Showing of 1 until 15 from 248 result(s)
Search for: Eye infection, fungal; Mycosis; keratitis; Corneal ulcer
Abstract
Introdução: Apesar da sua aparente simplicidade, o uso de lentes descartáveis deve ser feito respeitando-se os critérios de forma de uso, conservação e descarte. A úlcera de córnea bacteriana é a complicação mais temida em usuários de lente e pode ter relação com vários fatores tais como higiene, conservação e principalmente o uso prolongado. Objetivo: Descrever um caso de úlcera bilateral por Pseudomonas em um paciente usuário de lentes descartáveis, evidenciando e discutindo a importância do exame prévio, orientação e seguimento adequados, bem como ressaltando que por ser descartável a lente não é isenta de complicações graves. Relato do caso: Um estudante de 17 anos, usando lentes descartáveis há 6 meses, sem exame ou prescrição médica, nos procurou queixando-se de dor em OE no qual observou-se úlcera corneana infiltrada na meia periferia. Foi colhido material e iniciado tratamento com colírios fortificados. Após 8 horas, retornou referindo agora dor em OD, tendo sido observada ceratite difusa com secreção mucopurulenta. A conduta foi a mesma. Os exames revelaram Pseudomonas em ambos os olhos e o quadro regrediu sem seqüelas após uma semana de tratamento. Discussão: O autor discute os principais fatores envolvidos com o aparecimento de ceratite infecciosa em usuários de lentes de contato, lembrando que as lentes descartáveis, apesar da sua aparente simplicidade também estão relacionadas com este grave quadro. Ressalta ainda que o uso prolongado é considerado um dos seus principais fatores de risco. O relato de um caso de ceratite bilateral serve de alerta para o uso deste tipo de lente sem a devida orientação e acompanhamento.
Keywords: Úlcera de córnea; Lente de contato; descartável; bilateral
Abstract
OBJETIVO: Relatar as alterações no plexo nervoso corneano subbasal em pacientes com ceratite infecciosa de origem bacteriana utilizando a microscopia confocal in vivo.
MÉTODOS: Treze olhos de 13 pacientes com ceratite bacteriana unilateral e 12 indivíduos saudáveis como grupo controle foram incluídos prospectivamente no estudo. A microscopia confocal in vivo foi realizada em todos os pacientes em 2 momentos: na fase aguda da ceratite infecciosa e após 28 ± 0,6 meses da resolução da infecção.
RESULTADOS: A densidade dos nervos no plexo subbasal foi de 5,15 ± 1,03 mm/mm2 na fase aguda da
ceratite infecciosa (comparada com o grupo controle: 19,02 ± 1,78 mm/mm2, p<0,05). Apesar de significativa regeneração dos nervos corneanos ao longo de um intervalo de 28 meses após a resolução da infecção, a densidade dos nervos se manteve significativamente reduzida (9,73 ± 0,93 mm/mm2) quando comparada com o grupo controle (19,02 ± 1,78 mm/mm2, p<0,05). Além disso, as imagens obtidas com a microscopia confocal mostraram áreas de hiperreflectividade referente ao tecido corneano cicatricial com ramos de nervos, afinados e tortuosos, se regenerando nessas áreas.
CONCLUSÕES: Foi observado regeneração parcial dos nervos do plexo corneano subbasal durante os primeiro 28 meses após a resolução da fase aguda da ceratite infecciosa. Além disso, os nervos corneanos regenerados se mantiveram morfologicamente alterados quando comparados ao grupo controle. Esses resultados podem ser relevantes para o acompanhamento clínico e planejamento cirúrgico desses pacientes.
Keywords: Córnea/inervação; Nervo oftálmico; Infecções oculares virais; Ceratite herpética; Microscopia confocal
Abstract
Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico dos casos de evisceração e enucleação no pronto-socorro oftalmológico de um hospital terciário brasileiro.
Métodos: Análise retrospectiva dos casos tratados no pronto-socorro oftalmológico do Hospital São Paulo (Universidade Federal de São Paulo) entre os anos de 2013 a 2018. Os casos urgentes de evisceração e enucleação foram incluídos e os casos eletivos foram excluídos. A análise dos prontuários médicos foi baseada em: dados demográficos, causas imediatas e associadas ao procedimento, acuidade visual informada, duração dos sintomas antes do atendimento oftalmológico, complicações, distância da residência até o hospital e tempo de hospitalização.
Resultados: 61 enucleações e 121 eviscerações foram incluídas no estudo. Os pacientes tinham uma média de idade de 63,27 ± 18,68 anos; 99 eram do sexo masculino (54,50%) e 83 do sexo feminino (45,60%). As indicações de evisceração e enucleação foram: perfuração corneana com (44,50%) e sem (23,63%) sinais infecciosos, endoftalmite (15,38%), trauma ocular (14,29%), neoplasia (0,55%), queimadura (1,10%) e phthisis bulbi (0,55%). A acuidade visual informada foi de ausência de percepção luminosa (87,36%), percepção luminosa (1.10%), ausência de colaboração (3,30%) e sem dados informados (8,24%). A média de tempo até a busca pelo serviço oftalmológico foi de 18,32 dias. Houve 2 casos de oftalmia simpática após evisceração.
Conclusões: Eviscerações foram predominantemente realizadas em comparação a enucleações em todo o período de estudo. As características demográficas mais comuns foram idade >60 anos e sexo masculino. As principais indicações para procedimentos urgentes de evisceração e enucleação foram perfuração corneana com e sem infecção, endoftalmite e trauma ocular. Este estudo poderia guiar medidas preventivas para evitar procedimentos oculares destrutivos.
Keywords: Evisceração do olho; Enucleação ocular; Úlcera da córnea/epidemiologia; Endoftalmite; Traumatismos oculares; Serviços médicos de emergência; Serviços de saúde ocular.
Abstract
Objetivo: Avaliar o curso clínico e o manejo da ceratite infecciosa de interface após ceratoplastia endotelial da membrana de Descemet.
Métodos: Um total de 352 casos submetidos a ceratoplastia endotelial da membrana de Descemet foram revisados retrospectivamente. Pacientes com ceratite infecciosa de interface foram analisados durante o acompanhamento. As análises microbiológicas, o tempo até o início da infecção, os achados clínicos, a duração do acompanhamento, o tratamento e a acuidade visual para longe corrigida pós-tratamento foram registrados.
Resultados: Ceratite infecciosa de interface foi detectada em 8 olhos de 8 casos. Três patógenos fúngicos e três bacterianos foram identificados em todos os casos e receberam tratamento médico de acordo com a sensibilidade da cultura. O tratamento antifúngico foi iniciado em dois casos sem crescimento em cultura, com diagnóstico preliminar de ceratite infecciosa fúngica. Injeções antifúngicas intraestromais foram usadas em todos os casos com infecções fúngicas. O tempo médio para o início da infecção foi de 164 dias (variação: 2-282 dias). A ceratite infecciosa de interface pós-operatória desenvolveu-se no período inicial em dois casos. A duração média do acompanhamento foi de 13,4 ± 6,2 meses (variação: 6-26 meses). A ceratoplastia endotelial de membrana de Descemet foi realizada em dois casos (25%) e ceratoplastia penetrante terapêutica em quatro casos (50%) que não se recuperaram com tratamento médico. A acuidade visual para longe corrigida final foi de 20/40 ou melhor em 5/8 (62,5%) dos pacientes.
Conclusões: O diagnóstico e o tratamento da ceratite infecciosa de interface após ceratoplastia endotelial da membrana de Descemet são difíceis. A intervenção cirúrgica precoce deve ser o procedimento preferido se não houver resposta ao tratamento médico. Melhor sobrevida do enxerto e melhor acuidade visual podem ser alcançadas com ceratoplastia penetrante terapêutica e ceratoplastia endotelial da membrana de Descemet em pacientes com ceratite infecciosa de interface
Keywords: Transplante de Córnea; Lâmina limitante posterior; Sobrevivência de enxerto; Infecções; Injeções; Ceratite; Ceratoplastia penetrante; Acuidade visual
Abstract
Objetivo: Investigar a susceptibilidade a antibióticos, o perfil clínico, epidemiológico e microbiológico das ceratites infecciosas.
Métodos: Estudo retrospectivo longitudinal. Registros médicos e laboratoriais de 2015 a 2019 foram revisados retrospectivamente.
Resultados: Trezentos e oitenta patógenos (321 bactérias e 59 fungos) foram isolados das córneas de 352 pacientes. As espécies de Staphylococcus foram os microorganismos mais isolados (45%), seguidos de Pseudomonas (18,4%), fungos (15,5%), Streptococcus (7,9%) e Serratia (3,2%). Não houve resistência das bactérias Gram-positivas à amicacina ou vancomicina, enquanto 14,8% isolados Gram-positivos foram resistentes à ciprofloxacina (p<0,05). Todos os organismos Gram-negativos eram suscetíveis à amicacina. Pacientes do sexo masculino representaram 62,8% de 129 casos com dados clínicos acessíveis. A média de idade foi 53,17 ± 21 anos. O tempo até a apresentação (desde o início dos sintomas) foi de 14,9 ± 19,4 dias (mediana: 7 dias). Úlceras grandes (>5mm em qualquer extensão) representaram 49,6% (64 olhos) dos casos. A duração do tratamento foi de 49 ± 45,9 dias (mediana: 38 dias). Trauma ocular direto foi relatado por 48 (37,2%) pacientes e uso de lentes de contato por 15 (11,6%) pacientes. Foi prescrito tratamento prévio para 72 (55.8%) pacientes. Outras classes de medicamentos foram prescritas para 16 (12.4%). Setenta e nove (61,2%) pacientes tiveram que ser hospitalizados. Como complicações maiores, 53 (41,1%) pacientes apresentaram perfuração corneana, 40 pacientes (31%) foram submetidos à ceratoplastia penetrante tectônica e 28 (21,7%) desenvolveram glaucoma secundário. Oito pacientes (6,2%) evoluíram para endoftalmite. O tratamento empírico da ceratite microbiana foi amplamente empregado, com 94 (72,9%) pacientes em uso de moxifloxacina e 56 (43,4%) em uso de ciprofloxacina antes do resultado da cultura.
Conclusões: Nosso hospital tratou predominantemente de pacientes com úlceras microbianas graves. Embora bactérias Gram-positivas constituíssem a maioria dos isolados, bacilos e fungos Gram-negativos também foram frequentemente identificados nas ceratites microbianas. Os resultados de suscetibilidade sugerem a combinação de vancomicina e amicacina como um regime terapêutico empírico eficaz para essa condição grave com risco de perda visual permanente.
Keywords: Ceratite; Infecções oculares bacterianas; Antibacterianos.
Abstract
PURPOSE: To report the ophthalmological signs, symptoms, and clinical management observed during an unprecedented outbreak of chemical ocular injuries related to cosmetic hair ointments in Brazil.
METHODS: This descriptive, cross-sectional study reviewed medical records of patients treated at the emergency center of Fundação Altino Ventura for chemical ocular trauma associated with cosmetic hair ointment use between February 2022 and February 2023. Records with incomplete medical information were excluded.
RESULTS: The study included 168 patients (95.2% [n=160] female), with a mean age of 30.8 ± 9.7 years. The most frequently reported symptoms at presentation were pain (167/168, 99.4%) and photophobia (92/168, 54.8%). Severe pain was reported by 137 patients (80%). Keratitis was present in 280 of 336 eyes (83.3%), conjunctival hyperemia in 256 eyes (76.4%), and corneal abrasions in 174 eyes (51.8%). A decrease in visual acuity (worse than 20/25) was documented in 18.5% (31/168) of cases. Lubricants, antibiotics, and re-epithelialization
ointments were prescribed to 64.8% (109/168) of the patients. Topical corticosteroids and oral vitamin C were administered to 34% (57/168) and 1.2% (2/168) of patients, respectively. Followup visits were required in 19% (33/168) of cases.
CONCLUSION: The outbreak of chemical ocular injuries linked to cosmetic ointments used for braiding and hair modeling in Brazil was marked by intense ocular pain, conjunctival hyperemia, keratitis, and corneal abrasions. Most patients were treated with lubricants, antibiotics, and re-epithelialization ointments, although approximately one-fifth required followup care, and one-third received additional treatment with either topical corticosteroids and/or oral vitamin C.
Keywords: Cosmetics; Hair preparations; Eye injuries; Burns, chemical; Eye burns; Keratitis; Cornea; Corneal diseases; Visual low.
Abstract
Objetivo: O objetivo deste estudo foi analisar dados epidemiológicos de pacientes e resultados laboratoriais para todas as amostras de córnea coletadas de pacientes atendidos no Departamento de Oftalmologia do Hospital São Paulo, Brasil, durante um período de 30 anos e correlacionar com o uso de lentes de contato.
Métodos: Amostras de córnea de pacientes com diagnóstico clínico de ceratite microbiana (de janeiro de 1987 a dezembro de 2016) foram incluídas neste estudo. Resultados laboratoriais para culturas positivas para bactérias, fungos e Acanthamoeba spp. foram analisados retrospectivamente. Para verificar se o número de pacientes com ceratite microbiana associada à lente de contato, fator de risco para infecção microbiana, mudou ao longo do tempo, a análise foi dividida em três décadas: 1987-1996, 1997-2006 e 2007-2016. As informações incluindo o sexo do paciente, idade e tipo de organismo isolado foram comparadas entre os períodos. A análise estatística foi realizada no software SAS/STAT 9.3 e SPSS (v20.0).
Resultados: Amostras de córnea de 10.562 pacientes com ceratite microbiana foram incluídas no estudo, das quais 1.848 foram relacionadas ao uso de lentes de contato. Os resultados revelaram que a frequência de ceratite microbiana associada à lente de contato aumentou nas últimas duas décadas analisadas. No geral, os homens compreendiam uma proporção maior do grupo ceratite microbiana não associada à lente de contato (CMNLC) (60,3%) e as mulheres eram mais frequentes no grupo ceratite microbiana associada à lente de contato (59,5%). Pacientes com idade entre 19 e 40 anos foram mais frequentemente observados no grupo ceratite microbiana associada à lente de contato em todos os períodos. Staphylococcus spp. foi a bactéria Gram-positiva mais frequentes, enquanto Pseudomonas spp. foi a bactéria Gram-negativa nos grupos ceratite microbiana. Entre os fungos ceratite microbiana, os fungos filamentosos foram os fungos mais frequentes durante todo o período do estudo, com Fusarium spp. sendo o mais frequente no grupo ceratite microbiana não associada à lente de contato. Acanthamoeba spp. e Pseudomonas spp. amostras positivas foram significativamente correlacionadas com ceratite microbiana associada à lente de contato.
Conclusões: A maior prevalência de ceratite microbiana associada à lente de contato no nosso estudo foi observada em mulheres e adultos jovens com idade entre 19 e 40 anos. Staphylococcus spp. e Fusarium spp. foram as bactérias e fungos predominantes isolados nas amostras da córnea. Pseudomonas spp. e Acanthamoeba spp. foram significativamente correlacionados a ceratite microbiana associada à lente de contato neste estudo.
Keywords: Lentes de contato/efeitos adversos; Infecções oculares bacterianas/microbiologia; Ceratite por Acanthamoeba; Úlcera de córnea
Abstract
OBJETIVO: Estudar os dados epidemiológicos, resultados laboratoriais e fatores de risco associados às ceratites infecciosas.
MÉTODOS: Estudo retrospectivo das amostras de cultura de córnea em pacientes com ceratites infecciosas entre Janeiro/2010 a Dezembro/2019. Os resultados foram analisados de acordo com o diagnóstico etiológico de infecção bacteriana, fúngica ou parasitária e correlacionado com os fatores de risco relacionados.
RESULTADOS: Quatro mil, oitocentas e dez amostras corneanas de 4047 pacientes (média de idade de 47,79 ± 20,68 anos; homens em sua maioria (53,7%) foram incluídas.
A prevalência de infecções por bactéria, fungo e Acanthamoeba foram de 69.80%, 7,31%, and 3,51%, respectivamente. A maioria das bactérias mais frequentemente isoladas foram Staphylococcus coagulase-negativo (CoNS) (45,14%), S. aureus (10,02%), Pseudomonas spp. (8,80%), e Corynebacterium spp. (6,21%). Dentre CoNS, o principal agente foi S. epidermidis (n=665). Nas ceratites fúngicas, Fusarium spp. (35,42%) e Candida parapsilosis (16,07%) foram os agentes mais comuns entre os filamentosos e leveduriformes, respectivamente. O uso de lentes de contato foi associado à cultura positiva para Acanthamoeba spp. (OR=19,04; p<0,001) e Pseudomonas spp (OR=3,20; p<0,001). Trauma ocular prévio foi associado a culturas positivas para fungo (OR=1,80; p=0,007), e idade avançada foi associada a culturas positivas para bactéria (OR=1,76; p=0,001).
CONCLUSÕES: Nossos achados demonstraram uma maior positividade para bactérias em amostras de cultura corneana. Dentre estas, CoNS foi mais frequentemente identificado, sendo S. epidermidis o principal agente. Nas ceratites fúngicas, Fusarium spp. Foi o mais comumente isolado. O risco de positividade para Acanthamoeba spp. e Pseudomonas spp. foi maior em usuários de lentes de contato. Trauma ocular aumentou o risco de cultura positiva para fungo, ao passo que idade mais avançada aumentou o risco de infecção bacteriana.
Keywords: Úlcera da córnea/epidemiologia; Úlcera da córnea/microbiologia; Ceratite; Infecções oculares
Abstract
OBJETIVO: Descrever as características clínicas e os fatores associados à presença de ceratite em pacientes com corpos estranhos na córnea em uma população colombiana.
MÉTODOS: Trata-se de um estudo transversal baseado na revisão dos registros clínicos de pacientes com corpos estranhos na córnea admitidos em um departamento de emergência em Cali, Colômbia, entre junho de 2018 e junho de 2019. O desfecho primário foi a presença de ceratite diagnosticada através de critérios clínicos. Foram utilizados modelos de regressão logística univariada e multivariada para identificar os fatores associados.
RESULTADO: Neste estudo, foi analisado um total de 381 corpos estranhos na córnea em 372 pacientes (idade média: 40,0 anos, intervalo interquartil: 29,0-53,0; sexo masculino: 94,7% [352 casos]). Noventa e cinco casos desenvolveram ceratite (24,9%, intervalo de confiança de 95% — IC 95%: 20,8%-29,5%). Na análise multivariada, para idade ≤30 anos (razão de chances — RC: 2,15, IC 95%: 1,06-4,36), o achado de flare aquoso (RC: 2,81, IC 95%: 1,39-5,66]) e a presença de corpo estranho na periferia da córnea (RC: 2,05, IC 95%: 1,19-3,50) foram associados a um risco aumentado de ceratite. Sexo, tempo entre a lesão e a internação, e edema da córnea não foram relacionados à ceratite (p>0,05).
CONCLUSÃO: Há uma proporção elevada de ceratite em casos de corpos estranhos na córnea em Cali, Colômbia. Os três fatores associados à ceratite foram a idade, o achado de flare aquoso e a presença de corpo estranho na periferia da córnea.
Keywords: Corpos estranhos no olho; Lesões da córnea; Ceratite/epidemiologia; Estudos transversais; Colômbia.
Abstract
PURPOSE: This study aimed to report the use, efficacy, and safety of intracameral voriconazole as an adjuvant treatment for deep fungal keratitis.
METHODS: This was a prospective case series of seven eyes with fungal keratitis with anterior chamber involvement or a corneal ulcer refractory to conventional topical treatment. In addition to topical treatment with 0.15% amphotericin B eye drops, voriconazole 50 μg/ 0.1 mL
was administered to the anterior chamber of each affected eye up to four times within 72 h. The primary outcome measures were healing (fungal eradication) and the need for therapeutic keratoplasty. Best-corrected visual acuity was a secondary outcome measure.
RESULTS: Three cases were confirmed by confocal microscopy, and four were diagnosed from positive culture tests. At presentation, one patient had a best-corrected visual acuity of 20/80, while all others had hand motion or worse. Four cases received one intracameral injection, two cases received three, and one case received four injections. There were no complications after any of the intracameral voriconazole injections. Four patients had imminent corneal perforations and were treated with cyanoacrylate adhesive and bandage contact lenses. Four patients recovered from the infection, and three underwent therapeutic keratoplasty. The final best-corrected visual acuity was improved in two cases but all patients had a final visual acuity of counting fingers or worse.
CONCLUSION: As an adjuvant treatment for deep fungal keratitis, intracameral voriconazole injection is a feasible option. Although fungal eradication was achieved in all patients, three required therapeutic keratoplasty and all patients had unsatisfactory visual acuity outcomes.
Keywords: Antifungal agents; Fungi; Corneal transplantation; Keratitis; Eye infections, fungal; Voriconazole
Abstract
PURPOSE: To evaluate the clinical results of cryopreserved amniotic membrane transplantation as a treatment option for refractory neurotrophic corneal ulcers.
METHODS: This prospective study included 11 eyes of 11 patients who underwent amniotic membrane transplantation for the treatment of refractory neurotrophic corneal ulcers at Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, in the city of Curitiba, from May 2015 to July 2021. Patients underwent different surgical techniques in which the amniotic membrane was applied with the epithelium facing upward to promote corneal re-epithelialization.
RESULTS: The median age of the patients was 60 years (range, 34-82 years), and 64% were men. The predominant etiology of corneal ulcers was herpes zoster (45% of cases). Approximately one-third of the patients (27%) were chronically using hypotensive eye drops, and more than half (54%) had previously undergone penetrating corneal transplantation. At the time of amniotic membrane transplantation, 18% of the eyes had corneal melting, 9% had corneal perforation, and the others had corneal ulceration without other associated complications (73%). The time between clinical diagnosis and surgical treatment ranged from 9 days to 2 years. The corrected visual acuity was worse than 20/400 in 90% of the patients preoperatively, with improvement in 36% after 3 months of the procedure, worsening in 18% and remaining stable in 36%. Of the patients, 81% complained of preoperative pain, and 66% of them reported total symptom relief after the surgical procedure. In one month, 54.6% of the patients presented a closure of epithelial defect, and half of the total group evolved with corneal thinning. The failure rate was 45.5% of the cases.
CONCLUSION: Cryopreserved amniotic membrane transplantation can be considered a good alternative for treating refractory neurotrophic corneal ulcers, as it resulted in significant improvement in pain (66%) and complete epithelial closure (60%) in many patients at 1 month postoperatively. Notably, the high failure rate highlights the need for further studies to identify patient- and ulcer-related factors that may influence the outcomes of this procedure.
Keywords: Amnion/transplantation; Corneal ulcer; Anterior eye segment; Keratitis
Abstract
A ceratite bacteriana causada por cepas multirresistentes de Pseudomonas aeruginosa é um desafio terapêutico, devido à disponibilidade limitada de antimicrobianos e à rápida progressão para necrose e perfuração da córnea. O objetivo deste artigo é relatar o uso de colistina tópica e tarsorrafia cirúrgica em um caso de ceratite por Pseudomonas aeruginosa amplamente resistente a medicamentos em um paciente com pneumonia grave por COVID19. Um homem de 56 anos foi internado em uma unidade de terapia intensiva com sintomas clínicos de pneumonia grave por COVID19. Durante sua permanência na unidade de terapia intensiva, o paciente desenvolveu uma ceratite rapidamente progressiva, cuja cultura foi positiva para Pseudomonas aeruginosa resistente a todos os antimicrobianos, exceto colistina. Devido ao fechamento incompleto da pálpebra, foi realizada uma tarsorrafia temporária e foi instituído um esquema de colistina tópica em doses decrescentes. Após cinco semanas, a resolução completa da ceratite foi alcançada. Pseudomonas aeruginosa amplamente resistente a medicamentos é uma causa incomum de ceratite bacteriana. Este relato descreve o uso seguro e eficaz da colistina tópica em um caso com comprometimento corneano grave.
Keywords: Ceratite; Infecção ocular bacteriana; Resistência a medicamento; Infecção por pseudomonas; Colistina; Genes MDR; COVID-19.
Abstract
A esporotricose ocular envolvendo anexos pode se apresentar de quatro formas: conjuntivite granulomatosa, dacriocistite, Síndrome Oculoglandular de Parinaud e conjuntivite bulbar. A esporotricose ocular, apesar de incomum, tem aumentado em regiões com alta incidência de esporotricose. Apresentamos uma série de três casos de envolvimento ocular pelo fungo Sporothrix sp.: suas manifestações, abordagem e sua relevância em áreas com alta incidência de esporotricose.
Keywords: Infecções oculares fúngicas; Conjuntivite; Esporotricose/tratamento farmacológico; Sporothrix/isolamento e purificação; Itraconazol/uso terapêutico.
Abstract
A COVID-19 é uma doença infeciosa causada pelo SARS-CoV-2, sendo sua principal forma de transmissão através de gotículas respiratórias. Já existem relatos de caso descrevendo a presença desse vírus em materiais biológicos como sangue, fezes, urina e lágrima, o que gera hipóteses sobre outros meios de transmissão da doença. Neste estudo, descrevemos um caso de identificação do vírus SARS-CoV-2 na superfície ocular de um profissional de saúde assintomático. A transcrição inversa da reação em cadeia da polimerase da nasofaringe, coletada no mesmo dia, e o teste sorológico, realizado três meses após, não detectaram qualquer evidência de infecção pelo SARS-CoV-2. Esses dados alertam para a possibilidade de resultado falso positivo da transcrição inversa da reação em cadeia da polimerase da superfície ocular ou a presença do vírus na mucosa conjuntival sem infecção.
Keywords: Infecção por coronavírus; COVID-19; Infecção ocular viral; SARS-CoV-2; Profissional de saúde.
Abstract
Paciente do sexo masculino, 33 anos, apresentou ceratite infecciosa subaguda unilateral 4 semanas após a cirurgia. A inflamação da córnea foi resistente aos regimes de antibióticos tópicos padrão. A aba da córnea foi derretida e seccionada durante o levantamento e amostragem para diagnóstico. A melhora clínica só foi alcançada após levantamento do retalho, raspagem e diagnóstico microbiológico de micobactérias atípicas e tratamento com amicacina fortificada tópica, claritromicina e claritromicina sistêmica.
Keywords: Córnea/microbiologia; Úlcera da córnea; Infecções oculares bacterianas; Mycobacterium abscessus; Procedimentos cirúrgicos refrativos; Ceratomileuse assistida por excimer laser in situ; Amicacina/uso terapêutico; Claritromicina/uso terapêutico; Humanos; Re
ABO is licensed under a Creative Commons Attribution-NonComercial 4.0 Internacional.
About
Issues
Editorial Board
Submission
Official publication of Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Rua Casa do Ator, 1.117 - 2º andar - CEP: 04546-004
São Paulo - SP, Brazil
Phone: +55 11 3266-4000