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Search for: Chorioretinitis; Eye foreign bodies; Choroid; Penetrating eye injuries; Orbit; Gunshot wounds; Retina; Rupture; Case report
Abstract
Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico dos casos de evisceração e enucleação no pronto-socorro oftalmológico de um hospital terciário brasileiro.
Métodos: Análise retrospectiva dos casos tratados no pronto-socorro oftalmológico do Hospital São Paulo (Universidade Federal de São Paulo) entre os anos de 2013 a 2018. Os casos urgentes de evisceração e enucleação foram incluídos e os casos eletivos foram excluídos. A análise dos prontuários médicos foi baseada em: dados demográficos, causas imediatas e associadas ao procedimento, acuidade visual informada, duração dos sintomas antes do atendimento oftalmológico, complicações, distância da residência até o hospital e tempo de hospitalização.
Resultados: 61 enucleações e 121 eviscerações foram incluídas no estudo. Os pacientes tinham uma média de idade de 63,27 ± 18,68 anos; 99 eram do sexo masculino (54,50%) e 83 do sexo feminino (45,60%). As indicações de evisceração e enucleação foram: perfuração corneana com (44,50%) e sem (23,63%) sinais infecciosos, endoftalmite (15,38%), trauma ocular (14,29%), neoplasia (0,55%), queimadura (1,10%) e phthisis bulbi (0,55%). A acuidade visual informada foi de ausência de percepção luminosa (87,36%), percepção luminosa (1.10%), ausência de colaboração (3,30%) e sem dados informados (8,24%). A média de tempo até a busca pelo serviço oftalmológico foi de 18,32 dias. Houve 2 casos de oftalmia simpática após evisceração.
Conclusões: Eviscerações foram predominantemente realizadas em comparação a enucleações em todo o período de estudo. As características demográficas mais comuns foram idade >60 anos e sexo masculino. As principais indicações para procedimentos urgentes de evisceração e enucleação foram perfuração corneana com e sem infecção, endoftalmite e trauma ocular. Este estudo poderia guiar medidas preventivas para evitar procedimentos oculares destrutivos.
Keywords: Evisceração do olho; Enucleação ocular; Úlcera da córnea/epidemiologia; Endoftalmite; Traumatismos oculares; Serviços médicos de emergência; Serviços de saúde ocular.
Abstract
Objetivo: Determinar a incidência de emergências oculares em um centro oftalmológico de referência no Brasil.
Métodos: O banco de dados de prontuários da Fundação Altino Ventura, Recife, Brasil, foi analisado retrospectivamente e incluiu pacientes atendidos, entre janeiro de 2017 e janeiro de 2018, na sala de emergência oftalmológica. Foram excluídos os prontuários com dados incompletos e com quadros ambulatoriais. Apenas o primeiro atendimento na emergência foi considerado para análise.
Resultados: Em um ano, 134.788 pacientes (idade média de 38,7 ± 22 anos [0-99 anos]) foram admitidos na emergência da Fundação Altino Ventura. Os diagnósticos mais frequentes foram conjuntivite (52.732 casos [37,3%]), blefarite (7.213 casos [5,1%]) e corpo estranho na córnea/conjuntiva (6.925 casos [4,9%]). Corpo estranho na córnea/conjuntiva e trauma ocular foram cerca de 8 vezes e 2 vezes mais incidente em indivíduos do sexo masculino, respectivamente (p<0,001 em ambos). Triquíase e blefarite afetaram ~2 vezes mais pacientes do sexo feminino, respectivamente (p<0,001 em ambos). Corpo estranho na córnea/conjuntiva e trauma ocular afetaram mais pacientes em idade produtiva (>15 anos), enquanto úlcera, blefarite e triquíase da córnea afetaram mais pacientes idosos. Todos os grupamentos de diagnóstico (doenças infecciosas, trauma ocular, corpos estranhos, retinopatias, doenças das pálpebras, doenças da córnea, crise glaucomatosa e doenças neurooftalmológicas) foram mais incidentes na primavera (valor de p<0,001).
Conclusão: As emergências oftalmológicas mais comuns no presente estudo foram as doenças infecciosas e o corpo estranho. Porém, a incidência das emergências oculares são fluências pela faixa etária e gênero do paciente, além da época do ano.
Keywords: Emergência; Oftalmopatia; Transtorno da visão; Conjuntivite; Corpo estranho; Traumatismo oculare; Estações do ano; Brasil
Abstract
OBJETIVO: Os Estados Unidos têm a maior taxa de posse de armas de fogo de todos os países de alta renda e essas armas foram identificados como uma das maiores causas de trauma ocular e deficiência visual. O objetivo deste estudo foi caracterizar as lesões oculares associadas a armas de fogo e identificar grupos de risco.
MÉTODOS: Foram identificados pacientes hospitalizados com lesões oculares associadas a armas de fogo no período de 2008 a 2014, a partir do Banco de Dados Nacional de Trauma (National Trauma Data Bank), usando os códigos de diagnósticos da CID9MC e códigos “E” para causas externas. A análise estatística foi efetuada usando o programa SPSS. O nível de significância considerado foi de p<0,05.
RESULTADOS: De um total de 235.254 pacientes hospitalizados com trauma associado a armas de fogo, 8.715 (3,7%) tinham lesões oculares. A média de idade foi de 33,8 (DP 16,9) anos. A maioria foi de homens (85,7%), brancos (46,6%) e da região Sul (42,9%); 35% dos pacientes eram negros. As lesões mais comuns foram fraturas de órbita (38,6%) e lesões de globo aberto (34,7%). Os locais mais frequentes foram a residência (43,8%) e a rua (21,4%). Pacientes negros tiveram maior probabilidade de sofrer agressões (RP=9,0, IC 95%=8,02-10,11; p<0,001) e da ocorrência ser na rua (RP=3,05, IC 95%=2,74-3,39; p<0,001), enquanto pacientes brancos tiveram maior probabilidade de lesões autoprovocadas (RP=10,53, IC 95%=9,39-11,81; p<0,001) e da ocorrência ser na residência (RP=3,64, IC 95%=3,33-3,98; p<0,001). A probabilidade de lesões autoprovocadas aumentou com a idade de forma consistente, atingindo o máximo em pacientes com mais de 80 anos (RP=12,01, IC 95%=7,49-19,23; p<0,001). A pontuação média na escala de coma de Glasgow foi 10 (DP 5,5) e na escala de severidade da lesão foi 18,6 (DP 13,0). A maioria das lesões (53,1%) foi classificada como severa ou muito severa. Dentre os pacientes, 64,6% tiveram lesão cerebral traumática e 16% evoluíram a óbito.
CONCLUSÃO: A maior parte das lesões oculares relacionadas a armas de fogo ocorreu em pacientes jovens, do sexo masculino, brancos e sulistas. Negros foram afetados desproporcionalmente. A maior parte das lesões oculares relacionadas a armas de fogo apresentou riscos à visão e foi associada a lesões cerebrais traumáticas. A maioria dos pacientes sobreviveu, mas com potencial para invalidez no longo prazo. As diferenças demográficas identificadas podem ser potencialmente alvos de ações preventivas.
Keywords: Traumatismos oculares; Ferimentos por armas de fogo; Banco de dados
Abstract
Objetivos: O objetivo do estudo é avaliar o perfil das visitas ao Pronto-Socorro de Oftalmologia (PS) do Hospital São Paulo, serviço público de atendimento terciário aberto 24 horas em São Paulo - Brasil, pertencente à Universidade Federal de São Paulo, nos últimos 11 anos.
Métodos: Foi realizado um estudo transversal retrospectivo, com base em todos os pacientes (n=634.726) admitidos no pronto-socorro de oftalmologia do Hospital São Paulo entre janeiro de 2009 e dezembro de 2019.
Resultados: De 2009 a 2019, houve um aumento no influxo de 39,2% com importante variação nos atendimentos ao longo dos anos, a mediana de idade foi de 38 ± 20,4 anos, o sexo masculino representou 53,3% e os pacientes únicos representaram 53,1%. Verificou-se que 79,5% das visitas ocorreram das 7h às 17h e 80,8% nos dias da semana. Os diagnósticos mais frequentes foram conjuntivite aguda seguida de blefarite, ceratite, hordéolo / calázio e corpo estranho corneano.
Conclusão: Ao longo do período de análise do estudo, houve importante aumento nas apresentações, com predominância de atendimentos não urgentes e baixa proporção de pacientes com uma única visita. Nossos resultados evidenciam o perfil das consultas oftalmológicas, podendo gerar mudanças no sistema público de saúde visando a melhoria da qualidade do atendimento e acesso às emergências oftalmológicas na cidade de São Paulo.
Keywords: Serviço hospitalar de emergência; Epidemiologia; Traumatismos oculares; Oftalmopatias.
Abstract
PURPOSE: To evaluate the changes in the rates and indications of eye removal procedures during the recent COVID-19 pandemic.
METHODS: The medical records of all patients who underwent eye removal from 2007 to 2022 were retrospectively reviewed. The patient demographic data and indications for surgery were collected. Data from two groups of patients (prepandemic surgery and postpandemic surgery) were compared. Statistical significance was set at p<0.05.
RESULTS: Fifty-nine patients underwent enucleation (69%), evisceration (27%), or exenteration (3%). The mean (SD) age of the patients was 55.9 (19.4) years, and most (69%) of the patients were males. Most (47%) of the study population were Black. The common indications for eye removal were trauma (41%), painful blind eye (34%), and infection/inflammation (24%). The types of trauma were assault (55%), accidental (39%), and self-inflicted (6%). The mean (SD) monthly rates of eye removal increased from 0.25 (0.50) in the prepandemic period to 0.77 (0.91) during the pandemic (p<0.001). These increases were noted in both males (p=0.003) and females (p=0.001) and were the highest among Black patients [0.42 (0.76); p<0.001]. Among the indications of eye removal, painful blind eyes [0.35 (0.75); p<0.001] and ocular trauma [0.31 (0.47); p=0.051] exhibited the greatest increases following the pandemic.
CONCLUSION: The rate of eye removal procedures increased during the recent pandemic. Although delayed care of chronic eye conditions may have contributed to the increased rates of painful blind eyes, the increased trauma-related eye removals may be attributed to the simultaneous spike in violent assaults in New York City.
Keywords: Eye injuries; Eye enucleation; COVID-19; Pandemics; Ethinicity; Inflammation, Trauma centers
Abstract
OBJETIVO: Descrever as características clínicas e os fatores associados à presença de ceratite em pacientes com corpos estranhos na córnea em uma população colombiana.
MÉTODOS: Trata-se de um estudo transversal baseado na revisão dos registros clínicos de pacientes com corpos estranhos na córnea admitidos em um departamento de emergência em Cali, Colômbia, entre junho de 2018 e junho de 2019. O desfecho primário foi a presença de ceratite diagnosticada através de critérios clínicos. Foram utilizados modelos de regressão logística univariada e multivariada para identificar os fatores associados.
RESULTADO: Neste estudo, foi analisado um total de 381 corpos estranhos na córnea em 372 pacientes (idade média: 40,0 anos, intervalo interquartil: 29,0-53,0; sexo masculino: 94,7% [352 casos]). Noventa e cinco casos desenvolveram ceratite (24,9%, intervalo de confiança de 95% — IC 95%: 20,8%-29,5%). Na análise multivariada, para idade ≤30 anos (razão de chances — RC: 2,15, IC 95%: 1,06-4,36), o achado de flare aquoso (RC: 2,81, IC 95%: 1,39-5,66]) e a presença de corpo estranho na periferia da córnea (RC: 2,05, IC 95%: 1,19-3,50) foram associados a um risco aumentado de ceratite. Sexo, tempo entre a lesão e a internação, e edema da córnea não foram relacionados à ceratite (p>0,05).
CONCLUSÃO: Há uma proporção elevada de ceratite em casos de corpos estranhos na córnea em Cali, Colômbia. Os três fatores associados à ceratite foram a idade, o achado de flare aquoso e a presença de corpo estranho na periferia da córnea.
Keywords: Corpos estranhos no olho; Lesões da córnea; Ceratite/epidemiologia; Estudos transversais; Colômbia.
Abstract
OBJETIVO: Este estudo visou avaliar os mecanismos da lesão e os tipos de fraturas orbitárias e sua relação com commotio retinae simultânea.
MÉTODOS: Este estudo retrospectivo avaliou registros de pacientes com fraturas orbitárias cujos diagnósticos foram confirmados por tomografia computadorizada entre julho de 2017 e setembro de 2019. Foram registrados os dados demográficos, circunstâncias da lesão, os resultados do exame oftalmológico e achados radiológicos. A análise estatística dos dados usou os testes de t-Student bicaudal, qui-quadrado e cálculos de odds ratio. O significado estatístico foi fixada em p<0,05.
RESULTADOS: Dos 204 pacientes com fraturas orbitárias incluídos neste estudo, 154 (75,5%) eram sexo masculino (75,5%). A média de idade foi de 42,1 anos. As fraturas orbitárias envolvendo uma parede orbital (58,8%) foram mais comuns do que as que acometeram várias paredes (41,2%). A maioria das fraturas acometeu a parede inferior (60,3%), sendo as paredes mediais as próximas mais frequentemente afetadas (19,6%). A causda mais comum de lesão foi agressão (59,3%), e a segunda mais comum foi queda (24%). A commotio retinae foi observada em 20,1% dos casos de fratura orbital e foi mais associada a lesões causadas por agressão (OR=5,22, p<0,001) e menos associada com aquelas causadas por quedas (OR=0,06, p<0,001). As restrições de movimentos oculares eram mais comuns na comoção central do que na periférica (OR=3,79, p=0,015) e com fraturas da parede medial do que com fraturas de outras paredes orbitais (OR=7,16, p<0,001). As chances de comoção não foram maiores em pacientes com fraturas orbitais de paredes múltiplas do que naqueles com fraturas de parede simples (p=0,967).
CONCLUSÕES: Na população do estudo, a agressão foi a causa mais comum de fraturas orbitais e resultou em commotio retinae mais grave do que qualquer outra causa. Os oftalmologistas devem estar cientes da probabilidade de commotio retinae em pacientes com fraturas orbitais resultantes de agressão, independentemente da extensão das lesões do paciente.
Keywords: Fraturas orbitárias; Movimentos oculares; Retina; Ferimentos e lesões
Abstract
Os autores relatam o caso de paciente do sexo masculino, 8 anos de idade, com história de uveíte crônica anterior unilateral há quatro meses, associada a lesão pigmentada envolvida por material fibrinóide em ângulo camerular inferior e a lesão fibrótica em extrema periferia de retina inferior. Não havia histórico de trauma ou outros sintomas clínicos. A hipótese de toxocaríase foi afastada diante de testes sorológicos negativos. Melhoria sintomática parcial foi alcançada com administração de corticosteróide vias oral e tópica. Ademais, redução na quantidade de material fibrinóide ao redor da lesão camerular a revelou regular e cilíndrica. Foi realizada tomografia computadorizada de órbitas, permitindo a detecção de corpo estranho metálico na topografia de ângulo camerular inferior. O paciente foi submetido a remoção do corpo estranho através de incisão corneana e a fotocoagulação ao redor da tração retiniana inferior. Excelentes resultados visual e anatômico foram obtidos.
Keywords: Corpos estranhos no olho; Uveíte anterior; Uveíte intermediária; Edema da córnea; Toxocaríase
Abstract
A sífilis é uma doença reemergente e potencialmente grave. Por sua onipresença e pleomorfismo, é denominada “grande imitadora”. Relatamos caso de paciente jovem com sífilis secundária, que se apresentou com coriorretinopatia placóide sifilítica posterior aguda bilateral, simultaneamente a periostite craniana sifilítica. A despeito de realce paquimeníngeo observado na ressonância magnética, acreditamos que este tenha sido uma extensão do processo ósseo e não, uma meningite em si, uma vez que o exame do líquido cefalorraquidiano estava completamente normal. Tratamento com penicilina cristalina intravenosa resultou em completa resolução dos sinais, sintomas e achados de imagem. A sífilis secundária é o estágio de maior bacteremia e maior transmissibilidade da doença, apresentando-se principalmente com quadros mucocutâneos, mas também, menos frequentemente, com envolvimento de outros órgãos. Elevada suspeição e uma abordagem pragmática são necessárias para o diagnóstico, uma vez que essa doença pode afetar vários órgãos, como no caso relatado, em que foram acometidos olhos, ossos e pele.
Keywords: Sífilis/complicações; Neurossífilis; Infecções oculares bacterianas; Uveíte posterior; Coriorretinite; Periostite; Relato de caso
Abstract
A regeneração aberrante nas paralisias do terceiro nervo, ligando a contração do reto medial ao músculo levantador da pálpebra, é uma grande oportunidade para fazer um planejamento cirúrgico para tratar tanto a ptose quanto o desvio horizontal em um procedimento único. Relatamos uma ptose grave associada à exotropia corrigida com sucesso com uma única cirurgia de estrabismo horizontal devido à regeneração aberrante e discutimos as bases do planejamento cirúrgico.
Keywords: Doença do nervo oculomotor/cirurgia; Estrabismo; Blefaroptose; Movimento ocular/fisiologia; Procedimento cirúrgico oftalmológico; Regeneração nervosa; Humanos; Relato de caso
Abstract
A falência primária do enxerto é uma complicação conhecida que pode ocorrer após o transplante penetrante de córnea. O tratamento usual dessa complicação é com um novo transplante penetrante. Apresentamos um caso em que foi usado o transplante endotelial de membrana de Descemet (DMEK - do inglês Descemet membrane endothelial keratoplasty) para o tratamento da falência primária após o transplante penetrante. Uma paciente submetida a transplante penetrante evoluiu com falência primária do enxerto a despeito do uso intenso de corticoide tópico e uma prova terapêutica de antivirais. Três meses após a cirurgia inicial, foi optado pela realização do transplante endotelial de membrana de Descemet sob o transplante penetrante. Houve um clareamento precoce e progressivo do enxerto com melhora importante da visão. Após um mês, a visão sem correção era de 20/40 melhorando para 20/20 com refração. O transplante endotelial de membrana de Descemet pode ser uma alternativa a um novo transplante penetrante como tratamento da falência primária.
Keywords: Doenças da córnea; Transplante da córnea/efeitos adversos; Rejeição do enxerto; Ceratoplastia penetrante; Lâmina limitante posterior; Ceratoplastia endotelial com remoção da lâmina limitante posterior; Infecções oculares virais; Humanos; Relatos de casos
Abstract
Este relato de caso descreve as características clínicas e o manejo cirúrgico de um paciente que teve perfuração da córnea devido à enoftalmia grave consistente com a “síndrome do cérebro silencioso”. Um homem de 27 anos com história de hidrocefalia congênita e derivação ventrículo-peritoneal foi encaminhado com queixas de “afundamento dos globos oculares” e diminuição progressiva da visão no olho esquerdo. O exame revelou enoftalmo bilateral importante, além de perfuração superonasal da córnea com prolapso iriano no olho esquerdo. A paciente foi submetida à ceratoplastia terapêutica no dia seguinte. Foi realizado no mês seguinte a reconstrução da órbita com enxerto costocondral e revisão do shunt para evitar progressão e piora do caso.
Keywords: Enoftalmia; Perfuração da córnea; Hidrocefalia; Derivação ventriculoperitoneal; Ceratoplastia penetrante; Órbita/transplante; Humanos; Relato de caso
Abstract
Relato de caso de paciente 56 anos, sexo masculino, com histórico de vitrectomia via pars plana por descolamento de retina em olho direito e posterior implante de dispositivo de drenagem por glaucoma secundário. Dois anos após o procedimento foi encaminhado ao serviço por baixa de acuidade visual (AV) de 20/200 (1.00 LogMAR). À fundoscopia, observou-se uma elevação amelanótica temporal no equador com hipótese diagnóstica de melanoma de coroide amelanótico. O exame de ultrassom mostrou implante de dispositivo de drenagem justabulbar temporal superior com comunicação transescleral para espaço subcoroidal (fístula), sugerindo bolsão focal de descolamento de coroide em equador temporal superior simulando melanoma de coroide amelanótico. O paciente foi abordado cirurgicamente devido membrana epirretiniana com nova vitrectomia via pars plana para peeling de membrana limitante interna, sem repercussões no local da fístula, evoluindo bem com acuidade visual de 20/70 (0.55 LogMAR). Ao nosso conhecimento, este é o primeiro caso relatado nessa condição.
Keywords: Descolamento retiniano; Desprendimento da retina; Glaucoma; Implantes para drenagem de glaucoma; Neoplasias da coroide; Melanoma; Angiofluoresceínografia; Dexametasona; Humanos; Relatos de casos.
Abstract
Staphylococcus hominis (S. hominis) é um estafilococo coagulase-negativo e uma causa pouco frequente de endoftalmite. Devido à sua capacidade de produzir biofilme, especialmente em pacientes diabéticos, cepas dessa bactéria podem adquirir resistência a antibióticos. Este relato apresenta dois casos de endoftalmite por S. hominis: um de endoftalmite aguda após injeção intravítrea de bevacizumabe e outro de endoftalmite crônica após trauma ocular penetrante não diagnosticado. Embora existam apenas quatro casos de endoftalmite por S. hominis publicados na literatura, até onde sabemos não houve nenhum caso publicado anteriormente após bevacizumabe intravítreo.
Keywords: Endoftalmite; Infecção ocular bacteriana; Staphylococcus hominis/isolamento & purificação; Bevacizumab; Injeção intravítrea; Humanos; Relato de caso.
Abstract
A oftalmia simpática consiste em uma panuveíte granulomatosa bilateral rara e potencialmente devastadora, ocorrendo geralmente após trauma ocular cirúrgico ou não cirúrgico. O diagnóstico é baseado em aspectos clínicos e apoiado por exames de imagem, como ultrassonografia ocular e tomografia de coerência óptica. O tratamento consiste em terapia imunossupressora com esteróides e, eventualmente, drogas poupadoras de esteróides, como ciclosporina, azatioprina, ciclofosfamida e micofonato de mofetila. O manejo rápido e eficaz com agentes imunossupressores sistêmicos permite o controle da doença e a obtenção de boa acuidade visual no olho simpatizante. A enucleação, por outro lado, poderia ser considerada apenas em situações em que o olho lesado não tem percepção luminosa ou há trauma grave. Além de uma revisão bibliográfica sobre o tema, foi relatada uma série de 6 casos com diferentes modalidades de tratamento imunossupressor e cirúrgico.
Keywords: Oftalmia simpática; Autoimunidade, Terapia de imunossupressão; Imunossupressores/uso terapêutico; Enucleação ocular; Evisceração do olho; Humanos; Relato de casos
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