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Search for: Migraine; Opthalmoplegia; Magnetic resonance imaging; Headache; Ocular motility disorders; Case reports
Abstract
Objetivo: A injeção peribulbar de triancinolona é um tratamento alternativo para doenças oculares da tireoide; no entanto, a segurança desse procedimento continua controversa. O objetivo deste artigo é descrever os efeitos adversos locais e sistêmicos de injeções peribulbares de triancinolona em pacientes com doença ocular da tireoide.
Métodos: Estudo retrospectivo de uma série de casos. Foram analisados os prontuários médicos dos pacientes com doença ocular da tireoide tratados com injeções de triancinolona peribulbar em uma única instituição acadêmica entre 2007 e 2019. Foram documentadas as complicações locais e sistêmicas.
Resultados: Um total de 123 pacientes foram tratados. Apenas 11 (8,9%) pacientes apresentaram complicações locais, sendo a mais frequente a presença de equimoses palpebrais superficiais (7,3%), enquanto 2 (1,6%) pacientes apresentaram complicações sistêmicas (hiperglicemia e inibição da suprarrenal após a interrupção do tratamento). Todas estas complicações foram transitórias e nenhum paciente apresentou sequelas de longo prazo.
Conclusões: As injeções peribulbares de triancinolona nas doenças oculares da tireoide têm uma taxa muito baixa de complicações, tanto locais quanto sistêmicas. São necessários estudos prospectivos para aprofundar este tópico.
Keywords: Órbita/diagnóstico por imagem; Imageamento por ressonância magnética; Oftalmopatia de Graves; Triancinolona/efeitos adversos; Injeções.
Abstract
Objetivo: Comparar as características radiológicas e clínicas do adenoma pleomórfico primário e do carcinoma adenoide cístico da glândula lacrimal.
Métodos: Este estudo revisou retrospectivamente os achados de imagem e os prontuários médicos de casos de adenoma pleomórfico e carcinoma adenoide cístico da glândula lacrimal.
Resultados: Foram avaliados 11 pacientes com adenoma pleomórfico e 16 pacientes com carcinoma adenoide cístico. Não houve diferenças estatisticamente significativas em relação à idade e sexo. Proptose foi o sintoma de apresentação mais comum em ambos os grupos. Os carcinomas adenoides císticos foram mais propensos que os adenomas pleomórficos a apresentarem massas palpáveis, diplopia, dor e perda sensorial, mas essa diferença entre os grupos não foi estatisticamente significativa. Não houve diferenças estatísticas em termos de homogeneidade e indentação do globo ocular entre os dois tipos de tumores em imagens de tomografia computadorizada (p>0,05). Também à tomografia computadorizada, a invasão óssea, a calcificação do tumor e o sinal em cunha foram mais frequentes nos carcinomas adenoides císticos, enquanto a remodelação óssea foi mais frequente nos adenomas pleomórficos, com significância estatística para todas essas manifestações (p<0,05). À ressonância magnética, os adenomas pleomórficos foram significativamente mais propensos a terem margens bem definidas, contornos lobulados, realce heterogêneo pelo contraste e hiperintensidade na ressonância magnética ponderada em T2 (p<0,05).
Conclusão: Ao se diferenciar o adenoma pleomórfico e o carcinoma adenoide cístico da glândula lacrimal, é muito importante avaliar as características radiológicas juntamente com as características clínicas. Os contornos lobulados podem ser uma característica radiológica significativamente distinta em favor do adenoma pleomórfico.
Keywords: Aparelho lacrimal/patologia; Adenoma pleomorfo; Carcinoma adenoide cístico; Tomografia computadorizada por raios x; Imagem por ressonância magnética.
Abstract
Objetivos: Mensurar a perfusão do complexo retina/coróide com ressonância magnética em olhos com fechamento angular primário agudo (FAPA).
Métodos: Três sequências de ressonância magnética, duas anatômicas e uma de perfusão com gadolínio, foram adquiridas em pacientes com fechamento angular primário agudo. Regiões de interesse foram desenhadas na sequência de perfusão e sobrepostas à sequência anatômica. O volume de sangue relativo nos 2 primeiros segundos foi considerado como referência, e sua variação nos 28 segundos subsequentes foi analisada.
Resultados: Cinco olhos de 5 pacientes com fechamento angular primário agudo foram incluídos (3 com crise unilateral e 2 com crise bilateral). Três olhos contralaterais e 2 olhos de 2 pacientes saudáveis, pareados por sexo e idade, foram incluídos no grupo controle. Pacientes com fechamento angular primário agudo incluíam 4 (80%) mulheres, com idade média de 65,8 ± 12,37 anos, pressão intraocular média de 56,2 ± 14,67 mmHg, pressão arterial média de 113,4 ± 8,17 mmHg e pressão de perfusão ocular de 57,2 ± 13,46mmHg. No grupo controle, pressão intraocular média foi de 15,6 ± 2,61 mmHg (p=0,0625), pressão arterial média de 107,4 ± 6,57 mmHg (p=1,00) e pressão de perfusão ocular de 91,8 ± 6,72 mmHg (p=0,0625). O volume de sangue relativo do complexo retina/coróide foi de -0,127 ± 0,048 nos olhos em fechamento angular primário agudo e -0,213 ± 0,116 nos olhos controles (p=0,3125).
Conclusões: A sequência de ressonância magnética com gadolínio não demonstrou diferença na perfusão de retina/coroide em olhos com fechamento angular primário agudo.
Keywords: Glaucoma de ângulo fechado; Imagem por ressonância magnética; Gadolínio; Retina; Perfusão
Abstract
Objetivo: Sincinesias são resultado de inervações anômalas e ocasionam movimentos aberrantes dos músculos envolvidos. Apresentamos uma série com casos raros de sincinesias oculares congênitas dos músculos extraoculares e do levantador da pálpebra superior e especulamos a possibilidade de classificá-las dentro do espectro das desordens congênitas da desnervação cranianana.
Métodos: Prontuários de pacientes com diagnóstico de sincinesia ocular congênita foram estudados retrospectivamente. Analisamos sexo, lateralidade e as características completas do exame de motilidade de cada paciente.
Resultados: Nove pacientes com sincinesias oculares congênitas foram incluídos. Houve discreta predominância no sexo feminino. Em termos de lateralidade, o olho direito foi o único envolvido em 4 casos, o olho esquerdo também em 4 casos e 1 caso apresentou acometimento bilateral. 55,5% dos pacientes eram ortotrópicos na posição primária. Os III, VI e IV nervos participaram da sincinesia em 100%, 44,4% e 11,1% dos casos, respectivamente.
Conclusões: Sincinesias oculares congênitas podem se apresentar de modo bastante eclético e incomum. A inervação aberrante presente em cada um desses casos os coloca na lista de candidatos a integrar o grupo das desordens congênitas da desenervação craniana.
Keywords: Sincinesia; Nervo troclear; Nervos cranianos/ anormalidades; Músculos oculomotores; Transtornos da motilidade ocular/congênito
Abstract
PURPOSE: This study was conducted to report the histopathological and clinical features of the Marcus Gunn phenomenon and other similar conditions of upper eyelid misfiring.
METHODS: This was a retrospective study of patients with congenital ptosis with Marcus Gunn phenomenon who have undergone surgical repair over a period of 12 years and another two patients with upper eyelid misfiring in association with extraocular movements to identify their histopathological findings as subtypes representing ocular congenital cranial dysinnervation disorder.
RESULTS: Among 136 patients with congenital ptosis, 11 (8%) patients with Marcus Gunn phenomenon or misfiring were identified, of whom 9 (6.6%) had typical known Marcus Gunn phenomenon and 2 (1.4%) had eyelid misfiring similar to Marcus Gunn phenomenon. In all patients, the histopathological changes of the excised levator muscle included overall loss and/or atrophy of muscle fibers and irregular-modified Gomori trichrome staining.
CONCLUSION: The Marcus Gunn phenomenon and similar misfiring conditions with synkinetic extraocular muscle movements share findings that are consistent with the neurogenic type of muscle atrophy. This result suggests a common underlying etiology with variable clinical findings, representing the ocular counterpart of congenital cranial dysinnervation disorder, which has been reported as ocular congenital cranial dysinnervation disorder.
Keywords: Eyelid diseases; Ocular motility disorders/surgery; Ophthalmologic surgical procedures
Abstract
PURPOSE: This study aimed to analyze the association between magnetic resonance imaging apparent diffusion coefficient map value and histopathological differentiation in patients who underwent eye enucleation due to retinoblastomas.
METHODS: An observational chart review study of patients with retinoblastoma that had histopathology of the lesion and orbit magnetic resonance imaging with apparent diffusion coefficient analysis at Hospital de Clínicas de Porto Alegre between November 2013 and November 2016 was performed. The histopathology was reviewed after enucleation. To analyze the difference in apparent diffusion coefficient values between the two major histopathological prognostic groups, Student's t-test was used for the two groups. All statistical analyses were performed using SPSS version 19.0 for Microsoft Windows (SPSS, Inc., Chicago, IL, USA). Our institutional review board approved this retrospective study without obtaining informed consent.
RESULTS: Thirteen children were evaluated, and only eight underwent eye enucleation and were included in the analysis. The others were treated with photocoagulation, embolization, radiotherapy, and chemotherapy and were excluded due to the lack of histopathological results. When compared with histopathology, magnetic resonance imaging demonstrated 100% accuracy in retinoblastoma diagnosis. Optic nerve invasion detection on magnetic resonance imaging showed a 66.6% sensitivity and 80.0% specificity. Positive and negative predictive values were 66.6% and 80.0%, respectively, with an accuracy of 75%. In addition, the mean apparent diffusion coefficient of the eight eyes was 0.615 × 103 mm2/s. The mean apparent diffusion coefficient value of poorly or undifferentiated retinoblastoma and differentiated tumors were 0.520 × 103 mm2/s and 0.774 × 103 mm2/s, respectively.
CONCLUSION: This study revealed that magnetic resonance imaging is useful in the diagnosis of retinoblastoma and detection of optic nerve infiltration, with a sensitivity of 66.6% and specificity of 80%. Our results also showed lower apparent diffusion coefficient values in poorly differentiated retinoblastomas with a mean of 0.520 ×
103 mm2/s, whereas in well and moderately differentiated, the mean was 0.774 × 103 mm2/s.
Keywords: Retinoblastoma; Prognosis; Retinal neoplasms; Orbit; Diffusion magnetic resonance imaging
Abstract
A Neurite óptica é uma importante causa de diminuição da visão devido à inflamação do nervo óptico. Por apresentar diversas etiologias faz-se necessário ampla investigação. A neuropatia óptica autoimune corresponde a uma doença rara que se manifesta com perda visual aguda, indolor e grave. A gravidade está associada a sua fisiopatogenia com componentes inflamatório e isquêmico. A positividade para marcadores de doenças autoimunes, mais comumente a elevação da titulação de anticorpos antinucleares, são fatores determinantes para o diagnóstico da neuropatia óptica autoimune. O tratamento é feito através de imunossupressão, com necessidade de altas doses de corticoide. Neste relato iremos descrever um paciente com neuropatia óptica autoimune. Discutiremos sobre a importância dos parâmetros laboratoriais e os achados de imagem da ressonância magnética para o diagnóstico.
Keywords: Neuropatia óptica autoimune; Neurite óptica; Desordem do espectro; Neuromielite óptica; Imagem de difusão por ressonância magnética; Neurite óptica
Abstract
Os distúrbios de inervação craniana congênita englobam um grupo de síndromes associadas a estrabismos complexos, que se apresentam como oftalmoplegia congênita e não progressiva e são frequentemente herdadas. Os defeitos dos genes estão associados a erros no desenvolvimento ou direcionamento axonal dos motoneurônios, e erros no direcionamento axonal para os músculos extraoculares. Este caso descreve o caso de um menino que apresenta estrabismo complexo secundário à hipoplasia do terceiro nervo craniano e inervação aberrante da pálpebra superior ipsilateral, bem como o resultado após a correção cirúrgica.
Keywords: Músculos oculomotores/inervação; Doenças dos nervos cranianos; Nervo oculomotor; Estrabismo; Oftalmoplegia; Relatos de casos
Abstract
Reportamos o caso de homem previamente hígido, 48 anos, com paralisia isolada do nervo abducente 18 dias após infecção pelo novo coronavírus (COVID-19) confirmada por reação cadeia polimerase de transcriptase reversa. A principal queixa do paciente na admissão era diplopia. O exame ocular revelou paralisia do sexto nervo craniano do olho esquerdo. Esotropia incomitante no exame inicial media 30 dioptrias prismáticas. Abdução estava limitada com adução completa no olho esquerdo. O paciente foi submetido a investigação clínica e neurológica com exame de neuroimagem, incluindo análise de amostra do líquido cefalorraquidiano para descartar causas infecciosas. Optou-se por abordagem conservadora com terapia ortóptica e prisma de Fresnel. Oito meses após a infecção pelo COVID-19, o paciente evoluiu com regressão do estrabismo e informou recuperação completa do quadro. Este relato sugere que paralisia isolada do nervo abducente causada por SARS-CoV-2 pode melhorar com abordagem conservadora.
Keywords: Infecções por coronavirus; Doenças do nervo abducente; Estrabismo; Vírus da SARS; Transtornos da motilidade ocular; Humanos; Relatos de casos
Abstract
O relato descreve três casos de síndrome de sicca, inicialmente suspeitos de serem a síndrome de Sjögren, que foram negados pela investigação clínica e laboratorial. O primeiro associado ao uso de isotretinoína, um ácido retinóico, o segundo ao uso de esteroides androgênicos anabolizantes e o terceiro relacionado ao adenoma da hipófise secretora da prolactina, todos manifestaram sicca, incluindo a síndrome do olho seco após esses eventos e as manifestações persistem. A ressonância magnética revelou atrofia bilateral da glândula lacrimal. Eles eram uma mulher de 24 anos, um homem de 32 anos e uma mulher de 77 anos com sintomas crônicos da síndrome de sicca, incluindo a síndrome do olho seco. A história médica, o exame ocular, os exames laboratoriais e a ressonância magnética foram confirmados como síndrome do olho seco, no entanto, todos os exames foram negativos para a síndrome de Sjögren. A glândula lacrimal estava ausente na ressonância magnética nos três casos. A história clínica revelou que sinais e sintomas se manifestaram após exposição crônica ao ácido retinóico, esteróides anabolizantes androgênicos e adenoma secretivo da prolactina hipofisária, respectivamente. Isotretinoína crônica, esteroides anabólicos androgênicos e adenoma hipofisário secretor de prolactina ou, neste último caso, seu tratamento inibitório pode ser a causa da atrofia da glândula lacrimal, síndrome da sicca e síndrome do olho seco e diagnóstico diferencial da síndrome de Sjögren. Estudos adicionais sobre doses, duração e outras suscetibilidades aos efeitos adversos duradouros do ácido retinóico, esteroides androgênicos anabólicos e repercussões do adenoma da hipófise secretora da prolactina são necessários para confirmar e detalhar essas associações.
Keywords: Congêneres da testosterona; Isotretinoína; Síndromes do olho seco; Glândulas lacrimais; Imagem por ressonância magnética; Neoplasias hipofisárias; Adenoma; Prolactina; Síndrome de Sjögren
Abstract
O hemangioma infantil é a causa mais comum de tumor benigno na infância e usualmente é uma condição isolada podendo ocorrer em diferentes regiões do corpo. No entanto, hemangiomas infantil extensos podem ser associados com outras malformações sistêmicas incluindo anomalias no sistema nervoso central, cerebrovasculares, cardíacas e oftalmológicas, uma condição denominada síndrome PHACE. Neste trabalho, descrevemos o caso de um paciente com síndrome PHACE que se apresentou com um extenso hemangioma facial e anomalia de “morning glory”.
Keywords: Hemangioma; Anormalidades do olho; Coartação aórtica; Síndromes neurocutâneas; Imagem por ressonância magnética; Humanos; Relatos de casos
Abstract
Nosso objetivo é relatar as características clínicas e os resultados da toxicidade na superfície ocular após a terapia com depatuxizumabe mafodotina (ABT-414) para glioblastoma irressecável. Os sinais e sintomas oculares de três pacientes que foram tratados com ABT-414 durante um estudo de fase III para glioblastoma multiforme foram avaliados. Ambos os olhos de todos os pacientes foram danificados durante a semana após a primeira infusão da molécula ABT-414. Em todos os pacientes, uma ceratite de leve a moderada pode ser verificada, juntamente com uma diminuição da acuidade visual e visão turva, bem como sensação de corpo estranho e vermelhidão. Os sintomas e a acuidade visual melhoraram em um período de 4 semanas. Em conclusão, a terapia com ABT-414 pode causar toxicidade transitória na superfície ocular. A iniciação com lágrimas artificiais e pomada lubrificante foi suficiente para controlar os sinais e sintomas na superfície ocular. Uma abordagem multidisciplinar, com acompanhamento oftalmológico completo e a elaboração de protocolos são necessários para o manejo adequado desses pacientes.
Keywords: Glioblastoma/tratamento farmacológico; Anticorpos monoclonais humanizados/uso terapêutico; Córnea/efeitos de fármacos; Transtorno da visão; Humanos; Relato de caso
Abstract
Este artigo relata o caso de um paciente do sexo masculino, 11 anos de idade, com história de proptose e baixa de acuidade visual progressiva. Ao exame oftalmológico apresentava melhor acuidade visual de 20/25 em olho direito e percepção de luz em olho esquerdo. Existia exotropia e limitação à adução no olho esquerdo. À campimetria automatizada, observou-se quadrantopsia temporal inferior em olho direito e escotoma total em olho esquerdo. À ressonância magnética, evidenciou-se lesão expansiva em trajeto do nervo óptico esquerdo estendendo-se até região do tronco encefálico, com acometimento quiasmático. O objetivo deste artigo é relatar o glioma de vias ópticas, bem como discutir os achados e sua interligação com a literatura atual.
Keywords: Glioma; Neoplasias do nervo óptico; Quiasma óptico; Astrocitoma; Imageamento por ressonância magnética; Acuidade Visual; Relatos de casos; Humanos.
Abstract
A incidência de malformações linfáticas em crianças é estimada em 6% de todas as malformações vasculares benignas. Têm sido desenvolvidos novos tratamento para doenças linfáticas orbitárias. Nosso objetivo é descrever um caso clínico de malformação venolinfática orbitária em um menino de 10 anos de idade, causando proptose e edema palpebral. A lesão foi tratada inicialmente com escleroterapia local. No entanto, a lesão teve recidiva e foi tratada com sucesso com sirolimo oral. Ainda são necessários estudos prospectivos para estabelecer a dose apropriada e a duração do tratamento com sirolimo nesses pacientes.
Keywords: Anormalidades linfáticas/tratamento farmacológico; Órbita/patologia; Exoftalmia; Imagem por ressonância magnética; Sirolimo/uso terapêutico; Criança.
Abstract
O lacrimejamento é um sinal comum na prática oftalmológica, porém frequentemente negligenciado. Os autores descrevem um caso de um paciente com epífora unilateral direita com 8 anos de história que só após evoluir com dacriocistite foi submetido a semiologia de vias lacrimais. Após o diagnóstico de obstrução baixa da via lacrimal foi submetido a cirurgia de dacriocistorrinostomia, onde o saco lacrimal de aparência atípica foi biopsiado e identificado como carcinoma espinocelular. O paciente foi submetido a ressecção oncológica do tumor seguido de radioterapia adjuvante, permanecendo livre de recidiva por 2 anos. Este caso ressalta a importância de investigar causas da epífora, especialmente quando unilateral, dada sua maior associação com a obstrução de via lacrimal. Uma semiologia oportuna das vias lacrimais podem evitar atrasos no diagnóstico de obstrução secundárias a neoplasia, que apesar de incomuns, são potencialmente fatais.
Keywords: Obstrução dos ductos lacrimais; Doenças do aparelho lacrimal; Neoplasias oculares; Carcinoma de células escamosas; Imagem por ressonância magnética; Tomografia computadorizada por raios X; Humano; Relato de casos
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