculino e 25 pacientes não usuários saudáveis, também do sexo masculino. A perda nas glândulas meibomianas foi calculada automaticamente com o módulo de software de imagem de meibografia Phoenix. O resultado foi obtido como perda percentual. O questionário Ocular Surface Disease Index (OSDI), o teste do tempo de ruptura lacrimal e o teste de Schirmer II foram administrados em todos os casos.
Resultados: A duração média do uso de cigarros eletrônicos foi de 4,9 ± 0,9 anos (intervalo de 3,4-7 anos). O valor médio do teste de Schirmer II foi de 9,16 ± 2,09 mm no grupo de usuários de cigarros eletrônicos e de 11,20 ± 2,14 mm no grupo controle (p=0,003). O valor médio do teste do tempo de ruptura lacrimal foi de 6,96 ± 2,31 segundos no grupo de usuários de cigarros eletrônicos e 9,84 ± 2,13 segundos no grupo controle (p=0,002). O valor médio do Ocular Surface Disease Index foi de 28,60 ± 6,54 e 15,16 ± 7,23 para os grupos de usuários de cigarros eletrônicos e controle, respectivamente (p<0,001). Na meibografia de Sirius, a perda média para a pálpebra superior foi de 23,08 ± 6,55% para o grupo de usuários de cigarros eletrônicos e 17,60 ± 4,94% para o grupo controle (p=0,002), e a perda média para a pálpebra inferior foi de 27,84 ± 5,98% e 18,44 ± 5,91%, respectivamente (p<0,001). Além disso, foi observada uma correlação positiva significativa entre a taxa de perda na meibografia palpebral superior e inferior com a duração do tabagismo eletrônico, respectivamente de (r=0,348, p<0,013) e (r=0,550, p<0,001).
Conclusão: O uso prolongado de cigarros eletrônicos causa danos às glândulas meibomianas. Portanto, esses danos devem ser considerados em distúrbios da superfície ocular devidos ao uso desses dispositivos.
Keywords: Sistemas eletrônicos de liberação de nicotina; Glândulas tarsais; Disfunção da glândula tarsal/diagnostico; Fumar/efeitos adversos; Vaping/efeitos adversos; Técnicas de diagnóstico oftalmológico.
Abstract
Objetivo: A injeção peribulbar de triancinolona é um tratamento alternativo para doenças oculares da tireoide; no entanto, a segurança desse procedimento continua controversa. O objetivo deste artigo é descrever os efeitos adversos locais e sistêmicos de injeções peribulbares de triancinolona em pacientes com doença ocular da tireoide.
Métodos: Estudo retrospectivo de uma série de casos. Foram analisados os prontuários médicos dos pacientes com doença ocular da tireoide tratados com injeções de triancinolona peribulbar em uma única instituição acadêmica entre 2007 e 2019. Foram documentadas as complicações locais e sistêmicas.
Resultados: Um total de 123 pacientes foram tratados. Apenas 11 (8,9%) pacientes apresentaram complicações locais, sendo a mais frequente a presença de equimoses palpebrais superficiais (7,3%), enquanto 2 (1,6%) pacientes apresentaram complicações sistêmicas (hiperglicemia e inibição da suprarrenal após a interrupção do tratamento). Todas estas complicações foram transitórias e nenhum paciente apresentou sequelas de longo prazo.
Conclusões: As injeções peribulbares de triancinolona nas doenças oculares da tireoide têm uma taxa muito baixa de complicações, tanto locais quanto sistêmicas. São necessários estudos prospectivos para aprofundar este tópico.
Keywords: Órbita/diagnóstico por imagem; Imageamento por ressonância magnética; Oftalmopatia de Graves; Triancinolona/efeitos adversos; Injeções.
Abstract
Objetivo: O objetivo deste estudo foi analisar dados epidemiológicos de pacientes e resultados laboratoriais para todas as amostras de córnea coletadas de pacientes atendidos no Departamento de Oftalmologia do Hospital São Paulo, Brasil, durante um período de 30 anos e correlacionar com o uso de lentes de contato.
Métodos: Amostras de córnea de pacientes com diagnóstico clínico de ceratite microbiana (de janeiro de 1987 a dezembro de 2016) foram incluídas neste estudo. Resultados laboratoriais para culturas positivas para bactérias, fungos e Acanthamoeba spp. foram analisados retrospectivamente. Para verificar se o número de pacientes com ceratite microbiana associada à lente de contato, fator de risco para infecção microbiana, mudou ao longo do tempo, a análise foi dividida em três décadas: 1987-1996, 1997-2006 e 2007-2016. As informações incluindo o sexo do paciente, idade e tipo de organismo isolado foram comparadas entre os períodos. A análise estatística foi realizada no software SAS/STAT 9.3 e SPSS (v20.0).
Resultados: Amostras de córnea de 10.562 pacientes com ceratite microbiana foram incluídas no estudo, das quais 1.848 foram relacionadas ao uso de lentes de contato. Os resultados revelaram que a frequência de ceratite microbiana associada à lente de contato aumentou nas últimas duas décadas analisadas. No geral, os homens compreendiam uma proporção maior do grupo ceratite microbiana não associada à lente de contato (CMNLC) (60,3%) e as mulheres eram mais frequentes no grupo ceratite microbiana associada à lente de contato (59,5%). Pacientes com idade entre 19 e 40 anos foram mais frequentemente observados no grupo ceratite microbiana associada à lente de contato em todos os períodos. Staphylococcus spp. foi a bactéria Gram-positiva mais frequentes, enquanto Pseudomonas spp. foi a bactéria Gram-negativa nos grupos ceratite microbiana. Entre os fungos ceratite microbiana, os fungos filamentosos foram os fungos mais frequentes durante todo o período do estudo, com Fusarium spp. sendo o mais frequente no grupo ceratite microbiana não associada à lente de contato. Acanthamoeba spp. e Pseudomonas spp. amostras positivas foram significativamente correlacionadas com ceratite microbiana associada à lente de contato.
Conclusões: A maior prevalência de ceratite microbiana associada à lente de contato no nosso estudo foi observada em mulheres e adultos jovens com idade entre 19 e 40 anos. Staphylococcus spp. e Fusarium spp. foram as bactérias e fungos predominantes isolados nas amostras da córnea. Pseudomonas spp. e Acanthamoeba spp. foram significativamente correlacionados a ceratite microbiana associada à lente de contato neste estudo.
Keywords: Lentes de contato/efeitos adversos; Infecções oculares bacterianas/microbiologia; Ceratite por Acanthamoeba; Úlcera de córnea
Abstract
Objetivo: Avaliar a eficácia da combinação de injeções intravítreas de bevacizumabe em olhos com edema macular secundário à oclusão de ramo e da veia central da retina após um único implante de dexametasona.
Métodos: Foi realizado um estudo prospectivo intervencionista não comparativo com 44 olhos de pacientes com edema macular relacionado à oclusão de ramo e veia central da retina, sem tratamento prévio e tratados com um único implante de dexametasona, que foram acompanhados em intervalos de quatro semanas do segundo ao sexto mês. Se fosse constatado edema macular persistente ou recorrente durante esse período, os pacientes eram tratados com injeções intravítreas de bevacizumabe em um regime ajustado conforme a necessidade. Foram estudadas a melhor acuidade visual corrigida e alterações da espessura macular central.
Resultados: A média da melhor acuidade visual corrigida mudou de 0,97 ± 0,33 LogMAR iniciais para 0,54 ± 0,40 no exame de 6 meses (p<0,00001). Vinte olhos (45,54%) melhoraram 3 linhas de Snellen ou mais. A média da espessura macular central inicial foi de 670,25 ± 209,9 μm e diminuiu para 317,43 ± 112,68 μm na visita de 6 meses (p<0,00001). O número médio de injeções intravítreas de bevacizumabe em 6 meses foi de 2,32 e o tempo médio entre o implante de dexametasona e a primeira injeção de anti-VEGF foi de 3,45 meses.
Conclusão: Injeções intravítreas de bevacizumabe após um único implante de dexametasona podem proporcionar um aumento da melhor acuidade visual corrigida e diminuição da espessura macular central aos 6 meses em pacientes com edema macular devido à oclusão de ramo e da veia central da retina, com poucas injeções intravítreas.
Keywords: Oclusão da veia retiniana/complicações; Edema macular/tratamento farmacológico; Inibidores de angiogênese/uso terapêutico; Dexametasona/administração & dosagem; Injeções intravítreas; Bevacizumab; Tomografia de coerência óptica; Acuidade visual.
Abstract
Objetivo: Avaliar o efeito do descolamento macular seroso observado durante oclusões de veias retinianas nos resultados do tratamento.
Métodos: Um total de 117 olhos de 115 pacientes que foram tratados com injeções intravítreas para edema macular secundário à oclusão de veia retiniana foram revistos retrospectivamente. A acuidade visual, tomografia de coerência óptica e os resultados da angiofluoresceinografia foram avaliados de acordo com a presença ou ausência de descolamento macular seroso.
Resultados: No grupo com oclusão de um ramo da veia retiniana, foi detectado um aumento estatisticamente significativo na acuidade visual média em comparação com o valor inicial em cada consulta de acompanhamento do descolamento macular seroso, enquanto que o aumento na acuidade visual média só foi significativo nas consultas aos 3 e 6 meses na presença de descolamento macular seroso. No grupo com oclusão da veia central da retina, houve um aumento na acuidade visual média em comparação com a acuidade inicial em cada consulta na ausência de descolamento macular seroso, enquanto a acuidade visual média diminuiu em comparação com a acuidade inicial em todas as consultas, exceto na consulta aos 3 meses. O defeito da zona elipsoide era mais proeminente na presença de descolamento macular seroso nos olhos com oclusão de um ramo da veia retiniana, enquanto que não havia diferença significativa na zona elipsoide com a presença ou ausência de descolamento macular seroso em olhos com oclusão central da veia retiniana.
Conclusões: No grupo com edema macular devido à oclusão de veias retinianas, o aumento médio inicial da acuidade visual observado no primeiro ano foi mantido nos casos sem descolamento macular seroso, mas não naqueles com presença de descolamento macular seroso. O descolamento macular seroso pode ser um fator negativo em olhos com oclusão de veias retinianas.
Keywords: Oclusão da veia retiniana; Edema macular; Descolamento macular; Injeções intravítreas
Abstract
Objetivo: Avaliar a eficácia do tratamento com aflibercepte intravítreo para edema macular devido à oclusão de um ramo da veia retiniana, com e sem descolamento seroso da retina.
Métodos: Foram analisados retrospectivamente 37 olhos com oclusão de um ramo da veia retiniana, tratados com injeção intravítrea de aflibercepte para edema macular. Os pacientes foram divididos em dois grupos, de acordo com a presença ou ausência de um descolamento seroso de retina na tomografia de coerência óptica (SD-OCT). Um regime pro re nata foi seguido após 1 injeção intravítrea de aflibercepte. Após a injeção, foram realizadas consultas de acompanhamento nos meses 1, 2, 3, 6 e 12. Foram medidas a melhor acuidade visual corrigida e a espessura macular central.
Resultados: Houve 15 pacientes com descolamento seroso de retina e 22 pacientes com apenas edema macular (descolamento não seroso de retina). A espessura macular central foi significativamente maior no grupo com descolamento seroso de retina do que no grupo com descolamento não seroso de retina (respectivamente, 811,73 ± 220,68 μm e 667,90 ± 220,68 μm; p=0,04). A diferença desapareceu a partir do terceiro mês. A espessura macular central foi semelhante nos dois grupos na última consulta (407,27 ± 99,08 μm e 376,66 ± 74,71 μm, p=0,66). A melhor acuidade visual corrigida aumentou significativamente em ambos os grupos. Não houve diferença entre os dois grupos quanto à melhor acuidade visual corrigida inicial e final.
Conclusão: O tratamento com aflibercepte intravítreo foi altamente eficaz em melhorar a acuidade visual corrigida e a espessura macular central no edema macular induzido pela oclusão de um ramo da veia retiniana, independentemente da presença ou não de um descolamento seroso da retina.
Keywords: Injeções intravítreas; Aflibercepte; Oclusão da veia retiniana; Edema macular; Descolamento retiniano
Abstract
PURPOSE: To compare the outcomes of intravitreal dexamethasone implant used as either an adjuvant or a switching therapy for diabetic macular edema in patients with poor anatomic response after three consecutive monthly injections of ranibizumab.
METHODS: This retrospective study included patients with diabetic macular edema who received three consecutive doses of ranibizumab as initial therapy and demonstrated poor response. A single dose of intravitreal dexamethasone implant was administered to these patients. The patients were divided into two groups according to the treatment modalities: the adjuvant therapy group, consisting of patients who continued treatment with ranibizumab injection after receiving intravitreal dexamethasone implant, and the switch therapy group, consisting of patients who were switched from ranibizumab treatment to intravitreal dexamethasone implant as needed. The main outcome measurements were best corrected visual acuity and central retinal thickness at baseline and at 3, 6, 9, and 12 months of follow-up.
RESULTS: In this study that included 64 eyes of 64 patients, the best corrected visual acuity and central retinal thickness values did not significantly differ between the groups at baseline and at 6 months of follow-up (p>0.05). However, at 12 months, the best corrected visual acuity values in the adjuvant and switch therapy groups were 0.46 and 0.35 LogMAR, respectively (p=0.012), and the central retinal thickness values were 344.8 and 270.9, respectively (p=0.007).
CONCLUSIONS: In a real-world setting, it seems more reasonable to use intravitreal dexamethasone implant as a switch therapy rather than an adjuvant therapy for diabetic macula edema refractory to ranibizumab despite three consecutive monthly injections of ranibizumab. Patients switched to intravitreal dexamethasone implant were found to have better anatomic and visual outcomes at 12 months than those who continued ranibizumab therapy despite their less-than-optimal responses.
Keywords: Diabetic retinopathy; Macular edema/drug therapy; Dexamethasone/administration & dosage; Drug implants; Intravitreal injections; Ranibizumab/administration & dosage; Tomography, optical coherence; Endothelial growth factors
Abstract
Objetivo: A terapia antiangiogênica intravítrea revolucionou o tratamento de inúmeras patologias de relevância global, sendo atualmente o procedimento oftalmológico invasivo mais realizado no mundo. Objetiva-se no presente estudo descrever o perfil clínico e epidemiológico dos pacientes submetidos a terapia intravítrea com antiangiogênicos em hospital terciário de referência no Brasil.
Métodos: Trata-se de um estudo transversal, retrospectivo e observacional que foi realizado através da análise de prontuários de pacientes submetidos a injeção intravítrea de antiangiogênicos para tratamento de doenças retinianas no ambulatório de oftalmologia do Hospital das Clínicas da Unicamp no período de janeiro a dezembro de 2020.
Resultados: O estudo analisou 429 pacientes e 514 olhos. A maioria pertencia ao sexo masculino (51,28%), raça branca (80,89%), possuía entre 50-80 anos com idade média de 60,92 anos e escolaridade de 1o grau completo ou incompleto (56,88%) e não pertenciam (78,55%) a área de abrangência do Departamento Regional de Saúde do qual Campinas faz parte. O fármaco mais utilizado nas injeções intravítreas foi o bevacizumabe (79,38%), o principal regime de tratamento foi o pro re nata (90,27%) e a principal grupo de patologia indicativa de tratamento foi o edema macular (60,12%), sendo 48,25% desses de etiologia diabética. A média de injeções foi de 3,83/paciente, sendo o grupo de neovascularização macular o de maior mediana com 5 injeções/paciente e o esquema pro re nata o regime de tratamento com menor mediana, 3 injeções/paciente. A adesão ao tratamento associou-se a patologia do paciente, sendo as menores taxas de adesão as dos grupos com edema macular (52,24%) e neovascularização macular (49,48%).
Conclusões: O presente estudo avaliou o perfil epidemiológico e clínico dos pacientes submetidos a terapia antiangiogênica em hospital público de alta complexidade, o que é fundamental para melhor conhecimento da demanda de serviço oftalmológico de referência no Brasil e possibilita, a partir da análise dos resultados funcionais e perfil de adesão dos usuários, otimizar as indicações e alavancar os benefícios de terapia intravítrea.
Keywords: Retina; Injeções intravítreas; Inibidores da angiogênese; Edema macular; Neovascularização retiniana
Abstract
Objetivo: Descrever os achados clínicos, tratamentos, e desfechos em uma série de pacientes com metástases vítreas de melanoma cutâneo.
Métodos: Série retrospectiva de casos de único centro com intervenção. Pacientes incluídos tiveram seu diagnóstico de MVMC confirmado por biópsia entre 1997 e 2020. Vitrectomia via pars plana com 23 ou 25 gauge foram realizadas para obter espécimens. Esclerotomias foram tratadas com crioterapia em duplo ou triplo congelamento. Injeção intravítrea perioperatória de melfalano (32 ug/0,075 mL) foi administrada quando necessário. Foram relatados acuidade visual, pressão intraocular, resposta terapêutica sistêmica e ocular.
Resultados: Cinco olhos de 5 pacientes com metástases vítreas de melanoma cutâneo unilateral foram identificados. Idade média de diagnóstico foi 84 anos (variando de 37-88). Seguimento médio após diagnóstico oftalmológico foi 28 (8,5-36) meses; 1 paciente não teve acompanhamento. Acuidade visual inicial variou de 20/30 a movimentos de mão. Achados clínicos iniciais incluíram infiltração de células pigmentadas e não-pigmentadas no vítreo (5/5), segmento anterior (4/5), e retina (3/5). Quatro pacientes tiveram glaucoma secundário. Tratamento sistêmico incluiu imunoterapia com inibidores da via de sinalização (3 - todos com resposta parcial/completa), quimioterapia sistêmica (2), ressecção cirúrgica (3), e irradiação (2). Intervalo médio entre diagnóstico primário e metástases vítreas foi 2 (2-15) anos. Um paciente teve doença sistêmica ativa simultânea as metástases vítreas. Acuidade visual final variou entre 20/40 e SPL. Tratamento oftalmológico incluiu vitrectomia nos 5 pacientes, melfalano intravítreo em 3 e metotrexato intravítreo em 1. Um paciente precisou de enucleação. A histopatologia revelou invasão celular extensa de melanoma.
Conclusões: Metástases vítreas de melanoma cutâneo pode se manifestar como uma infiltração difusa de células pigmentadas e não-pigmentadas no vítreo e erroneamente diagnosticada como uveites. Vitrectomia diagnóstica e quimioterapia intravítrea periódica podem estar indicadas.
Keywords: Melanoma; Neoplasias oculares; Neoplasias cutâneas; Corpo vítreo; Metástase neoplásica; Inibidores de checkpoint imunológico; Imunoterapia; Injeções intravítreas; Melfalan; Metotrexato
Abstract
Bilateral acute depigmentation of the iris and bilateral acute iris transillumination (BAIT) are similar clinical entities. The former causes acute-onset depigmentation of the iris stroma without transillumination, whereas the latter causes depigmentation of the iris pigment epithelium with transillumination. The etiopathogenesis of these conditions is not yet fully understood, but the proposed causes include the use of systemic antibiotics (especially moxifloxacin) and viral triggers. We present a case series of five female patients with a mean age of 41 (32-45) years, all of whom suffered acute onset of bilateral pain and redness of the eyes after moxifloxacin use (oral or topical). It is important for ophthalmologists to be aware of the two forms of iris depigmentation since this case series suggests that SARS-CoV-2 or its empirical treatment with moxifloxacin may trigger iris depigmentation. If this is the case, clinicians will likely see increased incidences of bilateral acute depigmentation of the iris and bilateral acute iris transillumination during and after the COVID-19 pandemic.
Keywords: SARS-CoV-2; Pigment epithelium of eye; Iris diseases/pathology; Transillumination; Ocular hypertension; Intraocular pressure; Drug related side effect and adverse reactions; Iris diseases/drug therapy; Moxifloxacin/therapeutic Use; Humans; Case reports
Abstract
Um homem de 60 anos, diagnosticado com mieloma múltiplo recidivante refratário, apresentou vermelhidão, dor, sensação de corpo estranho e visão turva em ambos os olhos, aumentando gradualmente após sua terceira infusão de belantamabe mafodotina. À biomicroscopia, foram observadas alterações epiteliais bilaterais semelhantes a microcistos e depósitos epiteliais semelhantes a cristais. A microscopia confocal in vivo revelou depósitos hiper-refletivos intraepiteliais e subepiteliais na córnea. Devido à toxicidade corneana, a terapia com belantamabe mafodotina foi interrompida por sete semanas e a toxicidade foi gradualmente resolvida. Nosso objetivo é demonstrar os achados à biomicroscopia confocal in vivo e à lâmpada de fenda da toxicidade corneana relacionada ao belantamabe mafodotina.
Keywords: Mieloma múltiplo; Belantamabe mafodotina; Microscopia confocal; Córnea; Efeitos colaterais e reações adversas relacionados a medicamentos
Abstract
A falência primária do enxerto é uma complicação conhecida que pode ocorrer após o transplante penetrante de córnea. O tratamento usual dessa complicação é com um novo transplante penetrante. Apresentamos um caso em que foi usado o transplante endotelial de membrana de Descemet (DMEK - do inglês Descemet membrane endothelial keratoplasty) para o tratamento da falência primária após o transplante penetrante. Uma paciente submetida a transplante penetrante evoluiu com falência primária do enxerto a despeito do uso intenso de corticoide tópico e uma prova terapêutica de antivirais. Três meses após a cirurgia inicial, foi optado pela realização do transplante endotelial de membrana de Descemet sob o transplante penetrante. Houve um clareamento precoce e progressivo do enxerto com melhora importante da visão. Após um mês, a visão sem correção era de 20/40 melhorando para 20/20 com refração. O transplante endotelial de membrana de Descemet pode ser uma alternativa a um novo transplante penetrante como tratamento da falência primária.
Keywords: Doenças da córnea; Transplante da córnea/efeitos adversos; Rejeição do enxerto; Ceratoplastia penetrante; Lâmina limitante posterior; Ceratoplastia endotelial com remoção da lâmina limitante posterior; Infecções oculares virais; Humanos; Relatos de casos
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