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Search for: Eyelids; Blepharoplasty; Surgery, plastic; Japan
Abstract
Objetivo: Avaliar os resultados clínicos da ceratectomia fotorrefrativa associada à ceratotomia lamelar pediculada (LASIK), para miopia moderada e alta, com ou sem secagem do leito estromal durante a foto-ablação. Pacientes e Métodos: Estudo retrospectivo de 39 olhos de 30 pacientes submetidos a LASIK sem secagem do leito estromal durante a foto-ablação no período de abril de 1996 a abril de 1997 (Grupo I) e 42 olhos de 28 pacientes com secagem do leito estromal durante a foto-ablação a cada 80 pulsos, no período de abril de 1997 a setembro de 1997 (Grupo II). Após a ceratotomia lamelar pediculada corneana com um microcerátomo automatizado (Chiron Corneal Shaper ®), foi realizada a foto-ablação com excimer laser de fluoreto de argônio de 193 nm da Summit modelo Apex Plus®. Em 2 olhos do Grupo I, a foto-ablação não foi realizada, devido a complicações durante a ceratotomia lamelar. Resultados: O tempo médio de seguimento pós-operatório foi de 8,7 meses no Grupo I e 7,7 meses no Grupo II. A média de tratamento foi de -10,81D (±2,38) no grupo I e -8,73D (±2,82) no grupo II. As médias das variações dos equivalentes esféricos obtidos em relação ao tratamento desejado nos meses 1, 3, 6 e 12 foram respectivamente, -0,96D (±1,19), -1,19D (±1,37), -1,06D (±1,41) e -1,10D (±0,66) no Grupo I e -0,23D (±1,02), -0,41D (±1,34), -0,75D (±1,16) e -1,03D (±1,31) no Grupo II. Três olhos do total (3,7%), todos do Grupo I, perderam 2 ou mais linhas de visão. Na visita mais recente, 17 olhos (45,9%) do Grupo I e 31 olhos (73,8%) do Grupo II apresentaram Acuidade Visual sem correção de 20/40 ou melhor. Ocorreram 4 complicações intra-operatórias no grupo I, sendo que 2 casos tiveram a foto-ablação não-efetuada e uma complicação intra-operatória no Grupo II. Conclusão: A secagem do leito estromal possibilitou recuperação visual mais rápida, devido a menor hipocorreção primária. O seguimento a longo prazo não evidenciou diferenças estatisticamente significantes entre os dois tratamentos.
Keywords: Miopia, cirurgia p.; Laser, cirurgia de; LASIK
Abstract
Objetivo: Avaliar as possíveis variáveis relacionadas à ceratose actínica e lesões malignas cutâneas nas pálpebras.
Métodos: Estudo prospectivo de pacientes com lesões palpebrais suspeitas de malignidade. Os participantes foram submetidos à biopsia por trépano (punch) de 2-mm em dois pontos opostos da lesão como método diagnóstico e os resultados foram comparados com o estudo histopatológico da peça excisada cirurgicamente. Aqueles que apresentaram ceratose actínica como resultado foram divididos em dois grupos (ceratose actínica associada com malignidade e ceratose actínica isolada) e foram comparados de acordo com as variáveis: idade, tempo de doença, maior diâmetro, área do tumor, classificação de Fitzpatrick, gênero, localização e acometimento da margem palpebral. A análise de cluster também foi realizada.
Resultados: Foram analisadas 174 lesões e 50 delas tinham ceratose actínica como componente do tumor. Ceratose actínica esteve associada ao Carcinoma Espinocelular em 22% dos casos e ao Carcinoma Basocelular em 38%, mostrando que ambos podem ter ceratose actínica adjacente. A análise estatística não encontrou diferença entre as variáveis. A análise de cluster identificou quatro grupos e mostrou que lesões malignas no canto medial tinham maiores diâmetro e área. Acometimento da margem na pálpebra inferior relacionou-se em 100% com malignidade, enquanto a ausência de acometimento da margem mostrou menor chance de malignidade.
Conclusões: Lesões maiores de ceratose actínica no canto medial e lesões com acometimento da margem palpebral inferior têm maiores chances de associação com malignidade.
Keywords: Ceratose actínica/patologia; Biópsia; Neoplasmas palpebrais; Pálpebra/lesões
Abstract
OBJETIVO: Determinar o efeito da blefaroplastia superior na topografia corneana e no cálculo do poder das lentes intraoculares usando Galilei e IOLMaster.
MÉTODOS: Trinta pacientes submetidos a blefaroplastia superior de maio de 2014 a março de 2017 no Hospital Oftalmológico de Sorocaba, São Paulo, Brasil foram incluídos neste estudo de série de casos observacional. Todos os pacientes foram submetidos a sessões de imagem com Galilei e IOLMaster antes da cirurgia (exame de base) e no 1º e 6º mês pós-operatório. Os resultados primários utilizando os dois aparelhos incluíram ceratometria, astigmatismo corenano e astigmatismo corneano induzido pela blefaroplastia. O comprimento axial e o cálculo do poder da lente intraocular foram realizados unicamente com o IOLMaster (fórmula de Holladay). Teste-t pareado e análise vetorial foram usados na análise estatística.
RESULTADOS: Sessenta olhos de 30 pacientes foram incluídos prospectivamente. A análise vectorial mostrou que após 6 meses da cirurgia, a blefaroplastia superior induziu na média 0,39 D de astigmatismo corneano medido com o Galilei e 0,31 D com IOLMaster. As medidas com o IOLMaster mostraram que a ceratometria média (44,56 vs 44,64 D, p=0,01), ceratometria máxima (45,17 vs 45,31, p=0,01) e o astigmatismo corneano (1,22 vs 1,34, p=0,03) foram maiores após 6 meses da blefaroplastia. As medidas com IOLMaster mostraram que o poder da lente intraocular foi significativamente menor 6 meses após a blefaroplastia (22,07 vs 21,93, p=0,004). Todos os outros parâmetros não mostraram mudanças entre o pré-operatório e o 6º mês da cirurgia (p>0,05 para todas as comparações).
CONCLUSÕES: A blefaroplastia superior influenciou o cálculo da lente intraocular utilizando o IOLMaster. Contudo, a influência não foi clinicamente significativa. Não foram encontradas mudanças topográficas com o Galilei.
Keywords: Blefaroplastia; Lentes intraoculares; Ceratometria; Topografia da córnea; Biometria
Abstract
PURPOSE: This study aimed to compare the safety and effectiveness of intraocular pressure reduction between micropulse transscleral cyclophotocoagulation and “slow cook” transscleral cyclophotocoagulation in patients with refractory primary open-angle glaucoma.
METHODS: We included patients with primary open angle glaucoma with at least 12 months of follow-up. We collected and analyzed data on the preoperative characteristics and postoperative outcomes. The primary outcomes were a reduction of ≥20% of the baseline value (criterion A) and/or intraocular pressure between 6 and 21 mmHg (criterion B).
RESULTS: We included 128 eyes with primary open-angle glaucoma. The preoperative mean intraocular pressure was 25.53 ± 6.40 and 35.02 ± 12.57 mmHg in the micropulse- and “slow cook” transscleral cyclophotocoagulation groups, respectively (p<0.001). The mean intraocular pressure was reduced significantly to 14.33 ± 3.40 and 15.37 ± 5.85 mmHg in the micropulse- and “slow cook” transscleral cyclophotocoagulation groups at the last follow-up, respectively (p=0.110). The mean intraocular pressure reduction at 12 months was 11.20 ± 11.46 and 19.65 ± 13.22 mmHg in the micropulse- and “slow cook” transscleral cyclophotocoagulation groups, respectively (p<0.001). The median preoperative logMAR visual acuity was 0.52 ± 0.69 and 1.75 ± 1.04 in the micropulse- and “slow cook” transscleral cyclophotocoagulation groups, respectively (p<0.001). The mean visual acuity variation was -0.10 ± 0.35 and -0.074 ± 0.16 in the micropulse- and “slow cook” transscleral cyclophotocoagulation, respectively (p=0.510). Preoperatively, the mean eye drops were 3.44 ± 1.38 and 2.89 ± 0.68 drugs in the micropulse- and “slow cook” transscleral cyclophotocoagulation groups, respectively (p=0.017), but those were 2.06 ± 1.42 and 1.02 ± 1.46 at the end of the study in the slow cook” and micropulse transscleral cyclophotocoagulation groups, respectively (p<0.001). The success of criterion A was not significant between both groups. Compared with 11 eyes (17.74%) in the slow cook” transscleral cyclophotocoagulation group, 19 eyes (28.78%) in the micropulse transscleral cyclophotocoagulation group showed complete success (p=0.171). For criterion B, 28 (42.42%) and 2 eyes (3.22%) showed complete success after micropulse- and slow cook” transscleral cyclophotocoagulation, respectively (p<0.001).
CONCLUSION: Both techniques reduced intraocular pressure effectively.
Keywords: Sclera/surgery; Glaucoma, open-angle/surgery; Ciliary body/surgery; Intraocular pressure; Laser coagulation/methods; Lasers, semiconductor; Comparative study; Effectiveness
Abstract
Objetivo: Este estudo teve como objetivo comparar os resultados clínicos após ceratoplastia lamelar anterior profunda e ceratoplastia penetrante nos olhos contralaterais dos mesmos pacientes.
Métodos: Nesta série de casos comparativa e retrospectiva, avaliaram-se os seguintes dados de resultados clínicos: melhor acuidade visual corrigida, equivalente esférico refrativo, astigmatismo refrativo, densidade de células endoteliais, perda de células endoteliais, espessura central da córnea e pressão intraocular. Esses dados foram avaliados aos 6, 12, 24 e 36 meses após ceratoplastia lamelar anterior profunda e ceratoplastia penetrante. Também foram avaliadas as complicações.
Resultados: Foram incluídos 52 olhos (26 pacientes), sendo que 19 pacientes apresentavam ceratocone, 6 apresentavam distrofia estromal e 1 apresentava ectasia após ceratomileuse in situ assistida por laser. O tempo médio de acompanhamento foi de 44,1 ± 10,5 meses no grupo da ceratoplastia lamelar anterior profunda e 47,9 ± 11,9 meses no grupo da ceratoplastia penetrante. Nenhuma diferença significativa foi observada nas médias da melhor acuidade visual corrigida, equivalente esférico refrativo, astigmatismo refrativo e espessura central da córnea entre os grupos da ceratoplastia lamelar anterior profunda e da ceratoplastia penetrante durante o acompanhamento. A densidade de células endoteliais foi significativamente maior no grupo da ceratoplastia lamelar anterior profunda que no grupo da ceratoplastia penetrante aos 24 e 36 meses de pós-operatório (p=0,022 e 0,013, respectivamente). A perda de células endoteliais foi significativamente menor no grupo da ceratoplastia lamelar anterior profunda que no grupo da ceratoplastia penetrante aos 24 e 36 meses de pós-operatório (p=0,025 e 0,001, respectivamente). A pressão intraocular foi significativamente menor no grupo da ceratoplastia lamelar anterior profunda que no grupo da ceratoplastia penetrante aos 6 meses de pós-operatório (p=0,015). Ocorreu microperfuração em 4 olhos (15%) durante a cirurgia de ceratoplastia lamelar anterior profunda; entretanto, a ceratoplastia penetrante não foi necessária. Não ocorreu nenhuma rejeição endotelial no grupo da ceratoplastia penetrante durante o período de acompanhamento.
Conclusões: Durante o acompanhamento de 3 anos, a perda de células endoteliais e a pressão intraocular foram significativamente menores no grupo da ceratoplastia lamelar anterior profunda que no grupo da ceratoplastia penetrante, mas os resultados visuais e refrativos foram semelhantes.
Keywords: Doenças da córnea/cirurgia; Ceratocone/cirurgia; Ceratoplastia penetrante/métodos; Transplante de córnea/métodos; Pressão intraocular; Estudo comparativo.
Abstract
Objetivos: Blefaroptose e estrabismo podem ser coexistentes em adultos e ambos afetam a aparência estética e o domínio psicossocial. Ambos também geralmente requerem cirurgia, realizada tradicionalmente em uma abordagem sequencial. O objetivo do presente estudo foi avaliar a eficácia da execução simultânea da ressecção musculoconjuntival de Müller, com ou sem cirurgia de tarsectomia, e da cirurgia de estrabismo em pacientes adultos com ptose e estrabismo coexistentes.
Métodos: Foram retrospectivamente avaliados pacientes com ptose e estrabismo coexistentes submetidos simultaneamente à ressecção musculoconjuntival de Müller, com ou sem tarsectomia, e à cirurgia de estrabismo horizontal. A análise incluiu a mensuração do ângulo de desvio das dioptrias de prisma, a distância do reflexo à margem, a assimetria da altura palpebral e quaisquer complicações após a cirurgia. A ressecção musculoconjuntival de Müller, com ou sem sucesso na tarsectomia, foi considerada bem-sucedida com uma distância reflexo-margem medindo entre 3,5 e 5 mm, e uma diferença entre as duas pálpebras superiores menor que 1 mm. O sucesso da cirurgia de estrabismo foi definido como um alinhamento com ± 10 dioptrias prismáticas de ortotropia.
Resultados: Os pacientes foram 3 mulheres e 5 homens, com média de idade de 37,12 anos (faixa de 22 a 62 anos). A parte de estrabismo da cirurgia foi realizada primeiro em todos os pacientes. Os resultados da simetria palpebral superior foram avaliados como perfeitos (<0,5 mm) em 4 pacientes, bons (≥0,5 mm, <1 mm) em 4 pacientes e regulares (≥1 mm) em nenhum. A ressecção musculoconjuntival de Müller, com ou sem sucesso na tarsectomia, teve sucesso em 6 dos 8 pacientes (75%) e a intervenção para o estrabismo foi bem-sucedida em todos os pacientes. Não foi necessária cirurgia de revisão da pálpebra ou do estrabismo após a cirurgia simultânea em nenhum paciente.
Conclusões: A ressecção musculoconjuntival de Müller, com ou sem tarsectomia, pode ser combinada com a cirurgia de estrabismo em uma abordagem alternativa para pacientes com ptose e estrabismo coexistentes.
Keywords: Blefaroptose/cirurgia; Ambliopia; Estrabismo/cirurgia; Músculos oculomotores/cirurgia; Pálpebras; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos/métodos
Abstract
Objetivo: Compartilhar os resultados dos pacientes submetidos à rotação de retalho tarsal anterior, combinados com a reposição lamelar anterior devido à entrópio cicatricial da pálpebra superior e determinar a eficácia e a confiabilidade desta técnica cirúrgica.
Métodos: Foram incluídos neste estudo quinze olhos de 11 pacientes em quem realizamos cirurgia de rotação de retalho tarsal anterior combinada com reposição lamelar anterior devido ao entrópio cicatricial. Os registros médicos dos pacientes foram analisados retrospectivamente e as causas da entrópio cicatricial, bem como os achados do exame oftalmológico pré-operatório e pós-operatório foram registrados. A integridade anatômica e funcional da pálpebra foi considerada como sucesso cirúrgico.
Resultados: A idade média foi de 59,81 ± 18 anos. O período médio de seguimento foi de 21,72 ± 14 meses (intervalo 5-43 meses). As causas da entrópio cicatricial foram o desenvolvimento de cicatrizes pós-operatórias devido a eletrólises múltiplas para triquíase e/ou distiquiase em 7 olhos, tracoma em 6 olhos e trauma em 2 olhos. Todos os pacientes foram tiveram irritação e lacrimejamento pré-operatório, enquanto que 10 pacientes apresentavam opacidade e erosão da córnea e 1 paciente apresentava apenas erosão epitelial. O sucesso total anatômico e funcional foi alcançado em todos os casos.
Conclusão: A rotação do retalho tarsal anterior combinada com a reposição lamelar anterior no reparo da entrópio cicatricial é um procedimento cirúrgico alternativo efetivo e confiável.
Keywords: Tracoma/complicações; Pálpebras/cirurgia; Entrópio/cirurgia; Cicatriz; Retalhos cirúrgicos; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos/métodos
Abstract
PURPOSE: This study was conducted to report the histopathological and clinical features of the Marcus Gunn phenomenon and other similar conditions of upper eyelid misfiring.
METHODS: This was a retrospective study of patients with congenital ptosis with Marcus Gunn phenomenon who have undergone surgical repair over a period of 12 years and another two patients with upper eyelid misfiring in association with extraocular movements to identify their histopathological findings as subtypes representing ocular congenital cranial dysinnervation disorder.
RESULTS: Among 136 patients with congenital ptosis, 11 (8%) patients with Marcus Gunn phenomenon or misfiring were identified, of whom 9 (6.6%) had typical known Marcus Gunn phenomenon and 2 (1.4%) had eyelid misfiring similar to Marcus Gunn phenomenon. In all patients, the histopathological changes of the excised levator muscle included overall loss and/or atrophy of muscle fibers and irregular-modified Gomori trichrome staining.
CONCLUSION: The Marcus Gunn phenomenon and similar misfiring conditions with synkinetic extraocular muscle movements share findings that are consistent with the neurogenic type of muscle atrophy. This result suggests a common underlying etiology with variable clinical findings, representing the ocular counterpart of congenital cranial dysinnervation disorder, which has been reported as ocular congenital cranial dysinnervation disorder.
Keywords: Eyelid diseases; Ocular motility disorders/surgery; Ophthalmologic surgical procedures
Abstract
Objetivo: Determinar as taxas de fechamento de buracos maculares idiopáticos grandes tratados com vitrectomia posterior e técnica de flap invertido 360 graus pediculado de membrana limitante interna, sem posicionamento de cabeça pós-operatório e definir melhora visual, tipos de fechamento do buraco macular e integridade das camadas retinianas externas como objetivo secundário.
Métodos: Este estudo foi uma série retrospectiva de casos. Todos os pacientes foram submetidos a vitrectomia com flap invertido 360 graus pediculado de membrana limitante interna e tamponamento com gás, sem posição de cabeça no pós-operatório. Idade, gênero, tempo de redução da acuidade visual, outras patologias oculares e status do cristalino foram compilados. Medida de melhor acuidade visual corrigida e tomografia de coerência óptica foram registradas durante as visitas de pré e pós-operatório (15 dias e 2 meses após cirurgia).
Resultados: Vinte olhos de 19 pacientes foram incluídos neste estudo. A idade média foi de sessenta e seis anos. Um total de 19 olhos (95%) atingiu fechamento do buraco, observado através das imagens de tomografia de coerência óptica após 2 meses de cirurgia. Melhor acuidade visual corrigida média aumentou +1,08 pré-operatória para +0,66 LogMAR em 2 meses de cirurgia (p<0,001), com média de 20 letras de melhora visual (0,4 LogMAR) na tabela do Early Treatment Diabetic Retinopathy Study. Dois tipos de fechamento do buraco foram observados: V (47,36%) e U (52,63%).
Conclusão: A técnica de flap invertido 360 graus pediculado de membrana limitante interna, sem posicionamento de cabeça no pós-operatório promoveu elevada taxa de fechamento (95%), reestabelecimento das camadas retinianas externas, fechamento com contorno foveal dos tipos V e U, além de melhora visual na maioria dos casos de BMI grandes (mesmo nos buracos maiores que 650 μm). Esta técnica pode representar uma alternativa para o tratamento de buracos maculares grandes em pacientes impossibilitados de cumprir o tradicional posicionamento de cabeça pós-operatório.
Keywords: Perfurações retinianas; Cuidados pós-operatórios; Vitrectomia; Cirurgia vitreorretiniana
Abstract
Objetivo: Recentemente, o ácido hialurônico foi proposto como promissor no tratamento do ectrópio cicatricial adquirido da pálpebra inferior. No entanto, não foram feitas avaliações quantitativas para confirmar este efeito, motivo que levou a realização do presente estudo que visou avaliar o efeito do ácido hialurônico no tratamento do ectrópio cicatricial adquirido da pálpebra inferior.
Métodos: Oito portadores de ectrópio
cicatricial adquirido da pálpebra inferior (13 pálpebras) foram tratados com uma única dose de 1 mL de ácido hialurônico, injetada na área pré-septal da pálpebra inferior. Os sintomas e o exame biomicroscópico foram realizados antes e 30 dias após a injeção do ácido hialurônico. A análise quantitativa da posição palpebral inferior (com e sem tração palpebral) foi determinada antes e 30 dias após a injeção do ácido hialurônico por meio de fotografias que foram analisadas usando o programa ImageJ.
Resultados: Todos os pacientes apresentaram melhora parcial dos sintomas. A posição da pálpebra inferior foi elevada significativamente após a injeção do ácido hialurônico, com redução significativa dos ângulos medial e lateral, da distância entre o reflexo pupilar e a margem da pálpebra inferior, da área de fissura palpebral total e da área medial. No entanto, sinais de inflamação da margem palpebral e ceratite puntata da córnea persistiram.
Conclusão: O ácido hialurônico injetado na área pré-septal da pálpebra inferior, melhorou os sintomas do ectrópio cicatricial adquirido da pálpebra inferior e elevou significativamente a posição da pálpebra inferior. Estudos com maior número de participantes e período de acompanhamento mais longo são necessários para melhor determinar os efeitos das injeções de ácido hialurônico a longo prazo no tratamento do ectrópio cicatricial adquirido da pálpebra inferior.
Keywords: Ectrópio; Cicatriz; Pálpebras; Anormalidades da pele; Ácido hialurônico; Preenchedores dérmicos; Injeções
Abstract
PURPOSE: Ptosis is characterized by drooping of the upper eyelid, often requiring surgical intervention for functional and aesthetic purposes. Müller’s muscle conjunctival resection is a commonly utilized surgical technique to correct mild to moderate ptosis. This retrospective study aimed to evaluate the impact of Hering’s law on the outcomes of unilateral Müller’s muscle conjunctival resection surgery, particularly eyelid and brow symmetry.
METHODS: Thirty patients with unilateral ptosis underwent Müller’s muscle conjunctival resection. Pre- and postoperative assessments included ipsilateral and contralateral side margin-reflex distance and brow position, measured through digital image analysis.
RESULTS: We found significant improvements in postoperative margin-reflex distance measurements in the ipsilateral eyelid but not in the contralateral eyelid, indicating minimal influence of Hering’s law. Brow position showed a statistically significant increase on the contralateral side but not on the ipsilateral side.
CONCLUSION: Müller’s muscle conjunctival resection effectively restores symmetry in eyelid height and maintains brow symmetry. This is the first study to explore bilateral eyelid and brow symmetry after unilateral Müller’s muscle conjunctival resection surgery for mild to moderate ptosis. Further research should be conducted to understand the long-term effects of Müller’s muscle conjunctival resection on facial aesthetics, particularly in relation to brow position.
Keywords: Müller muscle conjunctiva resection; Hering’s law; Eyelids; Blepharoptosis; Reflex; Oculomotor muscles
Abstract
PURPOSE: Evaluation of lid contour and marginal peak point changes to compare outcomes of external levator advancement and Müller’s muscle conjunctival resection surgery in unilateral ptosis.
METHODS: We reviewed the charts of unilateral ptosis patients who underwent external levator advancement or Müller’s muscle conjunctival resection. Eyelid contour analysis was conducted on preoperative and 6-month postoperative digital images. This was performed with the multiple margin reflex distances technique, measuring the vertical distance from a line intersecting the center of the pupil to the eyelid margin at 10 positions at 2 mm intervals. The marginal peak point changes were analyzed digitally using the coordinates of the peak point according to the pupil center. Each position’s mean distance was compared preoperatively, postoperatively, and with the fellow eyelid.
RESULTS: Sixteen patients underwent external levator advancement and 16 patients had Müller’s muscle conjunctival resection. The mean margin reflex distance was improved by both techniques (1.46 vs. 2.43 mm and 1.12 vs. 2.25 mm, p=0.008 and p=0.0001 respectively) and approached that of the fellow eyelid (2.43 vs. 2.88 and 2.25 vs. 2.58 mm, p=0.23 and p=0.19, respectively). However, statistically significant lid margin elevation was limited to between the N6 and T6 points in the external levator advancement group. Whereas, significant elevation was achieved along the whole lid margin in the Müller’s muscle conjunctival resection group. The marginal peak point was shifted slightly laterally in the external levator advancement group (p=0.11).
CONCLUSIONS: Both techniques provide effective lid elevation, however, the external levator advancement’s effect lessens toward the canthi while Müller’s muscle conjunctival resection provides more uniform elevation across the lid margin. The margin reflex distance alone is not sufficient to reflect contour changes.
Keywords: Blepharoptosis; Eyelids; Conjunctiva; Oculomotor muscles; Image processing, computer-assisted; Treatment outcome
Abstract
PURPOSE: This study aimed to investigate the effect of upper eyelid blepharoplasty with the removal of the skin and a strip of orbicularis oculi muscle on the ocular surface, tear film, and dry eye-related symptoms.
METHODS: Twenty-two eyes of 22 consecutive patients operated by a single surgeon (21 females; mean age, 61 years; age range, 41-75 years) were included. All subjects completed the Ocular Surface Disease Index questionnaire, underwent in vivo confocal microscopy, tear film breakup time measurements, the Schirmer test with anesthesia, and fluorescein and lissamine green staining measurements before, 1 month, and 6 months after upper blepharoplasty alone with preseptal orbicularis excision.
RESULTS: A significant increase in Ocular Surface Disease Index, and corneal fluorescein and lissamine green staining and a significant decrease in tear film breakup time were observed after 1 month (p=0.003, p=0.004, p=0.029, and p=0.024 respectively) and 6 months (p=0.001 for all findings). No significant difference in the Schirmer test score was observed during the follow-up. None of the in vivo confocal microscopy parameters showed significant changes during the study.
CONCLUSIONS: An increase in dry eye symptoms and a decrease in tear film stability along with ocular surface staining were observed in patients undergoing upper eyelid blepharoplasty.
Keywords: Blepharoplasty; Intravital microscopy; Lissamine green dyes; Fluorescein; Severity of illness index; Dry eye syndromes
Abstract
Myopia is a significant risk factor for glaucoma and a growing public health problem worldwide. Detecting glaucomatous changes in highly myopic eyes is diagnostically challenging due to the abnormal appearance of the optic nerve head. These patients also have a greater biomechanical susceptibility to pressure-induced glaucomatous damage. Refractive surgery has become increasingly popular, and many candidates for refractive surgery are myopic. Therefore, we sought to review the aspects of patient evaluation in those who have undergone refractive surgery for myopia concerned with the detection and monitoring of glaucoma development. We identified several important elements of patient evaluation for glaucoma after refractive surgery. These included the need for both structural and functional assessments before and after surgery, and the importance of monitoring for postoperative biomechanical changes in the cornea and their impact on intraocular pressure. We conclude that, in patients who undergo refractive surgery for myopia, it is essential to assess for the presence of glaucoma, to identify staging, and to plan for long-term control of the disease, regardless of IOP.
Keywords: Glaucoma; Intraocular pressure; Myopia; Refractive surgery
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