Arq. Bras. Oftalmol. 2008; 71 (3): 10.1590/S0004-27492008000300003
Total: 1320
Adriana Berezovsky1; Josenilson Martins Pereira2; Solange Rios Salomão3; Vagner Rogério dos Santos4; Paulo Schor5
DOI: 10.1590/S0004-27492008000300003
RESUMO
OBJETIVO: Validar um novo protótipo de um eletrodo de fibra para eletrorretinografia clínica (ERG). MÉTODOS: Foi testado em um grupo de 20 voluntários saudáveis (17-31 anos; média 22,7 ± 4,5; 8 homens), um protótipo de eletrodo de fibra com referência acoplado descartável recentemente desenvolvido (depósito de patente no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual # PI0602186-7), constando de uma fibra de sinais corneanos e uma segunda fibra servindo como referência. Após 30 minutos de adaptação ao escuro, as respostas de cones e bastonetes da eletrorretinografia foram registradas simultaneamente com dilatação completa das pupilas em ambos os olhos, com o protótipo de eletrodo de fibra com referência acoplado em um olho escolhido ao acaso e um eletrodo DTL® no outro olho. Após a apresentação dos estímulos escotópicos e fotópicos cada resposta foi analisada em amplitude e tempo de culminação das ondas a e b. O sistema VERIS 5.1.9 foi usado para a aquisição e análise dos dados. Os resultados da eletrorretinografia foram analisados pelo teste de Mann-Whitney. Após a sessão da eletrorretinografia foi feito exame em lâmpada de fenda para avaliar possíveis eventos adversos. RESULTADOS: As respostas obtidas com o protótipo de eletrodo de fibra com referência acoplado foram comparáveis às do eletrodo DTL® comercialmente disponível. Numa análise qualitativa, o eletrodo de fibra com referência acoplado produziu sinais com menos ruído. Na média, a amplitude escotópica da eletrorretinografia e o tempo de culminação da onda-b usando o eletrodo DTL® foram respectivamente, 287,6 µV and 36,3 ms com achados similares para o protótipo (287,9 µV e 36,3 ms). Sob condições fotópicas, a amplitude média do eletrodo DTL® e o tempo de culminação da onda b foram respectivamente 108,9 µV e 24,5 ms com resultados similares para o protótipo (116,4 µV e 24,5 ms). Após os registros da eletrorretinografia com ambos os tipos de eletrodos não houve abrasões corneanas ou outros eventos adversos significantes. CONCLUSÕES: Em sujeitos humanos saudáveis, o protótipo de eletrodo de fibra com referência acoplado forneceu registros estáveis e seguros de eletrorretinogramas a partir da córnea comparado aos obtidos com o eletrodo DTL® comercialmente disponível. O protótipo é um instrumento alternativo viável para registro clínico da eletrorretinografia para avaliar a função retiniana, no entanto, análises adicionais são necessárias para validar sua utilidade clínica em pacientes com distúrbios retinianos.
Descritores: Eletrodos; Eletrorretinografia; Retina; Doenças retinianas; Estudos de validação
ABSTRACT
PURPOSE: To validate a new fiber electrode prototype for clinical electroretinography (ERG). METHODS: A recently developed prototype of a disposable reference-coupled fiber electrode (patent pending Brazilian Institute of Industrial Property # PI0602186-7), including one fiber for corneal signals and a second fiber acting as reference was tested in a group of 20 healthy volunteers (17-31 years; mean 22.7 ± 4.5; 8 males). Standard electroretinography rod and cone responses were recorded from a fully dilated pupil simultaneously in both eyes with a reference-coupled fiber electrode prototype in one randomly assigned eye and a DTL® electrode in the other eye after 30 min of dark-adaptation. After presenting dark- and light-adapted stimuli, each response was analyzed for a- and b-wave amplitude and implicit time. The VERIS 5.1.9 system was used for electroretinography data acquisition and analysis. Electroretinography outcomes were analyzed by Mann-Whitney test. Slit-lamp examination was performed in both eyes right after electroretinography session to evaluate possible adverse effects. RESULTS: Responses recorded with reference-coupled fiber electrode prototypes were comparable to commercially available DTL® fiber electrodes. On a qualitative analysis, reference-coupled fiber electrodes provided recordings with less amount of noise. On average, scotopic electroretinography amplitude and b-wave implicit time recorded using DTL® were, respectively, 287.6 µV and 36.3 ms with similar findings for the reference-coupled fiber electrode prototype (287.9 µV and 36.3 ms). Under photopic conditions DTL® mean amplitude and implicit time were, respectively 108.9 µV and 24.5 ms with similar results for the reference-coupled fiber electrodes prototypes (116.4 µV and 24.5 ms). No corneal abrasions or any other significant adverse effects were found after electroretinography recording with both electrodes. CONCLUSIONS: The reference-coupled fiber electrode prototype provided stable and safe recordings of corneal electroretinograms compared to the commercially availabe DTL® electrode in healthy human subjects. The prototype is a feasible alternative instrument for clinical electroretinography recording to assess retinal function, however further analysis is recommended to validate its clinical usefulness in patients with retinal disorders.
Keywords: Electrodes; Electroretinography; Retina; Retinal diseases; Validation studies
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