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Search for: Biometry; Myopia; Axial length, eye; Eye; Eye; Disease progression; Refraction, ocular; Refractometry; Retina; Humans
Abstract
Objetivo: Avaliar a influência do comprimento axial ocular na espessura da camada de fibras nervosas da retina peripapilar e na espessura da camada de células ganglionares-plexiforme interna em olhos saudáveis após correção para efeito de magnificação ocular.
Métodos: Neste estudo transversal, avaliamos 120 olhos de 60 participantes voluntários (míopes, emétropes e hipermétropes). A espessura da camada de fibras nervosas da retina peripapilar e da camada de células ganglionares-plexiforme interna foram medidas usando a tomografia de coerência óptica espectral (OCT)-Cirrus HD-OCT e correlacionada com o comprimento axial ocular. O ajuste para a magnificação ocular foi realizado aplicando a fórmula de Littmann.
Resultados: Antes do ajuste para magnificação ocular, a análise de modelos mistos ajustada por idade demonstrou uma correlação negativa significante entre o comprimento axial e a espessura média da camada de fibras nervosas da retina peripapilar (r=-0,43; p<0,001), espessura da camada de fibras nervosas da retina peripapilar inferior (r=-0,46; p <0,001), espessura da camada de fibras nervosas da retina peripapilar superior (r=-0,31; p<0,05), espessura da camada de fibras nervosas da retina peripapilar nasal (r=-0,35; p<0,001) e espessura média das células ganglionares-plexiforme interna (r=-0,35; p<0,05). No entanto, após a correção do efeito de magnificação, os resultados foram consideravelmente diferentes, revelando apenas uma correlação positiva entre o comprimento axial e a espessura temporal da camada de fibras nervosas da retina(r=0,42; p<0,001). Além disso, demonstramos uma correlação positiva entre o comprimento axial e a espessura média das células ganglionares-plexiforme interna (r=0,48; p<0,001). Todas as outras correlações não foram consideradas estatisticamente significativas.
Conclusão: Antes do ajuste para o efeito de magnificação ocular, o comprimento axial estava negativamente correlacionado com a espessura da camada de fibras nervosas da retina peripapilar e das células ganglionares-plexiforme interna medido pelo Cirrus-OCT. Atribuimos esse efeito à magnificação ocular associada a comprimentos axiais maiores, o que foi corrigido com a fórmula de Littman. Mais estudos são necessários para investigar o impacto da correção da magnificação ocular na acurácia diagnóstica do Cirrus-OCT.
Keywords: Tomografia de coerência óptica; Células ganglionares da retina; Comprimento axial do olho
Abstract
OBJETIVO: Investigar os efeitos da acomodação farmacológica e da cicloplegia nas medições oculares.
MÉTODOS: participaram do estudo 33 voluntários saudáveis (média de idade [± DP], 32,97 anos [± 5,21 anos]). Foram medidos o comprimento axial, a espessura macular e coroidal e o erro refrativo, bem como realizados exames de imagem da topografia corneana e do segmento anterior. Em seguida, foi induzida a acomodação farmacológica aplicando-se colírio de pilocarpina (cloridrato de pilocarpina a 2%) e as medições foram repetidas nos participantes. As mesmas medições foram repetidas depois de induzir a cicloplegia completa com colírio de ciclopentolato (cloridrato de ciclopentolato a 1%) e foram avaliadas as correlações entre as medidas.
RESULTADOS: Identificou-se aumento significativo da espessura coroidal subfoveal com o uso da pilocarpina a 2% (sem colírio, 319,36 ± 90,08 μm; com a instilação de pilocarpina, 341,60 ± 99,19 μm; com a instilação de ciclopentolato, 318,36 ± 103,0 μm; p<0,001). Detectou-se também aumento significativo do comprimento axial (sem colírio, 23,26 ± 0,83 mm; com a instilação de pilocarpina, 23,29 ± 0,84 mm; com a instilação de ciclopentolato, 23,27 ± 0,84 mm; p=0,003). Ao se comparar a acomodação farmacológica e a cicloplegia, houve diferença significativa na espessura macular central (com a instilação de pilocarpina, 262,27 ± 19,34 μm; com a instilação de ciclopentolato, 265,93 ± 17,91 μm; p=0,016). Observou-se que a miose associada à pilocarpina (p<0,001) e o desvio miópico (p<0,001) foram mais severos nos olhos azuis que nos castanhos.
CONCLUSÃO: A acomodação farmacológica pode alterar medidas oculares como a espessura da coroide e o comprimento axial. Essa possibilidade deve ser levada em consideração ao se efetuarem medições oculares, tais como cálculos de potência de lentes intraoculares.
Keywords: Paquimetria corneana; Coroide; Topografia da córnea; Comprimento axial do olho; Midriáticos/farmacologia; Pilocarpina/ farmacologia; Acomodação ocular
Abstract
Objetivo: O objetivo deste estudo é comparar as medições de diâmetro corneano de dois dispositivos normalmente utilizados na prática clínica (IOL Master 500 e Atlas topógrafo corneal) para ver se são permutáveis. O fornecimento de informações sobre a permutabilidade de instrumentos poderia eliminar vários testes desnecessários e, consequentemente, reduzir a carga econômica para o paciente e para a sociedade.
Métodos: Nesta série de casos prospectivos e comparativos, a distância do diâmetro corneano foi medida por examinadores independentes utilizando o Topógrafo Atlas (Carl Zeiss Meditec) e o IOL Master 500 (Carl Zeiss Meditec), em um olho de 184 pacientes. A análise estatística foi realizada utilizando o teste t pareado, a correlação Pearson e a análise Bland-Altman para comparar os métodos de medição.
Resultados: As medições médias da distância do diâmetro corneano com o topógrafo Atlas e o IOL Master 500 foram de 12,20 ± 0,44 mm e 12,12 ± 0,41 mm, respectivamente (p<0,001). A diferença média de WTW entre os dois dispositivos foi de 0,07 mm (intervalo de confiança de 95% da diferença média: 0,04 - 0,11 mm). O coeficiente de correlação Pearson entre os dois dispositivos foi de 0,85, p<0,0001. Os limites de concordância de 95% entre os dois dispositivos foram de -0,38 mm a 0,53 mm.
Conclusões: O Atlas topographer e o IOL Master 500 podem ser utilizados permutavelmente em relação à medição do diâmetro corneano, uma vez que a gama de diferenças encontradas é pouco susceptível de afetar a prática clínica e a tomada de decisões.
Keywords: Topografia da córnea; Comprimento axial do olho; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos.
Abstract
Objetivo: Fornecer informações sobre a ocorrência e a eficácia do aconselhamento sobre o uso de tabaco por oftalmologistas a pacientes com doenças oculares associadas à tireoide.
Métodos: Analisamos os prontuários médicos eletrônicos de uma coorte digital de pacientes atendidos por oftalmologistas no Sistema de Saúde da Universidade da Pensilvânia entre o início de 2012 e o final de 2017 com os códigos da Classificação Internacional de Doenças (CID) para a doença de Graves, exoftalmia tireotóxica ou doença ocular associada à tireoide. Os históricos de uso de tabaco foram registrados na primeira e na última visita ao consultório de Oftalmologia, ou na visita mais próxima no tempo. A quantidade de maços/dia (mpd) e todas as anotações feitas nas visitas ao consultório de Oftalmologia foram analisadas para aconselhamento sobre o uso de tabaco.
Resultados: Um total de 435 indivíduos preencheram os critérios de inclusão, dos quais 72 (16,6%) estavam fumando ativamente no momento do primeiro encontro. Apenas 57 (79,2%) desses indivíduos que fumam ativamente registraram queixas relacionadas ao tabagismo, sendo que 34 (59,6%) deles receberam alguma forma de aconselhamento sobre o uso de tabaco. Ao todo, 9 (26,5%) indivíduos dentre os que receberam aconselhamento sobre tabaco e 1 (4,3%) que não teve aconselhamento registrado pararam de fumar (diferença de risco de 22,1%; IC 95%, [1,7%, 39,1%]; p=0,04). Dentre aqueles que receberam aconselhamento, 17 (50,0%) reduziram seus mpd, além de 7 (30,4%) daqueles que não tiveram aconselhamento (diferença de risco de 19,6%; IC 95% [-6,3%, 41,3%]; p=0,18). No geral, 14 (25,5%) dos 55 oftalmologistas que tiveram um paciente fumante ativo registraram evidências de aconselhamento sobre o uso de tabaco.
Conclusões: Os resultados deste estudo revelam tanto as oportunidades perdidas de aconselhamento sobre o uso do tabaco quanto a eficácia do aconselhamento no contexto de doenças oculares associadas à tireoide.
Keywords: Uso de tabaco; Aconselhamento; Doenças da glândula tireóide; Doença de Graves; Oftalmopatias
Abstract
PURPOSE: Although the orthokeratology effects on corneal biomechanics have been proven with clinical trials, reports of stiffness parameter change are scarce. This study investigated the short-term orthokeratology effects in pediatric myopia and compared stiffness parameter changes to those published in recent clinical investigations. This prospective study aimed to investigate corneal biomechanics changes induced by short-term overnight orthokeratology treatment, focusing on stiffness parameter at A1 and stress-strain index
METHODS: Twenty-six children aged 8 to 18 were included in this study using orthokeratology lenses for two different durations: 1 day and 1 week. Corneal biomechanics were assessed using corneal visualization (Corvis) Scheimpflug technology. Measurements were taken at baseline and after each wearing session. Changes in corneal stiffness parameters and corneal curvature were analyzed.
RESULTS: All parameters changed significantly after 1 week of lens wear (p<0.05), except for velocity of corneal apex at the first and second applanation times highest concavity time, radius, stiffness parameter at A1 and stress-strain index. After 1 day, central corneal thickness, first applanation time, second applanation time, deformation amplitude ratio (2 mm), and Corvis biomechanical index (CBI) remained stable (p>0.05). After 1 week, central corneal thickness and first applanation time decreased, whereas second applanation time, deformation amplitude ratio, and Corvis Biomechanical Index significantly increased. With intraocular pressure and central corneal thickness as control variables, no significant correlation was found between stress-strain index and curvature changes (p>0.05). With age as the control variable, no significant correlation was found between stress-strain index and curvature changes (p>0.05).
CONCLUSIONS: Short-term orthokeratology treatment induced notable changes in several corneal biomechanical parameters. Stiffness parameter at A1 and stress-strain index are unaffected by increasing lens wear duration and do not influence the orthokeratology effect.
Keywords: Orthokeratologic procedures; Epithelium, corneal; Corneal topography; Myopia/therapy; Diagnostic techniques, ophthalmological; Biomechanical phenomena; Refraction, ocular; Visual acuity; Humans; Children; Adolescent
Abstract
Objetivo: Criar modelos, em catarata pediátrica, para estimar valores futuros de ceratometria e comprimento axial, com base na ceratometria e no comprimento axial medidos na cirurgia, para previsão do poder da lente intraocular para emetropia em idades futuras.
Métodos: Olhos com catarata bilateral, ceratometria e comprimento axial medidos na cirurgia e pelo menos um exame pós-operatório com medidas de ceratometria e comprimento axial foram considerados para este estudo. Os modelos para estimar futuras ceratometrias e comprimentos axiais foram criados considerando (1) ceratometria e comprimento axial medidos na cirurgia, (2) a inclinação média da regressão logarítmica da ceratometria e comprimento axial criada para cada olho e (3) a idade na cirurgia. A lente intraocular para emetropia em idades futuras pode ser estimada usando esses valores em fórmulas de terceira geração. Os erros de estimativa da ceratometria, comprimento axial e poder da lente intraocular, usando os modelos, também foram calculados.
Resultados: 57 olhos de 29 pacientes preencheram os critérios de inclusão. A idade média na cirurgia e acompanhamento foram de 36,96 ± 32,04 meses e 2,39 ± 1,46 anos, respectivamente. A inclinação média da regressão logarítmica criada para cada olho foi de -3.286 para ceratometria e + 3.189 para o comprimento axial. Os erros médios de estimativa absoluta para ceratometria e comprimento axial foram respectivamente: 0,61 ± 0,54 D e 0,49 ± 0,55 mm, e para o poder da lente intraocular usando as fórmulas SRK-T, Hoffer-Q e Holladay I foram: 2,04 ± 1,73 D, 2,49 ± 2,10 D e 2,26 ± 1,87 D, respectivamente.
Conclusões: Os modelos apresentados podem ser utilizados para estimar o poder da lente intraocular que levaria a emetropia em idades futuras e orientar a escolha do poder da lente intraocular a ser implantada na catarata pediátrica.
Keywords: Catarata; Biometria/métodos; Emetropia; Comprimento axial do olho; Lentes intraoculares; Criança
Abstract
Objetivo: Determinar se o diâmetro axial está associado ao nível educacional em pacientes idosos com catarata que não foram expostos a dispositivos eletrônicos nas duas primeiras décadas de vida.
Métodos: Este estudo transversal foi conduzido em pacientes idosos com catarata na cidade de Campinas, Brasil. Os Pacientes foram divididos em 2 grupos: no Grupo 1 foram incluídos aqueles que completaram, pelo menos, o ensino fundamental (incluindo analfabetos e aqueles com ensino fundamental completo ou incompleto), o que corresponde a 12 anos de escolaridade; no Grupo 2 foram incluídos indivíduos que, pelo menos, estudaram até o ensino médio (incluindo indivíduos com ensino médio completo e superior completo ou superior incompleto). A amostra foi selecionada aleatoriamente com estratificação por sexo e idade. O desfecho principal foi a medida do diâmetro axial.
Resultados: A amostra foi constituída por 472 indivíduos que foram submetidos a cirurgia de catarata. Duzentos e trinta e seis indivíduos (50%) foram alocados no Grupo 1 e duzentos e trinta e seis indivíduos (50%) no Grupo 2. A mediana da idade (IIQ; intervalo) foi 66 (12; 50-89) anos. Duzentos e setenta e dois (57,6%) eram homens e duzentos (42,4%) mulheres, com distribuição simétrica entre os dois grupos. A mediana do diâmetro axial (IIQ; intervalo) foi 22,82 (1,51; 20,34-28,71) mm no Grupo 1 e 23,32 (1,45; 20,51-31,34) mm no Grupo 2 (p<0,001).
Conclusão: Maiores medidas de diâmetro axial foram associadas a níveis educacionais mais elevados em pacientes idosos submetidos a cirurgia de catarata. Tal achado sugere que a miopização relacionada ao aumento de atividades que utilizam a visão de perto é fenômeno que ocorre antes mesmo da exposição a dispositivos eletrônicos.
Keywords: Comprimento axial do olho; Miopia; Biometria; Catarata; Nível de escolaridade; Humanos; Idoso.
Abstract
PURPOSE: The volume of the vitreous chamber varies with the size of the eye. The space created in the vitreous cavity by a vitrectomy is called the vitrectomized space. The volume of the vitrectomized space is strongly correlated with the axial length of the eye. This study aims to present guidelines for estimating the using participants stratified by axial length, sex, and history of cataract surgery.
METHODS: This retrospective, observational, cross-sectional study included 144 randomly selected participants who underwent vitrectomies between 2013 and 2023. Before surgery, the axial lengths of participants' eyes were measured using optical biometrics. The axial lengths of the eyes in our sample were between 20-32 mm. In all cases, a complete vitrectomy was performed, followed by complete fluid-air exchange and injection of a balanced saline solution. The volume infused was recorded.
RESULTS: The median (interquartile range; range) volume of the vitrectomized space was 6.1 (3.8; 3.1-11.3) mL in men and 6.1 (3.3; 3.2-11.2) mL in women (p=0.811). The median volume of the vitrectomized space was 5.9 (3.6; 3.1-11.2) mL in patients with phakic lenses and 6.25 (3.6; 3.3-11.3) mL in those with pseudophakic lenses (p=0.533). A positive correlation was found between the axial length and the volume of the vitrectomized space in this sample (r=0.968; p<0.001). In a cubic polynomial regression, the coefficient of determination was 0.948. Similar results were observed in both sexes and in both phakic and pseudophakic patients. The estimated cubic polynomial regression equation for this sample was VVS = 0.000589052857847605 × AL3 - 0.025114926401582700 × AL2 + 0.685961117595624000 × AL - 5.088226672620790000.
CONCLUSION: We developed this axial length estimation of the volume of vitrectomized space as a guideline for the determination of vitrectomized space volume using axial length.
Keywords: Cataract extraction; Retinal perforations/surgery; Epiretinal membrane/surgery; Vitreous body; Axial length, eye; Vitrectomy; Biometry/methods; Diagnostic techniques, ophthalmological; Guidelines as topic.
Abstract
PURPOSE: To compare the refractive prediction error of Hill-radial basis function 3.0 with those of 3 conventional formulas and 11 combination methods in eyes with short axial lengths.
METHODS: The refractive prediction error was calculated using 4 formulas (Hoffer Q, SRK-T, Haigis, and Hill-RBF) and 11 combination methods (average of two or more methods). The absolute error was determined, and the proportion of eyes within 0.25-diopter (D) increments of absolute error was analyzed. Furthermore, the intraclass correlation coefficients of each method were computed to evaluate the agreement between target refractive error and postoperative spherical equivalent.
RESULTS: This study included 87 eyes. Based on the refractive prediction error findings, Hoffer Q formula exhibited the highest myopic errors, followed by SRK-T, Hill-RBF, and Haigis. Among all the methods, the Haigis and Hill-RBF combination yielded a mean refractive prediction error closest to zero. The SRK-T and Hill-RBF combination showed the lowest mean absolute error, whereas the Hoffer Q, SRK-T, and Haigis combination had the lowest median absolute error. Hill-radial basis function exhibited the highest intraclass correlation coefficient, whereas SRK-T showed the lowest. Haigis and Hill-RBF, as well as the combination of both, demonstrated the lowest proportion of refractive surprises (absolute error >1.00 D). Among the individual formulas, Hill-RBF had the highest success rate (absolute error ≤0.50 D). Moreover, among all the methods, the SRK-T and Hill-RBF combination exhibited the highest success rate.
CONCLUSIONS: Hill-radial basis function showed accuracy comparable to or surpassing that of conventional formulas in eyes with short axial lengths. The use and integration of various formulas in cataract surgery for eyes with short axial lengths may help reduce the incidence of refractive surprises.
Keywords: Cataract; Lenses, intraocular; Axial length, eye; Refractive errors; Artificial intelligence
Abstract
Objetivo: Explorar os efeitos terapêuticos das lentes de ortoceratologia combinados com colírio atropina 0,01% em miopia juvenil.
Métodos: Um total de 340 pacientes com miopia juvenil (340 olhos) tratados entre 2018 e Dezembro de 2020 foram divididos em Grupo Controle (170 casos com 170 olhos, lentes de ortoceratologia) e Grupo Observação (170 casos com 170 olhos, lentes de ortoceratologia combinadas com colírio atropina 0,01%). A acuidade visual melhor corrigida para longe, acuidade visual melhor corrigida para perto, dioptria, comprimento axial, amplitude de acomodação, diâmetro da pupila brilhante, diâmetro da pupila escura, espessura da camada lipídica da película lacrimal e tempo de ruptura do rasgo foram medidos antes do tratamento e 1 ano depois. A incidência de reações adversas foi observada.
Resultados: Antes do tratamento, o grau esférico equivalente foi significativamente melhorado em 0,22 (0,06, 0,55) D e 0,40 (0,15, 0,72) D respectivamente no Grupo Observação e no Grupo Controle após o tratamento (p<0,01). Após tratamento, o comprimento axial foi significativamente aumentado em (0,15 ± 0,12) mm e (0,24 ± 0,11) mm respectivamente nos Grupos Observação e controle (p<0,01), enquanto, no grupo de observação, a amplitude de acomodação diminuiu significativamente e foi inferior a do Grupo Controle, e o diâmetro da pupila brilhante e o diâmetro da pupila escura aumentaram significativamente e foram maiores do que os do Grupo Controle (p<0,01). A espessura da camada lipídica da película lacrimal e o tempo de ruptura do rasgo diminuíram significativamente nos dois grupos (p<0,01) após o tratamento.
Conclusões: As lentes de ortoceratologia combinadas com colírio atropina 0,01% podem melhorar significativamente o efeito controle em miopia juvenil com elevada segurança.
Keywords: Atropina; Miopia; Procedimentos ortoceratológicos; Comprimento axial do olho; Topografia da córnea; Acuidade visual; Lentes de contato.
Abstract
PURPOSE: To describe a 2019 acute toxoplasmosis outbreak in the city of São Paulo, Brazil, and to evaluate the laboratory serological profile for toxoplasmosis for three consecutive years. The ophthalmological manifestations of the patients involved in the outbreak were also studied.
METHODS: A cross-sectional descriptive study of a toxoplasmosis outbreak in São Paulo, Brazil, between February and May 2019. Epidemiological data were described, as were the observed ocular manifestations. As part of this study the number of patients with positive IgM toxoplasmosis serology was obtained from a large laboratory network (DASA) for three consecutive years, including the year of the outbreak (2018, 2019, 2020).
RESULTS: Eighty-three individuals were identified in the outbreak and two clusters were studied. The clinical picture of at least 77% of the patients, the epidemiological analysis, and the short incubation period (5-8 days) suggested contamination by oocysts. Serological laboratory data analysis revealed an increase of positive toxoplasmosis IgM in 2019 of 73% compared to the previous year. Ophthalmological examination revealed that at least 4.8% of the patients developed toxoplasmic retinochoroiditis, none of whom had been treated during the acute systemic disease.
CONCLUSION: Our findings indicate vegetable contamination as the possible source of this outbreak, a high prevalence of toxoplasmosis in São Paulo during the outbreak period, and a drop in the number of tests during the COVID-19 pandemic. Retinochoroiditis was observed in at least 4.8% of the cases. We confirm the need to implement effective means for the prevention, diagnosis, and treatment of the disease. This may involve raising awareness among the population of the importance of vegetable hygiene, and improved quality control of food and water.
Keywords: Toxoplasmosis/etiology; Food parasitology; Water/parasitology; Uveitis, posterior/parasitology; Chorioretinitis/parasitology; Visual acuity; Disease outbreaks; Eye manifestations; Humans.
Abstract
PURPOSE: This study aimed to identify factors influencing axial length changes in adolescents wearing orthokeratology lenses.
METHODS: A retrospective analysis was conducted on 84 adolescents (aged 9-17 yr) who wore orthokeratology lenses at our hospital. Axial length changes were calculated as the difference between the first and last visits. Patients were categorized into two groups based on axial length change: lower-than-average and higher-than-average. Data on sex, age at orthokeratology lens initiation, family history, initial equivalent spherical lens value, initial cylindrical lens value, initial average K value, and initial axial length were collected. Univariate and mixed-effects model analyses were performed to assess their influence on axial length changes.
RESULTS: Age (p<0.05) and initial equivalent spherical value (p<0.05) were significant predictors of axial length changes in both eyes and the left eye. For the right eye, only age was a significant factor (p<0.05). The mixed-effects model revealed that the difference between the left and right eyes, duration of orthokeratology lens use, age, initial equivalent spherical lens value, and initial axial length significantly influenced axial length changes in adolescents (p<0.05).
CONCLUSION: The factors influencing axial length changes in adolescents wearing orthokeratology lenses differ between the left and right eyes. These changes depend on the duration of lens wear, age, initial equivalent spherical lens value, and initial axial length. This study provides a theoretical basis for evaluating the clinical efficacy of orthokeratology lenses in managing myopia progression in adolescents.
Keywords: Orthokeratology; Contact lens; Myopia; Adolescent; Axial length, eye
Abstract
Esta revisão foi baseada na literatura médica e na experiência clínica de um comitê de especialistas membros da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica e da Sociedade Brasileira de Lentes de Contato e Córnea. Rotineiramente as crianças devem ser submetidas a topografia da córnea no primeiro exame e visitas semestrais com refração cicloplegiada e biometria óptica anual. A progressão da miopia foi definida como um aumento anual no equivalente esférico maior que 0,50 D/ano ou do comprimento axial maior que 0,3 mm (até 10 anos) ou 0,2 mm (mais de 11 anos). Os tratamentos propostos para a progressão são controle ambiental, atropina em baixa concentração, óculos com defocus, lentes de contato ou ortoceratologia, devendo-se considerar associações para casos não controlados. O tratamento deve ser realizado por pelo menos 2 anos. O presente documento é uma diretriz para diagnóstico, tratamento e acompanhamento de crianças pré-míopes e míopes no Brasil.
Keywords: Miopia; Distúrbios pupilares; Progressão da doença; Atropina; Refração ocular; Midriáticos; Lentes de contato; Biometria; Criança; Brasil
Abstract
Neonato de 7 semanas, do sexo masculino, nascido de parto cesárea, apresentou sorologia positiva para dengue com hemorragias retinianas e pré-retinianas, opacidades vítreas e manchas algodonosas. O paciente e sua mãe haviam apresentado sorologias positivas para Non Structural Protein 1 através de ELISA. Achados na retina e no vítreo melhoraram em um período de dezesseis semanas. O exame de tomografia de coerência óptica de domínio espectral demonstrou arquitetura macular preservada. Neste relato de caso, sugerimos que alterações na retina e no vítreo podem ser os achados oculares aparentes em neonatos com infecção vertical por dengue, e que estes podem se resolver sem maiores sequelas estruturais.
Keywords: Dengue; Complicações infecciosas na gravidez; Transmissão vertical de doenças infecciosas; Manifestações oculares; Hemorragia retiniana; Hemorragia vítrea; Humanos; Doenças do recém-nascido; Relatos de casos
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