Arq. Bras. Oftalmol. 2025;88 (6 )
:1-7
| DOI: 10.5935/0004-2749.2025-0083
Abstract
PURPOSE: To examine how ophthalmological features, screen exposure duration, and break habits among office employees affect ocular surface parameters.
METHODS: This single-center cross-sectional study involved two assessments on the same day: one before and one after a visual display terminal task. During the initial assessment, information on screen use was gathered, and refractive error, anterior segment examination, tear breakup time, and Schirmer test measurements were conducted. Participants tracked their screen usage and break durations throughout the day. At the end of the workday, tear breakup time and Schirmer I tests were repeated. Baseline and follow-up results were compared, and regression analysis was performed to identify factors linked to tear breakup time reduction.
RESULTS: The study enrolled 60 female office employees. Their mean screen time was 269.26 ± 70.21 min, with an average break duration of 151.93 ± 46.24 min. Tear breakup time at the second assessment (6.38 ± 2.70) was significantly lower than at baseline (8.62 ± 2.73) (p<0.001), whereas Schirmer test scores showed no significant change (p>0.05). Tear breakup time reduction was noted in 54 participants (90.0%), with a significant association between tear breakup time decrease percentage and screen exposure (p=0.001, r=0.463). Regression analysis showed that uncorrected or undercorrected refractive error was an independent risk factor for a ≥30% tear breakup time reduction, while taking more frequent short breaks (<15 min) acted as a protective factor.
CONCLUSIONS: Taking more frequent short breaks (<15 min) and correcting refractive errors help prevent intra-day tear breakup time decline during visual display terminal use. Structuring breaks to support tear film stability is advisable for occupations that require regular visual display terminal tasks.
Keywords: Tear film; Screen time; Tear breakup time; Office workers; Protective factors; Lacerations; Refractive errors; Risk factors.
Arq. Bras. Oftalmol. 2024;87 (6 )
:1-7
| DOI: 10.5935/0004-2749.2022-0252
Abstract
Objetivo: Determinar as taxas de fechamento de buracos maculares idiopáticos grandes tratados com vitrectomia posterior e técnica de flap invertido 360 graus pediculado de membrana limitante interna, sem posicionamento de cabeça pós-operatório e definir melhora visual, tipos de fechamento do buraco macular e integridade das camadas retinianas externas como objetivo secundário.
Métodos: Este estudo foi uma série retrospectiva de casos. Todos os pacientes foram submetidos a vitrectomia com flap invertido 360 graus pediculado de membrana limitante interna e tamponamento com gás, sem posição de cabeça no pós-operatório. Idade, gênero, tempo de redução da acuidade visual, outras patologias oculares e status do cristalino foram compilados. Medida de melhor acuidade visual corrigida e tomografia de coerência óptica foram registradas durante as visitas de pré e pós-operatório (15 dias e 2 meses após cirurgia).
Resultados: Vinte olhos de 19 pacientes foram incluídos neste estudo. A idade média foi de sessenta e seis anos. Um total de 19 olhos (95%) atingiu fechamento do buraco, observado através das imagens de tomografia de coerência óptica após 2 meses de cirurgia. Melhor acuidade visual corrigida média aumentou +1,08 pré-operatória para +0,66 LogMAR em 2 meses de cirurgia (p<0,001), com média de 20 letras de melhora visual (0,4 LogMAR) na tabela do Early Treatment Diabetic Retinopathy Study. Dois tipos de fechamento do buraco foram observados: V (47,36%) e U (52,63%).
Conclusão: A técnica de flap invertido 360 graus pediculado de membrana limitante interna, sem posicionamento de cabeça no pós-operatório promoveu elevada taxa de fechamento (95%), reestabelecimento das camadas retinianas externas, fechamento com contorno foveal dos tipos V e U, além de melhora visual na maioria dos casos de BMI grandes (mesmo nos buracos maiores que 650 μm). Esta técnica pode representar uma alternativa para o tratamento de buracos maculares grandes em pacientes impossibilitados de cumprir o tradicional posicionamento de cabeça pós-operatório.
Keywords: Perfurações retinianas; Cuidados pós-operatórios; Vitrectomia; Cirurgia vitreorretiniana