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Arq. Bras. Oftalmol. 2015; 78 (1): 10.5935/0004-2749.20150009

Total: 1334

Survey: técnica para realização de injeção intravítrea pelos membros da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo (SBRV)

Helio F. Shiroma1; Michel E. Farah1; Walter Y. Takahashi2; Andre M. V. Gomes2; Mauro Goldbaum2; Eduardo Buchele Rodrigues1

DOI: 10.5935/0004-2749.20150009

RESUMO

Objetivo: Avaliar e descrever os cuidados envolvidos durante o procedimento de injeção intravítrea de drogas antiangiogênicas realizado pelos oftalmologistas membros da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo (SBRV). Métodos: Foi enviado um questionário aos 920 membros da SBRV, por meio de correio eletrônico, entre o período de 15/11/2013 a 31/04/2014, contendo 22 questões, relacionado aos cuidados pré, intra e pós-operatório da injeção intravítrea. Resultados: Foram obtidas 352 respostas (38% dos sócios). Houve um predomínio do sexo masculino (76%), procedentes da região Sudeste (51%). O tempo de experiência profissional se concentrou entre 6 a 15 anos após o término da especialização (50%). A maioria dos participantes tem média semanal de 1 a 10 (76%), sendo 88% das vezes realizado dentro do centro cirúrgico, utilizando iodopovidona (99%), luvas e blefarostato estéreis (94%). A anestesia tópica com colírio anestésico foi a técnica mais utilizada (65%). Entre os participantes, ranibizumabe (Lucentis®) é a droga mais utilizada (55%) e a degeneração macular relacionada a idade (DMRI) é a doença mais tratada (57%). Das complicações citadas pelos oftalmologistas, 6% já vivenciaram pelo menos um caso de descolamento de retina, 20% endoftalmite, 9% hemorragia vítrea e 12% toque cristaliniano. Conclusão: A injeção intravítrea é um procedimento realizado rotineiramente por retinólogos, com baixo índice de complicações. A realização do procedimento no centro cirúrgico com técnica asséptica é preferida pelos pesquisados. A droga mais utilizada foi o ranibizumabe e a doença mais tratada foi a DMRI.

Descritores: Injeções intravítreas; Doenças retinianas; Inibidores da angiogênese; Anestesia tópica

ABSTRACT

Purpose: To evaluate and describe the precautions involved in the technique of intravitreal injection of antiangiogenic drugs adopted by the ophthalmologists who are members of the Brazilian Society of Retina and Vitreous (SBRV). Methods: A questionnaire containing 22 questions related to precautions taken before, during, and after intravitreal injection was sent electronically to 920 members of SBRV between November 15, 2013 and April 31, 2014. Results: 352 responses (38%) were obtained. There was a predominance of men (76%) from the southwest region of Brazil (51%). The professional experience varied between 6 and 15 years after medical specialization (50%). Most professionals (76%) performed an average of 1 to 10 intravitreal injections a week, and 88% of the procedures were performed in the operating room using povidone iodine (99%), sterile gloves, and blepharostat (94%). For inducing topical anesthesia, usage of anesthetic eye drops was the most used technique (65%). Ranibizumab (Lucentis®) was the most common drug (55%), and age-related macular degeneration (AMD) was the most treated disease (57%). Regarding the complications treated, 6% of the ophthalmologists had treated at least one case of retinal detachment, 20% had treated cases of endophthalmitis, 9% had treated cases of vitreous hemorrhage, and 12% had encountered cases of crystalline lens touch. Conclusion: Intravitreal injection is a procedure routinely performed by retina specialists and has a low incidence of complications. Performing the procedure in the operating room using an aseptic technique was preferred by most of the respondents. Ranibizumab was the most used drug, and AMD was the most treated disease.

Keywords: Intravitreal injections; Retinal diseases; Angiogenesis inhibitors; Topical anesthesia


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F. Shiroma H, E. Farah M, Y. Takahashi W, V. Gomes AM, Mauro Goldbaum , Buchele Rodrigues E. Survey: técnica para realização de injeção intravítrea pelos membros da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo (SBRV). Arq. Bras. Oftalmol. 2015;78(1):32-35. 10.5935/0004-2749.20150009
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